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Goiás deve registrar 2ª maior safra de grãos da história, aponta Conab

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux

O estado de Goiás deve produzir 35,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo o 5º Boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área plantada está estimada em 7,8 milhões de hectares, com produtividade média de 4,6 toneladas por hectare, colocando o estado no caminho da segunda maior safra da série histórica, atrás apenas do recorde de 2024/25.

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Soja na liderança

A soja permanece como principal cultura, com 5,1 milhões de hectares cultivados, alta de 4%, e produção estimada em 19,8 milhões de toneladas. O milho também mantém papel estratégico, especialmente na primeira safra, projetada em 1,5 milhão de toneladas, além de atender cadeias de proteína animal e a indústria de etanol.

Girassol

Goiás lidera ainda a produção nacional de girassol, com previsão de 72 mil toneladas, e amplia a relevância do sorgo, cuja colheita deve crescer 7,3%, alcançando 1,6 milhão de toneladas.

De acordo com o secretário de Agricultura, Pedro Leonardo Rezende, os números reforçam a força da produção goiana, sustentada por tecnologia e gestão eficiente no campo.

Com informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás.

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Exportações de soja do Brasil somam 2,692 milhões de t em fevereiro

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Fonte: Appa

As exportações brasileiras de soja em grão alcançaram 2,692 milhões de toneladas em fevereiro, considerando 10 dias úteis, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou US$ 1,120 bilhão no período, com média diária de US$ 112,035 milhões e embarques médios de 269,271 mil toneladas por dia.

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O preço médio da tonelada ficou em US$ 416,10. Na comparação com fevereiro de 2025, a receita média diária recuou 11,9%, enquanto o volume caiu 16,2%. Em contrapartida, o valor médio da soja registrou alta de 5,1%, refletindo melhora nas cotações.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

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Agro Mato Grosso

Custo de produção do milho deve subir mais de 7% na safra 26/27 em MT

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O setor produtivo de Mato Grosso já acende o alerta para o planejamento da próxima temporada. De acordo com o relatório mais recente do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), o custeio para o milho na safra 2026/27 deve apresentar uma alta de 7,19% em comparação ao ciclo 25/26, atingindo a média estimada de R$ 3.558,08 por hectare.

Segundo os analistas do instituto, essa elevação é impulsionada diretamente pela atualização dos pacotes tecnológicos entre as safras. O aumento dos custos operacionais reflete um cenário de maior desembolso direto por parte do produtor para manter a produtividade e a eficiência das lavouras no estado.

Desdobramento dos Custos Operacionais

O levantamento detalha diferentes indicadores que compõem o gasto total do agricultor, revelando que a manutenção da atividade exigirá uma gestão financeira ainda mais rigorosa:

  • Custo Operacional Efetivo (COE): Registrou a maior alta, com incremento de 9,46%, chegando a R$ 5.260,69/ha.
  • Custo Operacional Total (COT): Apresentou alta de 8,08%, fechando em R$ 5.830,02/ha.
  • Custo Total (CT): A elevação frente à safra anterior foi de 6,36%, finalizando com média de R$ 7.153,73/ha.

Recomendação ao Produtor: Relação de Troca

Diante deste cenário de encarecimento, o Imea reforça a importância de monitorar as janelas de oportunidade. Como a comercialização da safra 26/27 ainda não foi iniciada oficialmente, os produtores devem ficar atentos às relações de troca — a quantidade de sacas de milho necessárias para adquirir insumos — para travar os custos nos melhores momentos do mercado.

Indicador de Custo (Milho)Valor Estimado (R$/ha)Variação vs 25/26
CusteioR$ 3.558,08+7,19%
Custo Operacional Efetivo (COE)R$ 5.260,69+9,46%
Custo Total (CT)R$ 7.153,73+6,36%

Destaque do Imea: “É fundamental aproveitar as oportunidades de preço para travar os custos, uma vez que o desembolso direto será maior nesta temporada.”

A gestão eficiente dos insumos e o acompanhamento das cotações diárias serão os principais aliados do produtor mato-grossense para garantir a rentabilidade no próximo ciclo do milho.

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Mato Grosso gera 31,7 mil empregos e impulsiona comércio e serviços

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Mato Grosso criou 31,7 mil empregos formais em 2025 e impulsionou diretamente o crescimento do comércio e dos serviços, colocando o estado entre os destaques nacionais em vendas e faturamento. Segundo análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio no Estado (IPF-MT), o aumento de trabalhadores com carteira assinada também elevou os indicadores nacionais.

Ainda conforme o Novo Caged, o setor de serviços contribuiu com 14,4 mil novos postos de trabalho no ano em Mato Grosso, representando 45,5% do total. A agropecuária registrou expansão de quase 6,2 mil vagas (19,5%), seguida do comércio, com 4,3 mil (13,7%), da indústria, que cresceu quase 4,2 mil postos (13,2%), e da construção, com 2,5 mil (8%).

O aumento de trabalhadores celetistas elevou o consumo no estado. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE), houve expansão de 3,3% no volume de vendas e de 7,9% na receita, colocando Mato Grosso como o 7º maior crescimento do país. Os resultados superam a média nacional, que registrou alta de 1,6% nas vendas e de 6,4% na receita.

Já em relação aos serviços, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE) no estado registrou aumento de 4,9% no volume e de 7,2% na receita, na comparação com 2024. Ainda conforme análise do instituto da Fecomércio-MT, também se observou crescimento de 2,8% no volume e de 7,5% na receita no país.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou a potencialidade econômica estadual com o aumento do emprego. “No conjunto, o quadro aponta para uma economia que está conseguindo transformar renda setorial em dinamismo econômico, sendo serviços e comércio agentes amplificadores desse ciclo”.

Geração de emprego em crescimento

Mato Grosso vem apresentando resultados positivos na geração de empregos nos últimos dois anos. Wenceslau Júnior explicou que a manutenção desse desempenho reforça a tendência de aquecimento do mercado de trabalho local, uma vez que dados do Novo Caged mostram a criação de 25,4 mil empregos com carteira assinada em 2024.

“A empregabilidade mato-grossense, aliada ao papel estratégico do comércio e dos serviços, aponta para uma economia aquecida no estado, que se mantém, em maior ou menor medida, desde a pandemia”, disse.

Ele completou que o cenário confirma um ciclo consistente de expansão da economia mato-grossense. “O setor terciário funciona como mecanismo de multiplicação da renda. Quando cresce, sinaliza que a economia não está apenas produzindo, mas circulando renda com intensidade”.

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