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Sustentabilidade

Ceema: Trigo sobe em Chicago e atinge maior valor desde novembro – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 19/12/2025 e 12/02/2026

Em Chicago, as cotações do trigo subiram no período dos últimos dois meses. O primeiro mês cotado saiu de US$ 5,07/bushel no dia 18/12 para US$ 5,36 no início da segunda semana de janeiro. Posteriormente, a mesma voltou a recuar, voltando aos US$ 5,07 no dia 21/01. Desta data em diante a mesma subiu para níveis de US$ 5,30 a US$ 5,40, sendo que o fechamento desta quinta-feira (12/02) avançou mais, ficando em US$ 5,52/bushel, o valor mais alto desde o dia 05 de novembro passado.

O relatório do USDA, deste dia 10/02, pouco trouxe de novidades para o ano 2025/26. O mesmo apontou uma safra mundial de 841,8 milhões de toneladas e estoques finais globais em 277,5 milhões, neste caso com recuo de cerca de 700.000 toneladas sobre janeiro. A produção e os estoques finais estadunidenses permaneceram em 54 e 25,3 milhões de toneladas respectivamente. A produção brasileira seria de 8 milhões de toneladas e a da Argentina um recorde de 27,8 milhões. Enquanto os argentinos exportariam 18 milhões de toneladas, o Brasil importará 7,3 milhões.

Dito isso, no Brasil os preços se mantiveram relativamente estáveis nestes dois meses. No Rio Grande do Sul as principais praças permaneceram em R$ 55,00/saco, enquanto no Paraná elas recuaram um pouco, ficando agora entre R$ 61,00 e R$ 65,00/saco. Isso tudo para o produto de qualidade superior.

A forte desvalorização do Real deixa o trigo importado mais barato, segurando os preços internos. Pelo lado das exportações, segundo a Secex, o Brasil exportou, em janeiro/26, um total de 370.600 toneladas, com trigo praticamente todo gaúcho. Em 12 meses, os embarques somam 2,1 milhões de toneladas, contra 2,45 milhões entre fevereiro/24 e janeiro/25. Por sua vez, o país importou, em janeiro, um total de 504.200 toneladas de trigo. Em 12 meses (fev/25-jan/26) o total importado chegou a 6,68 milhões de toneladas, contra 6,75 milhões importadas no ano anterior.

Já a produção final brasileira de trigo teria ficado em 7,87 milhões de toneladas em 2025, sendo, deste total, 3,58 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul e 2,77 milhões no Paraná.

Enfim, de forma geral, as negociações estão lentas, diante da pouca demanda interna. No Rio Grande do Sul, as negociações seguem travadas, com os vendedores pedindo em torno de R$ 1.100,00/tonelada no interior, enquanto os compradores buscam negócios para entregas em março, com pagamento em abril, entre R$ 1.050,00 e R$ 1.070,00/tonelada. A concorrência do trigo paraguaio e uruguaio é forte, com o paraguaio mostrando-se mais competitivo no noroeste gaúcho (com diferença próxima de R$ 120,00/tonelada em relação ao produto argentino). Por outro lado, em Santa Catarina, o trigo oriundo do Rio Grande do Sul chega aos moinhos do Leste do estado com valores entre R$ 1.230,00 e R$ 1.250,00/tonelada CIF, abaixo das ofertas locais, que variam de R$ 1.250,00 a R$ 1.300,00/tonelada FOB.

E no Paraná, os moinhos estão abastecidos até fins de fevereiro e demonstram interesse apenas em entregas para março, com pagamento em abril. Os preços ficam entre R$ 1.200,00 e R$ 1.280,00/tonelada CIF, dependendo da região. O trigo gaúcho e o paraguaio continuam sendo opções competitivas (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

FONTE

Autor:Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Colheita da soja e plantio do milho entram na fase final em MS – MAIS SOJA

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De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, até o dia 27 de março de 2026, a colheita da safra de soja 2025/2026 alcançou 86,6% da área total, o equivalente a 4,1 milhões de hectares. Na última semana, o avanço foi de 4,6 pontos percentuais, representando cerca de 220 mil hectares colhidos no período. Com isso, restam 13,4% das áreas ainda a serem colhidas no estado.

A região sul lidera a colheita, com 95,5% da área. A região centro registra 77,7%, enquanto a região norte apresenta 65,1%, concentrando parte das áreas ainda em colheita.

No mesmo período, o plantio do milho segunda safra alcança 2,020 milhões de hectares no estado.

Os dados levantados pela equipe da Aprosoja/MS indicam que a região sul também lidera o andamento do plantio, com 95,8% da área semeada. Na região norte, o índice chega a 85%, enquanto a região centro registra 81,2%.

“Apesar das diferenças regionais, o ritmo de colheita e de implantação do milho segunda safra se mantém dentro do comportamento esperado para o período, considerando o calendário agrícola do estado”, aponta o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.

O boletim completo pode ser acessado aqui

Fonte: Aprosoja/MS



 

FONTE

Autor:Marcos Maluf (Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Densidade de semeadura X produtividade da soja no Sul do Brasil – MAIS SOJA

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O número de plantas por área é um dos principais componentes da produtividade da soja, tornando essencial o estabelecimento de um estande adequado para a obtenção de altos rendimentos. Embora a cultura apresente certa plasticidade, que permite compensar falhas pontuais de semeadura, o bom estabelecimento inicial, com populações homogêneas e densidade adequada, é determinante para maximizar a produtividade da lavoura.

No entanto, para a maioria das cultivares modernas, as recomendações de manejo estabelecem uma faixa aceitável de densidade de semeadura, permitindo que a população de plantas seja ajustada a diferentes ambientes de cultivo. Essa margem de densidade final aceitável torna a definição exata da população em cada ambiente dependente da decisão do produtor, que deve ajustar a semeadura dentro dos limites recomendados.

Considerando que diferentes condições edafoclimáticas são observadas em diferentes ambientes de cultivo, bem como distintos potenciais produtivos, é necessário compreender qual a densidade de plantas ideal para otimizar a produtividade da soja e reduzir os custos com a aquisição de sementes. Objetivando identificar a taxa de semeadura ótima em diferentes níveis de produtividade no Sul do Brasil, o estudo conduzido por Corassa et al. (2018) avaliou um conjunto de dados coletado a partir de 109 ensaios de campo replicados de 2180 unidades experimentais.

Com base nos resultados obtidos pelos atores, a produtividade da soja em função da densidade de semeadura depende do ambiente de cultivo, sendo eles: LY – baixo rendimento, MY – médio rendimento, e HY – alto rendimento. De acordo com Corassa et al. (2018), a taxa média de semeadura no platô (ou seja, a densidade em que a produtividade se estabiliza), foi 10% maior para LY (290 mil sementes ha⁻¹) do que para MY (262 mil sementes ha⁻¹), e 18% maior para LY do que para HY (245 mil sementes ha⁻¹).

Ou seja, em ambientes de menor potencial produtivo, são necessárias maiores densidades de semeadura para atingir o platô de produtividade, enquanto em ambientes de médio e alto potencial esse patamar é alcançado com densidades progressivamente menores (figura 1).

Figura 1. Modelos de regressão Bayesiana da produtividade de sementes de soja em relação à densidade de semeadura para ambientes de baixa (produtividade <4 Mg ha⁻¹; amarelo) (A), média (produtividade 4–5 Mg ha⁻¹; verde) (B) e alta (produtividade >5 Mg ha⁻¹; azul) (C) produtividade. O modelo representa a resposta mais provável entre as combinações de local-ano × cultivar avaliadas.
Adaptado: Corassa et al. (2018)

Considerando os efeitos específicos do local (dados em nível de parcela dos locais-anos por combinação de cultivar), o intervalo interquartil de 50% (entre os quartis 25 e 75) para a taxa de semeadura ótima (platô de produtividade) variou entre 274 e 303 mil sementes ha⁻¹ para LY, 252 e 269 mil sementes ha⁻¹ para MY e 238 e 262 mil sementes ha⁻¹ para HY (Corassa et al., 2018).

Figura 2. O painel A representa a faixa de taxa de semeadura ideal obtida a partir da combinação de local-ano × cultivar para atingir o platô de produtividade em ambientes de baixa (produtividade <4 Mg ha⁻¹ ; amarelo), média (produtividade 4–5 Mg ha⁻¹ ; verde) e alta (produtividade >5 Mg ha⁻¹ ; azul) produtividade. O painel B apresenta as probabilidades preditivas posteriores da taxa de semeadura ideal para atingir o platô de produtividade em ambientes de baixa, média e alta produtividade.
Adaptado: Corassa et al. (2018)

De acordo com Corassa et al. (2018), para o ambiente HY, há 90% de chance de a taxa de semeadura ótima ser menor que 270 mil sementes ha⁻¹ , já para o ambiente MY, essa probabilidade foi atingida com taxas de semeadura inferiores a 280 mil sementes ha⁻¹, enquanto que para o ambiente LY, uma probabilidade de 90% de atingir o platô de produtividade foi documentada para taxas de semeadura inferiores a 320 mil sementes ha⁻¹.

Esses resultados indicam que, em ambientes de alto rendimento (HY), a densidade de semeadura pode ser reduzida em até 18% em relação a ambientes de baixo rendimento (LY) sem prejuízo à produtividade, configurando uma oportunidade de economia de sementes. Por outro lado, em ambientes de menor potencial produtivo, pode ser necessário elevar moderadamente a densidade em relação aos níveis usualmente adotados. De forma geral, tem-se baixa probabilidade de incrementos produtivos quando se utilizam densidades superiores a 330 mil sementes ha⁻¹, independentemente do ambiente de cultivo (Corassa et al., 2018).

Confira o estudo completo desenvolvido por Corassa e colaboradores (2018) clicando aqui!



Referências:

CORASSA, G. M. et al. OPTIMUM SOYBEAN SEEDING RATES BY YIELD ENVIRONMENTIN SOUTHERN BRAZIL. Agronomy Journal, 2018. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.2134/agronj2018.04.0239 >, acesso em: 01/04/2026.

 

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Sustentabilidade

Custos de produção caem, apesar de alta do petróleo no mercado internacional – MAIS SOJA

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Fevereiro encerrou com queda de 1,02% no Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), segundo relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta quarta-feira (31/03).

Esse resultado é um reflexo da recente queda na taxa de câmbio, que permitiu um menor preço interno de insumos, e serviu para diminuir a pressão inflacionária do mercado externo, que sofre com altas históricas no barril de petróleo e intensificação de conflitos em regiões produtoras. No acumulado de 12 meses, o IICP apresenta deflação de 4,44%, a quinta queda consecutiva.

Já o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) terminou o mês com queda ainda maior, de 2,92% em relação ao mês anterior. Os suínos tiveram queda expressiva de 13,7%, mas soja e milho também tiveram retração.

Nos últimos 12 meses, o IIPR apresentou uma queda de 13,61%, com destaque para o arroz, leite e trigo, todos com deflação acima de 20%. Apesar dessas quedas, o preço da alimentação para a população continua acumulando inflação mês após mês, o que reforça que essa alta vem de pressões ao longo da cadeia produtiva, e não do preço que o produtor recebe.

 Confira relatório completo.

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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