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3 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Negociações travadas para o milho em boa parte do país, com foco do mercado na soja – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho teve uma semana com ritmo de negócios travado em vários estados. Em algumas regiões as cotações do cereal subiram com uma disponibilidade de produto mais restrita, com produtores retraídos na fixação de ofertas e com a necessidade de aquisições por parte dos compradores, como observado em São Paulo e Paraná.

No Centro-Oeste e Sudeste as colheitas estão atrasadas devido às chuvas ocorridas ao longo das últimas semanas. Como destaca Safras & Mercado, em alguns pontos, como em São Paulo, consumidores estão buscando lotes para avanço de estoques, estudando pedidas mais altas dos produtores.

Muitos agentes do mercado estão focados na soja, tanto na colheita como escoamento, e o milho está ficando de lado. Isso oferece sustentação às cotações do milho. A evolução do clima, o atraso da colheita da soja, o plantio da safrinha e o encarecimento dos fretes são pontos de especulação no momento.

O dólar comercial na semana, entre as quintas-feiras 05 e 12 de fevereiro, caiu de R$ 5,253 para R$ 5,1933, acumulando baixa de 1,1% no período. O dólar fraco deixa mais lento o movimento de exportação no porto.

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No balanço desta semana, entre as quintas-feiras 05 e 12 de fevereiro, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, subiu de R$ 62,00 a saca para R$ 63,00, alta de 1,6%. Em Campinas/CIF, o milho avançou de R$ 68,00 para R$ 71,50 a saca na base de venda neste intervalo, elevação de 5,1%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 65,00 para R$ 66,00 a saca, avanço de 1,5%.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação ficou estável na base de venda na semana em R$ 55,00 a saca. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu de R$ 65,00 para R$ 64,00 a saca (-1,5%).

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana desceu de R$ 63,00 para R$ 62,00 a saca (-1,6%). E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda ficou estável no comparativo semanal em R$ 60,00.

No Porto de Paranaguá/Paraná, preço estável na base de venda na semana em R$ 69,00. No Porto de Santos/São Paulo, cotação inalterada no comparativo semanal em R$ 70,00.

Fonte/Autor: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

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Sustentabilidade

El Niño pode encarecer insumos e frete das empresas em 2027 – MAIS SOJA

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O impacto do El Niño na economia brasileira deve extrapolar o calendário meteorológico e pressionar os custos operacionais do setor produtivo ao longo de 2027. O quarto boletim do Painel El Niño 2026–2027, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), aponta 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A previsão indica chuva acima da média no Sul e estiagem em faixas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Apesar de o pico climático ocorrer no fim deste ano, a transmissão do choque de oferta para a planilha das empresas será defasada. Estudo do Banco Central sobre episódios anteriores mostra que o impacto na alimentação no domicílio acumula mais de 11 pontos percentuais em quatro trimestres. Já relatórios do BC e estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) projetam alta média de até 5% nos preços internacionais das commodities agrícolas em 12 meses. No campo logístico, o desequilíbrio afeta a navegação nos rios do Norte e o tráfego rodoviário no Sul, encarecendo os fretes.

Para Dema Oliveira, CEO e fundador da Goshen Land, a maior vulnerabilidade das companhias está no descompasso entre o evento climático e o reajuste das tabelas de suprimentos. “O clima muda primeiro, e o custo chega depois, quando a quebra de safra, o frete mais caro e o reajuste dos contratos se espalham pela cadeia. Quem olha só para o calendário do clima percebe o problema tarde”, afirma.

O executivo ressalta que o risco operacional raramente está restrito ao endereço da empresa, concentrando-se na cadeia estendida de suprimentos. A falta de visibilidade sobre a origem primária das matérias-primas expõe os negócios desafios imprevisíveis. “Muitas companhias conhecem bem o fornecedor direto, mas não sabem de onde vêm os insumos dele. É nesses elos mais distantes que a dependência de uma única região aparece. Um insumo agrícola que encarece, uma estrada comprometida ou uma matéria-prima mais difícil de repor chegam ao negócio como atraso, despesa extra e aperto no caixa, mesmo para quem opera longe das áreas atingidas”, explica.

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Para conter riscos sem comprometer a liquidez, a orientação é mapear os insumos críticos, calcular o tempo de reposição (lead time) e buscar rotas e fornecedores alternativos. Formar estoques de segurança reduz a chance de parada de fábrica, mas imobiliza capital e eleva custos de armazenagem. Além disso, a recomendação é renegociar antecipadamente os contratos com transportadoras, fornecedores e seguradoras, ajustando cláusulas de reajuste e força maior antes que a volatilidade se consolide.

Na prática, a estruturação dessa blindagem operacional exige um plano de ação em três etapas imediatas. Primeiro, a auditoria da cadeia de suprimentos deve classificar os itens por grau de essencialidade e vulnerabilidade geográfica, identificando previamente matérias-primas substitutas com homologação técnica pronta para uso.

Em seguida, as empresas precisam estabelecer acordos operacionais flexíveis (SLA) e diversificar as rotas de escoamento, prevendo a migração do modal aquaviário para o rodoviário ou vice-versa em momentos de seca severa ou enchente.  Por fim, recomenda-se a criação de um comitê multifuncional de gerenciamento de riscos que monitore mensalmente indicadores pluviométricos e índices de frete, permitindo acionar compras antecipadas de oportunidade antes das escaladas de preço.

“O que a empresa precisa saber é quais itens não podem ficar sem, quais são difíceis de substituir e quanto custaria, em dias parados e em margem, reagir só depois que o problema aparecer”, conclui o especialista.

Sobre a Goshen Land

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A Goshen Land é uma empresa especializada em expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, ex-executivo da Samsung e da TIM, desenvolveu a metodologia das “7 Inteligências da Expansão” para apoiar empresas em estratégias de crescimento sustentável. Apenas em 2025, mais de 600 organizações passaram por seus programas, que, segundo a empresa, contribuíram para a geração de R$ 3 bilhões em receitas entre os negócios atendidos. Entre as organizações que já participaram de suas iniciativas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Glufosinato de amônio: atenção às condições de aplicação – MAIS SOJA

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O uso do glufosinato de amônio tem se expandido nos sistemas agrícolas, impulsionado por seu amplo espectro de controle e pela eficácia no manejo de espécies daninhas de difícil controle, como buva e capim-amargoso. Essas características têm consolidado o herbicida como uma importante alternativa ao glifosato na dessecação pré-semeadura de culturas como soja e milho. Além disso, diante do avanço da resistência de plantas daninhas ao glifosato, o glufosinato de amônio assume papel estratégico no manejo de espécies como caruru, capim-pé-de-galinha e capim-amargoso, contribuindo para a diversificação dos mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios de controle, é fundamental observar alguns cuidados relacionados ao posicionamento do herbicida e às condições de aplicação. Pesquisas demonstram que a eficácia do glufosinato de amônio é maior quando as aplicações são realizadas sobre plantas daninhas pequenas, nos estádios iniciais de desenvolvimento. Nessa fase, as plantas apresentam maior suscetibilidade ao herbicida, favorecendo o controle e reduzindo o risco de escapes.

Figura 1. Planta de caruru em período recomendado para o controle pós-emergente.

Quando inserido em programas de dessecação sequencial, o glufosinato de amônio desempenha um papel importante no manejo de espécies daninhas de difícil controle. Conforme observado por Bianchi, Sturmer e Somavilla (2018), o controle da trapoeraba, por exemplo, é mais eficiente quando são realizadas aplicações sequenciais de herbicidas. Nesse caso, a primeira aplicação é composta pela associação de glifosato + 2,4-D (1.458 g e.a. + 1.340 g e.a. ha⁻¹), seguida de uma segunda aplicação com glufosinato de amônio (500 g ha⁻¹). Além de atuar sobre plantas debilitadas e em fase de rebrote, a dessecação sequencial permite atingir plantas daninhas localizadas em camadas mais inferiores do dossel, que podem sobreviver à primeira aplicação em decorrência do chamado “efeito guarda-chuva”, exercido pelas plantas maiores, que limita a interceptação e a chegada do ingrediente ativo aos alvos.

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Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios com o uso do glufosinato de amônio na dessecação pré-semeadura, além do posicionamento adequado do herbicida em relação às espécies-alvo, é fundamental observar as condições ambientais no momento da pulverização. Fatores como intensidade luminosa, estádio de desenvolvimento das plantas daninhas, condições de crescimento e horário da aplicação podem interferir na resposta ao herbicida (HRAC-BR, 2026). Isso ocorre porque o glufosinato de amônio apresenta ação fotodependente, ou seja, sua eficácia está relacionada à presença de luz. Dessa forma, recomenda-se priorizar horários de aplicação que proporcionem maior exposição das plantas à radiação solar nas horas seguintes à pulverização, favorecendo a ação do herbicida (Braz et al., 2025).

Figura 2. Mecanismo de ação do glufosinato de amônio e fatores que influenciam sua eficácia no controle de plantas daninhas.
Fonte: HRAC-BR (2026)

Quando aplicado em condições de baixa luminosidade, o glufosinato de amônio pode apresentar menor eficácia, uma vez que a inibição da enzima glutamina sintetase (GS) pode não desencadear o acúmulo expressivo de espécies reativas de oxigênio (EROs). Consequentemente, há menor comprometimento das membranas celulares e menor ocorrência de necrose dos tecidos foliares, reduzindo a eficiência de controle das plantas daninhas (Braz et al., 2025).

Vale destacar que o uso do glufosinato de amônio exige conhecimento técnico e atenção a diferentes aspectos do manejo, incluindo tecnologia de aplicação, monitoramento do desenvolvimento das plantas daninhas e avaliação das condições ambientais no momento da pulverização. Quando corretamente posicionado e aplicado sob condições adequadas, o herbicida constitui uma importante ferramenta para o manejo de espécies daninhas de difícil controle, contribuindo para diversificar as estratégias e os mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Referências:

BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 03/11/2026.

BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 03/11/2026.

HRAC-BR. GLUFOSINATO: MECANISMO DE AÇÃO E CONDIÇÕES AMBIENTAIS. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicida, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/glufosinato-mecanismo-de-acao-e-condicoes-ambientais >, acesso em: 03/11/2026.

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Sustentabilidade

Plantio de verão 26/27 de milho no Centro-Sul atinge 75,2% – Safras – MAIS SOJA

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O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 75,2% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (30), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 97,8% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 96,3% dos 597 mil hectares estimados em Santa Catarina e a 92,9% dos 537 mil hectares projetados no Paraná. A semeadura atinge 56,8% da área prevista de 293 mil hectares em São Paulo, a 40,5% dos 24 mil hectares projetados em Mato Grosso do Sul, a 30,2% dos 282 mil hectares previstos em Goiás/Distrito Federal e a 49,5% dos 847 mil hectares projetados em Minas Gerais. No estado de Mato Grosso o plantio atinge 39% dos 10 mil hectares previstos.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 68,4% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 71,8%.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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