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Brasil deve completar cota de exportação de carne bovina para a China em setembro, alerta Cepea

O Brasil corre o risco de completar em setembro a sua cota de exportações de carne bovina para a China. O alerta é do Cepea diante do volume embarcado no mês de janeiro. Das 258,94 mil toneladas da proteína enviadas para o mercado externo, 46,3% do total escoado teve o país asiático como destino. Cenário semelhante ao de Mato Grosso, onde das 83,06 mil toneladas escoadas, 57,50% seguiram para tal potência econômica, com crescimento de 89,23% no volume frente a janeiro de 2025.
Em dezembro, o Ministério do Comércio da China (Mofcom) anunciou que as cotas de importação de carne bovina sem tarifa adicional para o Brasil em 2026 seriam de 1,106 milhão de toneladas. Na ocasião, foi anunciado que caso os volumes excedessem o limite estariam sujeitos à tarifa adicional de 55%. Para 2027 a cota é de 1,128 milhão de toneladas e para 2028 de 1,154 milhão de toneladas, como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso à época.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os números divulgados em janeiro pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) ligam um sinal de alerta, uma vez que somente em no primeiro mês de 2026 já foram enviadas 119,63 mil toneladas para a China, volume considerado, inclusive, o maior escoado ao país para um mês de janeiro. Deste montante, 47,76 mil toneladas são oriundas de Mato Grosso.
Em 2025 Mato Grosso enviou para o mercado externo 978,32 mil toneladas de carne bovina. A proteína animal teve 92 países como destino, sendo a China responsável pela aquisição de 536,92 mil toneladas. O que a colocou como líder isolada, enquanto a Rússia, segundo principal destino, adquiriu apenas 58,84 mil toneladas.
Os especialistas do Cepea frisam que “caso o ritmo de embarques verificado em janeiro para a China seja mantido, o Brasil deve completar sua cota em setembro”.

Governo federal propõe ações de controle
Na última sexta-feira (6), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou ofício para a Câmara de Comércio Exterior (Camex) propondo a criação de um sistema de controle das exportações de carne bovina brasileira para a China. O intuito seria a administração da cota estabelecida pelo país asiático de forma proporcional ao histórico recente de vendas das empresas frigoríficas do Brasil para lá, assim como o escalonamento, por trimestre, do volume autorizado para embarque. A informação foi revelada nesta semana pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Valor Econômico.
Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), Paulo Bellicanta, a salvaguarda adotada pela China é “uma medida legítima e até exemplar”, pois “trata-se de uma decisão soberana que demonstra o zelo com o produtor interno, algo que também deveríamos praticar com igual rigor”.
Entretanto, conforme Bellicanta em artigo divulgado nesta quinta-feira (12), “o ponto que exige atenção, contudo, não é a existência da salvaguarda em si, mas as condições e adaptações necessárias à sua implementação. No caso específico da carne vermelha brasileira, é indispensável considerar a dinâmica própria desse comércio. A relação entre produção, embarque e entrega opera em ritmo acelerado e com contratos previamente estabelecidos”.
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) lembra que a produção mundial de carne se encontra hoje “bastante limitada”, com redução do rebanho bovino na maioria dos grandes países produtores, à exemplo dos Estados Unidos.
“Essa barreira que a China quer impor, ela estimula para que o Brasil busque novos mercados. O país já atende mais de 100 países e é importante, então, que essa cota que a China quer impor seja remanejada”, pontua o diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi.
Outro ponto que deveria ser fortalecido, na opinião da Acrimat, é o consumo interno brasileiro. “O aumento de três quilos por habitante ano no Brasil já seria maior do que essa diferença que a China quer pôr agora para o mercado brasileiro”.
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Agro Mato Grosso
Tecnologia reduz em 28% o consumo de diesel e salva 20 mil litros por safra em MT

Com a escalada do preço do combustível em 2026, modernização da frota deixa de ser luxo para virar estratégia de sobrevivência. Tratores de alta performance em Lucas do Rio Verde já entregam plantio 82% mais ágil.
O diesel caro em 2026 acendeu o alerta vermelho nas fazendas de Mato Grosso. No entanto, o que parecia ser apenas um aumento de custo está acelerando uma revolução tecnológica no médio-norte. Testes de campo revelam que a troca de máquinas antigas por modelos de alta eficiência pode economizar mais de 20.000 litros de diesel por equipamento ao longo de uma safra média de 2.000 horas. É dinheiro que deixa de queimar no motor e volta direto para o bolso do produtor.
O Segredo do Torque: Menos Rotação, Mais Potência
A grande virada de chave está na inteligência entre motor e transmissão. Tecnologias como a transmissão continuamente variável (CVT), presente em modelos como o MF 8S.305, permitem que o motor trabalhe com alto torque em baixas rotações.
Resultado Real: Em operações de plantio direto, o consumo caiu de 33,75 l/h para 24,19 l/h — uma redução de 28,33% apenas pela integração inteligente do sistema.
Eficiência que Atravessa Culturas
A economia não se limita aos grandes grãos. No setor sucroenergético, tratores modernos registraram consumo por hectare até 42,5% inferior. Em subsolagens profundas, a combinação de alto torque permitiu antecipar o fim da operação em até 17 dias, reduzindo drasticamente o pagamento de horas extras e a exposição da frota ao consumo de diesel.
Desperdício Zero: Fertilizantes e Sementes
A tecnologia não para no tanque de combustível. A integração entre trator e implementos modernos, com corte de seção e controle individual de linhas, elimina em até 50% o desperdício de sementes e fertilizantes em áreas de sobreposição.
Ganho Logístico: A substituição de frotas antigas tem gerado um aumento de até 82% na eficiência operacional de plantio. “Isso significa finalizar as janelas de operação com dias de antecedência”, destaca Lucas Zanetti, da Massey Ferguson.
“A modernização da frota passou a ser uma decisão técnica e econômica. A adoção de máquinas agrícolas com maior eficiência no consumo de diesel contribui para uma maior previsibilidade de custos, aumento da produtividade operacional e um aproveitamento muito superior dos recursos“, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson. “Hoje, a eficiência energética se consolida como um dos principais critérios técnicos na escolha do maquinário agrícola pelo produtor”.
Business
André de Paula deve ser o novo ministro da Agricultura

O atual ministro da Pesca, André de Paula (PSD), deve ser anunciado como novo ministro da Agricultura e Pecuária, de acordo com apuração do jornalista Marcelo Dias, do Canal Rural.
André deve substituir Carlos Fávaro, que foi exonerado na última sexta-feira (27) para retornar ao Senado e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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A expectativa era de que Fávaro retornasse ao ministério e, posteriormente, renunciasse ao cargo para disputar o Senado. No entanto, segundo apuração, ele não deve voltar à pasta.
Os ocupantes de cargos no Poder Executivo têm até o dia 3 de abril para deixar seus postos caso pretendam disputar as eleições de outubro.
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Oferta limitada e exportações firmes sustentam o boi gordo no Brasil

O mercado físico do boi gordo registrou preços estáveis a mais altos ao longo da semana no Brasil, sustentado principalmente pela oferta interna limitada de animais terminados e pelo forte ritmo de exportações de carne bovina.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário atual é marcado por uma “anêmica oferta de animais terminados”, o que mantém escalas de abate encurtadas nos frigoríficos e sustenta os preços da arroba em diversas regiões do país.
Outro fator decisivo para a firmeza das cotações é a demanda externa, com destaque para a China. De acordo com Iglesias, a dificuldade do governo brasileiro em renegociar o sistema de cotas fez com que importadores chineses e exportadores brasileiros acelerassem embarques, buscando aproveitar ao máximo o volume disponível na virada do ano.
O analista alerta, no entanto, que a continuidade desse ritmo pode antecipar o esgotamento da cota destinada ao Brasil entre maio e julho. Caso isso se confirme, o terceiro trimestre pode registrar redução no fluxo de exportações, abrindo espaço para pressão baixista sobre os preços da arroba justamente em um período de maior oferta de animais confinados.
No mercado físico, os valores do boi gordo a prazo em 26 de março ficaram assim:
- São Paulo (Capital): R$ 355,00/@, estável
- Goiás (Goiânia): R$ 340,00/@, inalterado
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00/@, sem mudanças
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@, alta de 1,47%
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@, avanço de 2,94%
- Rondônia (Vilhena): R$ 315,00/@, alta de 1,61%
No atacado, apesar de leves sinais de reação nos preços ao longo da semana, o escoamento entre atacado e varejo segue mais lento no curto prazo, refletindo um consumo ainda contido. A carne de frango, por outro lado, continua com demanda aquecida, reforçando a migração do consumo para proteínas mais acessíveis, como ovos e embutidos.
O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 21,00/kg, alta de 2,44%, enquanto o traseiro bovino atingiu R$ 27,30/kg, avanço de 1,11% na comparação semanal.
Nas exportações, o Brasil faturou US$ 966,208 milhões em março até o momento (15 dias úteis), com média diária de US$ 64,413 milhões. O volume embarcado chegou a 167,061 mil toneladas, com preço médio de US$ 5.783,50 por tonelada.
Na comparação com março de 2025, houve alta de 16% no valor médio diário exportado, queda de 1,7% no volume e aumento de 18% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
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