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Sojicultores de Mato Grosso alertam para larva-minadora

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A presença da larva-minadora em lavouras de soja de Mato Grosso tem colocado produtores e técnicos em alerta. O inseto se aloja nas folhas da planta, onde se alimenta do tecido foliar, formando desenhos semelhantes ao chamado “bicho-geográfico”, o que compromete o desenvolvimento da cultura.

Técnicos alertam que o ataque da praga reduz a área foliar da soja e cria condições favoráveis para a entrada de doenças, aumentando o risco de desfolha e enfraquecimento da planta.

Mesmo com registros de desfolha em diferentes regiões produtoras, o setor avalia que não houve perdas significativas de produtividade nesta safra. A principal preocupação está voltada para a disseminação da praga nas próximas temporadas, favorecida pela chamada “ponte verde” entre culturas como soja, feijão e algodão.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Ataque às folhas e risco de doenças

Proprietário de uma empresa de consultoria que atende cerca de 26 mil hectares na região de Nova Mutum, Cledson Guimarães Dias Pereira explica que a larva-minadora atua diretamente na folha da soja e pode desencadear uma associação perigosa com doenças. “A mosca vem, bota o ovo, a larva entra na folha e começa a comer, fazendo um mapa geográfico. Quanto maior a infestação, menos fotossíntese a planta tem, além de virar porta de entrada para mancha-alvo e cercospora”, afirma ao Patrulheiro Agro.

Segundo ele, a pressão da praga já foi registrada com maior intensidade em outras culturas, como o feijão, e agora começa a aparecer na soja. “Este ano a gente está tendo uma pressão média na soja. Já é um alerta, porque quanto mais a doença evoluir, menos folha você tem”, reforça.

Alerta no campo

No meio-oeste de Mato Grosso, produtores rurais relatam que a larva-minadora já foi identificada em diversas áreas, ainda que em pequenas quantidades. Para o agricultor Gilson Antunes de Melo, o cenário exige atenção constante. “Embora em pequenas quantidades, já é motivo de alerta. É mais uma praga para a gente estar atento, monitorando e, se precisar, intervir com o controle”, relata.

O presidente do Sindicato Rural de Diamantino, Altemar Kroling, chama atenção para o fato de a praga ser comum em outras culturas, como a laranja. “Na soja, a gente ainda não tinha visto. Não sei se ela se adaptou e encontrou um ambiente propício, mas este ano apareceu e vamos ter que conviver com ela”, pontua ao Canal Rural Mato Grosso.

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Monitoramento e controle preventivo

A avaliação dos técnicos é que o controle da larva-minadora é viável, desde que feito no momento correto. “Ela é de fácil controle. Se entrar com o ativo correto, na hora certa, você para a praga logo no primeiro trifólio. Com duas aplicações, a lavoura fica limpa”, explica Cledson Pereira.

Além de Mato Grosso, o inseto também já foi identificado em lavouras de estados do Meio-Oeste dos Estados Unidos, como Missouri e Nebraska, o que reforça a necessidade de atenção por parte dos produtores brasileiros.

Para o delegado coordenador da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Yuri Nunes Cervo, a informação é uma das principais ferramentas de enfrentamento. “Muitos produtores têm o problema na lavoura e não sabem o que está acontecendo. É importante identificar os sintomas, antecipar o manejo e buscar as soluções. Pragas que começam pequenas podem se tornar grandes problemas”, alerta.

Segundo ele, o monitoramento preventivo deve passar a fazer parte da rotina no campo. “Viu, identificou, já usa um produto. Controla essa e outras pragas também. É algo que precisa entrar no portfólio do produtor”, orienta.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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Boi gordo avança com oferta restrita e escalas curtas no Brasil

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Foto: Breno Lobato/Embrapa Cerrados

O mercado físico do boi gordo registrou negociações acima da referência média em diversas praças do país ao longo da semana. O movimento foi sustentado, principalmente, pela restrição na oferta de animais terminados, que segue como o principal fator de sustentação dos preços em março.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para alongar suas escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional. Esse cenário mantém a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria.

Apesar da firmeza nos preços, o mercado segue volátil. Entre os fatores de pressão estão o conflito no Oriente Médio, a alta dos combustíveis e o avanço da cota chinesa, que tornam o comportamento dos contratos futuros do boi gordo na B3 bastante instável.

Nas principais praças, os preços da arroba apresentaram movimentos mistos na semana:

  • São Paulo (SP): R$ 355,00, alta de 2,90% frente aos R$ 345,00 da semana anterior
  • Goiânia (GO): R$ 340,00, avanço de 3,03% ante R$ 330,00
  • Uberaba (MG): R$ 345,00, estável
  • Dourados (MS): R$ 340,00, queda de 1,45% frente aos R$ 345,00
  • Cuiabá (MT): R$ 340,00, estável
  • Vilhena (RO): R$ 310,00, sem alterações

Atacado

No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, sinalizando limitações para novos avanços. De acordo com Iglesias, esse comportamento reflete a maior competitividade de proteínas concorrentes.

O quarto do dianteiro seguiu cotado a R$ 20,50 por quilo, enquanto o traseiro bovino permaneceu em R$ 27,00 por quilo.

Exportações

No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina seguem aquecidas em março. Até o momento, o país já embarcou 115,678 mil toneladas, com receita de US$ 666,888 milhões. A média diária ficou em 11,567 mil toneladas, com faturamento médio de US$ 66,688 milhões.

Na comparação com março do ano passado, houve crescimento de 20,1% na receita média diária, avanço de 2,1% no volume e alta de 17,6% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.765,00.

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Banana ambrosia chega ao mercado após 20 anos de estudos trazendo alta resistência

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Foto: Incaper

A pesquisa agropecuária alcançou um resultado de destaque com o desenvolvimento da banana ambrosia, nova cultivar recomendada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para fortalecer a bananicultura no Espírito Santo. Resultado de mais de 20 anos de estudos, a variedade do tipo nanica foi desenvolvida para atender às demandas do setor produtivo e ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais.

A cultivar surge como resposta a um desafio importante da atividade: a busca por uma variedade do subgrupo cavendish com resistência a doenças que afetam a produção em todo o país, como sigatoka-amarela e negra e mal do Panamá (raça 1). Com isso, a nova
variedade passa a representar uma alternativa tecnológica construída a partir da ciência pública e voltada diretamente às necessidades do campo.

Entre as características apontadas pelo Incaper estão plantas mais robustas, cachos com peso médio superior a 30 quilos, alta produtividade e frutos com qualidade destacada. Outro
diferencial é o potencial de aproveitamento na agroindústria, já que a cultivar apresenta características que ampliam suas possibilidades de uso além do consumo in natura.

Neste mês, cerca de 1.200 mudas da nova variedade já foram entregues a produtores rurais, incentivando a adoção inicial da cultivar em propriedades capixabas. A iniciativa reforça a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo na difusão de novas tecnologias para a agricultura do Espírito Santo.

Além da recomendação da cultivar, o Incaper também apresentou a cartilha Ambrosia, uma
banana tipo nanica para o Espírito Santo
. A publicação reúne o histórico da pesquisa, a descrição da variedade e suas principais características, servindo como material de apoio para produtores, técnicos e demais profissionais ligados à cadeia da banana.

Com a nova cultivar, o Espírito Santo passa a contar com uma tecnologia desenvolvida ao longo de décadas e direcionada ao fortalecimento de uma atividade tradicional em municípios como Alfredo Chaves, onde a produção de banana tem peso importante na economia rural. A ambrosia se consolida, assim, como mais um resultado do trabalho científico voltado à competitividade e à sustentabilidade do agro capixaba.

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São Paulo abre inscrições para programa de apoio a produtores; saiba mais

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Foto: Divulgação/ADE SAMPA.

Estão abertas as inscrições para o Programa Semeando Negócios, iniciativa da Prefeitura de São Paulo voltada a produtores rurais da zona sul da capital. A ação contempla propriedades localizadas em Parelheiros, Marsilac, Grajaú e na Terra Indígena Tenondé Porã.

O programa oferece assessoria técnica e aporte financeiro de até R$ 30 mil para projetos ligados ao turismo rural e ao beneficiamento de produtos.

Foco em geração de renda

A região atendida reúne mais de 600 propriedades rurais e integra o Polo de Ecoturismo de São Paulo. As atividades incluem produção de alimentos e experiências como visitação, degustação e práticas ligadas ao meio rural.

Segundo a organização, o objetivo é apoiar a estruturação de negócios e ampliar a renda das propriedades.

“Este programa de aceleração ajuda a enfrentar um dos principais desafios da agricultura em grandes cidades: tornar a atividade economicamente viável e garantir que as famílias continuem no campo”, afirma Carlos Alberto Santos, diretor de desenvolvimento local da ADE SAMPA, em comunicado.

Resultados da primeira edição

Na primeira edição, o programa apoiou 29 projetos. Entre eles, o Recanto Magini utilizou os recursos para aquisição de equipamentos. O Sítio do Léo ampliou a produção de doce de leite de cabra. Já o Meliponário Mondury investiu em consultoria e expansão da produção de mel.

Inscrições abertas

O programa é destinado a produtores familiares, cooperativas e associações. As inscrições para a edição de 2026 podem ser feitas até 25 de março pelo site oficial do projeto (clique aqui).

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail semeandonegocios@adesampa.com.br ou pelo whatsapp: (11) 93484-5363.

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