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Novos usos para o arroz e mais: setor estabelece 7 medidas para contornar a crise

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Foto: Paulo Lanzetta

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) foi palco de encontro do setor do arroz gaúcho na manhã desta quinta-feira (5), em Porto Alegre.

Em coletiva de imprensa, representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) se reuniram para divulgar medidas conjuntas para reverter as dificuldades enfrentadas pela cadeia orizícola do estado.

Em apresentação realizada pelo economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, foram destacadas sete medidas elaboradas em conjunto para o curto e médio prazo:

  1. Difusão, com clareza e transparência, da preocupação das entidades com o cenário para 2026 e a recomendação de redução da área plantada;
  2. Busca por mecanismos de comercialização;
  3. Uso do Certificado de Direitos Originários (CDO) como estímulo às exportações;
  4. Proposta de redução temporária do ICMS, no período de maior comercialização, para melhorar a competitividade frente ao Paraguai;
  5. Proposta de desconcentração dos vencimentos de CPRs em 30 de março e 30 de abril, junto às indústrias, revendas e empresas multinacionais;
  6. O alongamento de custeios junto às instituições financeiras; e
  7. Ações de pesquisa, divulgação e combate à venda de arroz fora do tipo especificado na embalagem.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou que o setor foi surpreendido por uma das contingências mais difíceis dos últimos tempos na cadeia arrozeira. “Em 2025, tivemos uma das maiores colheitas do Mercosul e também uma produção elevada em nível mundial. Isso pressionou os preços”, recordou.

Segundo ele, a entrada da Índia no mercado internacional agravou o cenário ao deprimir os valores no mercado global e, consequentemente, na América do Sul, especialmente no Mercosul.

“Somado a isso, tivemos uma supersafra, crédito difícil e juros altos. Esse conjunto de fatores nos levou a uma situação extremamente delicada, com uma recessão muito negativa nesta safra, que se arrasta até 2026. Esse cenário resultou em um endividamento significativo dos produtores”, concluiu.

O presidente da Federarroz também afirmou que o setor tem trabalhado dentro da lógica de simetria do Mercosul. “A indústria do Rio Grande do Sul perdeu, nos últimos anos, uma parte importante do seu beneficiamento para indústrias de Minas Gerais e São Paulo, que não produzem arroz, mas importam grandes volumes do Paraguai. Esse é um tema que precisa ser enfrentado”, ressaltou.

Uso do arroz no etanol

Outro assunto abordado por Nunes foi o estudo em andamento para o uso do arroz na produção de etanol.

“Por meio da Câmara Setorial, encaminhamos solicitação à Assessoria de Assuntos Estratégicos da Presidência da Embrapa para que, via Embrapa Agroenergia, possamos aprofundar os estudos sobre o uso do arroz para etanol. Além disso, essa mesma assessoria está avaliando outros destinos e finalidades para o arroz”, adiantou.

De acordo com ele, não há preocupação em retirar o arroz da alimentação humana, que seguirá sendo seu destino principal. “O que buscamos é potencializar a capacidade produtiva que o Rio Grande do Sul possui, apoiada pelas pesquisas do Irga, da Embrapa e de empresas privadas, que garantem a qualidade do nosso produto, alta produtividade e possibilidade de ampliação de área”, ressaltou.

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Boi gordo avança com oferta restrita e escalas curtas no Brasil

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Foto: Breno Lobato/Embrapa Cerrados

O mercado físico do boi gordo registrou negociações acima da referência média em diversas praças do país ao longo da semana. O movimento foi sustentado, principalmente, pela restrição na oferta de animais terminados, que segue como o principal fator de sustentação dos preços em março.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para alongar suas escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional. Esse cenário mantém a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria.

Apesar da firmeza nos preços, o mercado segue volátil. Entre os fatores de pressão estão o conflito no Oriente Médio, a alta dos combustíveis e o avanço da cota chinesa, que tornam o comportamento dos contratos futuros do boi gordo na B3 bastante instável.

Nas principais praças, os preços da arroba apresentaram movimentos mistos na semana:

  • São Paulo (SP): R$ 355,00, alta de 2,90% frente aos R$ 345,00 da semana anterior
  • Goiânia (GO): R$ 340,00, avanço de 3,03% ante R$ 330,00
  • Uberaba (MG): R$ 345,00, estável
  • Dourados (MS): R$ 340,00, queda de 1,45% frente aos R$ 345,00
  • Cuiabá (MT): R$ 340,00, estável
  • Vilhena (RO): R$ 310,00, sem alterações

Atacado

No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, sinalizando limitações para novos avanços. De acordo com Iglesias, esse comportamento reflete a maior competitividade de proteínas concorrentes.

O quarto do dianteiro seguiu cotado a R$ 20,50 por quilo, enquanto o traseiro bovino permaneceu em R$ 27,00 por quilo.

Exportações

No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina seguem aquecidas em março. Até o momento, o país já embarcou 115,678 mil toneladas, com receita de US$ 666,888 milhões. A média diária ficou em 11,567 mil toneladas, com faturamento médio de US$ 66,688 milhões.

Na comparação com março do ano passado, houve crescimento de 20,1% na receita média diária, avanço de 2,1% no volume e alta de 17,6% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.765,00.

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Banana ambrosia chega ao mercado após 20 anos de estudos trazendo alta resistência

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Foto: Incaper

A pesquisa agropecuária alcançou um resultado de destaque com o desenvolvimento da banana ambrosia, nova cultivar recomendada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para fortalecer a bananicultura no Espírito Santo. Resultado de mais de 20 anos de estudos, a variedade do tipo nanica foi desenvolvida para atender às demandas do setor produtivo e ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais.

A cultivar surge como resposta a um desafio importante da atividade: a busca por uma variedade do subgrupo cavendish com resistência a doenças que afetam a produção em todo o país, como sigatoka-amarela e negra e mal do Panamá (raça 1). Com isso, a nova
variedade passa a representar uma alternativa tecnológica construída a partir da ciência pública e voltada diretamente às necessidades do campo.

Entre as características apontadas pelo Incaper estão plantas mais robustas, cachos com peso médio superior a 30 quilos, alta produtividade e frutos com qualidade destacada. Outro
diferencial é o potencial de aproveitamento na agroindústria, já que a cultivar apresenta características que ampliam suas possibilidades de uso além do consumo in natura.

Neste mês, cerca de 1.200 mudas da nova variedade já foram entregues a produtores rurais, incentivando a adoção inicial da cultivar em propriedades capixabas. A iniciativa reforça a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo na difusão de novas tecnologias para a agricultura do Espírito Santo.

Além da recomendação da cultivar, o Incaper também apresentou a cartilha Ambrosia, uma
banana tipo nanica para o Espírito Santo
. A publicação reúne o histórico da pesquisa, a descrição da variedade e suas principais características, servindo como material de apoio para produtores, técnicos e demais profissionais ligados à cadeia da banana.

Com a nova cultivar, o Espírito Santo passa a contar com uma tecnologia desenvolvida ao longo de décadas e direcionada ao fortalecimento de uma atividade tradicional em municípios como Alfredo Chaves, onde a produção de banana tem peso importante na economia rural. A ambrosia se consolida, assim, como mais um resultado do trabalho científico voltado à competitividade e à sustentabilidade do agro capixaba.

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São Paulo abre inscrições para programa de apoio a produtores; saiba mais

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Foto: Divulgação/ADE SAMPA.

Estão abertas as inscrições para o Programa Semeando Negócios, iniciativa da Prefeitura de São Paulo voltada a produtores rurais da zona sul da capital. A ação contempla propriedades localizadas em Parelheiros, Marsilac, Grajaú e na Terra Indígena Tenondé Porã.

O programa oferece assessoria técnica e aporte financeiro de até R$ 30 mil para projetos ligados ao turismo rural e ao beneficiamento de produtos.

Foco em geração de renda

A região atendida reúne mais de 600 propriedades rurais e integra o Polo de Ecoturismo de São Paulo. As atividades incluem produção de alimentos e experiências como visitação, degustação e práticas ligadas ao meio rural.

Segundo a organização, o objetivo é apoiar a estruturação de negócios e ampliar a renda das propriedades.

“Este programa de aceleração ajuda a enfrentar um dos principais desafios da agricultura em grandes cidades: tornar a atividade economicamente viável e garantir que as famílias continuem no campo”, afirma Carlos Alberto Santos, diretor de desenvolvimento local da ADE SAMPA, em comunicado.

Resultados da primeira edição

Na primeira edição, o programa apoiou 29 projetos. Entre eles, o Recanto Magini utilizou os recursos para aquisição de equipamentos. O Sítio do Léo ampliou a produção de doce de leite de cabra. Já o Meliponário Mondury investiu em consultoria e expansão da produção de mel.

Inscrições abertas

O programa é destinado a produtores familiares, cooperativas e associações. As inscrições para a edição de 2026 podem ser feitas até 25 de março pelo site oficial do projeto (clique aqui).

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail semeandonegocios@adesampa.com.br ou pelo whatsapp: (11) 93484-5363.

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