Connect with us

Sustentabilidade

Canola tropical: avanços em genética e manejo consolidam cultura como opção estratégica no Cerrado – MAIS SOJA

Published

on


A tropicalização da canola no Brasil deu um salto qualitativo em 2025. Três estudos da Embrapa Agroenergia compilados em séries de publicações institucionais consolidam a cultura como uma alternativa robusta para a segunda safra no Cerrado, apresentando avanços em produtividade, genética adaptada e práticas sustentáveis. Os estudos reforçam que a integração entre o desempenho em campo, o melhoramento genético e o uso de bioinsumos pode transformar a canola em um pilar da diversificação agrícola nacional.

A publicação da série Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 32 “Desempenho de cultivares de canola na safrinha em sistemas de sequeiro e irrigado no Cerrado do Distrito Federal” avalia a performance de cultivares em áreas de produtores em Planaltina (DF), em parceria com a Cooperativa Agrícola do Rio Preto (Coarp).

Os resultados das colheitas nessas áreas demonstraram que a canola possui um teto produtivo elevado em ambientes tropicais, com produtividades médias alcançando 3.800 kg/ha em sistemas irrigados e 2.900 kg/ha em regime de sequeiro. Mesmo sob condições de baixa precipitação, durante o ciclo na safrinha, a cultura mostrou resiliência, destacando-se como uma opção viável para regiões de maior altitude e até como terceira safra sob irrigação.

O rendimento de óleo, fator essencial para a indústria de biocombustíveis e alimentos, também apresentou números expressivos. De acordo com Bruno Laviola, pesquisador e chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, quando comparamos sequeiro e irrigado, o rendimento médio de óleo foi 63% maior no sistema irrigado. Isso mostra, de forma direta, como o manejo hídrico e a janela de plantio impactam produtividade e eficiência.

Os dados deste boletim fazem parte do projeto Procanola, que teve como objetivo tropicalizar a canola e adaptar o seu sistema de cultivo à região central do Brasil. O Procanola se encerrou em 2023 e foi financiado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Genética: a “espinha dorsal” da adaptação

Para garantir que a canola prospere no clima brasileiro, o  trabalho “Caracterização de linhagens de canola parcialmente endogâmicas F5 via análises genético-biométricas”, também da série Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 31, foca no desenvolvimento de linhagens com características morfoagronômicas específicas. O mapeamento de 24 linhagens F5 revelou materiais promissores, como a linhagem 19, que apresentou alto teor de óleo, e a linhagem 20, que combina alta produtividade com um ciclo curto de 95 dias, característica vital para reduzir riscos climáticos e encaixar a planta nos sistemas de sucessão de culturas.

Sobre o futuro das sementes nacionais, Bruno destacou a importância dessa base científica. “A caracterização de linhagens com alto teor de óleo e ciclo mais curto nos dá elementos objetivos para orientar cruzamentos e acelerar o desenvolvimento de materiais mais adaptados ao Cerrado”, ressaltou.

Segundo o pesquisador, o objetivo é explorar o vigor híbrido para gerar sementes que unam alta produtividade à adaptabilidade plena ao solo e ao clima do Brasil.

Além da genética e do campo, a terceira publicação, o Documentos 58 “Avanços e perspectivas do uso de bioinsumos no cultivo sustentável da canola”, trata da redução da dependência de insumos químicos por meio do uso de bioinsumos,  visando a produtividade e a redução da pegada ambiental da cultura, alinhando-se a instrumentos como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que orienta janelas de plantio seguras para o produtor.

Bruno alertou no estudo que a escalabilidade dessa tecnologia exige cautela. “Bioinsumos podem ser uma alavanca importante, mas o salto para a escala depende de protocolos específicos, validação por ambiente e de transferência de tecnologia para dar previsibilidade ao produtor.”

As três publicações apontam para uma mesma conclusão, de que a consolidação da canola em escala no Cerrado depende da integração desses três pilares: manejo eficiente, genética tropical e sustentabilidade. Para Bruno, ao conectar esses pontos, o Brasil pavimenta o caminho para ser um player relevante na produção de óleo vegetal de canola. “Em 2025, consolidamos evidências que conectam campo, genética e sustentabilidade. Mostramos com resultados em campo o bom desempenho da canola  no Cerrado, avançamos na base genética para adaptação tropical e reunimos recomendações técnicas sobre bioinsumos para um cultivo mais sustentável.”

Confira as publicações de 2025

Desempenho de cultivares de canola na safrinha em sistemas de sequeiro e irrigado no Cerrado do Distrito Federal (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 32)

Caracterização de linhagens de canola parcialmente endogâmicas F5 via análises genético-biométricas (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 31)

Avanços e perspectivas do uso de bioinsumos no cultivo sustentável da canola (Documentos 58)

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Márcia Cristina de Faria – Embrapa Agroenergia

Site: Embrapa

Continue Reading

Sustentabilidade

Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT

Published

on


Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.

A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.

Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.

O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.

Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



Continue Reading
Advertisement

Agro MT