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Estudo revela impacto bilionário da cigarrinha na cultura do milho

Entre as safras 2020/21 e 2023/24, as perdas associadas à cigarrinha do milho somam US$ 25,8 bilhões no Brasil. No período, a praga provocou uma redução média de 22,7% da produção nacional, o equivalente a 31,8 milhões de toneladas por ano.
Os dados integram um estudo desenvolvido a partir do Projeto Campo Futuro, iniciativa do Sistema CNA/Senar que reúne produtores, técnicos e especialistas para analisar custos de produção e perdas no campo. O levantamento considerou informações de 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do país.
Para estimar os impactos da cigarrinha e do complexo de enfezamentos transmitidos pelo inseto, os pesquisadores utilizam metodologias da Embrapa e da Epagri, o que permite mensurar, de forma precisa, os efeitos da praga sobre produtividade, custos e receita dos produtores.
Queda de produtividade e aumento de custos
Em quase 80% dos municípios avaliados, a cigarrinha aparece como fator relevante na redução da produtividade do milho. Além da perda em volume colhido e faturamento, o estudo identificou aumento médio de 19% nos custos de controle, com gasto superior a US$ 9 por hectare em aplicações de inseticidas.

O levantamento aponta que o problema deixou de ser pontual e passou a ter caráter sistêmico. O complexo de enfezamentos não possui tratamento curativo e, em condições severas, pode levar à perda total da lavoura, o que amplia o risco econômico para o produtor.
As conclusões foram publicadas na revista científica internacional Crop Protection e reforçam a importância do monitoramento constante, do manejo integrado de pragas e da tomada de decisões técnicas baseadas em dados, como forma de reduzir perdas, preservar a rentabilidade no campo e garantir a estabilidade da produção nacional.
Esforço conjunto para controle da praga
A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) avalia que os prejuízos provocados pela cigarrinha exigem articulação entre entidades privadas e públicas, instituições de pesquisa e o poder público. Para o diretor-executivo da entidade, Glauber Silveira, os danos causados pela praga expõem fragilidades no posicionamento de algumas variedades no mercado.
“Foi uma praga que causou grandes danos, tanto que nós como Abramilho fizemos um trabalho muito árduo, difícil, de cobrar, principalmente com relação as variedades, porque muitas delas falavam que eram resistentes, que tinham tolerantes e isso não era uma realidade”, diz ao projeto Mais Milho.
Segundo ele, o enfrentamento passa pelo diálogo técnico e pela construção de estratégias conjuntas. “Foi uma fase de muito trabalho, a gente conversando com a Epagri, com a Embrapa, com a Aprosoja, todo mundo montando um modelo de assistência, de discussão”.
Silveira destaca ainda a importância do manejo adequado e lembra a contribuição de Paulo Garollo, engenheiro agrônomo e pesquisador, para o debate técnico. “Ele falava que era possível sim conviver com essa praga desde que tivesse um bom manejo, o uso adequado, fazendo tudo aquilo que precisava ser feito, de não deixar culturas na entressafra como se fosse um vazio, usar os defensivos na hora certa, de modo certo, olhar para as variedades adequadas”, ressalta ao Canal Rural Mato Grosso.
De acordo com o diretor-executivo da Abramilho, houve cobrança direta das empresas e do Ministério da Agricultura para melhor posicionamento dos híbridos disponíveis. “Graças a Deus esse prejuízo só não é maior porque foi feito todo um trabalho e hoje o produtor já sabe como manejar, como aplicar. Nós temos biológicos, nós temos outros produtos. Foi tirado o milho tiguera, que era um grande problema”.
Mesmo com os avanços, ele reconhece que as perdas ainda existem. “O prejuízo continua. Não tem como não ter prejuízo, mas com certeza é um prejuízo controlável. Não é algo que realmente vai quebrar o produtor”, afirma. Conforme Silveira, o conjunto de ações evitou que os danos ultrapassem os US$ 25 bilhões estimados pelo estudo.

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Dia do Vinho Brasileiro terá programação em Bento Gonçalves e Dom Pedrito neste domingo

O Dia do Vinho Brasileiro será celebrado neste domingo (21), em Bento Gonçalves e Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul, com correalização do Instituto de Gestão, Planejamento, Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A programação reúne ações abertas ao público e voltadas à divulgação de vinhos, espumantes e sucos de uva.
Em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a Praça das Rosas receberá o evento das 10h às 19h. Segundo o material divulgado, 11 vinícolas participarão da exposição com comercialização e degustação de vinhos, espumantes e sucos de uva: Amitié, Artisti, Casa Ottone, Cave Bertamoni, Gallon, Nova Aliança, Peterlongo, Piccola Cantina, Sotterrani, Speranza e Rotava. Os 50 primeiros clientes de cada vinícola receberão taças personalizadas.
A programação no município também inclui opções de gastronomia e atrações artísticas. A correalização local é da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, com apoio da Sicredi Serrana e do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH).
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Em Dom Pedrito, a ação será realizada das 14h às 18h, na Rua Coberta, junto à Praça General Osório. O evento prevê degustação de vinhos e sucos de uva. De acordo com o texto de divulgação, esta é a primeira vez que a região vitivinícola da Campanha Gaúcha promove uma ação para marcar a data. A correalização é da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com estudantes, servidores e professores do curso de Enologia, e apoio da Prefeitura Municipal de Dom Pedrito.
O Consevitis-RS informou que o Dia do Vinho Brasileiro é comemorado oficialmente no primeiro domingo de junho, com ações ao longo de todo o mês. A data foi instituída a partir do Projeto de Lei 3801/2004. No Rio Grande do Sul, há também uma lei estadual própria, promulgada em dezembro de 2003, que estabelece o período de celebrações do vinho brasileiro.
Segundo Cristina Carniel, gerente de Promoção para o Mercado Interno do Consevitis-RS, as iniciativas buscam aproximar o público dos produtos e homenagear a cultura vitivinícola brasileira. Em caso de chuva, os eventos serão transferidos para domingo (28).
Os dois eventos são abertos ao público e concentram ações de divulgação da cadeia vitivinícola gaúcha. O material fornecido não informa estimativa de público, volume de produtos comercializados ou impactos econômicos diretos para produtores e vinícolas.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Cecafé apresenta ações socioambientais do café brasileiro em evento da Embaixada da Alemanha

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, nesta quarta-feira (18), do evento “Multilateralidade dos direitos trabalhistas e dos direitos humanos: o exemplo da cadeia produtividade do café”, realizado pela Embaixada da Alemanha no Brasil, no Goethe Institut, em Salvador (BA). No encontro, a entidade apresentou iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental, à rastreabilidade e à capacitação na cafeicultura brasileira.
O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, integrou o painel “Meio Ambiente como Direito Humano”, moderado pela jornalista Georgina Maynart. O debate abordou uso correto do solo na cafeicultura brasileira, questões fundiárias, clima e certificações. Também participaram o gerente de Fornecimento Responsável da JDE Peet’s, Bruno Ribeiro, e o diretor da Rainforest Alliance no Brasil, Yuri Feres.
Na apresentação, Matos detalhou ações conduzidas pelo conselho no ambiente pré-competitivo. Entre elas, citou a “Plataforma de Monitoramento Socioambiental dos Cafés do Brasil”, desenvolvida em parceria com a Serasa Experian. Segundo o material divulgado, a ferramenta busca permitir aos importadores acesso a informações socioambientais do produto com base em bancos de dados públicos e oficiais.
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De acordo com o Cecafé, a iniciativa está inserida em um esforço de adequação às novas regras do comércio mundial. Em sua fala, Matos defendeu um protocolo baseado na legislação brasileira para questões sociais e ambientais e afirmou que a entidade acompanha mudanças regulatórias, fluxo de comércio, geopolítica e temas ligados à soberania dos bancos de dados públicos e oficiais.
O diretor-geral também destacou a importância da União Europeia como um dos principais importadores dos cafés do Brasil. No eixo social, mencionou iniciativas público-privadas como o “Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura” e o Programa Trabalho Sustentável (PTS), ambos em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o texto original, essas ações buscam ampliar o diálogo entre os agentes do setor e o governo, além de promover capacitação no campo em parceria com associados do conselho nas principais regiões produtoras.
O evento ainda contou com boas-vindas da embaixadora Bettina Cadenbach e incluiu debates sobre “Regulação & Direitos Humanos” e responsabilidade por direitos humanos e trabalhistas na cadeia do café.
No encerramento de sua participação, o Cecafé afirmou que a comunicação estruturada e o uso de tecnologia para reunir evidências verificáveis são parte da estratégia da entidade para apresentar informações sobre a produção brasileira. O material divulgado não informa prazos, volume de adesão às iniciativas nem resultados quantitativos das ações mencionadas.
Fonte: cecafe.com.br
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Sustentabilidade é novo diferencial na produção de sementes

O processo de tratamento industrial de sementes não se resume mais a genética, vigor e germinação. Ao lado da qualidade, ganha cada vez mais destaque o quesito sustentabilidade. Reconhecimentos de entidades e empresas nacionais e multinacionais chancelam as boas práticas no segmento como variável e diferencial competitivo entre os produtores e multiplicadores de sementes. O conceito tem a ver com inovação, tecnologia e governança dentro dos pilares do ESG (Environmental Social Governance).
Segundo Rafael Oliveira, head comercial Brasil da Sementes Jotabasso, uma das maiores produtoras de sementes de soja do país, esse é um mercado de alta performance, onde o produtor não quer apenas mais uma semente, mas está em busca de uma solução completa de cultivo. Com mais de 50 anos de mercado, a empresa mostra que o setor também precisou evoluir para chegar a este novo padrão que atende critérios técnicos, bem como de gestão, sociais e ambientais.
Em maio a companhia recebeu certificações relacionadas à qualidade, sustentabilidade e eficiência. Os atestados reforçam a maturidade de práticas ambientais, sociais e de governança, em linha com a evolução e novas condições para atuar nesse mercado, explica o executivo.

Além disso, recebeu o selo Seedcare TSI, uma das principais certificações do setor quando o assunto é excelência em tratamento de sementes industrial. O Seedcare TSI reconhece empresas que mantêm elevados padrões de qualidade em todas as etapas de produção, como rastreabilidade, segurança operacional, conformidade e performance das sementes entregues ao produtor. Em adicional, foi premiada no Concurso Sementeiras Mais, voltado à eficiência de manejo e aos resultados superiores de qualidade das sementes.
Em 2025, a empresa foi pioneira ao se tornar a única sementeira do Cerrado brasileiro reconhecida no Programa de Avaliação Seedcare Sustentável da Syngenta, iniciativa que avalia práticas ESG adotadas pelas empresas participantes.
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