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Projeto monitora avanço da cigarrinha-do-milho no Triângulo Mineiro

O avanço da cigarrinha-do-milho provoca perdas anuais estimadas em cerca de 31 milhões de toneladas de milho no Brasil. O dado foi apresentado durante o lançamento do Projeto Sentinela, iniciativa voltada ao monitoramento da praga no Triângulo Mineiro, uma das principais regiões produtoras do país.
O projeto surgiu da necessidade de acompanhar, de forma sistemática, a dinâmica populacional da cigarrinha em uma região que ainda não contava com ações estruturadas de monitoramento. Além disso, a iniciativa reúne esforços da iniciativa privada, do poder público e de instituições parceiras.
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Monitoramento contínuo da praga
Segundo a entomologista Gabriela Vieira, armadilhas foram instaladas em Uberlândia, Uberaba, Conquista e também em Barretos (SP), permitindo o acompanhamento da presença e da variação populacional da praga ao longo do tempo.
Nesta primeira etapa, o monitoramento foi realizado por quase 6 meses. Mesmo durante a entressafra, a equipe identificou a presença da cigarrinha, além do surgimento de novas variedades.
De acordo com Gabriela, quando o milho retorna ao campo, a população da praga tende a aumentar, o que reforça a importância do acompanhamento não apenas durante o ciclo da cultura, mas também na entressafra.
Registro inédito da cigarrinha africana
Outro ponto de atenção identificado pelo Projeto Sentinela foi o registro inédito da cigarrinha africana no Triângulo Mineiro. A espécie havia sido identificada pela primeira vez no Brasil em 2023, no estado de Goiás.
Para o professor Luan Odorizzi, da Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu), o registro evidencia a rápida dispersão da praga pelas regiões produtoras de milho no país.
Participação da Fazu no projeto
A Fazu, braço educacional da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), participa do Projeto Sentinela por meio de ações de extensão, pesquisa aplicada e geração de informações técnicas voltadas ao produtor rural.
Segundo Odorizzi, a atuação da instituição busca levar informações consistentes e úteis para apoiar a tomada de decisão no campo, com foco direto na realidade do produtor.
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A trajetória que transformou a Fazenda Dois Irmãos em referência no milho

Chegar a Mato Grosso quando a BR-163 que corta o estado ainda era de chão, abrir áreas de Cerrado e construir uma propriedade praticamente do zero. Foi assim que começou a história da Fazenda Dois Irmãos, em Primavera do Leste, uma trajetória marcada pelo trabalho em família e pela busca constante por produtividade.
Ao longo de mais de quatro décadas, a propriedade se consolidou como referência na produção de milho, acumulando premiações e resultados expressivos. Hoje, a gestão reúne a experiência do fundador Sérgio Fava e a participação dos filhos Fernando e Miguel, que ajudam a dar continuidade ao legado construído pela família.
Natural de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Sérgio chegou à região em 1982. Na época, o que seria apenas uma visita da família a um primo acabou se transformando em uma oportunidade de investimento. “Tem uma fazenda ao lado aqui para vender. Vocês não querem comprar?”, ouviu durante a viagem.
A área chamou a atenção da família e o negócio foi fechado. “Era tudo Cerrado, estrada de chão, não tinha nada ainda. Então, investimos”, relembra Sérgio em entrevista ao Especial Mais Milho.
O nome Fazenda Dois Irmãos surgiu justamente da sociedade entre Sérgio e o irmão. Décadas depois, a ligação familiar permanece presente na propriedade e já alcança uma nova geração.
Quando completou 18 anos, Sérgio decidiu que construiria sua vida em Mato Grosso. “Eu botei na minha cabeça que o futuro era aqui. Que eu tinha que fazer o meu futuro”. Com dois tratores transportados em um caminhão, mudou-se para a fazenda e iniciou o trabalho de formação das áreas agrícolas.

“Gradeava, catava raiz, fiz tudo o que tinha que fazer. Era eu e um funcionário aqui”, conta. Os primeiros cultivos foram de arroz, utilizado para ajudar na abertura das áreas. Conforme o produtor, a cultura não gerava grandes lucros, mas permitia manter a atividade. “Nunca deu lucro o arroz, mas também não dava prejuízo, pagava as contas”.
Os desafios dos primeiros anos iam muito além da produção. A infraestrutura era limitada, o acesso a crédito era mais difícil e cidades como Jaciara serviam de apoio para quem chegava à região. Sérgio lembra que o apoio de vizinhos e amigos foi fundamental naquele período. “O pessoal ajudou muito a gente”.
Apesar das dificuldades, desistir nunca esteve nos planos. O que mais pesava era a distância da família que permaneceu no Sul. “Desistir nunca pensei, mas a distância da família, essa foi uma coisa que pesou bastante”, conta ao programa do Canal Rural Mato Grosso.
O milho como motor do crescimento
Se a soja ajudou a consolidar a atividade agrícola, foi o milho que impulsionou os investimentos na propriedade.
A relação da Fazenda Dois Irmãos com a cultura ganhou destaque em 2003, quando a fazenda ultrapassou a marca de 100 sacas por hectare, um resultado considerado excepcional para a época.
“De todos os recordes de produção em 2003 ultrapassei 100 sacas de milho por hectare”, recorda Sérgio. O desempenho lhe rendeu uma premiação entregue por Alysson Paulinelli. “Era um sonho 100 sacas”.

O resultado não veio por acaso. Nos primeiros anos de cultivo, o produtor apostou em manejos que ainda começavam a ser adotados na região. “Colhia a soja, passava o nivelador, largou o Egan no primeiro ano. Deu umas chuvas a mais e produziu bem. Aí vimos que dava resultado”.
O sucesso da lavoura reforçou a importância econômica da cultura dentro da fazenda. “Hoje, a soja paga a conta da fazenda, mas quem te dá o lucro para tu fazer o investimento é o milho”.
Dois anos depois, em 2005, a propriedade voltou a ser reconhecida pelos resultados obtidos no campo. “Ganhei um prêmio da Bayer também com quatro materiais que foram as melhores médias da região”.
Os bons desempenhos continuaram ao longo dos anos. Na safra mais recente, a Fazenda Dois Irmãos registrou média de 80 sacas por hectare na soja e 172 sacas por hectare no milho safrinha.
Nova geração e agricultura de precisão
Parte da evolução da produtividade está ligada à incorporação de novas tecnologias e ao trabalho da nova geração da família.
Há cerca de 16 anos atuando na propriedade, Fernando Fava acompanha de perto as mudanças que ocorreram na cultura do milho. Segundo ele, o produtor passou a enxergar a safrinha de forma diferente.
“Antes o cara plantava milho como uma safrinha. ‘Vou jogar um cheirinho de nitrogênio ali e deu que deu’. Como a cultura foi ficando mais rentável, o pessoal começou a olhar mais como uma forma de ter mais lucro”.
Além dos avanços no manejo, Fernando destaca a evolução da genética e dos materiais disponíveis no mercado. “As variedades vieram com mais teto produtivo, mais exigentes. E a gente foi acompanhando essas exigências do material e, graças a Deus, foi colhendo mais”, relata Fernando à reportagem.

Entre as ferramentas utilizadas na fazenda está o Bayer VALora Milho, plataforma que utiliza dados históricos da propriedade, características dos talhões e informações agronômicas para recomendar diferentes populações de plantas dentro de uma mesma área.
De acordo com Fernando, a tecnologia busca adequar o potencial produtivo de cada ambiente à quantidade ideal de sementes. “A recomendação vem de acordo com o teu talhão e a quantidade de semente jogada é o que define”.
Ele ressalta que as decisões são tomadas em conjunto entre equipe técnica e produtor. “A gente senta junto com o pessoal da Bayer e analisa junto”.
Conforme Jorge Luis Pelisson, líder da unidade de negócios Cerrados e Milho da Bayer, a ferramenta cruza dados de pesquisa, histórico produtivo e inteligência artificial para gerar recomendações específicas para cada ambiente.
“O cliente tem a lavoura dele, tem o histórico, e a gente cruza com os nossos dados de pesquisa, experimentação e inteligência artificial para recomendar para cada situação”, explica.
A proposta é distribuir melhor as populações de plantas conforme o potencial produtivo do solo. “Onde tem melhor ambiente se coloca mais, onde o ambiente não é tão favorável, a gente coloca menos”.
Fernando avalia que tecnologias como essa ganham ainda mais importância em propriedades que apresentam grande variabilidade de solo. “O VALora encaixa perfeitamente nisso aí. Vai tentar fazer você produzir mais uniforme e, para o produtor, é muito melhor”.

Evoluir safra após safra
Mesmo com índices que já colocam a propriedade entre as mais produtivas da região, a meta continua sendo avançar.
Para Fernando, o caminho passa por aperfeiçoamentos constantes e atenção aos detalhes. “Às vezes eu não almejo 10 sacas a mais. Mas duas, três sacas a mais ano que vem. Daqui dois anos seis sacas. E daqui cinco anos a gente está colhendo 200 sacas de milho”.
Segundo ele, resultados elevados exigem precisão em todas as etapas do manejo. “A partir das 160 sacas de milho você já está no detalhe. Tudo tem que ser detalhado. Um errinho, você perde cinco sacas”, salienta ao Canal Rural Mato Grosso.
Além da genética e das ferramentas digitais, o supervisor da Fazenda Dois Irmãos destaca a importância da construção gradual da fertilidade do solo e do equilíbrio do sistema produtivo. “A gente vem criando um ambiente ao longo do tempo favorecendo a soja e o milho. A gente tenta melhorar aos poucos”.
É essa busca contínua por evolução que ajuda a explicar a trajetória da Fazenda Dois Irmãos. Uma história iniciada quando a BR ainda era de chão, construída com trabalho familiar, investimentos em tecnologia e uma convicção que acompanha Sérgio Fava desde a juventude: o futuro estava em Mato Grosso.

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Rede divulga avaliação de cultivares de trigo contra brusone da espiga

A Rede de Ensaios Cooperativos divulgou a avaliação de cultivares de trigo quanto à resistência à brusone da espiga nas safras 2024 e 2025. Os resultados foram publicados em boletim da Embrapa Trigo. O material informado trata especificamente do desempenho dos cultivares diante da doença, mas o conteúdo fornecido não detalha os materiais avaliados nem a metodologia adotada.
Segundo o material de entrada, a divulgação reúne os resultados de duas safras, 2024 e 2025, com foco na resistência de cultivares de trigo à brusone da espiga. A publicação foi feita em formato de boletim pela Embrapa Trigo.
A informação tem relação direta com o planejamento técnico da cultura, uma vez que a resistência varietal é um dos critérios observados na definição de cultivares para plantio. No entanto, o texto original não informa quantos cultivares foram avaliados, quais materiais apresentaram melhor desempenho, nem em quais regiões os ensaios foram realizados.
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Também não há, no conteúdo fornecido, detalhamento sobre os parâmetros usados na avaliação, o nível de resistência identificado em cada cultivar ou eventuais recomendações práticas aos produtores. A fonte igualmente não especifica se os resultados têm recorte regional, se houve repetição dos ensaios por ambiente ou se há comparações com ciclos anteriores.
Com as informações disponíveis, o fato central é a publicação dos resultados da avaliação de resistência à brusone da espiga em trigo, abrangendo duas safras consecutivas. O boletim citado passa a concentrar os dados técnicos do estudo, mas esses dados não foram apresentados no material fornecido.
O conteúdo divulgado confirma a publicação da avaliação das safras 2024 e 2025, mas o material fornecido não informa os resultados individuais, os critérios técnicos do estudo nem os impactos diretos para produtores.
Fonte: embrapa.br
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Dia de Campo em Barbosa Ferraz apresenta tecnologias para milho silagem

Barbosa Ferraz recebeu, na tarde da última quarta-feira (17), o 7º Dia de Campo de Milho Silagem, realizado pelo IDR-Paraná, pela Prefeitura e pela Família Bento. O encontro reuniu produtores, técnicos, empresas e agentes financeiros com foco na adoção de tecnologias para produção de silagem de qualidade e no apoio à bovinocultura leiteira, apontada no material como uma das principais atividades econômicas locais.
Segundo o material divulgado, o evento foi sediado na propriedade da Família Bento e teve nove estações técnicas. Nelas, empresas e profissionais especializados apresentaram diferentes híbridos de milho, com informações voltadas à escolha dos materiais mais adequados para cada propriedade.
Além do milho, foram mostradas duas variedades de sorgo para silagem. De acordo com o conteúdo fornecido, a cultura foi destacada por rusticidade, tolerância a condições adversas e potencial produtivo, sendo apresentada como alternativa para complementar os sistemas de produção da região.
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Outro eixo técnico do encontro foi a vitrine de plantas de cobertura para invasão das áreas após o cultivo do milho safrinha. Foram demonstrados mixes com aveia branca IPR-Esmeralda e nabo forrageiro IPR-116, além da combinação entre aveia IPR-Esmeralda, centeio IPR-89 e nabo forrageiro IPR-216. O material informa que esses itens estão disponíveis na região e podem ser incorporados pelos agricultores.
O evento também teve participação de empresas de insumos, máquinas e equipamentos, concessionárias de veículos, instituições financeiras e cooperativas de crédito. Um dos momentos registrados foi a assinatura de contratos de financiamento rural, incluindo operações do Pronaf Utilitário e do programa Banco do Agricultor Paranaense, formalizadas pelo Banco do Brasil e pelo Sicredi. A fonte não informou o número de contratos assinados nem os valores envolvidos.
De acordo com o texto original, o encontro contou com 10 representantes do IDR-Paraná e mais de 200 participantes, entre lideranças locais e regionais, produtores, agentes financeiros e profissionais da área agropecuária.
O 7º Dia de Campo de Milho Silagem concentrou demonstrações técnicas sobre materiais para silagem, cobertura de solo e acesso a crédito rural. O material divulgado informa que a edição de 2027 já começa a ser planejada, mas não detalha cronograma, metas técnicas ou novos investimentos previstos.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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