Sustentabilidade
Expandindo sua presença no agronegócio, Milliken inaugura laboratório de microencapsulação de bioinsumos no Brasil, novo hub de inovação LATAM – MAIS SOJA

A Milliken & Company, fabricante global reconhecida por sua liderança em ciência dos materiais, anuncia a inauguração de seu novo laboratório de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil. O espaço foi projetado para replicar as tecnologias de microencapsulação desenvolvidas nos Estados Unidos e adaptá-las às condições e tecnologias locais, com foco em bioinsumos. O novo laboratório, localizado em São Paulo e parte do Centro Tecnológico da Milliken, conta com cerca de 700 m² de infraestrutura e representa o primeiro passo da companhia na transferência da tecnologia Encapsys™ para o agronegócio brasileiro. Com isso, o país passa a integrar o plano global da empresa como seu próximo hub de microencapsulação, com potencial para atender toda a América Latina.
Atualmente em fase de implantação, o espaço inicia suas operações com o objetivo de validar metodologias, capacitar equipes e estabelecer protocolos técnicos em colaboração com parceiros da indústria. “A inauguração, prevista para o primeiro trimestre de 2026, representa um marco para a Milliken e para o desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura no Brasil. Estamos trazendo ao país uma expertise construída ao longo de mais de sete décadas de pesquisas em microencapsulação, agora direcionada ao universo dos bioinsumos. Nosso objetivo é transformar esse conhecimento em soluções escaláveis e adaptadas às condições locais, ampliando a estabilidade e a performance dos microrganismos utilizados em produtos biológicos”, afirma Rita Siloto, Gerente Técnica Regional Senior da Milliken Brasil
A tecnologia Encapsys™, originalmente desenvolvida pela Milliken nos Estados Unidos, é uma plataforma proprietária de microencapsulação que permite o encapsulamento controlado de ingredientes ativos, promovendo maior estabilidade, compatibilidade e eficiência em diferentes ambientes de uso. Por meio dessa tecnologia, compostos sensíveis, como microrganismos, enzimas ou bioativos, podem ser protegidos contra degradação térmica, oxidação, umidade, variações de pH e exposição à radiação ultravioleta, fatores críticos que comprometem a viabilidade de produtos biológicos em condições tropicais.
Com mais de 70 anos de experiência global em microencapsulação, tecnologia que permite o revestimento de substâncias ativas em microcápsulas para garantir maior estabilidade, liberação controlada e compatibilidade entre ingredientes, a Milliken se consolidou como uma das pioneiras no desenvolvimento e na produção em larga escala de soluções encapsuladas. Suas tecnologias estão presentes em diferentes segmentos industriais, como fragrâncias, cuidados pessoais, polímeros, agroquímicos e semioquímicos. Agora, a empresa aplica essa trajetória ao desenvolvimento de formulações biológicas para uso na agricultura, adaptando soluções que viabilizam o uso de microrganismos vivos em escala industrial e aumentam a eficiência dos bioinsumos.
“O setor de bioinsumos, em rápida expansão, demanda soluções mais estáveis e tecnicamente robustas para uso agrícola. Nesse contexto, o laboratório atua na condução de provas de conceito que envolvem testes de viabilidade, estabilidade e liberação controlada de microrganismos e compostos biológicos, com o objetivo de oferecer ao mercado alternativas que combinem alta performance e praticidade de aplicação”, acrescenta a porta-voz da Milliken.
O novo laboratório atuará em conexão direta com o hub global de microencapsulação da Milliken nos Estados Unidos, localizado em Appleton, Wisconsin, onde são conduzidas as primeiras etapas de desenvolvimento. Parte da equipe nacional participou de treinamentos na unidade matriz, garantindo a transferência de conhecimento e a padronização de processos. No Brasil, as atividades se concentram na replicação de procedimentos, na encapsulação de microrganismos-alvo já utilizados na agricultura brasileira e em testes com amostras de parceiros locais, resultando em protótipos adaptados às condições regionais.
Além da frente biológica, o espaço abriga pesquisas em polímeros para tratamento de sementes e fertilizantes solúveis, realizando análises como plantabilidade, vigor, compatibilidade de misturas e teste de poeira, parâmetros fundamentais para o desenvolvimento de produtos seguros e eficientes no campo. O local também dá suporte às linhas de negócios relacionadas a corantes, surfactantes e dispersantes, com estudos voltados ao aprimoramento de formulações, estabilidade de misturas e eficiência de aplicação.
A inauguração integra os investimentos da companhia em inovação no agronegócio, especialmente no Brasil, alinhados às estratégias globais de crescimento da Milliken, que combinam inovação, aquisições estratégicas e expansão internacional, sustentadas pelo fortalecimento de centros regionais de pesquisa, metodologias de excelência operacional e desenvolvimento de talentos. O plano global inclui a ampliação da presença internacional da empresa em segmentos estratégicos, como microencapsulação, surfactantes de solo e polímeros para sementes, além do foco na combinação entre ciência aplicada e parcerias locais como motor de crescimento para o país e para toda a América Latina.
Com o novo laboratório, a companhia dá um passo decisivo para consolidar sua atuação no agronegócio, oferecendo soluções tecnológicas capazes de elevar a performance, a estabilidade e a eficiência dos bioinsumos. “Com essa estrutura, será possível transformar conhecimento científico em soluções práticas para o campo, aumentando a estabilidade e a eficiência das formulações biológicas e consolidando o papel da microencapsulação como tecnologia-chave para o avanço dos bioinsumos. Mais do que um investimento em infraestrutura, o novo laboratório é uma ponte entre a pesquisa global da Milliken e as necessidades específicas do agronegócio latino-americano, com o objetivo de acelerar a entrega de soluções biotecnológicas que combinem ciência, eficiência e aplicabilidade no campo”, conclui Rita Siloto.
Sobre a Milliken & Company
A Milliken & Company é uma líder global em manufatura, cuja atuação em ciência dos materiais transforma ideias inovadoras em soluções concretas para o futuro. Da liderança em moléculas de ponta a soluções sustentáveis, a Milliken desenvolve produtos que melhoram a vida das pessoas e entregam soluções que geram valor para a sociedade e para os setores em que atuam.
Com milhares de patentes e um portfólio diversificado, que abrange os setores têxtil, químico, de revestimento, saúde e agrícola, a empresa combina integridade e excelência para gerar impacto positivo e duradouro no mundo.
No Brasil, sua atuação é voltada ao setor agrícola, oferecendo soluções avançadas em polímeros e tecnologias de microencapsulamento que aprimoram o desempenho de sementes, fertilizantes e bioinsumos. Desde 2023, iniciou a produção local de polímeros para tratamento de sementes, anteriormente importados dos Estados Unidos, com o objetivo de agilizar entregas e aumentar a competitividade no mercado brasileiro.
Com parcerias estratégicas e portfólio em expansão, a Milliken reforça seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento de soluções que atendem às necessidades da agricultura local, contribuindo para que ela seja mais moderna, sustentável e eficiente.
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Sustentabilidade
Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.
O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.
A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.
Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.
O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.
As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.
Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.
Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.
Cotações de soja
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.
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Sustentabilidade
Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.
Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.
Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.
Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.
Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.
Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.
Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.
Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.
Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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