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21 de setembro de 2026

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Setor da madeira movimenta R$ 3,17 bilhões e reforça peso econômico em Mato Grosso

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Foto: Reprodução/ Sistema Fiemt

O mercado da madeira movimentou R$ 3,17 bilhões em Mato Grosso em 2025, crescimento de 2,86% em relação ao ano anterior. O desempenho reforça a importância econômica do setor no estado, que produziu 16,4 milhões de metros cúbicos ao longo do ano, considerando mercado estadual, interestadual, exportações e venda de madeira em tora.

O principal destino da produção foi o comércio interestadual, responsável por R$ 1,46 bilhão, o equivalente a 46,24% do total comercializado. O mercado interno estadual somou R$ 877,2 milhões, enquanto as exportações alcançaram R$ 596,89 milhões, o que representa US$ 113,01 milhões. Já a comercialização de madeira em tora movimentou R$ 232,1 milhões em 2025.

Na comparação com 2024, o crescimento do setor foi sustentado pelo avanço do mercado interestadual, que registrou alta de 18,89%. Em contrapartida, as exportações recuaram 10,5% e o mercado estadual apresentou queda de 7,92%, segundo dados do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem).

Comércio interestadual sustenta crescimento

Mesmo com a retração em alguns segmentos, o desempenho do mercado interestadual consolidou-se como o principal motor do setor em 2025. O avanço compensou as perdas no mercado interno e nas exportações, garantindo crescimento global da cadeia da madeira no estado.

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Ainda assim, as vendas para os Estados Unidos cresceram, apesar do aumento da tarifa de importação, que elevou a taxação de produtos de madeira para até 50%. As exportações para o país passaram de US$ 13,7 milhões em 2024 para US$ 15 milhões em 2025.

Burocracia afeta competitividade externa

A queda nas exportações não está relacionada à falta de mercado ou à irregularidade da produção, pontua o Cipem. O presidente da entidade, Ednei Blasius, ressalta que a cadeia florestal do estado é cada vez mais profissionalizada e opera dentro da legalidade. “O setor florestal de Mato Grosso é cada vez mais profissionalizado, opera com manejo florestal sustentável e sistemas robustos de rastreabilidade”, afirma.

Entre os principais fatores que pressionam as exportações está a inclusão de espécies como Ipê e Cumaru na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que ampliou a burocracia e criou gargalos operacionais. Segundo o presidente do Cipem, “o que temos enfrentado são entraves de natureza institucional”, já que as exigências impactam diretamente a competitividade da madeira brasileira no mercado internacional.

Os principais destinos da madeira mato-grossense foram a Índia, com US$ 51,2 milhões e 156,8 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 15 milhões e 8,5 mil toneladas. A China aparece na sequência, com US$ 11,1 milhões e 18,2 mil toneladas, além da França, com US$ 7,1 milhões e 4,1 mil toneladas, e do Vietnã, que movimentou US$ 5,9 milhões referentes a 9,5 mil toneladas.

Emprego, arrecadação e desenvolvimento regional

No mercado interno, o setor de base florestal segue como uma das principais atividades produtivas em diversas regiões do estado. Mato Grosso conta atualmente com 1.339 estabelecimentos ligados à cadeia da madeira, que empregam 10.323 trabalhadores de forma direta e cerca de 30 mil de maneira indireta.

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Em cidades como Colniza, o setor responde por 18% dos empregos formais. “O setor está presente em todo o estado, com empregos gerados em 89 municípios”, afirma Blasius, ao destacar a importância econômica da atividade para o interior. “Por isso é tão importante fortalecer e estruturar o setor para ampliar ainda mais este mercado”, completa.

A cadeia da madeira também contribui para a arrecadação estadual. Em 2025, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) arrecadou R$ 28,5 milhões ligados ao setor, recursos destinados a investimentos em infraestrutura e habitação.

Regulação e qualificação profissional

Para 2026, está prevista a entrega do primeiro guia de coleta botânica de Mato Grosso, que deverá orientar as atividades de base florestal no estado. Paralelamente, o Cipem investe na capacitação profissional por meio do projeto de Formação de Identificadores Botânicos, iniciativa voltada à redução do tempo de registro das espécies e à melhoria da qualidade dos inventários florestais.

Entre as demandas do setor estão a modernização do arcabouço regulatório e a redução de exigências consideradas redundantes. O Cipem defende a extinção do Certificado de Identificação de Madeiras (CIM), emitido pelo Indea, além da migração do Sisflora 2.0 para o DOF+, com maior integração entre os sistemas estadual e federal. No âmbito nacional, o setor também reivindica mudanças em resoluções do Conama para ampliar prazos e eliminar exigências que elevam custos e criam entraves à competitividade da indústria florestal legal.


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Conab fará coletiva sobre leilões de milho e safra 2026/2027

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta terça-feira (22), às 10h, uma coletiva de imprensa em Brasília para apresentar os resultados dos recentes leilões públicos de compra de milho. Segundo a estatal, a medida está relacionada à prevenção de possíveis impactos do El Niño no abastecimento de grãos e à oferta do produto pelo Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Durante o encontro, a Conab também vai detalhar o cenário atual dos preços da cesta básica nas capitais do país e apresentar as projeções para a agropecuária na safra 2026/2027.

A coletiva contará com a presença do presidente da Conab, Silvio Porto, e da ministra do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

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O evento será realizado na matriz da Conab, localizada no SGAS 901, Lote 69, em Brasília (DF), às 10h, no horário de Brasília. A agenda reúne temas ligados ao mercado de milho, à política de abastecimento e às estimativas para o próximo ciclo agropecuário.

A apresentação desta terça-feira (22) concentrará os dados dos leilões públicos de milho, o comportamento dos preços da cesta básica e as projeções da Conab para a safra 2026/2027.

Fonte: gov.br

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Preço do milho recua em São Paulo com compradores fora do mercado

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Foto: Sandra Brito/Embrapa

Os preços do milho apresentam movimentos distintos entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto as cotações recuaram em São Paulo, algumas regiões produtoras registraram valorização nos últimos dias.

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No mercado paulista, as negociações seguem limitadas. Segundo pesquisadores do Cepea, compradores têm priorizado o consumo dos estoques disponíveis, reduzindo a necessidade de novas aquisições no mercado spot.

O enfraquecimento da demanda, porém, encontra uma oferta também restrita. Parte dos produtores tem limitado os lotes disponibilizados para negociação, evitando pressionar ainda mais as cotações.

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Clima deixa produtores atentos

Além do comportamento dos preços, os trabalhos de campo e as condições meteorológicas influenciam a decisão dos vendedores.

De acordo com o Cepea, parte dos produtores está concentrada nas atividades nas lavouras e acompanha atentamente as previsões climáticas e a possibilidade de condições adversas afetarem a produtividade.

Esse cenário contribui para reduzir a disponibilidade de milho no mercado spot mesmo diante da menor presença de compradores.

Com compradores e vendedores cautelosos, o mercado apresenta baixa liquidez em algumas praças e comportamentos diferentes nos preços entre as regiões acompanhadas pelo Cepea.

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Agro Mato Grosso

MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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Agro MT