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20 de junho de 2026

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Tarifaço derruba exportações de café solúvel, mas consumo interno cresce, aponta Abics

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Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de café solúvel totalizaram 3,7 milhões de sacas em 2025, queda de 10,6% na comparação com o ano anterior, pressionadas principalmente pela retração dos embarques aos Estados Unidos após a imposição de uma tarifa de 50% sobre o produto.

Os dados constam do Relatório do Café Solúvel do Brasil 2025, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Em volume, o Brasil exportou 85,082 mil toneladas, equivalentes a 3,688 milhões de sacas de 60 kg, abaixo das 95,221 mil toneladas embarcadas em 2024.

Apesar da queda no volume, a receita cambial bateu recorde, alcançando US$ 1,099 bilhão, alta de 14,4% na comparação anual.

Segundo a Abics, o crescimento da receita reflete a valorização da matéria-prima. “Atribui-se esse aumento no valor à elevação das cotações dos cafés arábica e canéfora, o que encareceu o preço do solúvel no mercado internacional”, explica Aguinaldo Lima, diretor executivo da entidade.

Tarifaço derruba embarques aos EUA

A introdução da tarifa de 50% sobre o café solúvel brasileiro importado pelos Estados Unidos, em vigor desde agosto, teve impacto direto nas exportações ao principal mercado do produto.

Em 2025, os embarques aos EUA recuaram 28,2% em relação ao ano anterior, totalizando 558.740 sacas.

No período de vigência da tarifa, entre agosto e dezembro, a retração foi ainda mais intensa, com queda de 40% frente ao mesmo intervalo de 2024.

“Isso evidencia o impacto direto e imediato da barreira comercial na competitividade do café solúvel brasileiro em um mercado vital”, afirma Lima.

De acordo com o executivo, a tarifa encarece o produto de forma proibitiva e leva importadores norte-americanos a buscar fornecedores em países concorrentes com cargas tarifárias menores, resultando em perda de participação do Brasil.

Argentina e Rússia ampliam compras

Mesmo com o tarifaço, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino do café solúvel brasileiro em 2025. Na sequência, aparecem Argentina, com 291.919 sacas, alta de 40,2%, e Rússia, com 278.050 sacas, crescimento de 9,8%.

Entre outros destinos relevantes estão Indonésia, México, Vietnã e Colômbia, que ampliou suas importações em 178,2%, para 130.029 sacas. “O destaque desses países é relevante porque são grandes e tradicionais produtores de café solúvel”, observa Lima.

Redirecionamento enfrenta barreiras comerciais

Segundo a ABICS, a queda nos embarques aos EUA reforça a necessidade de redirecionar exportações, mas o cenário é considerado desafiador.

“O Brasil tem um número limitado de acordos comerciais abrangentes, o que reduz a competitividade do café solúvel em diversos mercados”, afirma Lima.

Além disso, o executivo ressalta que realocar volumes expressivos no curto prazo não é simples, exigindo tempo, investimentos e negociações comerciais.

Consumo interno bate recorde

Em contraste com o desempenho externo, o mercado interno atingiu recorde de consumo em 2025. O Brasil absorveu 27,008 mil toneladas, equivalentes a 1,17 milhão de sacas, crescimento de 9,5% na comparação com 2024.

Segundo a Abics, o avanço reflete a maior preferência do consumidor pelo café solúvel e o posicionamento das indústrias no mercado doméstico. A menor inflação do produto também contribuiu: 34% no acumulado de 2024/25, ante 75% do café torrado e moído.

Reforma tributária eleva custos das exportações

Outro ponto de atenção para o setor é a Reforma Tributária, que extinguirá, a partir de 1º de janeiro de 2027, as contribuições sobre a receita bruta (PIS/Pasep e Cofins). Com isso, deixará de existir o crédito presumido de 7,4% sobre o valor do café verde industrializado para exportação.

Segundo a ABICS, entre 2027 e 2032, as exportações sofrerão aumento de custos pela ausência de medida compensatória. “O impacto é devastador. A indústria perderá R$ 430 milhões, o equivalente a 7,4% do valor exportado em 2025”, alerta Lima.

Perspectivas para 2026

O desempenho de 2025 evidencia uma dicotomia no setor: mercado interno aquecido e desafios crescentes no comércio internacional.

A Abics aponta que a diversificação de destinos, a ampliação de acordos comerciais e o diálogo com o governo para mitigar impactos tributários serão decisivos em 2026.

A União Europeia surge como alternativa estratégica no médio prazo, especialmente diante das perspectivas do acordo Mercosul–UE. “O recorde de divisas, mesmo com queda no volume, demonstra a resiliência de um setor que investiu R$ 2,5 bilhões nos últimos seis anos”, afirma Lima

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Dia do Vinho Brasileiro terá programação em Bento Gonçalves e Dom Pedrito neste domingo

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O Dia do Vinho Brasileiro será celebrado neste domingo (21), em Bento Gonçalves e Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul, com correalização do Instituto de Gestão, Planejamento, Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A programação reúne ações abertas ao público e voltadas à divulgação de vinhos, espumantes e sucos de uva.

Em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a Praça das Rosas receberá o evento das 10h às 19h. Segundo o material divulgado, 11 vinícolas participarão da exposição com comercialização e degustação de vinhos, espumantes e sucos de uva: Amitié, Artisti, Casa Ottone, Cave Bertamoni, Gallon, Nova Aliança, Peterlongo, Piccola Cantina, Sotterrani, Speranza e Rotava. Os 50 primeiros clientes de cada vinícola receberão taças personalizadas.

A programação no município também inclui opções de gastronomia e atrações artísticas. A correalização local é da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, com apoio da Sicredi Serrana e do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH).

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Em Dom Pedrito, a ação será realizada das 14h às 18h, na Rua Coberta, junto à Praça General Osório. O evento prevê degustação de vinhos e sucos de uva. De acordo com o texto de divulgação, esta é a primeira vez que a região vitivinícola da Campanha Gaúcha promove uma ação para marcar a data. A correalização é da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com estudantes, servidores e professores do curso de Enologia, e apoio da Prefeitura Municipal de Dom Pedrito.

O Consevitis-RS informou que o Dia do Vinho Brasileiro é comemorado oficialmente no primeiro domingo de junho, com ações ao longo de todo o mês. A data foi instituída a partir do Projeto de Lei 3801/2004. No Rio Grande do Sul, há também uma lei estadual própria, promulgada em dezembro de 2003, que estabelece o período de celebrações do vinho brasileiro.

Segundo Cristina Carniel, gerente de Promoção para o Mercado Interno do Consevitis-RS, as iniciativas buscam aproximar o público dos produtos e homenagear a cultura vitivinícola brasileira. Em caso de chuva, os eventos serão transferidos para domingo (28).

Os dois eventos são abertos ao público e concentram ações de divulgação da cadeia vitivinícola gaúcha. O material fornecido não informa estimativa de público, volume de produtos comercializados ou impactos econômicos diretos para produtores e vinícolas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Cecafé apresenta ações socioambientais do café brasileiro em evento da Embaixada da Alemanha

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, nesta quarta-feira (18), do evento “Multilateralidade dos direitos trabalhistas e dos direitos humanos: o exemplo da cadeia produtividade do café”, realizado pela Embaixada da Alemanha no Brasil, no Goethe Institut, em Salvador (BA). No encontro, a entidade apresentou iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental, à rastreabilidade e à capacitação na cafeicultura brasileira.

O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, integrou o painel “Meio Ambiente como Direito Humano”, moderado pela jornalista Georgina Maynart. O debate abordou uso correto do solo na cafeicultura brasileira, questões fundiárias, clima e certificações. Também participaram o gerente de Fornecimento Responsável da JDE Peet’s, Bruno Ribeiro, e o diretor da Rainforest Alliance no Brasil, Yuri Feres.

Na apresentação, Matos detalhou ações conduzidas pelo conselho no ambiente pré-competitivo. Entre elas, citou a “Plataforma de Monitoramento Socioambiental dos Cafés do Brasil”, desenvolvida em parceria com a Serasa Experian. Segundo o material divulgado, a ferramenta busca permitir aos importadores acesso a informações socioambientais do produto com base em bancos de dados públicos e oficiais.

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De acordo com o Cecafé, a iniciativa está inserida em um esforço de adequação às novas regras do comércio mundial. Em sua fala, Matos defendeu um protocolo baseado na legislação brasileira para questões sociais e ambientais e afirmou que a entidade acompanha mudanças regulatórias, fluxo de comércio, geopolítica e temas ligados à soberania dos bancos de dados públicos e oficiais.

O diretor-geral também destacou a importância da União Europeia como um dos principais importadores dos cafés do Brasil. No eixo social, mencionou iniciativas público-privadas como o “Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura” e o Programa Trabalho Sustentável (PTS), ambos em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o texto original, essas ações buscam ampliar o diálogo entre os agentes do setor e o governo, além de promover capacitação no campo em parceria com associados do conselho nas principais regiões produtoras.

O evento ainda contou com boas-vindas da embaixadora Bettina Cadenbach e incluiu debates sobre “Regulação & Direitos Humanos” e responsabilidade por direitos humanos e trabalhistas na cadeia do café.

No encerramento de sua participação, o Cecafé afirmou que a comunicação estruturada e o uso de tecnologia para reunir evidências verificáveis são parte da estratégia da entidade para apresentar informações sobre a produção brasileira. O material divulgado não informa prazos, volume de adesão às iniciativas nem resultados quantitativos das ações mencionadas.

Fonte: cecafe.com.br

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Sustentabilidade é novo diferencial na produção de sementes

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Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em Rondonópolis (MT) | Foto: Divulgação

O processo de tratamento industrial de sementes não se resume mais a genética, vigor e germinação. Ao lado da qualidade, ganha cada vez mais destaque o quesito sustentabilidade. Reconhecimentos de entidades e empresas nacionais e multinacionais chancelam as boas práticas no segmento como variável e diferencial competitivo entre os produtores e multiplicadores de sementes. O conceito tem a ver com inovação, tecnologia e governança dentro dos pilares do ESG (Environmental Social Governance).

Segundo Rafael Oliveira, head comercial Brasil da Sementes Jotabasso, uma das maiores produtoras de sementes de soja do país, esse é um mercado de alta performance, onde o produtor não quer apenas mais uma semente, mas está em busca de uma solução completa de cultivo. Com mais de 50 anos de mercado, a empresa mostra que o setor também precisou evoluir para chegar a este novo padrão que atende critérios técnicos, bem como de gestão, sociais e ambientais.

Em maio a companhia recebeu certificações relacionadas à qualidade, sustentabilidade e eficiência. Os atestados reforçam a maturidade de práticas ambientais, sociais e de governança, em linha com a evolução e novas condições para atuar nesse mercado, explica o executivo.

Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em Rondonópolis (MT).| Foto: Divulgação,

Além disso, recebeu o selo Seedcare TSI, uma das principais certificações do setor quando o assunto é excelência em tratamento de sementes industrial. O Seedcare TSI reconhece empresas que mantêm elevados padrões de qualidade em todas as etapas de produção, como rastreabilidade, segurança operacional, conformidade e performance das sementes entregues ao produtor. Em adicional, foi premiada no Concurso Sementeiras Mais, voltado à eficiência de manejo e aos resultados superiores de qualidade das sementes.

Em 2025, a empresa foi pioneira ao se tornar a única sementeira do Cerrado brasileiro reconhecida no Programa de Avaliação Seedcare Sustentável da Syngenta, iniciativa que avalia práticas ESG adotadas pelas empresas participantes.

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