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Redes de varejo europeias cobram posicionamento de tradings após saída da Moratória da Soja

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Foto: Aprosoja MT

Grandes redes de varejo do Reino Unido e da Europa enviaram, nesta segunda-feira (26)
uma carta aos presidentes globais das principais tradings agrícolas cobrando um posicionamento formal sobre a saída do acordo coletivo da Moratória da Soja. No documento, os varejistas informam que passarão a avaliar cada empresa de forma individual e estabelecem prazo até 16 de fevereiro para que as companhias se manifestem.

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A carta deixa claro que os supermercados manterão a exigência de exclusão de soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, independentemente do esvaziamento do acordo coletivo. O texto é endereçado aos CEOs da ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus Company e Cofco International, com cópia para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e para o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar.

Assinam o documento redes como Tesco, Sainsbury’s, Asda, Aldi, Lidl, Marks & Spencer, Morrisons e Ocado, além de outros grupos ligados ao varejo e à indústria de alimentos. No texto, os signatários afirmam estar “profundamente decepcionados” com a retirada voluntária da Abiove do pacto firmado em 2006.

“Dar um passo atrás arrisca enfraquecer os impedimentos existentes ao desmatamento, prejudica esforços futuros para desenvolver acordos colaborativos de proteção e ameaça os esforços para garantir a sustentabilidade de seus investimentos na produção brasileira de soja diante das mudanças climáticas aceleradas”, afirma a carta.

Os varejistas reforçam que, do ponto de vista dos compradores europeus, nada muda com a saída das tradings da moratória. Segundo o documento, a retirada do setor não altera as regras aplicadas às compras de soja. “Ainda que os compromissos individuais das empresas estejam agora indefinidos, os nossos seguem inalterados e continuarão a barrar qualquer soja do bioma Amazônia produzida em áreas desmatadas após 2008”, diz o texto.

A carta também estabelece um prazo objetivo para que as tradings se posicionem. Os supermercados pedem uma resposta até 16 de fevereiro de 2026, data que será usada para avaliar, caso a caso, se cada empresa atende aos critérios ambientais exigidos e, a partir disso, definir a manutenção ou não das relações comerciais.

Frentes de cobrança

O documento apresenta três frentes de cobrança. No plano estratégico, solicita que cada trading informe se pretende voltar a aderir à moratória de forma independente. No campo das políticas corporativas, pede confirmação de que os compromissos climáticos e de desmatamento permanecem inalterados e que a data de corte de 2008 para a Amazônia segue válida. Já no aspecto operacional, exige a descrição dos controles de compra para assegurar soja livre de desmatamento, além do compromisso com monitoramento, reporte e verificação independentes.

A pressão do varejo europeu ocorre após a Abiove confirmar, em 5 de janeiro, que “iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja”. A associação representa as maiores tradings agrícolas do mundo com operações no Brasil e era a principal signatária do acordo pelo lado do setor privado.

Fim do acordo da Moratória da Soja

A decisão foi associada à entrada em vigor, em 1º de janeiro de 2026, da Lei nº 12.709/2024, de Mato Grosso, que condiciona incentivos fiscais ao cumprimento exclusivo da legislação ambiental brasileira e veda benefícios a empresas que participem de acordos privados com exigências além da lei federal. A norma estadual havia sido suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, mas voltou a valer após o plenário formar maioria de 7 votos a 3 para validar a lei e fixar sua vigência.

Em nota divulgada no início do mês, a Abiove afirmou que a moratória “cumpriu seu papel histórico ao longo de quase duas décadas” e que o fim do arranjo coletivo não significaria abandono de padrões socioambientais, mas a migração para políticas individuais de compra, amparadas na legislação e em normas públicas de controle ambiental. Segundo a entidade, cada empresa passaria a responder de forma autônoma por suas políticas de aquisição.

Para o varejo europeu, no entanto, o fim do mecanismo setorial amplia a incerteza na cadeia. A carta retoma comunicação anterior, de 5 de setembro de 2025, quando os mesmos supermercados já haviam alertado que, na ausência de um acordo coletivo, cada empresa seria avaliada individualmente.

Firmada em 2006, a Moratória da Soja estabelecia o compromisso de não comercializar soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, mesmo quando o desmate ocorria dentro da lei. O acordo envolvia exportadoras filiadas à Abiove e à Anec, com apoio do governo federal e de organizações da sociedade civil. Organizações ambientais estimam que o pacto evitou o desmatamento de cerca de 17 mil quilômetros quadrados ao longo de sua vigência.

A Europa responde por cerca de 10% do consumo global de soja. No Brasil, a saída das tradings foi celebrada por entidades de produtores. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) classificou o movimento como uma vitória, enquanto o governo estadual afirmou que a decisão restaura a ordem jurídica no campo.

Já organizações ambientalistas, como WWF-Brasil, Greenpeace e Imaflora, alertaram que o esvaziamento do pacto amplia riscos ambientais, climáticos e reputacionais para o agronegócio brasileiro e pode comprometer metas climáticas assumidas pelo país.

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Soja perde fôlego no Brasil com mercado travado e pressão externa

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana marcada por lentidão nas negociações e recuo nos preços, refletindo um ambiente de baixa liquidez e ausência dos principais agentes. Houve apenas movimentos pontuais, sem volumes expressivos, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.

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De forma geral, o comportamento foi de preços mistos e sem uma direção definida. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings se mantiveram afastados, o que limitou os negócios ao longo da semana. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Preços de soja

Nos principais polos de comercialização, os preços apresentaram leve queda. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), houve baixa mais acentuada, de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Soja em Chicago

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago pressionou as cotações. Os contratos com vencimento em maio acumulam queda de 4,55% na semana, encerrando a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir o maior nível em dois anos na semana anterior, o mercado iniciou o período no limite diário de baixa, movimento que determinou o desempenho semanal negativo.

A desvalorização foi influenciada por fatores geopolíticos. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar o encontro com o presidente da China, Xi Jinping, aumentou a incerteza no mercado. A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, deve ocorrer apenas dentro de 30 a 45 dias.

O adiamento também posterga expectativas de um possível acordo comercial entre os países, incluindo compras de soja americana pela China, fator que vinha sendo monitorado de perto pelos investidores.

Câmbio

No câmbio, o dólar também contribuiu para o enfraquecimento dos preços no Brasil. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,47% na semana, sendo cotada a R$ 5,2387 na manhã de sexta-feira. O movimento reduz a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e reforça o ritmo lento dos negócios.

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Conheça o tamanduá-da-soja, praga que pertence à segunda família mais diversa do mundo

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Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa

O tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus) é uma das pragas que desafiam o manejo nas lavouras brasileiras, especialmente pela forma como se desenvolve e ataca plantas.

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De acordo com o mestre em zoologia na Univerdade Federal da Paraíba (UFPB) João Paulo Nunes, o animal é pertencente à família Curculionidae a segunda família mais diversa de animais do planeta. “Nela há mais de 50 mil espécies. É um número absurdo, só essa família tem mais espécies do que todas as espécies dos vertebrados juntos” destaca. 

A diversidade só é superada pela família dos chamados potós (Paederus), besouros de corpo alongado que, quando esmagados sobre a pele humana, podem causar queimaduras.

O inseto chama atenção pela estrutura alongada na cabeça, o chamado rostro. O termo vem do latim rostrum, que significa “bico” ou “focinho”, característica que inspirou o nome popular, pela semelhança com o tamanduá.

“O tamanduá-da-soja leva esse nome justamente porque ele tem como se fosse um focinho. O besouro tem uma espécie de focinho que se assemelharia ao do tamanduá”, explica Nunes.

Danos causados

O dano causado pelo tamanduá-da-soja ocorre em fases diferentes do ciclo de vida, o que dificulta o controle. Na fase larval, o inseto atua como broca e penetra no caule e se alimenta da parte interna da planta, abrindo galerias que comprometem o desenvolvimento.Já os adultos permanecem na parte aérea, consumindo folhas.

A espécie está presente em praticamente todo o Brasil e também em outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.

Manejo exige antecipação

Para Nunes, o ciclo de vida é um dos pontos-chave para o manejo, entre fevereiro e outubro, as larvas permanecem no solo ou protegidas na planta; já de novembro a janeiro ocorre a fase adulta, quando os insetos ficam na superfície e se alimentam de folhas. Esse comportamento favorece estratégias mais eficientes de controle, principalmente preventivas.

Ele explica que o controle mais eficaz ocorre antes da postura de ovos, já que, depois que as larvas entram no caule, ficam protegidas e menos suscetíveis a aplicação de defensivos e métodos de combate.

tamanduá-da-soja na fase larval
Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa

O especialista explica que, dentre as principais estratégias de controle estão a rotação de culturas, a eliminação de restos da lavoura anterior, o controle biológico com uso de parasitoides e o uso combinado de diferentes métodos.

A rotação de culturas, além de reduzir a população da praga, também contribui para a saúde do solo, evitando o esgotamento de nutrientes.

Papel no equilíbrio ambiental

Apesar de ser considerada praga agrícola, a espécie faz parte de um grupo essencial para os ecossistemas. Os gorgulhos são majoritariamente fitófagos (se alimentam de plantas) e ajudam a controlar o crescimento da vegetação. Em ambientes naturais, esse papel evita desequilíbrios, como o crescimento excessivo de uma única espécie vegetal.

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Colheita de soja no Brasil atinge 68,8%, aponta consultoria

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Colheita de soja na Fazenda Itamarati Norte da Amaggi em Campo Novo do Parecis. Foto: Amaggi

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 63,8% da área plantada até o dia 20 de março, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado.

O avanço semanal foi significativo em relação ao índice de 55,4% registrado na semana anterior, indicando aceleração dos trabalhos no campo. Ainda assim, o ritmo da colheita segue abaixo do observado em igual período do ano passado, quando 76,6% da área já havia sido colhida.

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Na comparação com a média histórica para o período, de 71,3%, o atraso também fica evidente, reforçando um cenário de colheita mais lenta na atual temporada.

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