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24 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Propriedades do Soja Legal mostram que é possível conciliar campo e natureza em Mato Grosso

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Programa auxilia produtores a identificar pontos fortes e adequações em suas propriedades

Mato Grosso é reconhecido nacionalmente como um dos maiores produtores de alimentos do país. Ao mesmo tempo, o estado mantém grande parte de seu território preservado. Esse equilíbrio entre produção e conservação ambiental é resultado do compromisso de produtores rurais, adotando práticas sustentáveis em suas propriedades, como os participantes do programa Soja Legal, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

De acordo com o vice-presidente da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Sustentabilidade, Luiz Pedro Bier, o Brasil se destaca mundialmente por conseguir produzir em larga escala sem abrir mão da preservação ambiental.

“O Brasil, diferente de todos os outros grandes produtores agrícolas do mundo, consegue preservar o meio ambiente e produzir uma grande quantidade de alimentos com alta eficiência. E o melhor exemplo disso é o Mato Grosso, onde nós temos a agricultura mais profissional do Brasil. Em torno de 25% de toda a floresta nativa do território brasileiro pertence a produtores rurais”, destaca.

Segundo Bier, o cumprimento do Código Florestal é apenas o ponto de partida. No dia a dia, os produtores adotam atitudes que ampliam esse compromisso com a sustentabilidade.

“Hoje, mais do que nunca, o produtor faz diversas atitudes que são sustentáveis e trazem eficiência ecológica e agronômica. Uma delas é o uso de bioinsumos. O Brasil é disparado o maior consumidor de biológicos, tanto para fungicidas quanto para inseticidas no campo. São atitudes que fazem bem ao meio ambiente e não prejudicam a produtividade”, afirma.

Ele também ressalta investimentos em biodigestores e o aumento da produtividade em áreas menores como práticas que reduzem a necessidade de novas conversões de áreas. “Produzir mais em menor área também é sustentabilidade. Quanto mais se produz em uma área, menor é a pressão sob a vegetação nativa para alimentar a população mundial”, completa.

Na prática, os resultados desse compromisso podem ser vistos em propriedades como a Fazenda Estrela, em Querência. O produtor rural Osmar Inácio Frizzo conta que todas as ações adotadas seguem os princípios do programa Soja Legal.

“Todas as práticas que a gente faz é pensando justamente na sustentabilidade e preservação ambiental. Desde a devolução correta das embalagens, adequação no local certo para não poluir, contenção de óleo na lavagem de máquinas, tudo isso contribui para a preservação”, explica.

Além da preservação, Osmar ressalta que a organização e o planejamento impactam diretamente na produtividade. “Tudo que você fizer melhor é pensando na produção. Criar procedimentos, organizar e planejar contribui para produzir melhor. São técnicas simples, mas que dão resultado depois de anos utilizando”, avalia.

Outro exemplo vem do Vale do Guaporé, na Fazenda Rio Sabão, do produtor Paulo Adriano Gai Cervo. Ele destaca que sua propriedade está localizada no bioma amazônico, onde a legislação exige a preservação de 80% da área.

“Nós temos orgulho de dizer que na nossa propriedade nem os 20% estão abertos. Temos mais de 80% preservados como área de reserva legal e APP. Respeitamos a lei e fazemos isso com responsabilidade”, afirma.

Além disso, Paulo Adriano explica que a fazenda não utiliza fogo em nenhuma atividade agrícola e mantém aceiros conservados para prevenir incêndios. A propriedade conta com equipe treinada e equipamentos adequados para combate a focos de fogo.

A fazenda também preserva mananciais importantes, como os córregos Pacovinha e Sabão, além de um trecho de 17km do Rio Guaporé. “Temos projetos de recuperação das margens desses córregos para aumentar ainda mais as áreas de preservação permanente”, acrescenta.

No campo da produção sustentável, Paulo Adriano destaca o investimento em treinamento da equipe, uso correto de EPIs, destinação adequada de embalagens, segregação de resíduos e manejo consciente do solo. “Fazemos 100% de plantio direto sobre palhada, integração lavoura-pecuária, agricultura de precisão, taxa variável de insumos, tudo para usar apenas o que é necessário”, explica.

Entre os projetos futuros estão a implantação de uma biofábrica, biodigestores para geração de gás e produção de fertilizante orgânico. “Nosso objetivo é reduzir a dependência externa e produzir parte do fertilizante que usamos. Tudo isso melhora a produtividade, o resultado financeiro e a qualidade de vida das famílias que vivem aqui”, afirma.

As ações desenvolvidas nas propriedades participantes do Soja Legal mostram que é possível produzir com responsabilidade, respeitando o meio ambiente e contribuindo para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso. Um exemplo de que o campo pode, sim, ser aliado da preservação.

Luiz Pedro Bier enfatiza ainda o papel da Aprosoja MT no apoio aos produtores com incentivo a uma produção cada vez mais sustentável. “A Aprosoja atua em várias frentes. Uma delas é a legislativa, apoiando leis que trazem segurança jurídica ao produtor. Também temos a Central de Informações do Cadastro Ambiental Rural, que auxilia na regularização ambiental. E a estrela da companhia é o Soja Legal, onde capacitamos o produtor na legislação trabalhista, segurança do trabalho e fazemos análises ambientais para identificar pontos de melhoria. A sustentabilidade é um tripé: social, econômico e ambiental”, finaliza.

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Com 13,6°C, Cuiabá registra dia mais frio do ano; veja lista de cidades com as menores temperaturas

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🥶A capital mato-grossense registrou, na manhã desta quarta-feira (24), a temperatura mais baixa deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram 13,6°C.

A cidade de Chapada dos Guimarães (MT) teve a menor temperatura do estado, com 10,2°C. Na região sul do estado, em Rondonópolis, a temperatura mínima foi de 14,7°C. Já no norte, em Sorriso, foi de 17,9°C.

Ainda de acordo com o Inmet, a temperatura na capital só deve voltar a subir a partir de domingo (28), com mínima de 21°C e uma máxima de 34°C.

Outras cidades de Mato Grosso afetadas pela frente fria nesta quarta-feira foram:

  • Jauru – mínima: 13°C
  • Conquista D’Oeste – mínima: 14°C
  • Várzea Grande – mínima: 15°C
  • Vale de São Domingos – mínima: 13°C
  • Vila Bela da Santíssima Trindade – mínima: 14°C
  • Salto do Céu – mínima: 13°C
  • Araputanga – mínima: 13°C
  • Sorriso – mínima: 17°C
  • Tangará da Serra – mínima: 12.3°C

 

🔥’Cuiabrasa’

 

Cuiabá, capital de Mato Grosso — Foto: Wesllen Ortiz

Cuiabá, capital de Mato Grosso — Foto: Wesllen Ortiz

Os recordes das quedas de temperaturas em Cuiabá chamam atenção pelo fato da capital ser conhecida como uma das cidades mais quentes do país. Em outubro de 2023, Cuiabá entrou para a lista das 10 maiores temperaturas já registradas no Brasil, ao atingir 44,2°C, a maior temperatura da história do município.

Desde a década de 40, a temperatura máxima da cidade subiu 3 ºC , conforme registros feitos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e avaliados pelo climatologista e doutor em meteorologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rodrigo Marques.

Ao g1, Rodrigo explicou que o histórico de Cuiabá sempre foi de temperaturas elevadas, mesmo com uma média de temperatura na casa dos 26ºC. O professor explica que o motivo deste calor extremo é uma combinação de fatores: aquecimento global, localização e falta de vegetação na capital.

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Jovem morre em acidente entre moto e caminhão em Lucas do Rio Verde I MT

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Uma mulher de 26 anos morreu após um acidente de trânsito registrado nessa segunda-feira (23), por volta das 14h35, em Lucas do Rio Verde, a 333 km de Cuiabá. A vítima foi identificada como Raissa da Silva Paiva.

Segundo a Polícia Civil, a ocorrência envolveu uma moto e um caminhão. A polícia confirmou o acidente, mas não detalhou a dinâmica. As circunstâncias exatas ainda estão sendo apuradas.

Segundo informações divulgadas por amigos e familiares nas redes sociais, a vítima havia se mudado recentemente para Mato Grosso. Natural de Tailândia (PA), ela estaria vivendo na região por motivos profissionais.

Ainda de acordo com a polícia, o condutor do caminhão é um homem de 58 anos, que não teve a identidade divulgada. Não há informações sobre o estado de saúde dele.

A Polícia Civil informou que investiga as circunstâncias do acidente.

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TCE suspende licitação de R$ 236 milhões para usinas solares em MT por suspeita de sobrepreço

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão de uma licitação estimada em R$ 236 milhões para a implantação de sistemas de geração de energia solar em 14 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Complexo Nascentes do Pantanal (CIDESAT). A decisão é do conselheiro Antonio Joaquim e foi publicada no Diário do Tribunal nesta segunda-feira (22).

A reportagem entrou em contato com o CIDESAT, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A determinação atende parcialmente a uma representação apresentada por uma empresa participante da Concorrência Eletrônica nº 02/2026. Apesar de não identificar, em análise preliminar, irregularidades na desclassificação da empresa autora da ação, o relator apontou indícios de possíveis problemas na formação dos preços e no dimensionamento do projeto.

Segundo o TCE, há necessidade de aprofundar a análise sobre a contratação, diante de suspeitas de sobrepreço e de eventual superdimensionamento da quantidade de energia prevista no certame.

A licitação tem como objetivo o registro de preços para futura contratação de empresa especializada na implantação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica conectados à rede elétrica nos municípios consorciados.

De acordo com o relator, a continuidade do processo sem uma análise mais aprofundada poderia resultar na consolidação de uma contratação potencialmente antieconômica e de difícil reversão.

Outro ponto que chamou a atenção do Tribunal foi a permanência de apenas uma empresa habilitada ao final da concorrência Conforme a decisão, a situação é semelhante à observada em uma licitação promovida pelo mesmo consórcio em 2025.

Inicialmente, cinco empresas participaram da disputa. No entanto, após sucessivas desclassificações, apenas uma permaneceu apta à contratação. Para o relator, o cenário levanta dúvidas preliminares sobre possível restrição à competitividade e eventual direcionamento da licitação.

Em dos trechos, o conselheiro ainda apontou a o risco de utilização dessas contratações como mecanismo de propagação de preços potencialmente superfaturados, prática popularmente denominada “ata barriga de aluguel”, na qual atas de registro de preços são celebradas com valores elevados e posteriormente utilizadas como referência para novos certames ou para adesões por outros órgãos e entidades públicas.

O TCE também apontou indícios de que a quantidade de energia prevista no projeto pode ser superior à necessidade real dos municípios participantes. Conforme os documentos analisados, a licitação foi estruturada para atender 14 municípios do consórcio, com demanda estimada em 33.537 quilowatts-pico (kWp), unidade utilizada para medir a capacidade máxima de geração de sistemas fotovoltaicos.

Segundo o tribunal, será necessário verificar se os quantitativos previstos são compatíveis com o consumo efetivo dos municípios.

Concorrência Pública suspensa

Com a decisão, deve ser suspensa imediatamente a Concorrência Pública nº 02/2026 e interrompidos todos os atos relacionados ao processo.

Também fica proibida a homologação do resultado, adjudicação do objeto, assinatura da ata de registro de preços, celebração de contratos e adesões decorrentes da licitação até nova deliberação do TCE.

O consórcio terá cinco dias para comprovar o cumprimento da medida, sob pena de multa diária. Enquanto isso, a equipe técnica do tribunal realizará auditoria para verificar a compatibilidade dos preços com os valores praticados no mercado e apurar os indícios apontados na decisão.
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