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Carnaval 2026 deve ter movimentação mais discreta no comércio de Mato Grosso

Para compreender melhor o comportamento de compra dos mato-grossenses durante o período de carnaval, o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) divulgou o estudo de intenção de consumo para a data em 2026. O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 23 de janeiro, ouvindo 508 pessoas em 32 municípios do estado. A margem de erro estimada é de 4%, para mais ou para menos.
Entre os participantes, a maioria (70,87%) afirmou que não possui planos para o carnaval, enquanto 3,94% disseram ainda não ter certeza se irão realizar alguma atividade. Já 25,20% informaram que pretendem comemorar a data. Deste grupo, a maior parcela (11,81%) afirmou que deve passar o feriado em casa. Outros 3,54% disseram que pretendem ir a bares e restaurantes na cidade, enquanto 2,76% afirmaram que devem participar de eventos locais.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou que a baixa intenção de participação no carnaval reflete um comportamento mais cauteloso do consumidor neste início de ano. “A baixa intenção de participação dos mato-grossenses no carnaval está diretamente relacionada aos gastos do fim de ano e às contas típicas do início do ano”, explicou. Ele acrescentou ainda que “aspectos culturais e religiosos também contribuem para que parte da população não saia para comemorar a data”.
Turismo local surge como alternativa
Entre aqueles que pretendem aproveitar o feriado carnavalesco, 4,13% afirmaram que devem viajar para outros municípios dentro do próprio estado.
Segundo o presidente da Fecomércio-MT, o cenário é positivo para o turismo regional. “O turismo mato-grossense pode ser um dos grandes beneficiados nesse período, já que representa uma alternativa de lazer para quem decide aproveitar o feriado. Essa movimentação fortalece a economia local e estimula os moradores a conhecerem as belezas do próprio estado”, avaliou.
Formas de pagamento e nível de gastos
Em relação aos métodos de pagamento, 49,22% dos consumidores que pretendem gastar no carnaval informaram que devem utilizar o cartão de crédito, seguidos por 43,75% que pretendem usar o PIX.
Na comparação com o carnaval do ano passado, 33,59% dos entrevistados disseram que pretendem manter o nível de gastos. Outros 22,66% afirmaram não ter tido despesas no período anterior, enquanto 21,09% indicaram a intenção de gastar menos neste ano.
Mesmo com uma participação mais restrita da população, a expectativa é de impacto relevante na economia estadual. “A estimativa de movimentação de R$ 259 milhões demonstra que o carnaval ainda gera um impacto econômico significativo em Mato Grosso, especialmente nos setores de alimentação, transporte e lazer local”, destacou Wenceslau Júnior.
A pesquisa aponta ainda que a média de gastos daqueles que pretendem passar o período de carnaval no estado será de R$ 604,26, o que representa um aumento real de 22,90% em relação à média de 2025. No ano anterior, o valor médio registrado foi de R$ 471,58.
Bares e restaurantes devem sentir os efeitos
Entre os entrevistados que afirmaram que pretendem frequentar bares, restaurantes ou eventos locais durante o feriado, 50% disseram que costumam decidir o que fazer mais próximo da data. Outros 37,50% afirmaram que baseiam suas escolhas principalmente nas redes sociais.
Por fim, entre os participantes que informaram que não pretendem aproveitar o carnaval, 68,68% disseram não ter o hábito de comemorar a data. Já 8,42% apontaram a falta de condições financeiras como principal motivo, enquanto 6,58% afirmaram não ter disponibilidade de tempo.
O Sistema Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF-MT, é presidido pelo empresário Wenceslau Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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Com teatro de fantoches, Guarda Municipal conscientiza mais de 8 mil crianças em Várzea Grande

Projeto “Arte de Proteger” já passou por 66 escolas abordando temas sensíveis que vão desde o combate ao bullying até a prevenção à violência doméstica
O projeto “Arte de Proteger”, desenvolvido pela Guarda Municipal de Várzea Grande, já conscientizou mais de 8 mil crianças no município. A iniciativa já passou por 66 escolas e ações e utiliza atividades educativas e lúdicas, incluindo teatro de fantoches, para levar informação e conscientização à comunidade escolar.
Por meio das ações, a Guarda Municipal aborda temas como preservação ambiental, condutas no trânsito e prevenção à dengue, além de conscientizar sobre a Lei Maria da Penha, o enfrentamento à violência doméstica, a prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, a erradicação do trabalho infantil, o combate ao preconceito e ao bullying e a promoção da Cultura de Paz.
Além das escolas, o projeto participa de eventos comunitários, instituições sociais, órgãos públicos e ações interinstitucionais, fortalecendo a integração entre a Guarda Municipal, a Secretaria Municipal de Educação, a Assistência Social, instituições religiosas, o Corpo de Bombeiros Militar e demais integrantes da Rede de Proteção.
Segundo a coordenadora do projeto, inspetora GM Inês Guimarães, as atividades são adaptadas às diferentes faixas etárias e buscam estimular valores como respeito, empatia, responsabilidade, solidariedade e participação cidadã. A proposta também cria espaços de diálogo para que crianças e adolescentes possam conhecer seus direitos e deveres e identificar situações de violência ou vulnerabilidade.
A subcomandante da Guarda Municipal, Sirlei Piasecki, destaca o papel ativo da escola como espaço seguro de acolhimento, proteção e formação cidadã.
“As crianças absorvem as lições lúdicas e reproduzem o aprendizado em casa com seus familiares. Isso expande a cultura de paz para além dos muros da escola”, pontua.
Para Inês Guimarães, o projeto amplia a presença da Guarda Municipal no ambiente escolar e reforça o papel preventivo e educativo da instituição.
“O projeto amplia a presença da Guarda Municipal no ambiente escolar e reforça o papel da instituição não apenas na segurança, mas também na prevenção e na construção de uma cultura de paz em Várzea Grande. A atuação preventiva também busca fortalecer a relação entre os agentes da Guarda Municipal e a comunidade escolar, levando informação e orientação para dentro das unidades de ensino”, afirma.
A guarda municipal Silvana Raze, que também integra o projeto, destaca que a iniciativa contribui para aproximar a Guarda Municipal da comunidade escolar e ampliar o alcance das informações compartilhadas durante as atividades.
“Elas, com certeza, levam essas informações aos pais. Então, essa ação não fica somente aqui, inclui toda a sociedade”, disse.
A diretora da EMEB Jaime Veríssimo de Campos Júnior – “Jaiminho”, Marina Bernardo, parabenizou a Guarda Municipal pela iniciativa e destacou a importância da integração entre a instituição e a comunidade escolar.
“Isso é integração social. Essa ação, além de educar, também faz com que as crianças comecem a confiar mais ainda em uma autoridade, como a Guarda Municipal”, disse.
Agro Mato Grosso
MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional
Agro Mato Grosso
Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga
A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.
Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.
O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.
Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.
Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).
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