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4 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Entenda por que países asiáticos compram pênis bovino de MT

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Seguro rural premia manejo do solo e corta 50% do custo do seguro

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A entrada de Mato Grosso do Sul em um novo modelo de seguro rural muda a lógica de proteção da lavoura no país: pela primeira vez, o produtor passa a pagar menos conforme melhora o manejo do solo, e não apenas pelo histórico climático da região.

A mudança vem com a ampliação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático por Níveis de Manejo (ZarcNM), ferramenta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O modelo foi estendido ao Estado por meio da Resolução nº 111/2026 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural.

Na prática, o impacto é direto no bolso. No milho safrinha, uma das culturas mais sensíveis à seca no Estado, o governo federal poderá bancar até 50% do valor do seguro nas áreas com melhor classificação de manejo. Em propriedades com nível mais baixo, o subsídio começa em 40%.

Para a soja, o incentivo também existe, mas em menor escala: varia de 20% a 40%, conforme o nível da área produtiva. A diferença entre um produtor e outro passa a depender do que ele faz dentro da porteira. Áreas com plantio direto consolidado, cobertura de solo e maior capacidade de retenção de água tendem a receber classificação mais alta e, com isso, pagar menos pelo seguro.

Esse enquadramento será feito previamente por meio do Sistema de Identificação de Níveis de Manejo (SINM), da Embrapa. Com isso, o produtor saberá antes de contratar a apólice qual será seu nível de risco e o percentual de subvenção a que terá direito.

O modelo também muda o tempo da decisão. O seguro poderá ser contratado antes mesmo do plantio, com base nas janelas do Zarc, trazendo previsibilidade para o planejamento da safra. No caso do milho safrinha, as lavouras plantadas no início de 2027 já poderão entrar nesse novo sistema.

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A exigência mínima é contratar seguro com cobertura de pelo menos 65% da produtividade esperada. Caso a apólice seja cancelada, o subsídio precisa ser devolvido — o que aumenta o compromisso com a contratação efetiva.

Até aqui, o projeto estava restrito à soja no Paraná. Com a ampliação, Mato Grosso do Sul entra como área prioritária tanto para soja quanto para milho de segunda safra, ao lado de Estados do Sul.

O avanço ocorre em um momento de perdas recorrentes por clima no Estado, especialmente no milho safrinha. Ao atrelar o valor do seguro à qualidade do manejo, o governo tenta atacar o problema na origem: reduzir o risco produtivo dentro da própria lavoura.

No limite, a mudança transforma o seguro rural em instrumento de gestão, e não apenas de compensação. Quem produz melhor — e com mais resiliência — passa a pagar menos para se proteger.

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Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.

Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.

A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.

Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.

Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.

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A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.

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Inteligência artificial antecipa surtos de tripes

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Modelos de aprendizado de máquina previram populações de Frankliniella occidentalis em campo aberto

Pesquisadores da Texas A&M AgriLife Research desenvolveram modelos de inteligência artificial para prever o aumento populacional de tripes (Frankliniella occidentalis) em sistemas de produção de tomate e pimentão. Seu estudo mostrou acurácia de 87,7% em campo aberto e de 84,9% em túneis altos. A ferramenta pode antecipar o risco de surtos e apoiar decisões de manejo antes do dano nas lavouras.

A pesquisa avaliou modelos de aprendizado de máquina em dois ambientes produtivos contrastantes. O Random Forest apresentou o melhor desempenho em campo aberto. O XGBoost obteve a maior acurácia nos túneis altos (“high tunnels”). Os autores também testaram Gradient Boosting Machine, ou GBM. Os três algoritmos analisaram variáveis ambientais e biológicas ligadas à dinâmica do inseto.

Os pesquisadores usaram armadilhas adesivas amarelas para capturar tripes (cada círculo vermelho). Eles monitoraram a população da praga e aplicaram as contagens e outros parâmetros a modelos avançados para prever padrões populacionais - Foto: Kiran Gadhave - Texas A&M AgriLife

Os pesquisadores usaram armadilhas adesivas amarelas para capturar tripes (cada círculo vermelho). Eles monitoraram a população da praga e aplicaram as contagens e outros parâmetros a modelos avançados para prever padrões populacionais – Foto: Kiran Gadhave – Texas A&M AgriLife

Dados usados

O trabalho usou dados de 1.686 armadilhas adesivas amarelas instaladas semanalmente em áreas de tomate e pimentão na estação de pesquisa da Texas A&M AgriLife em Bushland, no Texas. Desse total, 903 armadilhas vieram de túneis altos e 783 de campos abertos adjacentes. Após padronização, os pesquisadores trabalharam com 2.254 unidades de modelagem.

Os pesquisadores combinaram as contagens de tripes com variáveis meteorológicas. A lista incluiu temperatura média, máxima e mínima, umidade relativa, precipitação, velocidade do vento e direção do vento. O estudo também incluiu a população registrada 14 dias antes da coleta. Esse intervalo corresponde ao tempo aproximado de desenvolvimento do inseto, do ovo ao adulto, nas condições avaliadas.

A população anterior do inseto, chamada no estudo de “parent population”, surgiu como o principal preditor de severidade nos dois ambientes. A temperatura apareceu em seguida. Umidade e vento tiveram efeitos secundários. Em campo aberto, a combinação entre população anterior elevada e maior umidade relativa contribuiu para níveis altos de severidade. Em túneis altos, o vento teve maior peso na previsão de alta severidade.

Diferença entre ambientes

A diferença entre os ambientes teve peso decisivo. Modelos treinados em um sistema falharam ao prever a população no outro. A acurácia ficou em 44,13% quando o modelo de túnel alto foi aplicado ao campo. O modelo de campo atingiu 38,22% quando aplicado aos túneis altos. Os autores concluíram que campo aberto e túnel alto funcionam como microecossistemas distintos, mesmo quando ficam lado a lado.

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Essa constatação reforça a importância do microclima no manejo de pragas. Segundo os autores, túneis altos e campo aberto diferem em estabilidade térmica, umidade, vento e exposição. Essas condições alteram o desenvolvimento, a dispersão e o potencial de transmissão de vírus por Frankliniella occidentalis. O estudo indica que ferramentas de previsão precisam considerar essas diferenças para gerar alertas úteis ao produtor.

Mudança no manejo

A antecipação do risco pode mudar a lógica do manejo. Segundo Kiran Gadhave, entomologista da AgriLife Research e professor assistente no Departamento de Entomologia da Texas A&M, enxergar o risco uma semana antes desloca o controle de uma resposta ao dano para uma estratégia preventiva.

Os resultados também apontam limitações. Os autores informam que os modelos ainda não incorporam reguladores biológicos, como inimigos naturais e competição interespecífica. O estudo também usou dados meteorológicos de uma estação em campo aberto. Para túneis altos, sensores instalados dentro das estruturas podem melhorar a resolução espacial e a interpretação ecológica das relações entre clima e tripes.

Mais informações em doi.org/10.1016/j.ecoinf.2026.103690

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