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3 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Inteligência artificial antecipa surtos de tripes

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Modelos de aprendizado de máquina previram populações de Frankliniella occidentalis em campo aberto

Pesquisadores da Texas A&M AgriLife Research desenvolveram modelos de inteligência artificial para prever o aumento populacional de tripes (Frankliniella occidentalis) em sistemas de produção de tomate e pimentão. Seu estudo mostrou acurácia de 87,7% em campo aberto e de 84,9% em túneis altos. A ferramenta pode antecipar o risco de surtos e apoiar decisões de manejo antes do dano nas lavouras.

A pesquisa avaliou modelos de aprendizado de máquina em dois ambientes produtivos contrastantes. O Random Forest apresentou o melhor desempenho em campo aberto. O XGBoost obteve a maior acurácia nos túneis altos (“high tunnels”). Os autores também testaram Gradient Boosting Machine, ou GBM. Os três algoritmos analisaram variáveis ambientais e biológicas ligadas à dinâmica do inseto.

Os pesquisadores usaram armadilhas adesivas amarelas para capturar tripes (cada círculo vermelho). Eles monitoraram a população da praga e aplicaram as contagens e outros parâmetros a modelos avançados para prever padrões populacionais - Foto: Kiran Gadhave - Texas A&M AgriLife

Os pesquisadores usaram armadilhas adesivas amarelas para capturar tripes (cada círculo vermelho). Eles monitoraram a população da praga e aplicaram as contagens e outros parâmetros a modelos avançados para prever padrões populacionais – Foto: Kiran Gadhave – Texas A&M AgriLife

Dados usados

O trabalho usou dados de 1.686 armadilhas adesivas amarelas instaladas semanalmente em áreas de tomate e pimentão na estação de pesquisa da Texas A&M AgriLife em Bushland, no Texas. Desse total, 903 armadilhas vieram de túneis altos e 783 de campos abertos adjacentes. Após padronização, os pesquisadores trabalharam com 2.254 unidades de modelagem.

Os pesquisadores combinaram as contagens de tripes com variáveis meteorológicas. A lista incluiu temperatura média, máxima e mínima, umidade relativa, precipitação, velocidade do vento e direção do vento. O estudo também incluiu a população registrada 14 dias antes da coleta. Esse intervalo corresponde ao tempo aproximado de desenvolvimento do inseto, do ovo ao adulto, nas condições avaliadas.

A população anterior do inseto, chamada no estudo de “parent population”, surgiu como o principal preditor de severidade nos dois ambientes. A temperatura apareceu em seguida. Umidade e vento tiveram efeitos secundários. Em campo aberto, a combinação entre população anterior elevada e maior umidade relativa contribuiu para níveis altos de severidade. Em túneis altos, o vento teve maior peso na previsão de alta severidade.

Diferença entre ambientes

A diferença entre os ambientes teve peso decisivo. Modelos treinados em um sistema falharam ao prever a população no outro. A acurácia ficou em 44,13% quando o modelo de túnel alto foi aplicado ao campo. O modelo de campo atingiu 38,22% quando aplicado aos túneis altos. Os autores concluíram que campo aberto e túnel alto funcionam como microecossistemas distintos, mesmo quando ficam lado a lado.

Essa constatação reforça a importância do microclima no manejo de pragas. Segundo os autores, túneis altos e campo aberto diferem em estabilidade térmica, umidade, vento e exposição. Essas condições alteram o desenvolvimento, a dispersão e o potencial de transmissão de vírus por Frankliniella occidentalis. O estudo indica que ferramentas de previsão precisam considerar essas diferenças para gerar alertas úteis ao produtor.

Mudança no manejo

A antecipação do risco pode mudar a lógica do manejo. Segundo Kiran Gadhave, entomologista da AgriLife Research e professor assistente no Departamento de Entomologia da Texas A&M, enxergar o risco uma semana antes desloca o controle de uma resposta ao dano para uma estratégia preventiva.

Os resultados também apontam limitações. Os autores informam que os modelos ainda não incorporam reguladores biológicos, como inimigos naturais e competição interespecífica. O estudo também usou dados meteorológicos de uma estação em campo aberto. Para túneis altos, sensores instalados dentro das estruturas podem melhorar a resolução espacial e a interpretação ecológica das relações entre clima e tripes.

Mais informações em doi.org/10.1016/j.ecoinf.2026.103690

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Agro Mato Grosso

Disputa de herança é apontada como motivação de morte de jovem em MT

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A investigação sobre o assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, avançou nesta segunda-feira (3) com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra familiares da vítima. Segundo o delegado Rogério da Silva Irlandes, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por conflitos familiares relacionados à disputa por herança e desentendimentos judiciais.

Durante o cumprimento dos mandados, dois homens foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições de calibre permitido. Um deles também responderá pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

As investigações seguem em andamento para apurar a participação direta dos suspeitos no assassinato e confirmar a motivação para a execução de Bruno Alexandre.

A ação faz parte da Operação Philéos, coordenada pela Delegacia de Confresa, com apoio das equipes das Delegacias de Vila Rica e Porto Alegre do Norte. Os mandados foram cumpridos em endereços de membros da família da vítima, todos localizados no município.

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC

Entenda o caso

Bruno Alexandre foi morto com cerca de seis tiros em frente à casa onde morava, no bairro Babinsk, em Confresa. No momento do ataque, ele estava no banco do passageiro com a filha de um ano e dois meses no colo; a criança foi atingida de raspão e sobreviveu.

Segundo a investigação, Bruno retornava para casa com a companheira após buscar materiais agrícolas no local onde trabalhava quando um homem encapuzado se aproximou e efetuou os disparos. O suspeito fugiu a pé após o crime.

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Agro Mato Grosso

Syngenta destaca tecnologias para manejo de plantas daninhas

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Novos herbicidas serão apresentados durante o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas

A Syngenta participa do XXXIV Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD), que acontece de 3 a 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). Para sustentar sua posição de liderança no mercado de proteção de cultivos, a companhia preparou uma agenda robusta para o evento, apresentando ao setor duas grandes tecnologias em herbicidas: Crestivo e Virestina technology, novidades que devem chegar ao mercado brasileiro em breve para apoiar os agricultores em culturas como cana-de-açúcar, soja, algodão, milho e trigo.

O evento, que deve reunir cerca de 1.200 participantes entre pesquisadores, consultores e profissionais da cadeia do agro, será o palco para a Syngenta debater o avanço das espécies emergentes de plantas daninhas e novas moléculas.

A Syngenta destaca duas novas tecnologias de herbicidas: Crestivo, direcionada ao manejo em cana-de-açúcar com amplo espectro, flexibilidade e longo período residual no controle de plantas daninhas, e Virestina technology, novo grupo químico focado no combate a gramíneas que apresentam resistência a herbicidas convencionais nas culturas da soja e algodão. Ambas as soluções estão em fase de registro.

“A evolução das plantas daninhas e o avanço dos casos de resistência exigem conhecimento técnico, inovação e estratégias cada vez mais precisas. O Congresso cria um ambiente importante para discutir esses desafios diretamente com os elos estratégicos do setor, apresentando tecnologias que constroem um manejo muito mais eficiente”, destaca Murilo Borges, Gerente de Herbicidas da Syngenta.

Corrida da Inovação

Antes do início dos debates, a Syngenta realiza a Corrida da Inovação no dia 2 de agosto (domingo), às 17h, no Complexo Turístico de Itaipu. O evento une esporte e ciência por meio de três modalidades inspiradas em termos do campo: corridas de 5km e 10km e caminhada de 5km.

“As corridas exigem velocidade e alta performance – e no campo não é diferente. Crestivo e Virestina technology chegam juntos para ditar o ritmo do manejo de plantas daninhas”, destaca Rafael Berta, Gerente de Marketing de Produto para a área de Herbicidas da Syngenta.

Programação técnica: painéis debatem futuro do manejo

Os especialistas das áreas de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento (R&D) e Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM) da Syngenta comandarão cinco apresentações estratégicas ao longo da agenda oficial do congresso. No dia 4 de agosto, Lucas Mialick e Rafael Berta debatem o futuro do mercado de herbicidas no Auditório Principal, enquanto Dieimission Paulo Almeida apresenta soluções para o controle de capim-andropogon no Auditório 3.

Na sequência, no dia 5 de agosto, o Auditório Principal recebe Wendy Colombo e Murilo Borges para detalhar Virestina technology contra gramíneas resistentes, além de Rodrigo Angarten, que aborda as tendências globais em formulações. Os debates técnicos da companhia serão encerrados também no dia 5, com Rodrigo Dourado analisando os mecanismos de tolerância da vassourinha-de-botão no Auditório 2.

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Agro Mato Grosso

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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