Agro Mato Grosso
Educação que acolhe, forma e ocupa protagonismo no Show Safra MT

O início do ano letivo de 2026 na Rede Municipal de Educação de Lucas do Rio Verde foi marcado por um movimento de acolhimento, proximidade e valorização dos profissionais que constroem diariamente a educação pública do município. A recepção acontece diretamente nas unidades escolares, fortalecendo vínculos e reconhecendo o papel de cada servidor no ambiente onde o trabalho acontece. A grande novidade do segmento é o envolvimento com o Show Safra MT.
A rede conta atualmente com 24 escolas, 1.585 profissionais da educação e mais de 14 mil alunos, números que evidenciam a dimensão do sistema educacional e a importância de iniciar o ano com escuta, cuidado e organização.
Segundo a secretária municipal de Educação, Elaine Lovatel, o formato adotado neste ano trouxe um novo olhar para o acolhimento. “Nós estamos iniciando o ano letivo de 2026 de uma forma diferente. Cada unidade escolar está recebendo seus colaboradores dentro do próprio espaço de trabalho, com gestores e coordenadores acolhendo professores, equipes de apoio e profissionais terceirizados. É um movimento que fortalece a identidade de cada escola”, destacou.
Formação continuada dentro do Show Safra MT
Durante a acolhida, um dos anúncios mais significativos foi a integração da formação continuada dos profissionais da educação à programação do Show Safra MT, que em 2026 passa a contar com o núcleo Show Safra Educação.
De acordo com Elaine Lovatel, os momentos formativos seguirão acontecendo ao longo do ano, mas terão um destaque especial durante o evento. “Os nossos momentos de formação vão acontecer como tradicionalmente acontecem, mas este ano eles estarão inseridos dentro do Show Safra MT. Teremos plenárias, palestras e debates no Show Safra Educação, reunindo nossos servidores para aprender e trocar experiências em um espaço de grande visibilidade”, explicou.
Ela acrescenta que, além disso, a semana também contará com formações continuadas específicas para professores dos anos finais, capacitações por área do conhecimento e a parceria com o Corpo de Bombeiros para a aplicação da Lei Lucas, que trata da preparação dos profissionais para situações de primeiros socorros nas escolas.
Alegria, desafio e aprendizado constante
Para a gestora da CEI Paulo Freire, Edineia Bezerra, o início do ano letivo é um momento carregado de significado. “É alegria, gratidão e muita satisfação em fazer parte da Rede Municipal de Educação de Lucas do Rio Verde. Estar à frente de uma escola que desenvolve um trabalho comprometido com a comunidade e vivenciar esse momento junto com a Anjo Gabriel é muito especial”, afirmou.
Ao falar sobre a participação dos educadores no Show Safra MT, Edineia ressalta que a experiência representa um novo desafio. “Todos os anos enfrentamos novos desafios, e o Show Safra Educação será isso: uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho e, ao mesmo tempo, aprender. As palestras, os debates e tudo o que está sendo ofertado naquele espaço contribuem para a nossa formação”, destacou.
Para ela, a essência do trabalho educacional está na transformação contínua. “Ser educador é estar em constante mudança, aprendizado e evolução”, completou.
Educação e agronegócio: uma conexão que constrói o futuro
O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, destacou que a inserção da educação no Show Safra MT representa um avanço estratégico para o município. “Em um primeiro momento, pode parecer que educação e agronegócio não têm relação, mas têm tudo a ver. O Show Safra MT é um dos maiores eventos de difusão tecnológica do agronegócio do país e acontece aqui no nosso município. A educação precisa fazer parte disso”, afirmou.
Segundo ele, essa integração amplia o olhar dos estudantes sobre a realidade econômica local. “As nossas crianças e estudantes precisam compreender a dimensão do agronegócio e o papel que ele desempenha na economia. Ao mesmo tempo, o setor produtivo se aproxima da educação, criando uma relação de parceria e construção conjunta”, explicou.
Miguel Vaz reforça que essa conexão prepara os jovens para o futuro. “Esses alunos estarão amanhã assumindo funções dentro da nossa principal força econômica. Por isso, educação e agronegócio precisam caminhar juntos”, concluiu.
Show Safra MT amplia seu papel como espaço de conhecimento
Realizado pela Fundação Rio Verde, com a parceria de diversas instituições, entre elas a Prefeitura Municipal de Lucas do Rio Verde, o Show Safra MT acontece de 23 a 27 de março e, em 2026, amplia seu papel ao incorporar oficialmente a educação à sua programação.
Com o Show Safra Educação, o evento se consolida não apenas como vitrine de inovação tecnológica do agronegócio, mas também como espaço de formação, reflexão e construção de futuros, reforçando que investir em educação é investir no desenvolvimento sustentável do município.
Com a iniciativa, o evento reafirma que investir em educação é investir no desenvolvimento sustentável do município. A acolhida aos profissionais da educação marca, assim, não apenas o início do ano letivo, mas também um novo tempo, em que a educação ocupa lugar de destaque no maior palco de inovação do agronegócio mato-grossense. (com Assessoria/Verbo Press)
Agro Mato Grosso
Valtra aposenta a lendária linha BH e lança Série M5 na Agrishow 2026

Após 26 anos dominando os canaviais, linha histórica do trator BH dá lugar a tratores mais tecnológicos, confortáveis e preparados para a agricultura digital
A Valtra oficializou, durante a Agrishow 2026, uma virada histórica no mercado de mecanização agrícola: a aposentadoria da consagrada Série BH e o lançamento da nova Série M5, apresentada como a “evolução da lenda”. Mais do que uma troca de portfólio, o movimento simboliza a transição entre gerações de tecnologia no campo brasileiro. Com 26 anos de trajetória, o BH não foi apenas um trator — foi um marco na mecanização do setor sucroenergético. Lançado em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha rapidamente se consolidou como sinônimo de robustez e confiabilidade em operações severas. Herdando a tradição dos clássicos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, o BH se tornou o “canavieiro raiz”, dominando os canaviais e sendo peça-chave em atividades como preparo de solo, plantio e transbordo.

Ao longo dos anos, a linha evoluiu em ciclos consistentes: a Geração 2 (2007) e a Geração 3 (2013) reforçaram sua liderança, enquanto a Geração 4, em 2017, elevou a potência para até 220 cv. Em 2018, a chegada da BH HiTech marcou o salto tecnológico com transmissão automatizada no segmento pesado. Esse histórico rendeu à Valtra, por uma década consecutiva, o reconhecimento do prêmio Master Cana como melhor trator do setor sucroenergético. Agora, esse legado ganha continuidade — e sofisticação — com a Série M5.

A evolução da lenda
A nova linha chega com os modelos M165 (165 cv) e M185 (185 cv), projetados para ampliar a produtividade em culturas como grãos, arroz e, naturalmente, cana-de-açúcar. Segundo a fabricante, a proposta é clara: preservar o DNA de força do BH, mas incorporar inteligência operacional, eficiência energética e conforto ao operador.
Em entrevista exclusiva a Marcio Peruchi, diretamente da feira, o diretor de marketing da Valtra, Fabio Dotto, destacou que a decisão não representa ruptura, mas evolução. “O BH fez uma história muito bonita no agro. Ele evoluiu desde os anos 2000 até hoje sempre ao lado do produtor. Tudo aquilo que fez o BH ser reconhecido foi mantido.
O que estamos fazendo agora é evoluir com tecnologias necessárias para os dias atuais”, afirmou. “Melhoramos a transmissão, trouxemos mais conforto e tecnologia na medida certa. O DNA permanece.” Essa visão é reforçada por Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da marca: “É uma nova era que começa. A Série M5 marca o próximo passo da evolução histórica da família BH, pensada estrategicamente para entregar máxima performance nas principais culturas do agronegócio brasileiro.”

Tecnologia embarcada e foco no operador
A Série M5 materializa esse avanço em uma série de inovações técnicas e operacionais. O conjunto é equipado com motores AGCO Power de 4 cilindros, reconhecidos pela eficiência e economia de combustível. A nova Transmissão Power Shift HiTech 3 sincronizada permite trocas de marcha com o trator em movimento, com maior suavidade e ganho operacional — um ponto crítico em jornadas intensas no campo.
O sistema hidráulico também foi reforçado, com vazão de 205 litros por minuto, garantindo desempenho consistente mesmo com implementos pesados e em condições severas.
No campo do conforto, a evolução é ainda mais evidente. A cabine foi completamente redesenhada, com novos revestimentos, assentos aprimorados e soluções práticas como uma “cooler box” integrada — detalhe que evidencia a preocupação com o bem-estar do operador em longas jornadas.
Visualmente, o trator também marca uma nova fase, com design mais moderno e robusto, destacando o novo capô de 5ª geração.
DNA canavieiro preservado
Mesmo com a ampliação de atuação para diferentes culturas, a Série M5 mantém uma ligação direta com o setor que consagrou o BH: a cana-de-açúcar. O tradicional kit canavieiro segue presente, incluindo eixo dianteiro com bitola de 3 metros, freio pneumático e barra de tração pino-bola — elementos fundamentais para operações de transbordo com máxima eficiência.
Tradição e futuro no mesmo equipamento
Para a Valtra, o lançamento da Série M5 representa mais do que um avanço tecnológico — é a consolidação de um conceito: unir a força do passado com as demandas do futuro
“O que fizemos foi honrar a herança de força incansável da linha BH, elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos um trator que respeita sua história, mas que olha para frente com inteligência operacional e conforto. É o encontro entre o trabalho bruto e a agricultura digital”, resume Winston Quintas.
O fim da Série BH encerra um dos capítulos mais emblemáticos da mecanização agrícola brasileira. Já a chegada da Série M5 deixa claro que, no campo, a evolução não apaga a história — ela a transforma em base para o próximo salto.
Agro Mato Grosso
Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.
Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.
O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.
Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.
Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.
Agro Mato Grosso
Plantio e validação de clones de eucalipto para regiões do estado de MT

O estado de Mato Grosso apresenta elevado potencial para o reflorestamento e redução da pressão sobre suas florestas nativas. Embora predominem cultivos e pastagens, observa-se crescimento gradual das áreas com plantios comerciais de árvores. Historicamente, a indústria florestal local foi abastecida por espécies nativas da Amazônia, mas a redução do extrativismo e os compromissos ambientais têm impulsionado a demanda por produtos de florestas plantadas.
O cultivo de eucalipto, antes limitado pela baixa demanda, tornou-se promissor com a instalação de indústrias de etanol de milho (como FS Bioenergia, INPASA, ALD Bioenergia, Etamil, Enermat etc), que utilizam esses exemplares como biomassa. A projeção é de 324 mil hectares plantados, com foco em áreas próximas às usinas (raio de 150 km). Além disso, a indústria de celulose EucaEnergy, prevista para iniciar operações em dezembro de 2025 no Vale do Araguaia, demandará cerca de 200 mil hectares.
Caso todos os projetos se concretizem, estima-se que uma área de cultivo de eucalipto alcance 500 mil hectares em dez anos, favorecendo também sistemas de integração laboral-pecuária-floresta (ILPF) voltados à produção de biomassa.
Entretanto, a expansão dos plantios tem ocorrido em solos arenosos e regiões com restrições hídricas, o que afeta o desempenho dos clones comerciais atuais (H13, I144 e VM01), resultando em desfolhamento, mortalidade e baixa produtividade. Essa situação foi relatada à AREFLORESTA (Associação de Reflorestadores de Mato Grosso) por produtores, que buscaram apoio da Embrapa para estabelecer uma nova rede de pesquisa com eucaliptos no estado.
A demanda crescente por biomassa para energia e secagem de grãos, somada à instalação de agroindústrias e ao Plano ABC+ MT (que prevê 285 mil hectares de florestas plantadas até 2030), reforça a atratividade do reflorestamento comercial. No entanto, os produtores enfrentam dificuldades pela falta de conhecimento sobre espécies e clones adaptados a diferentes regiões, além da adoção de práticas silviculturais prejudiciais, que favorecem problemas abióticos e bióticos. Diante disso, torna-se essencial desenvolver estratégias baseadas em pesquisa para garantir o sucesso dos projetos florestais, cujos retornos são de médio e longo prazo.
A Embrapa, em parceria com associados da AREFLORESTA, propõe a instalação de Testes Clonais Ampliados (TCA’s) para validar clones comerciais no estado. Serão avaliados 60 clones (BRS) em comparação com três até clones já utilizados na região (H13, I144 e VM01), em parcelas de 100 plantas (10 x 10), distribuídas em sete locais (Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Antônio do Leverger, Brasnorte, Santa Rita do Trivelato, São José do Rio Claro e Sinop) que representam diferentes condições edafoclimáticas de Mato Grosso.
O objetivo é disponibilizar materiais genéticos com alta produtividade e características adequadas para uso energético, como alta densidade básica e alto índice de rachaduras nas toras, o que reduza custos no preparo da biomassa para o setor agroindustrial. Por se tratar de uma proposta com avaliação de clones multiespécies em uma região de alta demanda, os resultados serão de grande interesse para as empresas.
O projeto tem o potencial de provar a redução do risco da atividade florestal, o aumento da produtividade da madeira, a identificação de clones que podem ser usados como genitores em futuros programas de melhoramento genético, o treinamento de estudantes e profissionais e as contribuições de um Programa de Pesquisa Florestal em Mato Grosso. O principal resultado será a indicação de clones mais adaptados, com informações acessíveis à sociedade florestal mato-grossense.
O projeto tem a Embrapa Agrossilvipastoril como proponente e responsável pela execução, e faz parte da equipe de pesquisadores da Embrapa Florestas e associados da AREFLORESTA, os quais cedem áreas experimentais e importantes com mão de obra, fortalecendo a geração de tecnologias específicas aos produtores. (com Assessoria/Embrapa Agrossilvipastoril)
Agro Mato Grosso16 horas agoAgro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia
Business8 horas agoApós altas recordes, cotação do boi gordo perde força
Agro Mato Grosso16 horas agoValtra aposenta a lendária linha BH e lança Série M5 na Agrishow 2026
Agro Mato Grosso16 horas agoPlantio e validação de clones de eucalipto para regiões do estado de MT
Featured14 horas agoLei do Transporte Zero: Homem é preso com 48 peças de pintado e outras espécies em VG
Featured10 horas agoPM fecha “central de delivery” de drogas e apreende mais de R$ 6 mil em Cuiabá
Featured11 horas agoPM apreende 36 kg de pasta base em picape e causa prejuízo de R$ 920 mil
Featured13 horas agoProcon-MT divulga guia de cuidados para as compras de Dia das Mães















