Agro Mato Grosso
CTECNO Parecis completa 10 anos com histórias que marcam gerações no campo

Além de números e resultados técnicos, o Centro Tecnológico reforça o impacto da pesquisa na vida dos produtores rurais
Há uma década, o Centro Tecnológico da Aprosoja Mato Grosso (Aprosoja MT) e Instituto Mato-Grossense do Agronegócio (Iagro), o CTECNO Parecis, vem transformando realidades no campo. Ao longo de dez anos, pesquisadores e produtores construíram histórias de superação que vão além dos números, experimentos e resultados técnicos, mas reforçam a confiança de pessoas que encontraram na pesquisa um caminho seguro para desenvolver suas lavouras.
Para o consultor e pesquisador parceiro do CTECNO Parecis, Taimon Semler, a pesquisa bem conduzida oferece previsibilidade, segurança e direcionamento, um legado deixado pelo centro tecnológico. “A pesquisa traz previsibilidade para o produtor. Ela mostra qual é o melhor caminho a seguir e quais resultados ele pode ter daqui a 8, 10, 20 anos. Isso é fundamental, porque no dia a dia o foco do produtor são as operações, e muitas vezes falta um padrão de comparação. A pesquisa bem conduzida entrega isso”, explica.
Segundo Taimon, o diferencial do trabalho desenvolvido pelo CTECNO está na imparcialidade e no foco em estratégias de manejo e não apenas no uso de produtos. “Muitas vezes, a pesquisa da Aprosoja MT mostra ao produtor que ele não precisa investir mais, mas direcionar melhor o recurso financeiro. Com o mesmo valor, é possível ter resultados completamente diferentes”, destaca.
Ao longo desses dez anos, ele viu de perto o impacto das pesquisas na vida de quem está no campo. “As histórias são praticamente diárias. Produtores que aplicam o que viram nas visitas técnicas, nas rodadas de campo, e depois voltam contando dos resultados, principalmente em rentabilidade. Quando eles aplicam na prática, conseguem melhorar significativamente a margem do negócio”, relata.
Essa transformação também é sentida por quem aplica os estudos no dia a dia da propriedade. Produtor rural em Campo Novo do Parecis, Marcos Ortolan conta que os resultados das pesquisas realizadas no CTECNO se tornaram parte da sua rotina no campo.
“Os principais estudos aplicados foram relacionados ao manejo de solo, rotação de culturas, protocolos de adubação para soja e milho e avaliação de cultivares adaptadas à região. Sempre buscando maior eficiência produtiva e melhor custo-benefício”, explica.
Após a implementação das pesquisas, Marcos percebeu mudanças claras. “Observamos melhor uniformidade das lavouras, maior desenvolvimento radicular, melhor aproveitamento dos nutrientes e mais estabilidade de produtividade, mesmo em condições climáticas desafiadoras”, afirma.
Para ele, a existência de um centro tecnológico voltado à realidade local traz tranquilidade. “O sentimento é de confiança e segurança. Saber que existe o CTECNO, focado na nossa região, nos dá suporte técnico e fortalece a agricultura”, completa.
Em Jaciara, o produtor Alberto Luiz Chiapinotto também viu sua história mudar a partir das pesquisas. Trabalhando em solos arenosos, ele adotou técnicas indicadas pelo CTECNO, como o cultivo de plantas de cobertura após a soja visando o aporte de palhada sobre o solo.
“A gente observou que é possível produzir em solos arenosos, mesmo com baixo teor de argila. Com as tecnologias desenvolvidas pelos pesquisadores, conseguimos ter boas práticas e rentabilidade. Isso mudou a forma e a vida da nossa propriedade”, relata.
Alberto destaca a importância da independência das pesquisas e agradece pelo trabalho desenvolvido no CTECNO. “É uma pesquisa de produtor para produtor, sem vínculo com empresas. Isso traz muita confiabilidade. É muito gratificante termos um centro de pesquisa independente. A diretoria e toda a equipe defendem o produtor todos os dias. Só tenho gratidão à Aprosoja MT por trazer tranquilidade e confiabilidade ao setor”, finaliza.
Mais do que uma década de resultados técnicos, o CTECNO Parecis construiu um legado geracional. Um legado que conecta ciência, campo e pessoas, transformando dados em decisões, desafios em superação e lavouras em histórias de vida. Um trabalho que mostra que a pesquisa, quando feita com propósito, muda realidades e constrói o futuro do agro mato-grossense.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.
As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.
Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.
Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.
Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.
A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.
Agro Mato Grosso
Ipiranga do Norte (MT) sediará a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27

O município de Ipiranga do Norte (MT) foi escolhido para sediar a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. O anúncio foi realizado durante a premiação do Personagem Soja Brasil 25/26 pela diretora de jornalismo do Canal Rural, que confirmou o evento para o dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, localizada no médio-norte mato-grossense.
A abertura marcará a chegada da 15ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá produtores rurais, autoridades, empresas e lideranças do agronegócio para discutir as expectativas para a nova safra, além dos desafios e oportunidades que devem movimentar o setor nos próximos meses.
Para o prefeito do município, Juliano Berticelli, a escolha do município reforça a importância da região para a produção agrícola nacional. “É com muita satisfação que hoje estamos aqui na Fazenda Horizontina, local escolhido para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27”, disse.
Para ele, Ipiranga do Norte terá a honra de receber produtores rurais, autoridades e empresas. ”Será um ótimo momento para discutirmos as expectativas da próxima safra, os desafios e as oportunidades do setor”, destacou.
Localizado em uma das áreas mais produtivas do país, o município é referência na produção de grãos e se consolidou como uma importante fronteira agrícola de Mato Grosso. Segundo Berticelli, a realização do evento representa uma oportunidade de mostrar a força do agronegócio local para todo o Brasil.
“Ipiranga do Norte fica localizado em uma das áreas mais produtivas do país. Por isso, temos a alegria de receber esse evento em nosso município”, afirmou.
A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, ampliando o alcance das discussões e levando informações diretamente aos produtores rurais de diferentes regiões do país.
“Em nome do município, convido todos para participarem conosco desse grande evento do agronegócio brasileiro”, reforçou o prefeito.
A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 dará início a mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha os principais desafios, avanços e histórias da cadeia produtiva da soja brasileira.
“São todos convidados para estarem conosco no dia 17 de setembro. Que venham muitas e boas safras pela frente”, concluiu.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT participa do IOPD XXVIII, no Canadá, e propõe Fórum Global de Agricultura

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa da 28ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas, encontro que reúne produtores de oleaginosas de quatro continentes em Niagara Falls, no Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026. Representada pelo diretor administrativo, Diego Bertuol, a entidade integra a delegação brasileira em um fórum sediado pela Canadian Canola Growers Association (CCGA) e pela Grain Farmers of Ontario (GFO).
O evento reúne anualmente as principais lideranças mundiais do setor para alinhar posições diante de desafios comuns da cadeia produtiva global. Entre os principais temas em debate, estão o papel central da energia e dos biocombustíveis na descarbonização e na segurança energética, incluindo a descarbonização do transporte marítimo e a necessidade de que as políticas do setor não discriminem os biocombustíveis de origem agrícola.
Também tiveram papel central nas discussões o acesso a mercados diante do avanço de tarifas e de exigências crescentes de padrões ambientais e certificações, frequentemente enviesados, bem como o embate entre alimento e combustível, sustentado pelo argumento da mudança indireta do uso da terra (ILUC). Por fim, as lideranças produtivas diversas questionaram os ataques, sem base científica adequada, aos atributos dos óleos vegetais e a instabilidade crescente da renda do produtor rural.
Em todas as frentes, prevaleceu uma preocupação compartilhada: o uso de critérios regulatórios sem fundamento científico — ou apoiados em ciência ainda frágil — para definir as regras do jogo econômico global.
O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, defendeu a criação de um Fórum Global de Agricultura Tropical e Clima, com dois objetivos centrais. “Primeiro, construir uma agenda de tropicalização das métricas e dos parâmetros de sustentabilidade, capaz de reconhecer as características próprias da produção tropical e o esforço do produtor que concilia conservação e produção. Segundo, e a partir daí, valorizar os atributos ímpares da produção tropical no mercado global”, comenta ele.
Bertuol destaca ainda que, regulações construídas sobre ciência frágil são ruins para a produção, ruins para a segurança alimentar, ruins para a segurança energética e ruins até mesmo para a sustentabilidade ambiental que dizem proteger. Esta posição foi reconhecida pelas lideranças do IOPD, que defenderam o uso de parâmetros ancorados em empiria sólida — e não em modelos ou práticas importadas — bem como o reconhecimento das diferenças regionais entre os sistemas de produção.
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