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4 de maio de 2026

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Última segunda-feira de janeiro: confira os números da soja no Brasil e Chicago

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com cotações mais fracas e um ambiente de pouca demanda, marcado por baixo volume de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário seguiu pressionado pela combinação de fatores externos e pela ausência de compradores mais ativos.

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De acordo com Silveira, a Bolsa de Chicago apresentou volatilidade ao longo da sessão, mas encerrou o dia em queda, influenciada principalmente pelos embarques norte-americanos de soja, que seguem muito abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Além disso, o dólar também recuou, enquanto os prêmios permaneceram praticamente neutros, resultando em mais uma sessão de pressão sobre as cotações internas.

Nesse contexto, o produtor brasileiro permaneceu afastado do mercado, concentrado no avanço da colheita e pedindo preços com spreads maiores, sem fechamento de negócios relevantes. O analista resume que o comportamento dos preços ficou entre estabilidade e leve enfraquecimento.

Preços de soja no mercado brasileiro

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  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço da colheita no Brasil, com expectativa de safra recorde, pressionou o mercado, enquanto investidores realizaram lucros após as cotações atingirem, na sexta-feira, os melhores níveis em quase um mês.

As tensões comerciais também contribuíram para o movimento de correção, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo de livre comércio com a China.

Colheita da soja

No Brasil, a colheita da safra 2025/26 de soja atingiu 6,4% da área plantada até o dia 23 de janeiro, segundo levantamento de Safras & Mercado. Na semana anterior, o índice era de 3%. No mesmo período do ano passado, a colheita alcançava 3,9%, enquanto a média histórica para o período é de 6%.

As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 1.324.408 toneladas na semana encerrada em 22 de janeiro, de acordo com o USDA. O volume ficou ligeiramente abaixo do registrado na semana anterior e segue inferior ao acumulado do mesmo período do ano-safra passado.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 10,61 3/4 por bushel, com queda de 0,56%. A posição maio encerrou a US$ 10,74 por bushel, recuo de 0,50%. Entre os subprodutos, o farelo caiu 1,86% no vencimento março, enquanto o óleo registrou leve perda de 0,18%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,13%, negociado a R$ 5,2798 para venda, após oscilar entre R$ 5,2609 e R$ 5,2904 ao longo do dia.

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Plano Safra deve sair no início de junho, diz ministro da Agricultura

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Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O governo trabalha para divulgar o novo Plano Safra no começo de junho. A perspectiva é do ministro da Agricultura, André de Paula, que participou nesta segunda-feira (4) de uma reunião com líderes do setor na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo.

A prioridade, segundo o ministro, é a questão dos juros. “Se você não constrói soluções que deem acesso ao produtor rural, esse esforço terá sido em vão”, disse. Vale destacar, entretanto, que no ano passado o Plano Safra foi divulgado em 1º de julho, data limite para o início da vigência.

Em valores, o setor agropecuário espera um montante de pelo menos R$ 623 bilhões para o Plano Safra 2026/27, conforme documento entregue pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao governo, na semana passada. “Eu acho que é factível ter um número mais alto e estamos trabalhando para isso”, afirmou De Paula.

Nesse contexto, o ministro reforçou que a confirmação do novo plano agrícola depende do Ministério da Fazenda. “Essas reuniões acontecem quase todo dia. Mas quem bate o martelo das prioridades e media eventuais conflitos de interesse é o presidente da República”, completou.

Ministro da Agricultura, André de Paula, participou de reunião na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo

O novo Desenrola

A nova fase do programa de renegociação de dívidas do governo federal, lançado nesta segunda-feira (4), está sendo avaliada com cautela pelo agronegócio. Com o Desenrola 2.0, brasileiros de menor renda, estudantes, pequenas empresas e pequenos produtores rurais terão condições melhores para renegociar suas dívidas.

Apesar da nova fase do programa focar na agricultura familiar, que está sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), André de Paula disse que vai atuar como “advogado” do setor como um todo. Além disso, ele ressaltou que o Executivo tem plena consciência das dificuldades enfrentadas pelos produtores.

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“Nesse sentido, o Desenrola é um instrumento importante que o governo pode disponibilizar para mitigar os efeitos desse endividamento”, afirmou.

De acordo com a medida provisória que institui o Desenrola 2.0, os agricultores terão até 20 de dezembro para aderir ao programa.

Desenrola 2.0: bom ou ruim para o produtor?

Na avaliação do consultor em finanças do agronegócio, Ademiro Vian, medidas como o Desenrola levam a um endividamento sem precedentes.

“Ocorre que estão estimulando os produtores a entrarem nessa roda viva de dívidas com juros de mercado, estimulando o mercado de capitais e a emissão de CPRs”, alerta.

Segundo Vian, se para a sociedade geral a solução proposta pelo programa de renegociação de dívidas pode gerar uma inadimplência estrutural, para o setor rural essa avaliação é mais crítica. “Produtores rurais não têm renda mensal, não têm crédito consignado, não têm FGTS”, aponta.

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“Para o consumidor assalariado, o banco olha o comprometimento da renda mensal, se o valor da parcela consegue ser pago, podendo até ser diluído até caber no orçamento”, explica. No caso do produtor, contudo, a capacidade de pagamento é analisada ao fim da safra, independente do patrimônio dele.

Agro vive cenário de adversidades

O ministro reconheceu que o momento é desafiador para o setor e para a construção das políticas públicas. Segundo ele, o governo enfrenta “muitas adversidades” e trata o Plano Safra de forma transversal, envolvendo diferentes áreas.

Nesse sentido, André de Paula garantiu que não haverá hesitação na defesa do agro. “Não terei nenhum acanhamento de lutar para que a gente possa ter o maior sucesso possível nesse desafio”, afirmou, ao destacar que o resultado das medidas também impacta a confiança dos produtores.

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Milho inicia semana com alerta climático, dólar forte e demanda aquecida

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O estresse hídrico no Centro-Sul e Matopiba trouxe preocupações para o mercado do milho. O calor excessivo e a irregularidade das chuvas, especialmente nas áreas plantadas fora da janela ideal, passaram a gerar expectativas de corte no potencial produtivo do cereal segunda safra, oferecendo suporte aos preços regionais.

Enquanto isso, a disparada nos preços globais do petróleo impulsionou a competitividade do etanol de milho nas bombas, estimulando as usinas do Centro-Oeste do Brasil a atuarem com força na originação do grão, o que ajudou a limitar quedas adicionais nas praças de negociação de Mato Grosso e Goiás.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta expressiva de US$ 2,86 no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu em direção contrária, fechando a R$ 67,88 por saca (-1,05%) na semana.

O que esperar do mercado do milho

A análise Grainsights, da Grão Direto, indica os pontos que merecem atenção no mercado do milho para a semana que se inicia:

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  • Clima no radar: a instabilidade climática segue como principal fator de preço para o milho safrinha, com o avanço de uma massa de ar polar elevando o risco de geadas no Sul e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicando continuidade do tempo seco em regiões como Goiás e Mato Grosso do Sul. Esse cenário aumenta o risco de perdas, especialmente nas áreas plantadas mais tarde, e tende a elevar os prêmios nos contratos futuros da B3.
  • Safra norte-americana: o mercado global do cereal ajustará suas posições de médio prazo com base no relatório Crop Progress, do USDA, previsto para esta segunda-feira (4). O plantio do milho norte-americano tem andado dentro das margens projetadas pelo mercado. “Se o avanço das plantadeiras nos Estados Unidos confirmar um ritmo forte nesta próxima semana, isso poderá atuar como um fator de pressão baixista para as cotações em Chicago”, destaca o Grainsights.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Demanda interna aquecida: no mercado interno, a crescente demanda das indústrias de bioenergia atuará como o principal contrapeso de sustentação das cotações. O etanol de milho manteve excelente rentabilidade e competitividade devido à escalada internacional do petróleo, forçando as usinas do Centro-Oeste a atuarem agressivamente na originação do grão físico para garantir a robusta moagem do segundo semestre.
  • Exportações ameaçadas: o setor exportador nacional continuará avaliando a forte ameaça geopolítica à demanda, fruto da guerra no Oriente Médio. O Irã é um dos principais e mais fiéis importadores do milho brasileiro. “Com as tensões crescentes e as interrupções frequentes do trânsito marítimo no Estreito de Ormuz, o mercado teme que milhões de toneladas de milho nacional percam a segurança logística e sejam represadas, sobrecarregando ainda mais os estoques do mercado interno”, ressalta o Grainsights.

Macroeconomia e oportunidades

O cenário econômico abriu o mês de maio precificando as contundentes decisões da “Superquarta”, realizada na semana passada (29).

A manutenção das taxas de juros estadunidenses (entre 3,5% e 3,75%) pelo Fed, justificada pela pressão de custos advinda da guerra no Oriente Médio, combinada ao corte brando da Selic para 14,50% pelo Copom, firmaram um contexto propício à valorização constante do dólar frente ao real.

“Esse câmbio forte é a principal alavanca atual do produtor para compensar a queda dos prêmios portuários. É fundamental que o produtor esteja atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, reforça o Grainsights.

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Produção de soja e milho no Paraná deve alcançar 39,1 milhões de toneladas

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A produção de grãos no Paraná deve atingir 39,1 milhões de toneladas, segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

A soja tem estimativa de 21,7 milhões de toneladas, enquanto a área plantada chega a 5,75 milhões de hectares. O volume supera o ciclo anterior, mesmo com ajuste em relação ao mês passado.

“A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos”, disse Edmar Gervasio, analista do Deral.

“No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já é uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente”, acrescentou.

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Milho mantém projeção

A primeira safra de milho foi encerrada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra tem estimativa de 17,4 milhões de toneladas, com área de 2,9 milhões de hectares.

A falta de chuva nas últimas semanas afetou o desenvolvimento das lavouras, mas a retomada das precipitações mantém a projeção de produção.

Batata e tomate

A batata da primeira safra foi colhida. A segunda safra tem 97% da área plantada e 33% colhida. A colheita deve seguir pelos próximos dois meses.

O tomate da primeira safra tem 85% da colheita concluída. Na segunda safra, 36% da área foi colhida e 14% ainda será semeada. “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis”, descreve Andrade.

Fruticultura e mercado

O boletim do Deral também apresenta dados da fruticultura. O kiwi registrou Valor Bruto de Produção de R$ 20,7 milhões, com destaque para municípios do Sul do estado.

O preço médio ao produtor em 2025 foi de R$ 11,89 por quilo, acima do registrado no ciclo anterior.

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Proteínas animais

O Paraná mantém participação nas exportações de carne de frango. No primeiro trimestre de 2026, o estado exportou US$ 1,088 bilhão, com aumento de 7,7% em volume e 5% em faturamento.

A produção de ovos férteis para incubação chegou a 270,4 milhões de dúzias em 2025, alta de 5,5%.

Na pecuária leiteira, o cenário é de queda de margens devido à alta nos custos de nutrição e ao aumento das importações. A relação de troca com insumos, como milho e farelo de soja, impacta a atividade. Em março de 2025, com o litro do leite sendo comercializado a R$ 2,81, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (R$ 77,90), sinalizando maior custo de produção.

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