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Soja sustenta força em Chicago, mas colheita pesa no Brasil; clima pode virar o jogo

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Foto: Pixabay

O mercado internacional de soja encerrou a última semana com sinais de firmeza na Bolsa de Chicago, enquanto, no Brasil, a pressão da colheita ganhou força e limitou a reação dos preços no mercado físico.

Segundo a plataforma Grão Direto, a análise leva em conta o avanço acelerado dos trabalhos de campo, a revisão positiva das estimativas de safra e a expectativa em torno do clima e da demanda global.

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Na CBOT, a soja demonstrou resiliência ao longo da semana. O contrato março/26 sustentou o patamar de US$ 10,67 por bushel, acumulando alta semanal de 1,04%. O principal fator de suporte veio das vendas semanais de exportação dos Estados Unidos, que superaram 2 milhões de toneladas e ficaram acima das expectativas do mercado. Mesmo com o início da entrada da safra brasileira, a demanda internacional ativa ofereceu suporte técnico às cotações.

Colheita de soja no Brasil

No Brasil, o cenário é de pressão típica de colheita. Em Mato Grosso, os trabalhos avançaram de forma acelerada e já atingem 13,88% da área cultivada, segundo o Imea, ritmo considerado muito acima da média histórica. Esse avanço começou a inundar o mercado físico, elevando a demanda por logística e pressionando os fretes em rotas estratégicas, como Sorriso–Miritituba. Com custos maiores e ampla oferta, os preços pagos ao produtor no interior recuaram, mesmo diante de produtividades elevadas, apertando as margens.

As estimativas de produção também reforçam o viés de oferta. Consultorias revisaram para cima a projeção da safra brasileira, agora estimada em 179,5 milhões de toneladas. O volume recorde, somado à expectativa de esmagamento doméstico de 61 milhões de toneladas, conforme projeção da Abiove, manteve os prêmios nos portos em patamares defensivos, com compradores mais confortáveis e aguardando o pico da entrada de grãos em fevereiro.

Como fica a semana?

Para a semana de 26 a 30 de janeiro, o mercado deve acompanhar de perto o clima e a logística. A previsão do Inmet indica a atuação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul, com chuvas volumosas previstas para o Centro-Oeste e o Matopiba. Caso se confirmem, as precipitações podem interromper temporariamente a colheita em áreas de Mato Grosso e Goiás, gerando gargalos logísticos pontuais e oferecendo algum suporte momentâneo aos prêmios spot nos portos.

No cenário da demanda, os rumores indicam que a China pode buscar até 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos em 2026, mas o foco imediato segue sendo o Brasil. A confirmação de grandes nomeações de navios para fevereiro ajudaria no escoamento da safra recorde. Em contrapartida, qualquer sinal de cancelamento ou desaceleração das compras asiáticas tende a pesar sobre as cotações em Chicago.

Além disso, as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, previstas para a quarta-feira (28), devem aumentar a volatilidade cambial e impactar diretamente a formação de preços em reais. Diante desse cenário, a orientação é que o produtor aproveite eventuais repiques do dólar para travar custos, já que a tendência sazonal da soja em Chicago é de estabilidade ou viés de baixa à medida que a colheita brasileira avança.

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Chineses analisam portfólio de investimentos em inovação, infraestrutura e agro em MT

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A visita de um grupo de empresários e pesquisadores chineses a Mato Grosso, na manhã desta terça-feira (3), abriu uma rodada de prospecção que mira projetos de infraestrutura e logística, turismo, inovação e cooperação acadêmica, em paralelo ao interesse já consolidado da China pelo agronegócio estadual.

A missão ocorre por intermédio da Associação Brasil China 360 de Negócios, Inovação, Educação e Cultura, com apoio da agência Invest MT, e segue até quarta-feira (4), com uma agenda de reuniões técnicas com representantes de entidades empresariais, órgãos estaduais, universidades e prefeitura.

O ponto de partida é uma relação comercial que já pesa no PIB de Mato Grosso. Em 2025, a China concentrou mais de 40% das exportações de Mato Grosso, com compras de US$ 12,29 bilhões, compostas majoritariamente por soja (76,6%), carne (18,4%), algodão (3,6%), minérios (1,7%), gergelim (1,4%) e outros produtos.

Do lado das importações, o país também lidera como fornecedor: em 2025, Mato Grosso importou US$ 769 milhões em produtos chineses (29,33% do total), sobretudo fertilizantes (52%), defensivos agrícolas (33%) e máquinas e equipamentos (8%), itens sensíveis para custo e produtividade do agro.

O governador Mauro Mendes destacou que Mato Grosso está aberto para cooperar e colaborar para que sejam firmadas parcerias entre empresas privadas chinesas e empresas mato-grossenses.

“Recebemos hoje um conjunto de investidores de empresas chinesas que estão vindo pela primeira vez ao Brasil e a Mato Grosso, olhando os nossos potenciais e buscando parcerias para aumentar uma relação comercial que já é forte, mas que tem um universo muito grande para crescer”, afirmou.

A diretora-executiva da Associação Brasil China 360, Juliana Piispa, destacou que ao final da missão em Mato Grosso, será elaborado um relatório que servirá como insumo para missões temáticas futuras, já com recortes setoriais mais específicos como infraestrutura, logística, inovação, educação e cultura, além de aproximar players chineses de agendas estaduais e municipais em execução.

“Essa foi uma visita técnica e de negócios para conhecer o Estado e entender onde estão as oportunidades; ao final, eles vão consolidar um relatório e isso tende a estimular novas vindas de grupos e empresas com interesses mais direcionados. A intenção é fomentar parcerias em infraestrutura, logística e a cooperação com empresas privadas e instituições locais”.

Na mesa, a comitiva apresentou interesses que vão do têxtil à logística estatal e projetos estruturantes. Entre os participantes, estão Li Xiaolei, CEO da Lanceford International Ltd., do setor têxtil, e representantes da Ningbo Besco International Logistics, que sinalizaram intenção de avaliar outorga portuária, projetos turísticos e a possibilidade de instalação industrial, além de convênios de cooperação técnica em educação e tecnologia. Também integram a missão pesquisadores ligados à Zhejiang University, com foco em parcerias acadêmicas, projetos de inovação e cooperação em pesquisa e desenvolvimento.

“É realmente impactante ver os números de Mato Grosso. O Estado nos impressiona pela escala e pela força de produção, e vemos oportunidades em infraestrutura e em projetos estruturantes que interessam às empresas e parceiros que representamos”, afirmou Lancy Huilan Jia, presidente da Sumino Ou e da Associação Brasil China 360.

Do lado do governo estadual, a estratégia é consolidar Mato Grosso como destino de capital de longo prazo, ancorado em escala produtiva, segurança regulatória e um pipeline estruturado de projetos em logística, infraestrutura e integração de cadeias. O objetivo é avançar da relação comercial baseada em commodities para uma agenda de investimentos produtivos, com maior agregação de valor e transferência de tecnologia.

“A China já é um parceiro central de Mato Grosso no comércio exterior, e o passo agora é transformar essa relação em cooperação tecnológica e investimentos que ampliem a competitividade do Estado em infraestrutura, logística e agregação de valor. A estratégia é organizar projetos, dar previsibilidade e aproximar investidores de oportunidades concretas, com participação do setor privado e integração com universidades e centros de pesquisa”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico César Miranda.

A carteira apresentada aos empresários chineses foi organizada pela Invest MT a partir de eixos estratégicos como agro, mineração regulada, concessões rodoviárias, política ambiental, com cerca de 60% do território preservado, e ativos logísticos, incluindo a internacionalização do aeroporto, subvenção aérea e zonas econômicas com incentivos à instalação industrial.

“Mato Grosso reúne escala produtiva, diversificação econômica e sustentabilidade, fatores que fortalecem sua atratividade para investimentos de longo prazo”, destacou Mirael Praeiro.

O pacote de infraestrutura em execução completa o cenário, com investimentos históricos em pavimentação, restauração de rodovias, construção de pontes e o maior programa de concessões rodoviárias do país, voltado a ampliar a eficiência logística e reduzir custos de escoamento.

“Mato Grosso lidera o programa de concessões rodoviárias no Brasil e ainda concentra uma demanda relevante por novos investimentos em logística”, afirmou o secretário de Infraestrutura Marcelo Oliveira.

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Agro Mato Grosso

Avião com 500 kg de cocaína é interceptado em pista clandestina de MT; vídeo

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Um homem de 39 anos foi preso após a Polícia Federal apreender cerca de 500 quilos de cocaína dentro de um avião que estava prestes a decolar em uma pista clandestina de Sinop, a 503 km de Cuiabá, nesta terça-feira (3).

De acordo com a Polícia Federal, a aeronave já estava com os motores ligados quando foi interceptada pelas equipes, que impediram a decolagem e encontraram a droga. A ação contou com o apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar.

Durante buscas em uma área de mata próxima à pista, os policiais localizaram e prenderam um homem suspeito de participação no crime.

Segundo a PF, a operação foi resultado do compartilhamento de informações entre as forças de segurança, que identificaram a movimentação suspeita da aeronave e montaram uma ação integrada para interceptá-la.

O suspeito, a droga e o avião foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Sinop, onde o caso segue sob investigação. Todo o material apreendido ficará à disposição da Justiça.

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Agro Mato Grosso

Sojicultores MT têm até 15 de fevereiro para cadastrar área no Indea: é obrigatório

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Para o cadastramento, é preciso informar o total de área plantada, localização geográfica, a variedade cultivada dentre outras informações.

Para o cadastramento, é preciso informar o total de área plantada, localização geográfica, a variedade cultivada, dentre outras informações. Quem não se cadastrar, dentro do prazo legal, fica sujeito à aplicação de multa de 10 Unidades Padrão Fiscal (UPFs), cujo valor em janeiro está R$ 2.543,60.

Na safra 2024/2025, foram cadastradas 16.319 unidades de produção de soja, o que corresponde a 8.993 produtores de soja que totalizaram mais de 11,3 milhões de hectares de área plantada. Esses dados são publicamente disponibilizados ao cidadão por meio do link “Áreas de Plantio por Safra”.

Já estão cadastradas junto ao Indea um total de 8.175 Unidades de Produção, o que corresponde a aproximadamente sete milhões de hectares já declarados por 4.697 sojicultores.

O cadastro é fundamental para o planejamento das ações de defesa sanitária vegetal, prevenindo e controlando pragas, com a ferrugem asiática.

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