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Cooxupé discute regras para vínculo entre produtor e trabalhador na cafeicultura

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Foto: Divulgação

A relação entre trabalhador rural e empregador foi tema de uma capacitação promovida pela Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), em Minas Gerais, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O encontro reuniu representantes do setor produtivo, do governo e do mercado exportador para tratar de regras e procedimentos ligados à cafeicultura.

A iniciativa, chamada de “Café com conhecimento, fortalecendo o trabalho digno”, teve como foco o diálogo entre as partes e a construção de referências para a aplicação da legislação trabalhista no campo. Segundo os organizadores, a proposta é criar um ambiente de entendimento entre produtores e trabalhadores.

Um dos representantes da Cooxupé afirmou que a relação trabalhista é um dos principais desafios da cafeicultura regional. “Acreditamos que seja um dos maiores gargalos, problemas e desafios para a caficultura da nossa região especial do café”, disse. Ele explicou que é necessário que empregados e empregadores tenham entendimento para que o processo ocorra de forma regular. Para ele, o objetivo é “aproximar o máximo” as partes e dar continuidade ao trabalho iniciado com a presença do ministro do Trabalho em eventos anteriores.

O ministro Luiz Marinho participou do debate e afirmou que é importante o contato direto com produtores e trabalhadores. Segundo ele, sair de Brasília para conversar com as pessoas permite “entender a situação, entender problemas, entender ideias”. O ministro também destacou que experiências de outros países, como as da Europa, têm reflexos nas regras que chegam ao Brasil.

Confira:

Convenção coletiva no Sul de Minas

O encontro ocorreu em meio à construção de uma convenção coletiva específica para a cafeicultura no Sul de Minas Gerais, conduzida pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho. O acordo busca estabelecer regras de convivência e negociação entre trabalhadores rurais e empregadores, com o objetivo de criar parâmetros para a contratação, o alojamento e as condições de trabalho.

A expectativa apresentada é que a convenção entre em vigor na safra de 2026, oferecendo um marco regulatório para reduzir conflitos e coibir práticas irregulares.

Mercado e mão de obra

Ao comentar o tema, o analista Miguel Daoud afirmou que a cafeicultura é uma das atividades que mais dependem de mão de obra no Brasil, principalmente durante a colheita e a secagem do grão. Segundo ele, em regiões de Minas Gerais, parte dos trabalhadores vem do Vale do Jequitinhonha, o que exige estrutura para alojamento e alimentação durante o período da safra.

Daoud lembrou que, em anos recentes, produtores ligados à cooperativa foram autuados pelo Ministério do Trabalho por situações classificadas como trabalho análogo à escravidão. Ele afirmou que isso gera impacto no mercado externo, já que o Brasil é o maior exportador de café e os compradores, especialmente na Europa, exigem garantias sobre as condições de produção. “Os mercados são muito exigentes em relação à produção do café”, disse, citando a atenção de países como a Alemanha, que importam o produto brasileiro.

Segundo o comentarista, a iniciativa da Cooxupé busca responder a esse cenário. Ele explicou que a legislação trabalhista enfrenta dificuldades para se adaptar à realidade do campo e que o setor do café precisa de regras próprias. Para Daoud, a cooperativa passou a destacar o trabalhador da produção de café, estabelecendo condições para garantir um vínculo de trabalho reconhecido e orientado por treinamentos e procedimentos.

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Caruru-gigante: SP publica regras para trânsito de máquinas; confira

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Foto: Gilberto Marques.

Em continuação aos trabalhos de prevenção, controle e erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo publicou nessa semana uma portaria que estabelece regras para o trânsito de máquinas, implementos agrícolas e veículos transportadores.

Segundo a norma, a limpeza técnica passa a ser obrigatória após o uso em campo e antes de qualquer deslocamento entre propriedades, municípios ou estados. Ela envolve, também, a remoção de solo, restos vegetais e sementes que possam estar aderidos aos equipamentos.

O responsável pela limpeza será o proprietário, arrendatário ou responsável legal pelo equipamento. Caso não seja possível identificar o responsável, a obrigação passa ao condutor do veículo transportador.

Fiscalização será ampliada

A Defesa Agropecuária informou que as ações de fiscalização serão direcionadas principalmente a áreas de produção de soja, milho e algodão. Em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas autuações, além da determinação de retorno do equipamento à origem.

“A partir de agora daremos início aos trabalhos de operação das ações de fiscalização com o intuito de prevenir que novos focos surjam no Estado de São Paulo. Também estão previstas reuniões técnicas com o setor produtivo, com o objetivo de apresentar e discutir a Portaria”, afirmou Marileia Ferreira, chefe do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes, em comunicado.

Regras também valem para transporte de grãos

A norma também estabelece medidas para o transporte de grãos e produtos agrícolas a granel provenientes de áreas com ocorrência da praga. Entre elas estão a limpeza externa dos veículos e a cobertura adequada da carga.

As medidas entram em vigor 15 dias após a publicação da portaria.

Praga considerada quarentenária

O Amaranthus palmeri é classificado como praga quarentenária e possui capacidade de competição com culturas agrícolas. Segundo a Defesa Agropecuária, o plano estadual inclui ações para reduzir a disseminação por meio do trânsito de máquinas, movimentação de solo e transporte de cargas.

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O plano que pode mudar o café no Espírito Santo já está em campo

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Foto: Incaper

O Espírito Santo vem ampliando os esforços para consolidar uma cafeicultura mais produtiva, sustentável e competitiva por meio do Projeto de Cafeicultura Sustentável. A iniciativa reúne produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental em uma proposta que busca fortalecer o campo, ampliar a presença dos cafés especiais e estimular práticas mais eficientes nas propriedades rurais.

Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o projeto foi estruturado para posicionar a cafeicultura capixaba em um patamar cada vez mais elevado de sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.

A proposta oferece assistência técnica e extensão rural a produtores de café arábica e conilon, com atendimento voltado à realidade de cada propriedade. A partir do ingresso no programa, as áreas passam por um diagnóstico técnico baseado em indicadores de sustentabilidade alinhados a protocolos internacionais, o que permite identificar desafios, oportunidades e caminhos para aperfeiçoar o sistema produtivo.

Plano de ação individual para produtores de café

Com base nessa avaliação, é elaborado um plano de ação individualizado, com orientações que envolvem os aspectos ambiental, econômico e social da atividade.

A intenção é promover avanços no manejo da lavoura, elevar os níveis de adequação das propriedades e qualificar etapas decisivas da produção, como a colheita e o pós-colheita.

Outro eixo importante do projeto está na transferência de tecnologias para o campo. Entre as ações desenvolvidas estão unidades demonstrativas voltadas a manejo de irrigação, microterraceamento, jardins clonais, secagem de grãos e processamento de cafés especiais.

A iniciativa também estimula a capacitação contínua dos produtores por meio de dias de campo, cursos, excursões técnicas e eventos voltados à troca de experiências e à disseminação de boas práticas.

Ao unir diagnóstico técnico, acompanhamento em campo e difusão de tecnologias, o projeto reforça o papel estratégico da cafeicultura para a economia rural capixaba.

Presente em grande parte dos municípios do estado, a atividade segue como uma das bases da geração de renda, emprego e desenvolvimento no interior, agora com um olhar ainda mais atento à sustentabilidade e à competitividade.

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Pesquisa transforma ‘água de batata’ em farinha para produção de alimentos

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farinha de batata

O que a água utilizada no processamento da batata tem a ver com a poluição de rios? A resposta está no amido liberado pelo tubérculo ao entrar em contato com o líquido durante as etapas industriais, segundo informações do Jornal da Unicamp.

Sendo um dos alimentos mais consumidos no mundo, a batata possui uma produção em larga escala que exige volumes massivos de água, gerando um resíduo que pode causar danos ao meio ambiente.

De acordo com Eric Keven Silva, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, o descarte inadequado desse efluente compromete a qualidade dos corpos d’água e dos lençóis freáticos

“Esse material possui uma alta carga orgânica. Quando descartado sem tratamento, ele contribui para a redução do oxigênio na água, causando o desequilíbrio de ecossistemas aquáticos”, explica o docente.

Alternativa sustentável

Nesse sentido, para enfrentar o problema, pesquisadores da FEA desenvolveram um processo capaz de recuperar o amido presente na chamada “água de batata”, transformando o resíduo em uma farinha rica em fibras.

“O ingrediente pode ser utilizado na produção de pães e bolos ou como espessante natural para molhos, ampliando as possibilidades de uso na indústria”, destaca Gabriela Milanezzi, doutoranda da FEA e responsável pelo estudo.

A proposta central da pesquisa é permitir que as próprias indústrias incorporem o reaproveitamento do resíduo em suas linhas de produção.

A iniciativa não apenas reduz o desperdício de recursos, mas também agrega valor comercial a um material que, anteriormente, a indústria descartaria apenas como efluente.

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