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21 de setembro de 2026

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Cesta básica registra aumento de quase R$ 10 na quarta semana de janeiro em Cuiabá

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Com variação positiva de 1,14% entre a terceira e a quarta semana de janeiro, a cesta básica em Cuiabá subiu R$ 9,16 e alcançou a marca de R$ 814,14. Apesar da redução observada na semana anterior, levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelou que o patamar atual não era registrado desde julho do ano passado. No comparativo anual, o valor encontra-se 2,07% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 797,63.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, o preço elevado da cesta básica se destaca mesmo com a maior parte dos produtos apresentando retração semanal. “Apesar da redução de preços em mais da metade dos itens da cesta básica, o custo médio permaneceu em alta na semana, evidenciando que o aumento concentrado em determinados produtos foi suficiente para neutralizar as quedas e manter a pressão sobre o valor final dos alimentos”, afirmou.

O tomate registrou o maior aumento da semana, com alta de 18,03% na média semanal, chegando a R$ 8,40/kg. Após a redução observada na semana anterior, o avanço pode estar relacionado ao início da safra, uma vez que o calor excessivo, somado ao elevado volume de chuvas, pode estar afetando a qualidade dos frutos, reduzindo a quantidade disponível ao varejo. Em comparação a 2025, o preço atual está 39,62% mais alto.

De forma semelhante, a batata também apresentou aumento de preço, atingindo custo médio de R$ 5,06/kg. A elevação pode estar associada à baixa oferta em algumas lavouras devido às condições climáticas, enquanto outras apresentam tubérculos de maior qualidade, o que contribuiu para o acréscimo de 12,16% na variação semanal. No comparativo anual, o valor atual está 13,39% mais alto.

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Em contrapartida, o preço do óleo de soja manteve trajetória de queda, chegando ao valor médio de R$ 8,39/900 mL, com redução semanal de 5,09%. Essa variação pode estar associada à boa oferta de soja, aliada à menor procura pelo produto, tanto no mercado interno quanto externo.

Wenceslau Júnior destacou, ainda, que “a diferença significativa entre os comportamentos de produtos hortifrutigranjeiros e seus derivados demonstra que fatores climáticos e produtivos seguem sendo determinantes centrais para a formação dos preços”.

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Fim da poeira: Prefeitura entrega asfalto e drenagem após 40 anos de espera no Jardim Presidente II

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Obra de R$ 4,2 milhões beneficiou cerca de 5 mil moradores com pavimentação de 10 ruas, garantindo mobilidade e acessibilidade na região

Após quase quatro décadas convivendo com a poeira na seca e a lama no inverno, os moradores do Jardim Presidente II, no Grande Coxipó, já vivenciam uma nova realidade. A Prefeitura de Cuiabá concluiu a pavimentação de dez ruas do bairro, entregando mais de dois quilômetros de vias totalmente asfaltadas, com sistema moderno de drenagem e acessibilidade garantida para cerca de 5 mil pessoas.

Executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, o projeto recebeu investimento de R$ 4.261.880,99, com recursos do programa Finisa e contrapartida do município. A ordem de serviço foi emitida em 2025, e a estimativa inicial era beneficiar diretamente cerca de 4 mil moradores, além de melhorar as condições de circulação na região.

O engenheiro fiscal responsável, Admilson Assunção, lembrou que, durante a execução, o planejamento foi ampliado para alcançar trechos que inicialmente não estavam incluídos. Entre as vias acrescentadas estão as ruas Ceará, Piauí, Esperança e a Rua 24, localizada na divisa entre o Jardim Presidente II e o Residencial Coxipó. “Com a inclusão, o serviço chegou a áreas que ainda concentravam problemas de poeira, lama e dificuldades de acesso”, disse.

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Conforme o fiscal, além da aplicação do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), a obra contemplou terraplenagem, reforço do subleito em pontos onde o solo apresentava excesso de umidade, implantação de base e sub-base, meio-fio, sarjetas e drenagem. “O sistema inclui bocas de lobo para captar a água conduzida pelas sarjetas e drenos subsuperficiais profundos, utilizados principalmente nos locais onde o lençol freático está mais próximo da superfície. A estrutura impede que a umidade comprometa a base e reduza a durabilidade do pavimento”, explicou.

As mudanças já são percebidas na rotina da comunidade. A vendedora Eliane dos Santos Nascimento lembra que os buracos e a lama causavam prejuízos a motoristas, motociclistas e pedestres. “Melhorou muito para toda a população. Agora não temos mais aquela dificuldade para sair de casa em dias de chuva, nem tanta poeira, o que também ajuda na saúde”, relatou. Para Sônia Maria Pierini Duarte, o novo pavimento passou a permitir passeios diários com dona Noêmia, que utiliza cadeira de rodas. “Esperávamos há muito tempo pelo direito de ir e vir com melhor acesso e mais tranquilidade”, afirmou.

Morador há mais de 40 anos e um dos fundadores do bairro, José Padilha da Silva também destaca o fim da poeira e a satisfação de poder sair à porta de casa em melhores condições. O presidente da comunidade, Rogério Santos, estima que a obra beneficie entre 4 mil e 5 mil pessoas, considerando moradores de bairros vizinhos que circulam pela região. “A maioria dos moradores é formada por idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. Com as ruas esburacadas e a lama, muitos tinham dificuldade até para ir ao supermercado ou à igreja. O asfalto garante essa acessibilidade.”

A conclusão da pavimentação também trouxe novas demandas relacionadas à segurança viária. Morador da região há 37 anos, o pastor e professor Samuel Javorski de Oliveira defende a implantação de redutores de velocidade, principalmente nas proximidades da escola e da igreja, diante do aumento da velocidade dos veículos. Ele também sugere ampliar a arborização do bairro. Os pedidos deverão ser avaliados pelos setores responsáveis, com base em critérios técnicos.

O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, ressaltou que o trabalho no Jardim Presidente II faz parte de um conjunto de intervenções em andamento no Grande Coxipó. “Finalizamos agora o Jardim Presidente, enquanto a pavimentação do Itapajé e as etapas dois e três do Residencial Coxipó continuam sendo executadas. Existe um esforço da Prefeitura para avançar com a infraestrutura nesta região”, afirmou. Segundo ele, a implantação da drenagem antes da pavimentação é indispensável para proteger a estrutura e evitar a deterioração precoce do asfalto.

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Mesmo diante das limitações orçamentárias enfrentadas pelo município, a Prefeitura mantém a elaboração de projetos e a busca de convênios para ampliar os investimentos. Conforme Edson Brasil, Cuiabá ainda possui aproximadamente 400 quilômetros de vias urbanas sem pavimentação. “Temos muito trabalho pela frente. Estamos buscando recursos, elaborando projetos e atuando também de forma preventiva nos pontos mais vulneráveis”, concluiu.

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Agro Mato Grosso

Contrato para obras de acesso ao Morro de Santo Antônio é rescindido I MT

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) rescindiu, de forma amigável, o contrato de R$ 4,75 milhões com a empresa BR Paving Construções e Serviços para pavimentar o acesso ao Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá. O termo de encerramento foi assinado em 18 de setembro e publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (21).

A empresa havia sido contratada após vencer uma concorrência pública realizada em 2024. A proposta apresentada foi de R$ 4.750.287, com desconto de 20,18% em relação ao valor previsto inicialmente na licitação.

Apesar da rescisão, o documento publicado pelo governo não informa quanto da obra chegou a ser executado, quais valores já foram pagos ou quanto ainda restava do contrato.

O documento também não apresenta o motivo técnico detalhado que levou ao fim do acordo. A decisão, segundo a publicação, foi baseada em notas técnicas e em um parecer da Procuradoria-Geral do Estado.

O governo também não informou no documento se outra empresa será contratada para concluir os serviços ou se será necessário abrir uma nova licitação. Como o encerramento ocorreu de forma amigável, a rescisão não representa uma punição à empresa nem significa, por si só, que tenha sido constatada alguma irregularidade por parte da construtora.

Obras

No início de março a Justiça havia suspendido uma liminar que interrompia as obras no local após o Ministério Público do estado (MPMT) pedir a suspensão das obras depois de uma vistoria na região ter identificado possíveis sinais de erosão e danos ambientais.

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A visitação no local foi suspensa pela primeira vez em janeiro de 2025, quando tiveram início as obras de adequação da infraestrutura e de ordenamento das trilhas da unidade de conservação.

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Emanuel Pinheiro e mais cinco são absolvidos de suposto desvio de dinheiro da ALMT

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Juíza Célia Regina Vidotti disse que acusação do Ministério Público não tinha documentos que comprovassem a ligação de investigados com o crime

A juíza da Vara de Ações Coletivas, Célia Regina Vidotti, absolveu o ex-prefeito Emanuel Pinheiro e mais cinco investigados por suposto desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa. Mas condenou o ex-deputado estadual Humberto Bosaipo por ter autorizado o pagamento. 

Segundo a magistrada, não há provas para condenar Emanuel Pinheiro pelo crime de apropriação indevida. Emanuel era investigado junto com Benedito Pinto da Silva, José Carlos Freitas Martins, Ernandy Maurício Baracat Arruda, José Quirino Pereira e Joel Quirino Pereira. 

O Ministério Público (MPMT) dizia na denúncia que eles teriam participado de um esquema de desvio de dinheiro com a emissão de oito cheques para a empresa Marinez Mendes de Pacheco – ME. Os documentos seriam repassados para empresas irregulares ou inexistentes e, depois, descontados na Confiança Factoring. 

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A alegação do MP é que essa movimentação servia para mascarar o desvio de dinheiro com origem na Assembleia Legislativa e que, conforme a denúncia, chegava às mãos dos investigados. Emanuel aparece, por exemplo, como o destinatário de R$ 45 mil. Ele disse que fez um empréstimo pessoal na época. 

A juíza Célia Regina afirmou que, apesar da identificação da quantia, não houve no processo documentos que comprovassem ligação de Emanuel Pinheiro com o esquema apontado pelo Ministério Público. 

O ex-deputado estadual Humberto Bosaipo era um dos ordenadores de despesas da Assembleia Legislativa na ocasião e foi condenado por ter autorizado o pagamento sem a comprovação de transações legais.  

Bosaipo terá que pagar mais de R$ 973 mil em muita e ressarcimento do dinheiro considerado desviado. Ele também foi condenado à perda dos direitos políticos por cinco anos. 

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Agro MT