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21 de setembro de 2026

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Safra 2025/26 de soja é elevada em 1,5 milhão de toneladas por consultoria

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Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural BA

A Hedgepoint Global Markets divulgou balanço nesta quinta-feira (22) em que aumenta para 179,5 milhões de toneladas a sua estimativa para a safra 2025/26 de soja, 1,5 milhão de toneladas a mais do que a previsão anterior, de 178 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o ajuste reflete melhorias nas áreas plantadas e nas produtividades médias esperadas nos principais estados produtores, impulsionadas pelo clima amplamente favorável, especialmente a partir de dezembro de 2025.

“Em relação a isso, destacamos que as atuais projeções de produtividades estaduais levam em consideração, além de outros fatores, os últimos dados do USDA relacionados ao Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), que indicam um excelente desenvolvimento das lavouras nos principais estados produtores do país até o momento”, diz Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado na Hedgepoint.

Condições nos estados produtores

Depois de três safras consecutivas afetadas por problemas climáticos, o Rio Grande do Sul apresenta forte recuperação em 2025/26, com NDVI em patamares elevados.

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“A retomada da produtividade no Rio Grande do Sul é um dos fatores mais determinantes da nossa revisão para cima. É o elemento que pode consolidar o recorde nacional”, afirma.

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Já em relação a Mato Grosso e Paraná, os dois maiores produtores do país, ótimas condições climáticas também foram registradas, traduzidas em índices robustos de vegetação.

De acordo com a Hedgepoint, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia mostram igualmente altos níveis de NDVI, reforçando o potencial produtivo generalizado.

Colheita adiantada

Até 16 de janeiro, a consultoria aponta que cerca de 3% da área nacional já havia sido colhida — acima dos 1,1% registrados no mesmo período do ano passado e próximo à média histórica de 2,7%.

A Hedgepoint destaca que, apesar de atrasos no plantio em setembro e outubro, não há expectativa de impacto significativo na produtividade. “O início da colheita confirma o bom momento da safra. Mantido o cenário climático projetado, não vemos riscos relevantes para os principais estados produtores”, reforça Roque.

Chuva x trabalhos em campo

A empresa destaca que as projeções climáticas permanecem favoráveis no curto prazo. Até a próxima terça-feira (27), a previsão é de chuvas mais intensas no Centro‑Norte do país, o que pode reduzir momentaneamente o avanço das máquinas em Mato Grosso.

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Já as Regiões Sul e Sudeste tendem a registrar volumes menores, permitindo maior fluidez nos trabalhos, sobretudo no Paraná.

Em fevereiro, são esperadas chuvas abaixo da média para Sudeste, Centro‑Oeste e Nordeste brasileiros, o que favorece o ritmo de colheita na faixa central do país.

Segundo a Hedgepoint, a umidade acima da média no Sul beneficia especialmente o Rio Grande do Sul, consolidando a recuperação de suas lavouras. Há sinal de atenção para o Nordeste, onde parte das áreas foi plantada tardiamente e ainda depende de umidade adequada.

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Com teatro de fantoches, Guarda Municipal conscientiza mais de 8 mil crianças em Várzea Grande

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Projeto “Arte de Proteger” já passou por 66 escolas abordando temas sensíveis que vão desde o combate ao bullying até a prevenção à violência doméstica

O projeto “Arte de Proteger”, desenvolvido pela Guarda Municipal de Várzea Grande, já conscientizou mais de 8 mil crianças no município. A iniciativa já passou por 66 escolas e ações e utiliza atividades educativas e lúdicas, incluindo teatro de fantoches, para levar informação e conscientização à comunidade escolar.

Por meio das ações, a Guarda Municipal aborda temas como preservação ambiental, condutas no trânsito e prevenção à dengue, além de conscientizar sobre a Lei Maria da Penha, o enfrentamento à violência doméstica, a prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, a erradicação do trabalho infantil, o combate ao preconceito e ao bullying e a promoção da Cultura de Paz.

Além das escolas, o projeto participa de eventos comunitários, instituições sociais, órgãos públicos e ações interinstitucionais, fortalecendo a integração entre a Guarda Municipal, a Secretaria Municipal de Educação, a Assistência Social, instituições religiosas, o Corpo de Bombeiros Militar e demais integrantes da Rede de Proteção.

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Segundo a coordenadora do projeto, inspetora GM Inês Guimarães, as atividades são adaptadas às diferentes faixas etárias e buscam estimular valores como respeito, empatia, responsabilidade, solidariedade e participação cidadã. A proposta também cria espaços de diálogo para que crianças e adolescentes possam conhecer seus direitos e deveres e identificar situações de violência ou vulnerabilidade.

A subcomandante da Guarda Municipal, Sirlei Piasecki, destaca o papel ativo da escola como espaço seguro de acolhimento, proteção e formação cidadã.

“As crianças absorvem as lições lúdicas e reproduzem o aprendizado em casa com seus familiares. Isso expande a cultura de paz para além dos muros da escola”, pontua.

Para Inês Guimarães, o projeto amplia a presença da Guarda Municipal no ambiente escolar e reforça o papel preventivo e educativo da instituição.

“O projeto amplia a presença da Guarda Municipal no ambiente escolar e reforça o papel da instituição não apenas na segurança, mas também na prevenção e na construção de uma cultura de paz em Várzea Grande. A atuação preventiva também busca fortalecer a relação entre os agentes da Guarda Municipal e a comunidade escolar, levando informação e orientação para dentro das unidades de ensino”, afirma.

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A guarda municipal Silvana Raze, que também integra o projeto, destaca que a iniciativa contribui para aproximar a Guarda Municipal da comunidade escolar e ampliar o alcance das informações compartilhadas durante as atividades.

“Elas, com certeza, levam essas informações aos pais. Então, essa ação não fica somente aqui, inclui toda a sociedade”, disse.

A diretora da EMEB Jaime Veríssimo de Campos Júnior – “Jaiminho”, Marina Bernardo, parabenizou a Guarda Municipal pela iniciativa e destacou a importância da integração entre a instituição e a comunidade escolar.

“Isso é integração social. Essa ação, além de educar, também faz com que as crianças comecem a confiar mais ainda em uma autoridade, como a Guarda Municipal”, disse.

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Agro Mato Grosso

MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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Agro Mato Grosso

Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

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Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga

A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.

Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.

O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.

Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.

Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).

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Agro MT