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10 de setembro de 2026

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Safra 2025/26 de soja é elevada em 1,5 milhão de toneladas por consultoria

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Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural BA

A Hedgepoint Global Markets divulgou balanço nesta quinta-feira (22) em que aumenta para 179,5 milhões de toneladas a sua estimativa para a safra 2025/26 de soja, 1,5 milhão de toneladas a mais do que a previsão anterior, de 178 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o ajuste reflete melhorias nas áreas plantadas e nas produtividades médias esperadas nos principais estados produtores, impulsionadas pelo clima amplamente favorável, especialmente a partir de dezembro de 2025.

“Em relação a isso, destacamos que as atuais projeções de produtividades estaduais levam em consideração, além de outros fatores, os últimos dados do USDA relacionados ao Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), que indicam um excelente desenvolvimento das lavouras nos principais estados produtores do país até o momento”, diz Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado na Hedgepoint.

Condições nos estados produtores

Depois de três safras consecutivas afetadas por problemas climáticos, o Rio Grande do Sul apresenta forte recuperação em 2025/26, com NDVI em patamares elevados.

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“A retomada da produtividade no Rio Grande do Sul é um dos fatores mais determinantes da nossa revisão para cima. É o elemento que pode consolidar o recorde nacional”, afirma.

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Já em relação a Mato Grosso e Paraná, os dois maiores produtores do país, ótimas condições climáticas também foram registradas, traduzidas em índices robustos de vegetação.

De acordo com a Hedgepoint, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia mostram igualmente altos níveis de NDVI, reforçando o potencial produtivo generalizado.

Colheita adiantada

Até 16 de janeiro, a consultoria aponta que cerca de 3% da área nacional já havia sido colhida — acima dos 1,1% registrados no mesmo período do ano passado e próximo à média histórica de 2,7%.

A Hedgepoint destaca que, apesar de atrasos no plantio em setembro e outubro, não há expectativa de impacto significativo na produtividade. “O início da colheita confirma o bom momento da safra. Mantido o cenário climático projetado, não vemos riscos relevantes para os principais estados produtores”, reforça Roque.

Chuva x trabalhos em campo

A empresa destaca que as projeções climáticas permanecem favoráveis no curto prazo. Até a próxima terça-feira (27), a previsão é de chuvas mais intensas no Centro‑Norte do país, o que pode reduzir momentaneamente o avanço das máquinas em Mato Grosso.

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Já as Regiões Sul e Sudeste tendem a registrar volumes menores, permitindo maior fluidez nos trabalhos, sobretudo no Paraná.

Em fevereiro, são esperadas chuvas abaixo da média para Sudeste, Centro‑Oeste e Nordeste brasileiros, o que favorece o ritmo de colheita na faixa central do país.

Segundo a Hedgepoint, a umidade acima da média no Sul beneficia especialmente o Rio Grande do Sul, consolidando a recuperação de suas lavouras. Há sinal de atenção para o Nordeste, onde parte das áreas foi plantada tardiamente e ainda depende de umidade adequada.

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Trabalhadores são sequestrados e torturados por facção que os confundiu com grupo rival

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Vítimas foram amarradas, ameaçadas com facas e libertadas sob ameaça de morte em Tangará da Serra. Polícia Civil prendeu quatro envolvidos nos crimes

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10.9), a Operação Paralela para cumprir quatro mandados de prisão e de busca e apreensão em Tangará da Serra. A ação tem como alvo suspeitos de integrar uma facção criminosa e praticar crimes graves na região.

As investigações apuram crimes de cárcere privado e tortura ocorridos em agosto. Na ocasião, trabalhadores temporários que atuavam em um evento na cidade foram rendidos por integrantes do grupo criminoso, sob a falsa suspeita de integrarem uma facção rival.

As vítimas tiveram seus aparelhos celulares tomados e vasculhados pelos suspeitos, foram amarradas, ameaçadas com faca e submetidas a interrogatórios, permanecendo privadas da liberdade enquanto os criminosos buscavam informações sobre eventual vínculo com organização rival.

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Na sequência, os trabalhadores foram forçados a entrar em um veículo e levados a outro ponto da cidade, onde continuaram sendo interrogados e ameaçados. Ao constatarem que as vítimas não tinham ligação com nenhum grupo rival, os criminosos as libertaram, sob promessa de morte caso denunciassem o caso à polícia.

A mesma investigação também apura outro episódio ocorrido naquela noite, quando duas outras vítimas teriam sido levadas para uma região de mata, onde foram amarradas, interrogadas e agredidas com pedaços de madeira, enquanto integrantes do grupo mantinham contato com outros membros por meio de videochamadas.

Durante as investigações, foram reunidos depoimentos, reconhecimentos, imagens de câmeras de segurança, informações sobre veículos e deslocamentos, além de outros elementos que permitiram avançar na identificação dos envolvidos, sendo representado pelas ordens judiciais contra quatro investigados, apontados como integrantes do grupo envolvido nas ações criminosas.

A investigação prossegue para completa individualização das condutas e apuração da participação de outros integrantes do grupo.

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Bombeiros resgatam três vítimas após sequência de acidentes com caminhões e animal em Poconé

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Colisões ocorreram ao longo do dia no perímetro urbano e em rodovias da região. Todos os feridos foram encaminhados para a UPA

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, nesta quarta-feira (9.9), três pessoas envolvidas em acidente de trânsito com colisão entre veículos e um animal, em Poconé (a 105 km de Cuiabá)

Na primeira ocorrência, a equipe do 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) foi acionada, por volta de 11h46, para a ocorrência de uma colisão entre uma motocicleta e um caminhão, no bairro Jurumirim.

Ao chegar ao endereço, os bombeiros localizaram a vítima, uma mulher de 57 anos. A condutora da motocicleta apresentava lesões no rosto. A equipe realizou o atendimento pré-hospitalar e a encaminhou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

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No período vespertino, por volta de 13h06, os militares foram acionados pelo telefone de emergência 193, para o atendimento de uma colisão envolvendo um veículo Ônix e um caminhão na rodovia MT-060, próximo ao distrito de Cangas.

No local, a equipe realizou o atendimento pré-hospitalar ao condutor do carro, que estava fora do veículo, lúcido e apresentava corte nas mãos. O homem, de 57 anos, também foi encaminhado para a UPA do município.

Na terceira ocorrência, por volta de 18h46, um acidente envolveu a colisão de um carro e uma vaca, na rodovia Adauto Leite, próximo ao Distrito do Chumbo.

Os bombeiros se deslocaram para a região e localizaram o condutor do veículo. A vítima, de 48 anos, estava do lado de fora do veículo de forma lúcida e comunicativa, mas apresentava lesões no rosto sem sangramento.

Os militares realizaram o atendimento pré-hospitalar e encaminharam o homem para a unidade de saúde para avaliação médica.

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Seduc investe R$ 6 milhões em nova escola e evita que alunos viajem 100 km para estudar em MT

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Estado mantém atendimento a 106 estudantes de aldeias em Rondolândia enquanto obras de infraestrutura avançam. Ministério Público acompanha as ações

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) mantém o atendimento aos 106 estudantes da Escola Estadual Indígena de Educação Básica Zarup Wej e da sala anexa da Aldeia Tamali Syn, na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia, enquanto avançam as medidas para melhorar a infraestrutura destinada às duas comunidades. As providências já foram comunicadas ao Ministério Público Federal (MPF).

A nova sede da escola Zarup Wej já está em construção, por meio de convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Rondolândia, com previsão de conclusão para 2027. O projeto prevê seis salas de aula, além de dependências administrativas, com investimento de R$ 6,2 milhões.

Até a conclusão da obra, os 68 estudantes da Zarup Wej continuam sendo atendidos em espaço cedido na Aldeia Zawãxurej. O imóvel passou por melhorias para garantir as atividades escolares durante esse período, com a perfuração de um poço artesiano, a construção de sanitários e adequações na cozinha e no refeitório.

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A direção da escola também foi orientada a encaminhar à Seduc o pedido para construção de salas de aula temporárias de alvenaria, como medida complementar enquanto a nova sede permanece em construção.

Na Aldeia Tamali Syn, outros 38 estudantes do ensino fundamental e médio são atendidos em um espaço compartilhado com a rede municipal. A manutenção das turmas na própria aldeia evita que os estudantes tenham de percorrer cerca de 100 quilômetros até a escola-sede, por estradas de chão e em condições que podem variar conforme o clima. A oferta no local atende a uma solicitação da própria comunidade.

Uma nova escola municipal, construída na Aldeia Tamali Syn, está em fase de acabamento, com entrega prevista para este semestre. Conforme a articulação entre o município e o Estado, o prédio também receberá os estudantes da sala anexa da rede estadual.

A Seduc acompanha a execução das medidas por meio da Diretoria Regional de Educação (DRE) do Polo de Pontes e Lacerda e também mantém o Ministério Público Estadual (MPE) informado sobre as providências adotadas.

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