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Recursos captados por Cédula de Produto Rural tiveram alta de 30% no 2º semestre de 2025

Recursos totais de crédito rural contratados entre julho e dezembro de 2025 tiveram um crescimento de 3%, chegando a R$ 284,08 bilhões, mostra o Boletim de Desempenho do Crédito Rural, divulgado nesta terça-feira (20) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Entretanto, o documento mostra que os recursos efetivamente concedidos registraram queda de 2%, totalizando R$ 270,41 bilhões. Já o desempenho da emissão de Cédula de Produto Rural (CPR) foi positivo, com crescimento de 30% no período.
Por finalidade, o Boletim mostra que os recursos foram dividos da seguinte forma:
- Custeio: R$ 92,47 bilhões (-15%)
- Investimento: R$ 32,63 bilhões (-20%)
- Comercialização: R$ 19,37 bilhões (-3%)
- Industrialização: R$ 17,63 bilhões (+43%)
- CPR: R$ 121,98 bilhões (+30%).
Majoritariamente, os recursos captados via CPR têm como finalidade o custeio da safra. Assim, somando-se o custeio à CPR, verifica-se um volume de recursos para custeio na ordem de R$ 214,45 bilhões, 6% superior em relação à safra 2024/2025.
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Quando se tratam de recursos concedidos, aqueles cujas operações, já contratadas, também já tiveram a liberação na conta do produtor rural, os R$ 270,41 bilhões estiveram dividos assim:
- Custeio: R$ 88,88 bilhões (-18%)
- CPR inclusa: R$ 210,86 bilhões (+4,2%)
- Investimento: R$ 24,09 bilhões (-41%)
- Comercialização: R$ 18,09 bilhões (-9%)
- Industrialização: R$ 17,37 bilhões (+41%)
Programas concedidos e contratados
O Boletim de Desempenho mostra que os principais programas de investimento apresentaram o seguinte desempenho, com destaque para o Programa de Construção de Armazéns (PCA), com desempenho 22% superior ao do período passado:


O documento destaca que o cenário se apresenta mais restritivo, principalmente no que diz respeito aos investimentos. “Pela demanda, os produtores rurais estão focando mais em custeio, principalmente nesse primeiro semestre da safra e, por parte da oferta, os bancos sendo mais cautelosos, onde as taxas de juros, que são balizadas pela Selic (15% a.a.), têm um papel importante nesse comportamento retraído”, destaca o Boletim.
A respeito do total de contratos firmados, houve queda de 25% entre julho e dezembro do ano passado, passando de 407.163 para 304.476 operações. No detalhamento, os contratos do Pronamp somaram 122.769 contratos (- 21%), CPRs 91.535 contratos (- 11%) e os demais 90.172 contratos (- 39%).
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Caruru-gigante: SP publica regras para trânsito de máquinas; confira

Em continuação aos trabalhos de prevenção, controle e erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo publicou nessa semana uma portaria que estabelece regras para o trânsito de máquinas, implementos agrícolas e veículos transportadores.
Segundo a norma, a limpeza técnica passa a ser obrigatória após o uso em campo e antes de qualquer deslocamento entre propriedades, municípios ou estados. Ela envolve, também, a remoção de solo, restos vegetais e sementes que possam estar aderidos aos equipamentos.
O responsável pela limpeza será o proprietário, arrendatário ou responsável legal pelo equipamento. Caso não seja possível identificar o responsável, a obrigação passa ao condutor do veículo transportador.
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Fiscalização será ampliada
A Defesa Agropecuária informou que as ações de fiscalização serão direcionadas principalmente a áreas de produção de soja, milho e algodão. Em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas autuações, além da determinação de retorno do equipamento à origem.
“A partir de agora daremos início aos trabalhos de operação das ações de fiscalização com o intuito de prevenir que novos focos surjam no Estado de São Paulo. Também estão previstas reuniões técnicas com o setor produtivo, com o objetivo de apresentar e discutir a Portaria”, afirmou Marileia Ferreira, chefe do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes, em comunicado.
Regras também valem para transporte de grãos
A norma também estabelece medidas para o transporte de grãos e produtos agrícolas a granel provenientes de áreas com ocorrência da praga. Entre elas estão a limpeza externa dos veículos e a cobertura adequada da carga.
As medidas entram em vigor 15 dias após a publicação da portaria.
Praga considerada quarentenária
O Amaranthus palmeri é classificado como praga quarentenária e possui capacidade de competição com culturas agrícolas. Segundo a Defesa Agropecuária, o plano estadual inclui ações para reduzir a disseminação por meio do trânsito de máquinas, movimentação de solo e transporte de cargas.
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O plano que pode mudar o café no Espírito Santo já está em campo

O Espírito Santo vem ampliando os esforços para consolidar uma cafeicultura mais produtiva, sustentável e competitiva por meio do Projeto de Cafeicultura Sustentável. A iniciativa reúne produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental em uma proposta que busca fortalecer o campo, ampliar a presença dos cafés especiais e estimular práticas mais eficientes nas propriedades rurais.
Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o projeto foi estruturado para posicionar a cafeicultura capixaba em um patamar cada vez mais elevado de sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.
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A proposta oferece assistência técnica e extensão rural a produtores de café arábica e conilon, com atendimento voltado à realidade de cada propriedade. A partir do ingresso no programa, as áreas passam por um diagnóstico técnico baseado em indicadores de sustentabilidade alinhados a protocolos internacionais, o que permite identificar desafios, oportunidades e caminhos para aperfeiçoar o sistema produtivo.
Plano de ação individual para produtores de café
Com base nessa avaliação, é elaborado um plano de ação individualizado, com orientações que envolvem os aspectos ambiental, econômico e social da atividade.
A intenção é promover avanços no manejo da lavoura, elevar os níveis de adequação das propriedades e qualificar etapas decisivas da produção, como a colheita e o pós-colheita.
Outro eixo importante do projeto está na transferência de tecnologias para o campo. Entre as ações desenvolvidas estão unidades demonstrativas voltadas a manejo de irrigação, microterraceamento, jardins clonais, secagem de grãos e processamento de cafés especiais.
A iniciativa também estimula a capacitação contínua dos produtores por meio de dias de campo, cursos, excursões técnicas e eventos voltados à troca de experiências e à disseminação de boas práticas.
Ao unir diagnóstico técnico, acompanhamento em campo e difusão de tecnologias, o projeto reforça o papel estratégico da cafeicultura para a economia rural capixaba.
Presente em grande parte dos municípios do estado, a atividade segue como uma das bases da geração de renda, emprego e desenvolvimento no interior, agora com um olhar ainda mais atento à sustentabilidade e à competitividade.
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Pesquisa transforma ‘água de batata’ em farinha para produção de alimentos

O que a água utilizada no processamento da batata tem a ver com a poluição de rios? A resposta está no amido liberado pelo tubérculo ao entrar em contato com o líquido durante as etapas industriais, segundo informações do Jornal da Unicamp.
Sendo um dos alimentos mais consumidos no mundo, a batata possui uma produção em larga escala que exige volumes massivos de água, gerando um resíduo que pode causar danos ao meio ambiente.
De acordo com Eric Keven Silva, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, o descarte inadequado desse efluente compromete a qualidade dos corpos d’água e dos lençóis freáticos
“Esse material possui uma alta carga orgânica. Quando descartado sem tratamento, ele contribui para a redução do oxigênio na água, causando o desequilíbrio de ecossistemas aquáticos”, explica o docente.
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Alternativa sustentável
Nesse sentido, para enfrentar o problema, pesquisadores da FEA desenvolveram um processo capaz de recuperar o amido presente na chamada “água de batata”, transformando o resíduo em uma farinha rica em fibras.
“O ingrediente pode ser utilizado na produção de pães e bolos ou como espessante natural para molhos, ampliando as possibilidades de uso na indústria”, destaca Gabriela Milanezzi, doutoranda da FEA e responsável pelo estudo.
A proposta central da pesquisa é permitir que as próprias indústrias incorporem o reaproveitamento do resíduo em suas linhas de produção.
A iniciativa não apenas reduz o desperdício de recursos, mas também agrega valor comercial a um material que, anteriormente, a indústria descartaria apenas como efluente.
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