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‘No agro, vamos poder exportar praticamente tudo’, diz Alckmin sobre acordo Mercosul-UE

Em entrevista ao programa ‘Bom dia, Ministro, nesta quinta-feira (9), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia beneficiará muito o setor de agronegócio brasileiro.
O vice-presidente ressaltou que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. No agronegócio, a Europa também ocupa a segunda posição entre os principais destinos das exportações brasileiras.
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“No agro, vamos poder exportar praticamente tudo. A resistência que existia na Europa, especialmente na França, era exatamente pelo receio da competitividade da agropecuária brasileira”, afirmou.
Alckmin destacou que o acordo envolve um mercado de 720 milhões de pessoas e cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB), reunindo os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, e os 27 países da União Europeia, considerados entre os mais ricos do mundo.
“Isso significa comércio. Vamos vender mais para eles e também comprar mais deles. Quem ganha é a sociedade, com produtos mais baratos e de melhor qualidade”, afirmou.
Livre comércio com regras e impacto no emprego
Segundo o ministro, o acordo prevê redução gradual e eliminação de tarifas, dentro de um modelo de livre comércio com regras. Para Alckmin, o comércio exterior é decisivo para a geração de empregos.
“Comércio exterior hoje é emprego na veia. Tem empresas que, se não exportarem, fecham. O mercado interno não é suficiente”, disse, ao citar o exemplo da Embraer, que se consolidou como a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo graças às exportações.
Na avaliação do vice-presidente, o tratado deve fortalecer o agronegócio, a indústria e os serviços, além de estimular investimentos recíprocos, com mais empresas europeias investindo no Brasil e companhias brasileiras ampliando presença na Europa.
Sustentabilidade e mensagem ao mundo
O ministro também destacou que o acordo incorpora compromissos ambientais e reforça a agenda de sustentabilidade, incluindo a redução das emissões de gases de efeito estufa. Segundo ele, o Brasil chega fortalecido ao debate ambiental global, especialmente às vésperas da COP 30, que será realizada no país.
“O Brasil tem compromisso com a preservação da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. O acordo também envia uma mensagem positiva ao mundo, em um momento de instabilidade geopolítica e protecionismo exacerbado”, disse.
Para Alckmin, o tratado entre Mercosul e União Europeia extrapola os interesses regionais e se torna um exemplo global de fortalecimento do multilateralismo, por meio do diálogo e da negociação.
Próximos passos e vigência
O vice-presidente explicou que o acordo já foi aprovado pela maioria dos países europeus — 21 votos favoráveis, com cinco contrários e uma abstenção — e deve ser assinado oficialmente no sábado, no Paraguai, que atualmente exerce a presidência rotativa do Mercosul.
Após a assinatura, o texto ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais, incluindo o Congresso brasileiro. A expectativa do governo é que a internalização ocorra ainda no primeiro semestre, permitindo que o acordo entre em vigor no segundo semestre.
“Hoje, o Brasil representa cerca de 2% do PIB mundial. Isso significa que 98% do mercado está fora do país. Por isso, comércio exterior é fundamental”, afirmou.
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Soja tem dia travado no Brasil com volatilidade externa e poucos negócios

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira (19) de poucos negócios, com movimentações pontuais nos portos, mas sem volumes relevantes. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por volatilidade tanto no câmbio quanto na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios apresentaram pouca variação.
De modo geral, houve pequenos ajustes nas cotações, ao redor de R$ 1 por saca na maior parte das praças, mas sem uma direção definida. O mercado segue com baixa liquidez, já que produtores e tradings permanecem afastados das negociações. O cenário ao longo da semana foi de pouca movimentação, refletindo a cautela dos agentes diante das incertezas externas.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
- Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 107,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela expectativa de maior demanda por matéria-prima para biodiesel, impulsionada pela valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Ataques a instalações de energia aumentaram as preocupações com o fornecimento global, elevando o preço do petróleo Brent acima de US$ 119 por barril.
As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos somaram 298,2 mil toneladas na semana encerrada em 12 de março para a temporada 2025/26, abaixo das expectativas do mercado. A China liderou as compras, com 79,9 mil toneladas. Para 2026/27, foram registradas mais 6,6 mil toneladas.
Contratos futuros de soja
Na CBOT, o contrato maio subiu 0,58%, fechando a US$ 11,68 1/2 por bushel, enquanto o julho avançou 0,57%, a US$ 11,83 1/4. Entre os subprodutos, o farelo teve forte alta de 3,35%, enquanto o óleo recuou levemente.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo do dia.
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Soja avança na colheita no RS, mas quebra de 9,7% reduz potencial produtivo

A colheita da soja no Rio Grande do Sul começa a ganhar ritmo e já alcança 5% da área cultivada, segundo relatório semanal da Emater-RS divulgado nesta quinta-feira (19). A cultura se aproxima do final do ciclo, com predominância das fases de enchimento de grãos (50%) e maturação (37%).
Apesar do avanço nas lavouras, as condições climáticas seguem impactando o desempenho da safra. A irregularidade das chuvas, combinada com temperaturas elevadas, tem provocado grande variabilidade entre áreas, inclusive dentro de uma mesma região.
De acordo com a Emater, as lavouras semeadas no início da janela já estão em fase de maturação fisiológica ou em colheita. Já as áreas plantadas mais tardiamente ainda dependem de melhores condições hídricas para garantir o enchimento adequado dos grãos e a definição da produtividade.
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O estresse térmico e hídrico ao longo do período reprodutivo também acelerou o ciclo das plantas, com antecipação da senescência foliar, o que resultou em perda de potencial produtivo em parte das áreas. A heterogeneidade entre lavouras permanece elevada, refletindo diferenças de manejo, regime de chuvas e época de plantio.
No campo fitossanitário, sojicultores intensificam o controle de doenças e pragas, com destaque para a ferrugem-asiática, especialmente nas áreas ainda em fase de enchimento de grãos.
A estimativa atual aponta produtividade média de 2.871 quilos por hectare, uma queda de 9,7% em relação à projeção inicial da safra. A área cultivada no estado está estimada em 6,62 milhões de hectares.
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Agro mineiro avança com alta de 15,7% nas exportações de ovos

As exportações de ovos de Minas Gerais registraram crescimento de 15,7% no volume embarcado nos dois primeiros meses de 2026, totalizando 1,1 mil toneladas. No mesmo período, a receita avançou 4,4%, somando US$ 1,5 milhão, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda do Chile, responsável por cerca de 70% das compras. A abertura do mercado chileno em 2023, por meio do modelo de pre-listing, contribuiu para facilitar o acesso dos exportadores brasileiros e fortalecer a posição do país como principal destino dos ovos mineiros.
Além do Chile, os embarques também alcançaram mercados como Mauritânia, Serra Leoa, Gâmbia, Cuba, Colômbia, Itália e Japão, reforçando a diversificação geográfica da produção.
De forma geral, Minas Gerais exportou US$ 2,4 bilhões no acumulado de janeiro a fevereiro, com embarque de 1,5 milhão de toneladas. Apesar da queda de 5,2% no valor, houve leve alta de 0,3% no volume, indicando que a retração esteve mais relacionada à queda de preços e mudanças no mix exportador do que à redução física dos embarques.
Outros produtos
No recorte por produtos, o café segue como principal item da pauta, com US$ 1,6 bilhão exportados (-8,8%) e 3,6 milhões de sacas (-28,1%). O setor de carnes (bovina, suína e frango) apresentou desempenho positivo, com receita de US$ 274,7 milhões (+11,4%) e 76,2 mil toneladas (+3%), desempenhando papel relevante na sustentação das exportações.
O segmento sucroalcooleiro somou 535,6 mil toneladas exportadas e US$ 191 milhões em receita, com queda de 3,3% no valor, mas crescimento de 27% no volume. Já o complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 130,3 milhões e 289,5 mil toneladas embarcadas, com altas de 41,7% em valor e 31,2% em volume, acompanhadas pela valorização do preço médio.
Ao todo, 397 produtos agropecuários mineiros foram exportados para 148 países, com destaque para mercados como China, Estados Unidos, Alemanha e Itália, consolidando a diversidade e a capilaridade internacional da pauta exportadora do estado.
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