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MT arrecada R$ 58 bilhões em impostos em um ano; VG fica atrás de Cuiabá e outros dois municípios

Já imaginou ganhar 58 vezes o valor pago na Mega da Virada de 2025? É esse o montante que o Estado de Mato Grosso arrecadou em impostos municipais, estaduais e federais ao longo do ano passado. Foram aproximadamente R$ 58,225 bilhões recolhidos entre janeiro e dezembro, o que representa um crescimento de 9,72% em relação a 2024.
O percentual arrecadado é superior à inflação de 4,26%, medida pelo IPCA em 2025, o que indica um aumento real da arrecadação no estado. O presidente interino da Fecomércio-MT, Marco Pessoz, destacou que o montante recebido demonstra como a economia local segue aquecida, apesar do cenário macroeconômico adverso.
“Em 2025, tivemos um contexto macroeconômico desfavorável, especialmente para parte do setor produtivo, diante de uma taxa de juros mais elevada e, por consequência, do crédito mais caro, o que limita a expansão dos negócios. Ainda assim, o setor produtivo foi capaz de contribuir com o incremento na arrecadação”, explicou.
Arrecadação municipal
Em Cuiabá, o somatório arrecadado de impostos municipais no ano chegou a R$ 1,2 bilhão. Em seguida aparecem Rondonópolis, com R$ 325 milhões; Sinop, com R$ 244 milhões; e Várzea Grande, que alcançou R$ 157 milhões, sendo os principais municípios em arrecadação no estado. Na sequência, figuram Sorriso, com R$ 121 milhões; Lucas do Rio Verde, com R$ 172 milhões; além de Tangará da Serra e Primavera do Leste, ambas com aproximadamente R$ 92 milhões.
Conforme análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o desempenho dessas cidades reflete a concentração da atividade econômica nesses polos, especialmente nos setores de serviços, comércio e agronegócio.
No entanto, Pessoz ressalta que parte desse crescimento também decorre de alterações na carga tributária, o que eleva o custo das atividades econômicas. “Esse movimento reforça o debate sobre a eficiência do gasto público e a percepção de retorno dos serviços prestados à sociedade”, afirmou. Segundo ele, “o avanço da arrecadação não deve ser interpretado automaticamente como aumento do bem-estar econômico”.
Em nível nacional, a arrecadação de 2025 chegou próxima de alcançar os R$ 4 trilhões, valor quase R$ 300 bilhões superior ao registrado no ano anterior. Entre os tributos mais relevantes para esse montante estão o Imposto de Renda, que somou R$ 678 bilhões no ano; a Cofins, com R$ 398 bilhões; e as contribuições previdenciárias, que totalizaram R$ 746 bilhões.
Além desses tributos, o ICMS, arrecadado pelos estados da federação, alcançou R$ 804 bilhões no período. Já entre os impostos de competência municipal, destacam-se o IPTU, com arrecadação de R$ 77 bilhões, e o ISS, que somou R$ 109 bilhões.
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Soja perde fôlego no Brasil com mercado travado e pressão externa

O mercado brasileiro de soja teve uma semana marcada por lentidão nas negociações e recuo nos preços, refletindo um ambiente de baixa liquidez e ausência dos principais agentes. Houve apenas movimentos pontuais, sem volumes expressivos, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.
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De forma geral, o comportamento foi de preços mistos e sem uma direção definida. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings se mantiveram afastados, o que limitou os negócios ao longo da semana. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Preços de soja
Nos principais polos de comercialização, os preços apresentaram leve queda. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), houve baixa mais acentuada, de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Soja em Chicago
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago pressionou as cotações. Os contratos com vencimento em maio acumulam queda de 4,55% na semana, encerrando a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir o maior nível em dois anos na semana anterior, o mercado iniciou o período no limite diário de baixa, movimento que determinou o desempenho semanal negativo.
A desvalorização foi influenciada por fatores geopolíticos. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar o encontro com o presidente da China, Xi Jinping, aumentou a incerteza no mercado. A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, deve ocorrer apenas dentro de 30 a 45 dias.
O adiamento também posterga expectativas de um possível acordo comercial entre os países, incluindo compras de soja americana pela China, fator que vinha sendo monitorado de perto pelos investidores.
Câmbio
No câmbio, o dólar também contribuiu para o enfraquecimento dos preços no Brasil. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,47% na semana, sendo cotada a R$ 5,2387 na manhã de sexta-feira. O movimento reduz a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e reforça o ritmo lento dos negócios.
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Conheça o tamanduá-da-soja, praga que pertence à segunda família mais diversa do mundo

O tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus) é uma das pragas que desafiam o manejo nas lavouras brasileiras, especialmente pela forma como se desenvolve e ataca plantas.
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De acordo com o mestre em zoologia na Univerdade Federal da Paraíba (UFPB) João Paulo Nunes, o animal é pertencente à família Curculionidae a segunda família mais diversa de animais do planeta. “Nela há mais de 50 mil espécies. É um número absurdo, só essa família tem mais espécies do que todas as espécies dos vertebrados juntos” destaca.
A diversidade só é superada pela família dos chamados potós (Paederus), besouros de corpo alongado que, quando esmagados sobre a pele humana, podem causar queimaduras.
O inseto chama atenção pela estrutura alongada na cabeça, o chamado rostro. O termo vem do latim rostrum, que significa “bico” ou “focinho”, característica que inspirou o nome popular, pela semelhança com o tamanduá.
“O tamanduá-da-soja leva esse nome justamente porque ele tem como se fosse um focinho. O besouro tem uma espécie de focinho que se assemelharia ao do tamanduá”, explica Nunes.
Danos causados
O dano causado pelo tamanduá-da-soja ocorre em fases diferentes do ciclo de vida, o que dificulta o controle. Na fase larval, o inseto atua como broca e penetra no caule e se alimenta da parte interna da planta, abrindo galerias que comprometem o desenvolvimento.Já os adultos permanecem na parte aérea, consumindo folhas.
A espécie está presente em praticamente todo o Brasil e também em outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.
Manejo exige antecipação
Para Nunes, o ciclo de vida é um dos pontos-chave para o manejo, entre fevereiro e outubro, as larvas permanecem no solo ou protegidas na planta; já de novembro a janeiro ocorre a fase adulta, quando os insetos ficam na superfície e se alimentam de folhas. Esse comportamento favorece estratégias mais eficientes de controle, principalmente preventivas.
Ele explica que o controle mais eficaz ocorre antes da postura de ovos, já que, depois que as larvas entram no caule, ficam protegidas e menos suscetíveis a aplicação de defensivos e métodos de combate.

O especialista explica que, dentre as principais estratégias de controle estão a rotação de culturas, a eliminação de restos da lavoura anterior, o controle biológico com uso de parasitoides e o uso combinado de diferentes métodos.
A rotação de culturas, além de reduzir a população da praga, também contribui para a saúde do solo, evitando o esgotamento de nutrientes.
Papel no equilíbrio ambiental
Apesar de ser considerada praga agrícola, a espécie faz parte de um grupo essencial para os ecossistemas. Os gorgulhos são majoritariamente fitófagos (se alimentam de plantas) e ajudam a controlar o crescimento da vegetação. Em ambientes naturais, esse papel evita desequilíbrios, como o crescimento excessivo de uma única espécie vegetal.
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Colheita de soja no Brasil atinge 68,8%, aponta consultoria

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 63,8% da área plantada até o dia 20 de março, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado.
O avanço semanal foi significativo em relação ao índice de 55,4% registrado na semana anterior, indicando aceleração dos trabalhos no campo. Ainda assim, o ritmo da colheita segue abaixo do observado em igual período do ano passado, quando 76,6% da área já havia sido colhida.
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Na comparação com a média histórica para o período, de 71,3%, o atraso também fica evidente, reforçando um cenário de colheita mais lenta na atual temporada.
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