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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Quais as principais doenças da soja? Embrapa aponta e dá dicas da atenção ao manejo

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Doença atacou as lavouras, mas, com a safra na reta final, não deve afetar a produtividade da soja (Cláudia Godoy/Embrapa)

As doenças da soja seguem como um dos principais desafios enfrentados pelos produtores brasileiros e exigem atenção constante ao manejo, às condições climáticas e ao histórico das áreas cultivadas. A ocorrência e a severidade variam conforme a região, o clima da safra e as estratégias adotadas no campo, o que reforça a importância do monitoramento e da prevenção para reduzir riscos e perdas de produtividade.

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Entre as doenças que atacam o sistema radicular, a podridão de fitóftora é considerada relevante, especialmente na região Sul do país, embora não tenha ocorrência generalizada. Já a podridão causada por Macrophomina está fortemente associada ao estresse hídrico e pode ocorrer em praticamente todas as regiões produtoras, tornando-se uma preocupação recorrente em safras mais secas.

No caule da planta, o mofo branco se destaca como uma das principais doenças, sendo mais comum em regiões com temperaturas mais amenas. Já entre as doenças foliares, o oídio costuma aparecer com maior intensidade em safras menos chuvosas, enquanto a mancha-alvo é amplamente disseminada nas áreas produtoras.

A ferrugem asiática, por sua vez, está presente em praticamente todas as regiões do país, favorecida por condições de alta umidade. A antracnose também merece atenção, principalmente em áreas com maior volume de chuvas, como o Cerrado.

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A adoção de estratégias preventivas é apontada como fundamental para dar mais segurança ao produtor. Embora não exista um estudo específico que quantifique exatamente os ganhos da prevenção, a experiência no campo mostra que o manejo adequado reduz o risco de perdas produtivas e pode contribuir para a redução de custos ao evitar intervenções tardias. O conhecimento das doenças mais comuns em cada região permite decisões mais assertivas ao longo da safra.

No caso da ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura, o uso de cultivares com genes de resistência é uma ferramenta importante, aliada ao vazio sanitário e ao controle químico. Essas cultivares não são imunes, mas apresentam evolução mais lenta da doença, o que reduz a multiplicação do fungo e amplia a janela para um controle mais eficiente no momento adequado.

O monitoramento da ferrugem também depende da atuação de redes regionais e de parceiros que alimentam os dados do Consórcio Antiferrugem. Estados como o Paraná aparecem com maior número de registros, o que está relacionado não apenas às condições climáticas e à época de semeadura, mas também à maior intensidade de monitoramento e ao número de propriedades acompanhadas. Em outras regiões, especialmente onde a semeadura ocorre mais tarde, os registros tendem a aumentar ao longo de janeiro.

As condições climáticas exercem influência direta sobre a ocorrência das doenças. Umidade e temperatura são fatores determinantes para a germinação e a disseminação dos fungos. Safras mais chuvosas podem favorecer podridões e morte de plântulas, enquanto epidemias de ferrugem estão diretamente ligadas à frequência e à distribuição das chuvas. O oídio apresenta um comportamento distinto, já que excesso de chuva pode reduzir sua severidade ao remover estruturas do fungo presentes na superfície das folhas.

Outro tema que vem chamando a atenção é a chamada “morredeira da soja”. Amostras analisadas até o momento indicam que é pouco provável que todo o problema esteja relacionado a patógenos de solo. Em diversas áreas avaliadas, não foram observados sinais típicos de doenças, como lesões ou podridões, o que indica que outras causas ainda estão sendo investigadas. Estudos adicionais estão em andamento para esclarecer o fenômeno.

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Sustentabilidade

El Niño 2026 deve elevar umidade dos grãos e pressionar safra de inverno no Sul do país – MAIS SOJA

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O retorno do El Niño ao radar climático em 2026 acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro, especialmente para as culturas de inverno no Sul do país. Com até 87% de probabilidade de formação no segundo semestre, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas e aumentar a incidência de umidade durante o período de desenvolvimento e colheita de culturas como trigo, cevada, aveia e canola.

Dados levantados pela MOTOMCO, referência em tecnologia de medição de umidade de grãos no agronegócio brasileiro, já indicam um cenário de atenção para o trigo no Rio Grande do Sul. Com base no histórico de mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), a empresa projeta aumento no teor médio de umidade dos grãos no momento do recebimento da próxima safra, passando de 16,7% para 17,5% — uma elevação estimada de aproximadamente 4,8% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, análises realizadas a partir do comportamento recente das lavouras apontam para uma redução estimada de 17% na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha, reflexo direto das condições climáticas adversas ao longo do ciclo. A produtividade também deve apresentar queda: a média projetada para a próxima safra é de 2.742 kg/ha, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio trazido pelo El Niño não é apenas o excesso de chuva, mas a dificuldade operacional e de tomada de decisão no campo.

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“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele — e isso normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, explica. 

Embora o fenômeno tenha comportamento diferente em cada região do Brasil, o Sul historicamente sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño. Já áreas do Norte e parte do Centro-Oeste podem registrar redução na intensidade das chuvas.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa olhar para o comportamento climático da sua região e monitorar o cenário de forma contínua”, afirma Smolareck.

Excesso de chuva cria dilema entre colher ou perder

No caso dos cereais de inverno, o excesso de umidade durante o ciclo pode comprometer diretamente a qualidade do grão e a eficiência operacional da colheita. “O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, eleva a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais críticas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou panícula”, explica o agrônomo.

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Além dos impactos na qualidade, o excesso de água no solo também reduz a janela operacional de colheita e dificulta a entrada das máquinas nas lavouras. Esse cenário cria um dilema frequente em anos de maior instabilidade climática: colher com umidade acima do ideal ou esperar e correr riscos ainda maiores no campo. Segundo Smolareck, em muitos casos o produtor acaba antecipando a colheita para evitar perdas mais severas causadas pela permanência prolongada da cultura exposta à chuva.  

Exemplo prático de medição realizada em tempo real pelo aparelho de monitoramento Connect, da MOTOMCO. (Foto: MOTOMCO/Divulgação)

Além da lavoura, o impacto também chega ao pós-colheita. Em operações de armazenagem, pequenas variações na medição de umidade podem gerar perdas financeiras relevantes ao longo do ciclo.

Por exemplo, se uma unidade armazenadora opera com um silo de 70.000 mil sacas de trigo e uma medição imprecisa gera desvio de 0,05 % ao longo da operação, a perda pode equivaler a aproximadamente 70.000 sacas. Considerando a saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, esse erro pode representar cerca de R$ 265,440 mil em perda financeira em um único silo.

Por isso, segundo Smolareck, a capacidade de monitorar a umidade em tempo real ganha importância estratégica tanto no campo quanto na armazenagem. “O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Ele entrega o produto e só depois entende o impacto da umidade no valor recebido”, afirma. “Por isso, em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo muitas vezes começa na precisão da medição da umidade”, conclui Smolareck.

Fonte: Assessoria de imprensa MOTOMCO

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.

O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.

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A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.

A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro



FONTE
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Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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