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24 de agosto de 2026

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São Paulo investirá R$ 3,6 mi na contratação de novos profissionais contra o greening

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Foto: divulgação/Prefeitura Municipal de Capão Bonito

A incidência do greening no cinturão citrícola de São Paulo segue elevada: passou de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, com aumento também da severidade média das plantas afetadas, conforme levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

Para ajudar no combate à doença, o governo do estado abriu o Edital Público SAA nº 03/2025, que objetiva contratar 28 novos profissionais que atuarão em conjunto com servidores da Defesa Agropecuária. A estimativa de investimento anual para esta colaboração é de R$ 3,6 milhões.

“Essa é uma medida fundamental para a preservação da cadeia da citricultura em nosso estado. Mais monitoramento é sinônimo de maior segurança e, consequentemente, maior produtividade para os pomares paulistas. São Paulo concentra aproximadamente 80% da produção nacional e gerou quase 50 mil empregos só em 2024”, confirma o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, Alberto Amorim.

A contratação se dará por meio de termo de colaboração com uma Organização da Sociedade Civil (OSC) e terá validade de um ano, podendo ser prorrogado para os anos subsequentes.

Os profissionais atuarão divididos em seis equipes, sendo:

  • Dois engenheiros agrônomos;
  • 24 inspetores de pragas; e
  • Dois auxiliares administrativos.

Cada equipe contará com quatro inspetores de pragas, dois engenheiros agrônomos e dois profissionais da área administrativa. As propostas das OSCs interessadas podem ser apresentadas até 26 de janeiro de 2026.

“Serão profissionais que estarão focados em inspeções de greening, nos ajudando a regionalizar as ações do estado e ter medidas diferentes de acordo com a incidência da doença”, comenta o engenheiro agrônomo e chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal (DSV), Alexandre Paloschi.

As equipes atuarão em regiões que serão definidas, visando os pontos estratégicos de produção do estado de São Paulo a fim de regionalizar todas as áreas produtivas. “Com reforço na fiscalização, pretendemos ter maior sucesso no controle efetivo do psílideo, inseto vetor da doença”, acrescenta o agrônomo.

Combate ao greening

A legislação em vigor estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal contra o HLB/greening, como a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática que representa risco significativo à sanidade dos pomares comerciais.

Em 2025, a DSV fiscalizou 17.549 propriedades, totalizando 60.316 mudas retiradas de circulação.

Em maio de 2025, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento publicou duas resoluções que intensificam as ações de combate à doença:

  • Resolução nº 23/2025 que proíbe o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras da bactéria em todos os imóveis mantidos ou gerenciados pela Secretaria; e
  • Resolução nº 24/2025 que proíbe a produção e plantio de mudas de murta, bem como o comércio, o transporte e a utilização da murta no paisagismo urbano em áreas públicas e privadas em todo o território paulista, exceto para plantas destinadas à pesquisa científica e devidamente cadastradas na Defesa Agropecuária.

Apesar da alta do greening entre 2024 e 2025 em São Paulo, o Fundecitrus destaca que pelo segundo ano consecutivo houve redução da taxa de crescimento da doença, com avanço menor do que em anos anteriores, além de queda expressiva da incidência em pomares mais jovens, indicando maior eficiência das estratégias de controle, erradicação de plantas doentes e manejo preventivo adotadas pelos citricultores paulistas.

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Colheita do algodão chega a quase 70% em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do algodão 2025/26 em Mato Grosso alcançou 69,52% dos 1,375 milhão de hectares cultivados, superando os trabalhos no ciclo passado no mesmo período que se encontravam em 55,52%. A expectativa é que 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço sejam colhidos.

O saldo da colheita consta no relatório divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na última sexta-feira (21). Conforme o levantamento, a média das últimas cinco safras é de 71,98% da área colhida no período analisado.

A região mais adiantada com os trabalhos é a Nordeste com 88,08% da fibra colhida, seguida do Sudeste com 74,58%. No Médio-Norte do estado as máquinas já passaram por 70,81% da área semeada.

As regiões Oeste e Centro-Sul colheram 68,66% e 68,25% de suas respectivas áreas. Já o Noroeste do estado, conforme o Instituto, apenas 55,20% até o momento.


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Novo centro do Senar-SP leva tecnologia e inovação ao campo

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Unidade vai oferecer 24 cursos voltados à inovação aplicada ao setor agropecuário (Reprodução: A força do Agro/TV Oeste)

Cerca de 5 mil pessoas participaram, no último sábado (22), da entrega das obras do Centro de Excelência em Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP), em São Roque (SP). A estrutura foi doada pelo Grupo Pró-Vida e terá capacidade para atender até 4 mil alunos por ano.

A unidade vai oferecer 24 cursos voltados à inovação aplicada ao setor agropecuário, incluindo formação técnica e cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC). Entre as áreas estão inteligência artificial, Big Data, florestas, operação de máquinas agrícolas, drones, agricultura de precisão, informática e artesanato.

O espaço também será sede de um novo centro voltado à bovinocultura de leite, desenvolvido em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A proposta é reunir pesquisa, inovação, fomento e validação de startups para levar novas tecnologias à produção leiteira.

Para o presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, a entrega representa uma oportunidade de formação profissional para milhares de jovens.

“Não é apenas mais uma inauguração. A entrega é da 17ª escola construída e doada desde 1995. São 17 oportunidades multiplicadas em milhares de vidas, transformadas pelo acesso à educação profissional”, afirmou.

Primeira escola voltada ao agro

O diretor do Grupo Pró-Vida, Felipe Salgado, destacou que a unidade de São Roque é a primeira escola do grupo direcionada ao setor agropecuário. Ao todo, a instituição já entregou 16 escolas no Brasil e uma na Argentina, principalmente para formação nas áreas de indústria, comércio e ensino técnico.

Segundo Salgado, o projeto da unidade de São Roque levou cerca de dois anos, desde a solicitação feita pelo Senar-SP até a conclusão e doação da estrutura.

“É mais uma escola que vai levar esperança e oportunidade para outras pessoas, jovens que buscam uma vida melhor e uma educação de qualidade”, disse.

O prédio tem cerca de 10 mil metros quadrados de área construída e conta com 12 salas de aula, auditório para 257 pessoas, refeitório, biblioteca, estúdio, laboratório de informática, laboratório de bioinsumos, quadra poliesportiva e áreas de paisagismo.

A estrutura também foi projetada com acessibilidade em todos os ambientes.

Centro de leite terá pesquisa e startups

O presidente do Instituto CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amilcar Silveira, destacou a estrutura do centro e a presença de espaços como o laboratório de bioinsumos, área que, segundo ele, ganha importância principalmente para pequenos e médios produtores.

Silveira também ressaltou o projeto que será instalado na unidade para atender à pecuária leiteira.

A expectativa é que o novo centro seja um dos principais polos de pesquisa e inovação do país voltados à produção de leite, com desenvolvimento e fomento de startups.

“Será o mais moderno centro de pesquisa do setor no Brasil, com pesquisa e fomento de startups. Será um espaço de inovação e de conhecimento aplicado à produção do leite, levando mais qualidade e economicidade para os produtores, que já sofrem há anos com a diminuição das margens”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa pode contribuir para aumentar a eficiência da atividade e representa um avanço para a pecuária leiteira nacional.

Além dos cursos técnicos e de formação continuada, o Centro de Excelência em Tecnologia terá capacitações relacionadas a máquinas agrícolas, drones, agricultura de precisão, inteligência artificial, Big Data e outras tecnologias aplicadas ao campo.

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Colheita da safrinha de milho chega a 92% no Centro-Sul, diz AgRural

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A colheita da safrinha de milho 2026 alcançou 92% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (20), segundo levantamento da AgRural. O índice representa avanço sobre os 85% registrados uma semana antes, mas segue abaixo dos 98% observados no mesmo período da safrinha 2025. O monitoramento também indica aceleração no plantio do milho verão 2026/27 na região.

De acordo com a AgRural, os trabalhos de colheita já foram concluídos em Mato Grosso e estão muito próximos do fim em Goiás e Minas Gerais. No Paraná, o ritmo melhorou na semana passada, embora a umidade ainda mantenha os trabalhos em velocidade inferior ao normal.

No milho verão, a semeadura atingiu 2% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (20). Na semana anterior, o índice era de 0,3%. No mesmo período do ano passado, o plantio estava em 3,2%.

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A AgRural informou que o plantio ganhou ritmo com os três estados do Sul em atividade. Além do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina também já estão com máquinas em campo.

No Rio Grande do Sul, a umidade ainda limita o avanço da semeadura. Mesmo assim, a entrada de Paraná e Santa Catarina no plantio ampliou o ritmo dos trabalhos no Centro-Sul.

Os dados da AgRural mostram, ao mesmo tempo, o avanço da reta final da colheita da safrinha de milho 2026 e o início mais acelerado do plantio do milho verão 2026/27 no Centro-Sul, com a operação já em andamento nos três estados do Sul.

Fonte: Estadão Conteúdo

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