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24 de agosto de 2026

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Vereador Daniel Monteiro volta a advogar e consegue absolvição de trabalhador que matou fazendeiro

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Defesa sustentou que trabalhador braçal e analfabeto agiu em legítima defesa após ser agredido e ameaçado com uma faca em Chapada dos Guimarães

O vereador por Cuiabá e advogado Daniel Monteiro (Republicanos) voltou a atuar na advocacia e conseguiu a absolvição, no Tribunal do Júri, de um trabalhador braçal e analfabeto acusado de matar um fazendeiro em Chapada dos Guimarães. A defesa sustentou que o réu agiu em legítima defesa. Em caso de condenação, segundo Monteiro, ele poderia pegar de 6 a 20 anos de prisão.

O réu, Florentino, conhecido como Sassá, havia trabalhado por aproximadamente 40 dias para a vítima, identificada como Celso. Conforme a versão apresentada pela defesa, durante o período de trabalho, Sassá teria sofrido uma série de abusos, passado fome e não recebido o salário que havia sido combinado.

“Ele trabalhou lá cerca de um mês e dez dias, mais ou menos 40 dias, passou fome e não recebeu nenhum centavo do salário combinado. Chegou a pedir comida para os vizinhos”, relatou Daniel Monteiro.

De acordo com o advogado, o episódio que terminou na morte do fazendeiro ocorreu no dia em que Sassá deixaria o local levando seus pertences. Durante o transporte da mudança, um botijão de gás caiu da caminhonete. O trabalhador teria colocado o botijão sobre a própria motocicleta e seguido até sua residência, chegando depois do veículo que transportava a mudança.

Segundo a defesa, ao chegar ao destino, Sassá teria sido questionado pelo patrão pela demora e, na sequência, agredido com um soco e um empurrão.

Monteiro afirmou ainda que, durante o confronto, Celso teria ido buscar uma faca que mantinha na caminhonete. Sassá, então, procurou entre seus pertences algum objeto para se defender e encontrou uma faca de cozinha.

“Ele pegou a faca para se defender, segurou a faca do agressor com a mão esquerda, chegando a quebrá-la, e reagiu com a faca que havia encontrado entre seus pertences. A vítima acabou morrendo, mas ele agiu em legítima defesa”, afirmou Daniel Monteiro.

A tese de legítima defesa apresentada pelo advogado foi acolhida pelos jurados, e Sassá foi absolvido no Tribunal do Júri.

Com a decisão, o trabalhador ficou livre de uma possível condenação de aproximadamente 20 anos de prisão. Para a defesa, o resultado reconheceu que Sassá reagiu diante de uma situação em que sua própria integridade estava ameaçada.

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Pivetta lidera entre homens e Wellington fica à frente entre mulheres em MT

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Pivetta tem 44,8% entre eleitores masculinos; WF alcança 37,8% no eleitorado feminino

Pesquisa do Instituto Paraná divulgada nesta segunda-feira (24) mostra uma diferença no comportamento do eleitorado masculino e feminino na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Entre os homens, Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 44,8%, contra 32% de Wellington Fagundes (PL), uma diferença de 12,8 pontos. Já entre as mulheres, Wellington tem 37,8% e Pivetta, 33,4%, resultado que configura empate técnico.

No cenário geral, Pivetta registra 39% das intenções de voto, enquanto Wellington aparece com 35%. Doutora Natasha (PSD) tem 8,7%.

O levantamento ouviu 1.504 eleitores em 56 municípios entre os dias 21 e 23 de agosto. A margem de erro geral é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número MT-02157/2026.

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Casal é preso após matar homem a facadas e ferir esposa da vítima com garrafada em Campo Novo do Parecis

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Noite de terror aconteceu na madrugada desta segunda-feira (24) no bairro Jardim das Palmeiras. Vítima de 35 anos chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu

Policiais militares do 7º Comando Regional prenderam, na madrugada desta segunda-feira (24.8), um homem e uma mulher suspeitos por homicídio e lesão corporal contra um casal, no município de Campo Novo do Parecis. Um homem, morreu, após ser esfaqueado e uma mulher foi agredida com uma garrafa de vidro.

As equipes da 16ª Companhia Independente receberam informações sobre uma briga em um bar, no bairro Jardim das Palmeiras, onde o suspeito esfaqueou um homem, de 35 anos.

Durante o desentendimento, a esposa da vítima, de 42 anos, foi agredida por uma mulher com uma garrafa de vidro, causando um hematoma na região da face. O homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até uma unidade de saúde, no entanto, não resistiu ao ferimento e veio à óbito.

Os policiais militares localizaram e abordaram os suspeitos, sendo um homem, de 23 anos e uma mulher, de 26. As equipes apreenderam uma porção de substância análoga à maconha. Os envolvidos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Com Assessoria 

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Mato Grosso soma 1,3 mil registros de desaparecimento em sete meses

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Mato Grosso registrou 1.310 desaparecimentos entre janeiro e julho deste ano, o equivalente a uma média de seis casos por dia. Desse total, 685 pessoas foram localizadas e outras 625, ou 47%, ainda aparecem sem paradeiro conhecido no Painel de Dados de Pessoas Desaparecidas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Os próprios números, porém, podem não retratar com precisão a situação. A falta de atualização dos registros após o retorno de pessoas consideradas desaparecidas compromete a confiabilidade das estatísticas.

No período, 867 desaparecidos eram homens e 443 mulheres. A maioria, 895, tinha mais de 18 anos, enquanto 405 tinham entre 0 e 17 anos. Outros 10 registros não informavam a idade.

A região metropolitana concentra o maior número de ocorrências. Cuiabá contabilizou 266 casos e Várzea Grande, 124, totalizando 390. Na sequência aparecem Sinop, com 127 registros; Rondonópolis, com 72; Nova Mutum, 66; Pontes e Lacerda, 49; Tangará da Serra, 45; Primavera do Leste, 44; Cáceres, 41; Juína, 39; e Água Boa, 34.

Drogas contribuíram para maioria dos desaparecimentos

Em situações envolvendo pessoas ligadas ao crime ou usuárias de drogas, também existe a possibilidade de homicídio cometido por facções. Nesses casos, a polícia acompanha denúncias e informações sobre localização de corpos ou ossadas.

No cenário nacional, o Anuário da Segurança Pública aponta crescimento dos registros. O Brasil contabilizou 84.269 desaparecimentos em 2025, alta de 3,6% em relação aos 81.040 casos de 2024. Em Mato Grosso, houve movimento contrário: os registros caíram 8,4%, de 2.271 para 2.112 no mesmo período.

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