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24 de agosto de 2026

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Colheita da safrinha de milho chega a 92% no Centro-Sul, diz AgRural

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A colheita da safrinha de milho 2026 alcançou 92% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (20), segundo levantamento da AgRural. O índice representa avanço sobre os 85% registrados uma semana antes, mas segue abaixo dos 98% observados no mesmo período da safrinha 2025. O monitoramento também indica aceleração no plantio do milho verão 2026/27 na região.

De acordo com a AgRural, os trabalhos de colheita já foram concluídos em Mato Grosso e estão muito próximos do fim em Goiás e Minas Gerais. No Paraná, o ritmo melhorou na semana passada, embora a umidade ainda mantenha os trabalhos em velocidade inferior ao normal.

No milho verão, a semeadura atingiu 2% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (20). Na semana anterior, o índice era de 0,3%. No mesmo período do ano passado, o plantio estava em 3,2%.

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A AgRural informou que o plantio ganhou ritmo com os três estados do Sul em atividade. Além do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina também já estão com máquinas em campo.

No Rio Grande do Sul, a umidade ainda limita o avanço da semeadura. Mesmo assim, a entrada de Paraná e Santa Catarina no plantio ampliou o ritmo dos trabalhos no Centro-Sul.

Os dados da AgRural mostram, ao mesmo tempo, o avanço da reta final da colheita da safrinha de milho 2026 e o início mais acelerado do plantio do milho verão 2026/27 no Centro-Sul, com a operação já em andamento nos três estados do Sul.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita do algodão chega a quase 70% em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do algodão 2025/26 em Mato Grosso alcançou 69,52% dos 1,375 milhão de hectares cultivados, superando os trabalhos no ciclo passado no mesmo período que se encontravam em 55,52%. A expectativa é que 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço sejam colhidos.

O saldo da colheita consta no relatório divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na última sexta-feira (21). Conforme o levantamento, a média das últimas cinco safras é de 71,98% da área colhida no período analisado.

A região mais adiantada com os trabalhos é a Nordeste com 88,08% da fibra colhida, seguida do Sudeste com 74,58%. No Médio-Norte do estado as máquinas já passaram por 70,81% da área semeada.

As regiões Oeste e Centro-Sul colheram 68,66% e 68,25% de suas respectivas áreas. Já o Noroeste do estado, conforme o Instituto, apenas 55,20% até o momento.


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Novo centro do Senar-SP leva tecnologia e inovação ao campo

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Unidade vai oferecer 24 cursos voltados à inovação aplicada ao setor agropecuário (Reprodução: A força do Agro/TV Oeste)

Cerca de 5 mil pessoas participaram, no último sábado (22), da entrega das obras do Centro de Excelência em Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP), em São Roque (SP). A estrutura foi doada pelo Grupo Pró-Vida e terá capacidade para atender até 4 mil alunos por ano.

A unidade vai oferecer 24 cursos voltados à inovação aplicada ao setor agropecuário, incluindo formação técnica e cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC). Entre as áreas estão inteligência artificial, Big Data, florestas, operação de máquinas agrícolas, drones, agricultura de precisão, informática e artesanato.

O espaço também será sede de um novo centro voltado à bovinocultura de leite, desenvolvido em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A proposta é reunir pesquisa, inovação, fomento e validação de startups para levar novas tecnologias à produção leiteira.

Para o presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, a entrega representa uma oportunidade de formação profissional para milhares de jovens.

“Não é apenas mais uma inauguração. A entrega é da 17ª escola construída e doada desde 1995. São 17 oportunidades multiplicadas em milhares de vidas, transformadas pelo acesso à educação profissional”, afirmou.

Primeira escola voltada ao agro

O diretor do Grupo Pró-Vida, Felipe Salgado, destacou que a unidade de São Roque é a primeira escola do grupo direcionada ao setor agropecuário. Ao todo, a instituição já entregou 16 escolas no Brasil e uma na Argentina, principalmente para formação nas áreas de indústria, comércio e ensino técnico.

Segundo Salgado, o projeto da unidade de São Roque levou cerca de dois anos, desde a solicitação feita pelo Senar-SP até a conclusão e doação da estrutura.

“É mais uma escola que vai levar esperança e oportunidade para outras pessoas, jovens que buscam uma vida melhor e uma educação de qualidade”, disse.

O prédio tem cerca de 10 mil metros quadrados de área construída e conta com 12 salas de aula, auditório para 257 pessoas, refeitório, biblioteca, estúdio, laboratório de informática, laboratório de bioinsumos, quadra poliesportiva e áreas de paisagismo.

A estrutura também foi projetada com acessibilidade em todos os ambientes.

Centro de leite terá pesquisa e startups

O presidente do Instituto CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amilcar Silveira, destacou a estrutura do centro e a presença de espaços como o laboratório de bioinsumos, área que, segundo ele, ganha importância principalmente para pequenos e médios produtores.

Silveira também ressaltou o projeto que será instalado na unidade para atender à pecuária leiteira.

A expectativa é que o novo centro seja um dos principais polos de pesquisa e inovação do país voltados à produção de leite, com desenvolvimento e fomento de startups.

“Será o mais moderno centro de pesquisa do setor no Brasil, com pesquisa e fomento de startups. Será um espaço de inovação e de conhecimento aplicado à produção do leite, levando mais qualidade e economicidade para os produtores, que já sofrem há anos com a diminuição das margens”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa pode contribuir para aumentar a eficiência da atividade e representa um avanço para a pecuária leiteira nacional.

Além dos cursos técnicos e de formação continuada, o Centro de Excelência em Tecnologia terá capacitações relacionadas a máquinas agrícolas, drones, agricultura de precisão, inteligência artificial, Big Data e outras tecnologias aplicadas ao campo.

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Pro Farmer estima safra menor de milho e maior de soja nos EUA ante o USDA

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As estimativas da Pro Farmer para a safra 2026/27 dos Estados Unidos indicaram produção de milho abaixo da projeção mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e safra de soja acima do número oficial. Os dados foram divulgados após o fechamento dos mercados de grãos na Bolsa de Chicago (CBOT) na sexta-feira (21), com base na Pro Farmer Crop Tour realizada em sete Estados do Meio-Oeste nesta semana.

Para o milho, a Pro Farmer projetou colheita de 15,344 bilhões de bushels, equivalentes a 389,74 milhões de toneladas, com produtividade média de 173,2 bushels por acre, ou 10,872 toneladas por hectare. No começo do mês, o USDA estimou a safra em 16,013 bilhões de bushels, ou 406,73 milhões de toneladas, com rendimento de 180,7 bushels por acre, equivalente a 11,342 toneladas por hectare.

Na soja, a consultoria estimou produção de 4,572 bilhões de bushels, ou 124,44 milhões de toneladas, com rendimento recorde de 53,3 bushels por acre, equivalente a 3,585 toneladas por hectare. A projeção mais recente do USDA aponta 4,519 bilhões de bushels, ou 123 milhões de toneladas, com produtividade de 52,7 bushels por acre, ou 3,544 toneladas por hectare.

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Segundo a Pro Farmer, as estimativas consideram dados coletados em campo durante a expedição, além da maturidade das culturas, ajustes de área, regiões fora da rota do tour e análises históricas. O líder da parte leste da expedição, Lane Akre, atribuiu a diferença em relação ao USDA, no caso do milho, à qualidade dos dados obtidos em campo. Ele afirmou que a contagem de espigas e a medição dos grãos mostraram lavouras abaixo do nível esperado.

Akre disse ainda que o relatório de oferta e demanda de setembro do USDA deve trazer ajustes para baixo nas estimativas de rendimento do milho, em função dos impactos do estresse climático. Na rota oeste, Chip Flory e Emily Carolan relataram que uma onda de frio após a emergência do milho, seguida por um mês de junho extremamente chuvoso, prejudicou o desenvolvimento da safra.

Para a soja, Flory avaliou que o quadro é diferente. Segundo ele, as lavouras ainda contam com umidade suficiente para completar o desenvolvimento e apresentam quantidade adequada de vagens.

O levantamento da Pro Farmer reforçou um contraste entre as duas culturas nos Estados Unidos: milho com projeção inferior à do USDA e soja com estimativa acima da agência, após a avaliação de lavouras em sete Estados do Meio-Oeste.

Fonte: Estadão Conteúdo

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