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24 de agosto de 2026

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Atualização de cadastro da palma de óleo deve ser realizada até 31 de janeiro

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Foto: divulgação/Adepará

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) informa aos produtores que, desde 1º de janeiro, é obrigatório o cadastro das unidades produtivas de palma de óleo no estado.

A atualização dos dados referentes à safra de dendê de 2026 deve ser realizada até 31 de janeiro de 2026 em todas as unidades da Adepará.

Para realizar a atualização do cadastro, o produtor deve comparecer a uma Unidade Local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) ou a um escritório da agência no município onde a propriedade rural está localizada.

Documentos necessários

No atendimento, é necessário apresentar cópias dos seguintes documentos:

  • Pessoa Física: RG e CPF;
  • Pessoa Jurídica: CNPJ e Contrato Social;
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Comprovante de uso, posse ou propriedade da terra;
  • Número de telefone e e-mail válidos.

A atualização cadastral só será válida mediante a entrega das cópias completas dos documentos solicitados e a assinatura do produtor no formulário de atualização.

Não realização do cadastro

Produtores que não realizarem a atualização cadastral estarão impossibilitados de emitir a Guia de Trânsito Vegetal (GTV), o que significa que não poderão transitar com seus produtos até regularizarem a situação junto à Adepará. 

A medida visa garantir o controle da movimentação do dendê dentro do estado, assegurando que a cadeia produtiva continue operando dentro dos parâmetros legais e sanitários.

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Pro Farmer estima safra menor de milho e maior de soja nos EUA ante o USDA

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As estimativas da Pro Farmer para a safra 2026/27 dos Estados Unidos indicaram produção de milho abaixo da projeção mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e safra de soja acima do número oficial. Os dados foram divulgados após o fechamento dos mercados de grãos na Bolsa de Chicago (CBOT) na sexta-feira (21), com base na Pro Farmer Crop Tour realizada em sete Estados do Meio-Oeste nesta semana.

Para o milho, a Pro Farmer projetou colheita de 15,344 bilhões de bushels, equivalentes a 389,74 milhões de toneladas, com produtividade média de 173,2 bushels por acre, ou 10,872 toneladas por hectare. No começo do mês, o USDA estimou a safra em 16,013 bilhões de bushels, ou 406,73 milhões de toneladas, com rendimento de 180,7 bushels por acre, equivalente a 11,342 toneladas por hectare.

Na soja, a consultoria estimou produção de 4,572 bilhões de bushels, ou 124,44 milhões de toneladas, com rendimento recorde de 53,3 bushels por acre, equivalente a 3,585 toneladas por hectare. A projeção mais recente do USDA aponta 4,519 bilhões de bushels, ou 123 milhões de toneladas, com produtividade de 52,7 bushels por acre, ou 3,544 toneladas por hectare.

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Segundo a Pro Farmer, as estimativas consideram dados coletados em campo durante a expedição, além da maturidade das culturas, ajustes de área, regiões fora da rota do tour e análises históricas. O líder da parte leste da expedição, Lane Akre, atribuiu a diferença em relação ao USDA, no caso do milho, à qualidade dos dados obtidos em campo. Ele afirmou que a contagem de espigas e a medição dos grãos mostraram lavouras abaixo do nível esperado.

Akre disse ainda que o relatório de oferta e demanda de setembro do USDA deve trazer ajustes para baixo nas estimativas de rendimento do milho, em função dos impactos do estresse climático. Na rota oeste, Chip Flory e Emily Carolan relataram que uma onda de frio após a emergência do milho, seguida por um mês de junho extremamente chuvoso, prejudicou o desenvolvimento da safra.

Para a soja, Flory avaliou que o quadro é diferente. Segundo ele, as lavouras ainda contam com umidade suficiente para completar o desenvolvimento e apresentam quantidade adequada de vagens.

O levantamento da Pro Farmer reforçou um contraste entre as duas culturas nos Estados Unidos: milho com projeção inferior à do USDA e soja com estimativa acima da agência, após a avaliação de lavouras em sete Estados do Meio-Oeste.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Algodão brasileiro mira novos mercados e tecnologias em congresso nacional

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O algodão brasileiro entra em uma fase em que produzir mais já não é suficiente para garantir espaço no mercado internacional. A expansão das exportações aumenta a pressão por qualidade, rastreabilidade, eficiência e sustentabilidade, enquanto produtores também precisam lidar com problemas de clima, pragas e doenças nas lavouras.

É nesse cenário que o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) será realizado de 22 a 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG). O encontro deve reunir produtores, pesquisadores, consultores, técnicos e empresas para discutir questões que vão do manejo no campo às exigências dos compradores da fibra brasileira.

Entre os assuntos previstos estão fisiologia do algodoeiro, resiliência produtiva, desafios climáticos, manejo do bicudo-do-algodoeiro e de outras pragas e doenças, além de nematologia, matologia e destruição de soqueira. Agricultura digital, melhoramento vegetal e biotecnologia também entram na programação.

A agenda inclui ainda discussões sobre colheita, beneficiamento e qualidade da fibra e do caroço. A ideia é aproximar essas questões das decisões tomadas dentro das propriedades e das demandas que chegam à cadeia depois da produção.

O congresso, segundo Marcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), acompanha as transformações da cotonicultura e os temas que passam a interferir diretamente na atividade. Ele frisa que a discussão envolve desde ciência e tecnologia até sustentabilidade, qualidade, rastreabilidade e mercado.

“O CBA é um espaço que traduz a evolução da cotonicultura brasileira. Ao longo das edições, o congresso vem acompanhando as transformações do setor e trazendo para o debate temas que impactam diretamente a produção, desde ciência e tecnologia até sustentabilidade, qualidade, rastreabilidade e mercado”.

Pressão por produtividade muda perfil dos desafios

O aumento da participação brasileira no mercado mundial coloca a cotonicultura diante de uma combinação de desafios. A escala de produção precisa caminhar junto com padrões de qualidade capazes de atender diferentes mercados consumidores.

A origem do algodão e as condições em que ele foi produzido também ganham relevância. Rastreabilidade e transparência passam a fazer parte das exigências de uma cadeia que pretende ampliar sua presença internacional.

Ao mesmo tempo, questões que afetam diretamente a lavoura continuam determinantes para o resultado. Clima, ocorrência de pragas e doenças e eficiência no manejo podem comprometer produtividade e qualidade quando não são acompanhados de forma adequada.

Portocarrero avalia que o momento exige novos avanços do setor, justamente porque o Brasil conquistou uma posição de destaque no mercado mundial. “Estamos vivendo uma nova etapa da cotonicultura brasileira. O Brasil conquistou uma posição de destaque no mercado mundial e isso nos coloca diante de uma responsabilidade ainda maior: continuar avançando em produtividade, qualidade, sustentabilidade, inovação e transparência”.

Ele acrescenta que o evento busca justamente criar um ambiente para discutir esses caminhos com diferentes participantes da cadeia. “O Congresso é justamente o ambiente para essa construção coletiva, porque reúne os diferentes elos da cadeia e permite que conhecimento e experiência se transformem em decisões e soluções concretas para o campo”.

Ciência busca respostas para problemas do campo

A programação científica terá 12 horas de palestras, divididas em duas plenárias. Os conteúdos foram organizados para tratar de diferentes etapas da produção e aprofundar temas que impactam o desempenho da cultura.

A fisiologia do algodoeiro e a capacidade de manter a produtividade em condições adversas estarão entre as discussões. O manejo fitossanitário também terá espaço, com abordagens sobre bicudo, fitopatologia, nematologia e matologia.

Outro eixo envolve as etapas posteriores à colheita. Beneficiamento e qualidade da fibra e do caroço entram nas discussões ao lado de temas como melhoramento vegetal e biotecnologia.

A programação terá ainda as Plenárias Conexões, que ampliam o debate para mercado, estratégia, liderança, sustentabilidade e perspectivas para a cadeia. A intenção é relacionar os avanços técnicos às mudanças que ocorrem fora da propriedade.

Tecnologia ganha espaço na tomada de decisão

Agricultura digital, biotecnologia e melhoramento vegetal estão entre as ferramentas que vêm ampliando as possibilidades de manejo e produção. No congresso, esses assuntos serão discutidos junto a questões práticas enfrentadas pelos produtores.

Quatro Hubs Técnicos vão concentrar parte dos debates específicos. Workshops e minicursos também fazem parte da programação, com espaço para aprofundamento de conteúdos e troca de experiências.

A área de exposição reunirá empresas ligadas à cadeia do algodão e apresentará tecnologias, produtos e serviços utilizados na produção e no beneficiamento. O espaço deve aproximar as soluções disponíveis das demandas apresentadas pelos profissionais do setor.

Para Portocarrero, a próxima etapa da cotonicultura também depende da cooperação entre os diferentes elos da cadeia. “O algodão brasileiro tem uma história de evolução baseada em tecnologia, profissionalização e capacidade de adaptação”.

Na avaliação do diretor executivo da Abrapa, o próximo passo é manter a evolução da produção brasileira acompanhada de qualidade e responsabilidade.

Essa construção, acrescenta, depende da participação dos diferentes segmentos envolvidos na atividade. “Essa jornada exige diálogo e cooperação entre produtores, ciência, empresas e instituições, e o CBA é um dos principais espaços para essa construção”.

Encontro reúne cadeia em momento de expansão

O 15º Congresso Brasileiro do Algodão terá como tema “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. A edição será realizada no Expominas, em Belo Horizonte.

O congresso anterior ocorreu em Fortaleza e reuniu mais de 4,2 mil participantes de 20 países e 25 estados. Foram 114 palestrantes, 62 patrocinadores, 19 hubs temáticos e 288 trabalhos científicos.

Para esta edição, a expectativa informada pela organização é reunir cerca de 2.500 participantes. Produtores, pesquisadores, consultores, técnicos, empresas e outros profissionais devem participar das atividades.

A programação coloca em discussão os fatores que podem determinar a próxima etapa da cotonicultura brasileira: capacidade de produzir com eficiência, manter a qualidade da fibra, incorporar tecnologia e atender a mercados cada vez mais exigentes.


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Milho ganha força com menor oferta vendedora e cenário externo, aponta Cepea

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

O milho segue em alta no mercado brasileiro, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra. De acordo com o Cepea, o movimento é sustentado tanto pelo cenário internacional quanto pelas preocupações relacionadas à oferta do cereal nos próximos meses.

Nesse ambiente, produtores diminuíram o interesse em negociar volumes no mercado spot, para entrega futura e também destinados à exportação. No mercado internacional, expectativas de redução na produtividade das lavouras dos Estados Unidos impulsionaram as cotações, diante da possibilidade de menor oferta global.

As perspectivas menos favoráveis para a produção na União Europeia e as incertezas relacionadas ao conflito no Mar Negro também contribuem para dar suporte aos preços futuros do milho.

Segundo pesquisadores do Cepea, a cautela dos vendedores está relacionada às preocupações com a disponibilidade do cereal nas próximas semanas e à expectativa de novas altas. Com isso, os produtores têm restringido o volume colocado à venda.

Do lado comprador, há necessidade de elevar os valores oferecidos para garantir novas cargas e recompor os estoques.

Fechamento

O Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa, referente à praça de Campinas (SP), fechou a sexta-feira (21) em R$ 67,90 por saca de 60 quilos, com alta de 0,24% no dia.

No acumulado de agosto, a valorização chega a 4,06%. Em dólar, o indicador ficou em US$ 13,20 por saca.

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