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20 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Agro digital ganha espaço com drones, IA e máquinas conectadas

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Apesar da Telemática não ser uma nova tecnologia, ainda apresenta inúmeros de desafios para o agricultor que opta por investir e se beneficiar de sistema. Atualmente, os maiores latifundiários estão mais dispostos a fazer esse investimento, enquanto os menores produtores tendem a ser um pouco mais lento em adotar esta tecnologia, pelo menos até que compreendam seus benefícios.

Com o desenvolvimento contínuo da tecnologia, tornando-a uma ferramenta cada vez mais popular e acessível o setor agropecuário vem rapidamente se munindo com o crescimento de mais empresas que buscam oferecer soluções neste ramo, como é o exemplo da John Deere e da Trimble, que competem neste mercado.

Desafios como aumentar a área de cobertura de sinal, as velocidades de upload e ao nível de segurança necessário para proteger informações devem ser transpostos para que conectividade permita que toda a tecnologia, que vem sendo desenvolvida, possa ser utilizada em sua plenitude.

As tecnologias digitais não só aumentam a eficiência na Agropecuária, como permitem a gestão ambiental e animal de forma sustentável, mas também como estão se tornando muito rápido um requisito para os produtores que fiquem mais competitivos no mercado.

Agricultura digital

De acordo com um estudo elaborado pela United Nations Global Compact e a PA Consulting Group, a agricultura digital é o uso de tecnologias novas e avançadas, integradas em um único sistema, para permitir que os agricultores e outras partes interessadas dentro da cadeia de valor agrícola melhorem a produção de alimentos.

A maioria dos agricultores de hoje tomam decisões como a quantidade de fertilizantes a aplicar com base em uma combinação de medições ásperas, experiência e recomendações. Uma vez que um curso de ação é decidido, é implementado, mas os resultados não são normalmente vistos até o tempo de colheita.

Em contrapartida, um sistema de agricultura digital reúne dados com mais frequência e precisão, muitas vezes combinados com fontes externas (como informações meteorológicas). Os dados combinados resultantes são analisados e interpretados para que o agricultor possa tomar decisões mais informadas e apropriadas.

A agricultura digital tem o potencial de transformar a forma como produzimos a comida do mundo, mas a abordagem ainda é muito nova, os custos são elevados.  As tecnologias utilizadas incluem sensores, redes de comunicação, sistemas de aviação não tripulados, inteligência artificial, robótica e outras máquinas avançadas e muitas vezes se baseia nos princípios da Internet das coisas. Este sistema integrado oferece novos insights que melhoram a capacidade de tomar decisões e subsequentemente implementá-las. O tamanho do mercado de agricultura digital estimado em 2021 é de US$15 bilhões.

Drones

Nosso maior obstáculo é a grande extensão de terras cultivadas e a baixa eficiência em seu monitoramento. Mas os drones – o mercado dispõe de uma grande variedade opções a um custo muito mais acessível – podem ser utilizados para auxiliar neste sentido em todas as etapas do sistema produtivo, desde a análise e preparo do solo, plantio, pulverização e colheita, qualquer hora do dia.

Depois do plantio, o principal objetivo do agricultor é garantir a sanidade da plantação e para isso o monitoramento é imprescindível. Um dos desenvolvimentos mais recentes ajuda a avaliar a “saúde” da planta, pois é capaz de localizar focos de pragas e doenças na plantação por meio do uso sensores de “luz visível” e infravermelho que possibilitam identificar a diferente refletância das plantas com relação a “luz verde” e NIR de forma comparada com as demais. Especialistas comentam que a pulverização via drones pode ser quatro a cinco vezes mais rápida do que com as máquinas tradicionais (pulverizadores auto propelidos).

Com todas as aplicações é possível afirmar que esta tecnologia já está levando a Agricultura para um novo patamar de alta tecnologia, permitindo que decisões sejam tomadas em tempo real. Isto posto, uma das principais preocupações não é a velocidade de voo do drone ou sua flexibilidade, mas o tipo e a qualidade dos dados que pode fornecer.

Por fim, segundo o último estudo realizado pela PwC, sobre as aplicações comerciais desta tecnologia, o mercado global de serviços e negócios usando drones é avaliado em mais de US$127 bilhões (inclui negócios atuais e as atividades que podem ser substituídas em um futuro muito próximo), US$ 32.4 bi em Agricultura (análise de solo e drenagem, monitoramento das culturas) e US$ 13.0 bi em Transportes (entrega de mercadorias).

Veículos autônomos

Nos anos 80, com o início da Agricultura de Precisão, o conceito de tratores autônomos já começou a ser tratado com propósito de aumentar a eficiência do sistema produtivo e reduzir custos no campo. Infelizmente, estes veículos ainda não têm liberação de uso comercial em muitos países, o que não impede que os fabricantes continuem a desenvolver estas novas tecnologias.

Muitos dos sensores e sistemas de controle que as máquinas e equipamentos agrícolas autônomos incorporaram já são utilizados pelos carros autônomos. Grande parte dos tratores vendidos nos EUA, Europa e parte do Brasil já incluem sistemas de direcionamento via GPS que conferem aos fazendeiros a oportunidade de colocar esta tecnologia para trabalhar ao seu favor.

A precisão e qualidade do plantio, sensores que coletam dados do solo, planta, condições climáticas e a melhoria do trabalho durante a noite são alguns dos vários benefícios que, em um conjunto, reduzem a carga de trabalho e esforço dos operadores, auxiliando na condução e controle várias tarefas dentro do sistema produtivo agrícola.

As tecnologias para viabilizar os tratores totalmente autónomos já estão disponíveis, mas qual o entrave para o lançamento comercial destas soluções? Uma das principais preocupações é o quanto se confia nesta solução, pois até o momento não existem normas nem legislações definidas que protejam o usuário contra eventuais acidentes. Por hora, veículos autônomos ainda precisam de seres humanos para monitorar sua velocidade e desempenho.  Em breve, as inovações dos equipamentos agrícolas irão permitir o controle remoto completo destas operações, resultando num aumento importante da produtividade dos produtores em operações agrícolas em grande escala.

Machine learning

O aprendizado de máquinas para a agricultura usa algoritmos para analisar dados, aprendem a fazer determinações sem a intervenção humana. Estes algoritmos são alimentados com décadas de dados de campo, informações climatológicas, produtividade etc – muito mais do que qualquer ser humano pode analisar – e a partir disso criar um modelo de probabilidade.

O rápido diagnostico de pragas e doenças pode ser o fator de sucesso no seu controle. Tradicionalmente a identificação das doenças era realizada de forma visual, processo ineficiente com chances de erro. Com a utilização de novos softwares, computadores e smartphones, já se pode diagnosticar patologias e classificar por meio de banco de dados, aferindo o nível da infestação e, inclusive, recomendar práticas de gestão adequadas.

Como um dos objetivos fundamentais da agricultura moderna é o desenvolvimento de insumos que proporcionem redução das doenças e pragas, o aprendizado da máquina é a tecnologia que pode fazer melhorias mais precisas neste processo, ajudando a criar por exemplo sementes mais eficientes, mais adaptáveis e produtivas.

As possibilidades de melhorias no aprendizado das máquinas são infinitas. Cada vez o Machine Learning vem provando suas teorias em maior escala, fazendo previsões em tempo real e com um grau de assertividade maior.

Já é possível desenvolver outras formas de uso de nutrientes, de conservação da água e uso de energia mais eficientes.

Realidade aumentada

À medida que a população vem aumentando e as novas formas de se consumir alimentos aparecem, as tarefas agrícolas se tornam cada vez mais fundamentais e difíceis.  A Realidade Aumentada (RA) pode ajudar os agricultores de diferentes maneiras: inspeção de lavouras, encontrar pragas e doenças, inclusive suas espécies – oferecendo formas adequadas de lidar com cada uma delas.

Imaginem por um momento o controle de pragas – cada tipo de insetos “deveria” (entre aspas) ter um controle específico com métodos diferenciados, pois muitos deles são essenciais para o bem-estar do ecossistema. Com a utilização da RA é possível tratar de forma diferente sua fazenda, utilizar protocolos adequados para cada situação, melhorando assim todo o seu sistema produtivo, que no final do ciclo é medido pela qualidade/quantidade de sua colheita.

Para a Agricultura este é um tema muito novo e precisa ser explorado. Já existem empresas no Brasil, em especial a FLEX Interativa, líder neste mercado, que em breve expandirá suas operações para aplicações no Agronegócio. São inúmeras as possibilidades de aplicação, vamos ficar atentos.

Não está longe de nossa realidade o momento quando estas tecnologias tomarão conta do gerenciamento de toda a operação agrícola, analisando constantemente as lavouras, tomando decisões de aplicações, colheita etc, trazendo uma importante mudança na forma de como fazemos Agricultura.

*Por Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, da Bioenergy Consultoria

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.

As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.

Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.

Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.

Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.

A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.

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Ipiranga do Norte (MT) sediará a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27

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O município de Ipiranga do Norte (MT) foi escolhido para sediar a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. O anúncio foi realizado durante a premiação do Personagem Soja Brasil 25/26 pela diretora de jornalismo do Canal Rural, que confirmou o evento para o dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, localizada no médio-norte mato-grossense.

A abertura marcará a chegada da 15ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá produtores rurais, autoridades, empresas e lideranças do agronegócio para discutir as expectativas para a nova safra, além dos desafios e oportunidades que devem movimentar o setor nos próximos meses.

Para o prefeito do município, Juliano Berticelli, a escolha do município reforça a importância da região para a produção agrícola nacional. “É com muita satisfação que hoje estamos aqui na Fazenda Horizontina, local escolhido para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27”, disse.

Para ele, Ipiranga do Norte terá a honra de receber produtores rurais, autoridades e empresas. ”Será um ótimo momento para discutirmos as expectativas da próxima safra, os desafios e as oportunidades do setor”, destacou.

Localizado em uma das áreas mais produtivas do país, o município é referência na produção de grãos e se consolidou como uma importante fronteira agrícola de Mato Grosso. Segundo Berticelli, a realização do evento representa uma oportunidade de mostrar a força do agronegócio local para todo o Brasil.

“Ipiranga do Norte fica localizado em uma das áreas mais produtivas do país. Por isso, temos a alegria de receber esse evento em nosso município”, afirmou.

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, ampliando o alcance das discussões e levando informações diretamente aos produtores rurais de diferentes regiões do país.

“Em nome do município, convido todos para participarem conosco desse grande evento do agronegócio brasileiro”, reforçou o prefeito.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 dará início a mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha os principais desafios, avanços e histórias da cadeia produtiva da soja brasileira.

“São todos convidados para estarem conosco no dia 17 de setembro. Que venham muitas e boas safras pela frente”, concluiu.

 

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Aprosoja MT participa do IOPD XXVIII, no Canadá, e propõe Fórum Global de Agricultura

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa da 28ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas, encontro que reúne produtores de oleaginosas de quatro continentes em Niagara Falls, no Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026. Representada pelo diretor administrativo, Diego Bertuol, a entidade integra a delegação brasileira em um fórum sediado pela Canadian Canola Growers Association (CCGA) e pela Grain Farmers of Ontario (GFO).

O evento reúne anualmente as principais lideranças mundiais do setor para alinhar posições diante de desafios comuns da cadeia produtiva global. Entre os principais temas em debate, estão o papel central da energia e dos biocombustíveis na descarbonização e na segurança energética, incluindo a descarbonização do transporte marítimo e a necessidade de que as políticas do setor não discriminem os biocombustíveis de origem agrícola.

Também tiveram papel central nas discussões o acesso a mercados diante do avanço de tarifas e de exigências crescentes de padrões ambientais e certificações, frequentemente enviesados, bem como o embate entre alimento e combustível, sustentado pelo argumento da mudança indireta do uso da terra (ILUC). Por fim, as lideranças produtivas diversas questionaram os ataques, sem base científica adequada, aos atributos dos óleos vegetais e a instabilidade crescente da renda do produtor rural.

Em todas as frentes, prevaleceu uma preocupação compartilhada: o uso de critérios regulatórios sem fundamento científico — ou apoiados em ciência ainda frágil — para definir as regras do jogo econômico global.

O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, defendeu a criação de um Fórum Global de Agricultura Tropical e Clima, com dois objetivos centrais. “Primeiro, construir uma agenda de tropicalização das métricas e dos parâmetros de sustentabilidade, capaz de reconhecer as características próprias da produção tropical e o esforço do produtor que concilia conservação e produção. Segundo, e a partir daí, valorizar os atributos ímpares da produção tropical no mercado global”, comenta ele.

Bertuol destaca ainda que, regulações construídas sobre ciência frágil são ruins para a produção, ruins para a segurança alimentar, ruins para a segurança energética e ruins até mesmo para a sustentabilidade ambiental que dizem proteger. Esta posição foi reconhecida pelas lideranças do IOPD, que defenderam o uso de parâmetros ancorados em empiria sólida — e não em modelos ou práticas importadas — bem como o reconhecimento das diferenças regionais entre os sistemas de produção.

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