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4 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Agro digital ganha espaço com drones, IA e máquinas conectadas

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Apesar da Telemática não ser uma nova tecnologia, ainda apresenta inúmeros de desafios para o agricultor que opta por investir e se beneficiar de sistema. Atualmente, os maiores latifundiários estão mais dispostos a fazer esse investimento, enquanto os menores produtores tendem a ser um pouco mais lento em adotar esta tecnologia, pelo menos até que compreendam seus benefícios.

Com o desenvolvimento contínuo da tecnologia, tornando-a uma ferramenta cada vez mais popular e acessível o setor agropecuário vem rapidamente se munindo com o crescimento de mais empresas que buscam oferecer soluções neste ramo, como é o exemplo da John Deere e da Trimble, que competem neste mercado.

Desafios como aumentar a área de cobertura de sinal, as velocidades de upload e ao nível de segurança necessário para proteger informações devem ser transpostos para que conectividade permita que toda a tecnologia, que vem sendo desenvolvida, possa ser utilizada em sua plenitude.

As tecnologias digitais não só aumentam a eficiência na Agropecuária, como permitem a gestão ambiental e animal de forma sustentável, mas também como estão se tornando muito rápido um requisito para os produtores que fiquem mais competitivos no mercado.

Agricultura digital

De acordo com um estudo elaborado pela United Nations Global Compact e a PA Consulting Group, a agricultura digital é o uso de tecnologias novas e avançadas, integradas em um único sistema, para permitir que os agricultores e outras partes interessadas dentro da cadeia de valor agrícola melhorem a produção de alimentos.

A maioria dos agricultores de hoje tomam decisões como a quantidade de fertilizantes a aplicar com base em uma combinação de medições ásperas, experiência e recomendações. Uma vez que um curso de ação é decidido, é implementado, mas os resultados não são normalmente vistos até o tempo de colheita.

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Em contrapartida, um sistema de agricultura digital reúne dados com mais frequência e precisão, muitas vezes combinados com fontes externas (como informações meteorológicas). Os dados combinados resultantes são analisados e interpretados para que o agricultor possa tomar decisões mais informadas e apropriadas.

A agricultura digital tem o potencial de transformar a forma como produzimos a comida do mundo, mas a abordagem ainda é muito nova, os custos são elevados.  As tecnologias utilizadas incluem sensores, redes de comunicação, sistemas de aviação não tripulados, inteligência artificial, robótica e outras máquinas avançadas e muitas vezes se baseia nos princípios da Internet das coisas. Este sistema integrado oferece novos insights que melhoram a capacidade de tomar decisões e subsequentemente implementá-las. O tamanho do mercado de agricultura digital estimado em 2021 é de US$15 bilhões.

Drones

Nosso maior obstáculo é a grande extensão de terras cultivadas e a baixa eficiência em seu monitoramento. Mas os drones – o mercado dispõe de uma grande variedade opções a um custo muito mais acessível – podem ser utilizados para auxiliar neste sentido em todas as etapas do sistema produtivo, desde a análise e preparo do solo, plantio, pulverização e colheita, qualquer hora do dia.

Depois do plantio, o principal objetivo do agricultor é garantir a sanidade da plantação e para isso o monitoramento é imprescindível. Um dos desenvolvimentos mais recentes ajuda a avaliar a “saúde” da planta, pois é capaz de localizar focos de pragas e doenças na plantação por meio do uso sensores de “luz visível” e infravermelho que possibilitam identificar a diferente refletância das plantas com relação a “luz verde” e NIR de forma comparada com as demais. Especialistas comentam que a pulverização via drones pode ser quatro a cinco vezes mais rápida do que com as máquinas tradicionais (pulverizadores auto propelidos).

Com todas as aplicações é possível afirmar que esta tecnologia já está levando a Agricultura para um novo patamar de alta tecnologia, permitindo que decisões sejam tomadas em tempo real. Isto posto, uma das principais preocupações não é a velocidade de voo do drone ou sua flexibilidade, mas o tipo e a qualidade dos dados que pode fornecer.

Por fim, segundo o último estudo realizado pela PwC, sobre as aplicações comerciais desta tecnologia, o mercado global de serviços e negócios usando drones é avaliado em mais de US$127 bilhões (inclui negócios atuais e as atividades que podem ser substituídas em um futuro muito próximo), US$ 32.4 bi em Agricultura (análise de solo e drenagem, monitoramento das culturas) e US$ 13.0 bi em Transportes (entrega de mercadorias).

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Veículos autônomos

Nos anos 80, com o início da Agricultura de Precisão, o conceito de tratores autônomos já começou a ser tratado com propósito de aumentar a eficiência do sistema produtivo e reduzir custos no campo. Infelizmente, estes veículos ainda não têm liberação de uso comercial em muitos países, o que não impede que os fabricantes continuem a desenvolver estas novas tecnologias.

Muitos dos sensores e sistemas de controle que as máquinas e equipamentos agrícolas autônomos incorporaram já são utilizados pelos carros autônomos. Grande parte dos tratores vendidos nos EUA, Europa e parte do Brasil já incluem sistemas de direcionamento via GPS que conferem aos fazendeiros a oportunidade de colocar esta tecnologia para trabalhar ao seu favor.

A precisão e qualidade do plantio, sensores que coletam dados do solo, planta, condições climáticas e a melhoria do trabalho durante a noite são alguns dos vários benefícios que, em um conjunto, reduzem a carga de trabalho e esforço dos operadores, auxiliando na condução e controle várias tarefas dentro do sistema produtivo agrícola.

As tecnologias para viabilizar os tratores totalmente autónomos já estão disponíveis, mas qual o entrave para o lançamento comercial destas soluções? Uma das principais preocupações é o quanto se confia nesta solução, pois até o momento não existem normas nem legislações definidas que protejam o usuário contra eventuais acidentes. Por hora, veículos autônomos ainda precisam de seres humanos para monitorar sua velocidade e desempenho.  Em breve, as inovações dos equipamentos agrícolas irão permitir o controle remoto completo destas operações, resultando num aumento importante da produtividade dos produtores em operações agrícolas em grande escala.

Machine learning

O aprendizado de máquinas para a agricultura usa algoritmos para analisar dados, aprendem a fazer determinações sem a intervenção humana. Estes algoritmos são alimentados com décadas de dados de campo, informações climatológicas, produtividade etc – muito mais do que qualquer ser humano pode analisar – e a partir disso criar um modelo de probabilidade.

O rápido diagnostico de pragas e doenças pode ser o fator de sucesso no seu controle. Tradicionalmente a identificação das doenças era realizada de forma visual, processo ineficiente com chances de erro. Com a utilização de novos softwares, computadores e smartphones, já se pode diagnosticar patologias e classificar por meio de banco de dados, aferindo o nível da infestação e, inclusive, recomendar práticas de gestão adequadas.

Como um dos objetivos fundamentais da agricultura moderna é o desenvolvimento de insumos que proporcionem redução das doenças e pragas, o aprendizado da máquina é a tecnologia que pode fazer melhorias mais precisas neste processo, ajudando a criar por exemplo sementes mais eficientes, mais adaptáveis e produtivas.

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As possibilidades de melhorias no aprendizado das máquinas são infinitas. Cada vez o Machine Learning vem provando suas teorias em maior escala, fazendo previsões em tempo real e com um grau de assertividade maior.

Já é possível desenvolver outras formas de uso de nutrientes, de conservação da água e uso de energia mais eficientes.

Realidade aumentada

À medida que a população vem aumentando e as novas formas de se consumir alimentos aparecem, as tarefas agrícolas se tornam cada vez mais fundamentais e difíceis.  A Realidade Aumentada (RA) pode ajudar os agricultores de diferentes maneiras: inspeção de lavouras, encontrar pragas e doenças, inclusive suas espécies – oferecendo formas adequadas de lidar com cada uma delas.

Imaginem por um momento o controle de pragas – cada tipo de insetos “deveria” (entre aspas) ter um controle específico com métodos diferenciados, pois muitos deles são essenciais para o bem-estar do ecossistema. Com a utilização da RA é possível tratar de forma diferente sua fazenda, utilizar protocolos adequados para cada situação, melhorando assim todo o seu sistema produtivo, que no final do ciclo é medido pela qualidade/quantidade de sua colheita.

Para a Agricultura este é um tema muito novo e precisa ser explorado. Já existem empresas no Brasil, em especial a FLEX Interativa, líder neste mercado, que em breve expandirá suas operações para aplicações no Agronegócio. São inúmeras as possibilidades de aplicação, vamos ficar atentos.

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Não está longe de nossa realidade o momento quando estas tecnologias tomarão conta do gerenciamento de toda a operação agrícola, analisando constantemente as lavouras, tomando decisões de aplicações, colheita etc, trazendo uma importante mudança na forma de como fazemos Agricultura.

*Por Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, da Bioenergy Consultoria

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Agro Mato Grosso

Valtra aposenta a lendária linha BH e lança Série M5 na Agrishow 2026

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Após 26 anos dominando os canaviais, linha histórica do trator BH dá lugar a tratores mais tecnológicos, confortáveis e preparados para a agricultura digital

A Valtra oficializou, durante a Agrishow 2026, uma virada histórica no mercado de mecanização agrícola: a aposentadoria da consagrada Série BH e o lançamento da nova Série M5, apresentada como a “evolução da lenda”. Mais do que uma troca de portfólio, o movimento simboliza a transição entre gerações de tecnologia no campo brasileiro. Com 26 anos de trajetória, o BH não foi apenas um trator — foi um marco na mecanização do setor sucroenergético. Lançado em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha rapidamente se consolidou como sinônimo de robustez e confiabilidade em operações severas. Herdando a tradição dos clássicos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, o BH se tornou o “canavieiro raiz”, dominando os canaviais e sendo peça-chave em atividades como preparo de solo, plantio e transbordo.

Evolucao - trator BH e serie M5 plantando da Valtra

Ao longo dos anos, a linha evoluiu em ciclos consistentes: a Geração 2 (2007) e a Geração 3 (2013) reforçaram sua liderança, enquanto a Geração 4, em 2017, elevou a potência para até 220 cv. Em 2018, a chegada da BH HiTech marcou o salto tecnológico com transmissão automatizada no segmento pesado. Esse histórico rendeu à Valtra, por uma década consecutiva, o reconhecimento do prêmio Master Cana como melhor trator do setor sucroenergético. Agora, esse legado ganha continuidade — e sofisticação — com a Série M5.

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A evolução da lenda

A nova linha chega com os modelos M165 (165 cv) e M185 (185 cv), projetados para ampliar a produtividade em culturas como grãos, arroz e, naturalmente, cana-de-açúcar. Segundo a fabricante, a proposta é clara: preservar o DNA de força do BH, mas incorporar inteligência operacional, eficiência energética e conforto ao operador.

Em entrevista exclusiva a Marcio Peruchi, diretamente da feira, o diretor de marketing da Valtra, Fabio Dotto, destacou que a decisão não representa ruptura, mas evolução. “O BH fez uma história muito bonita no agro. Ele evoluiu desde os anos 2000 até hoje sempre ao lado do produtor. Tudo aquilo que fez o BH ser reconhecido foi mantido.

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O que estamos fazendo agora é evoluir com tecnologias necessárias para os dias atuais”, afirmou. “Melhoramos a transmissão, trouxemos mais conforto e tecnologia na medida certa. O DNA permanece.” Essa visão é reforçada por Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da marca: “É uma nova era que começa. A Série M5 marca o próximo passo da evolução histórica da família BH, pensada estrategicamente para entregar máxima performance nas principais culturas do agronegócio brasileiro.”

Evolucao - trator BH e serie M5 subsolando o solo da Valtra

Tecnologia embarcada e foco no operador

A Série M5 materializa esse avanço em uma série de inovações técnicas e operacionais. O conjunto é equipado com motores AGCO Power de 4 cilindros, reconhecidos pela eficiência e economia de combustível. A nova Transmissão Power Shift HiTech 3 sincronizada permite trocas de marcha com o trator em movimento, com maior suavidade e ganho operacional — um ponto crítico em jornadas intensas no campo.

O sistema hidráulico também foi reforçado, com vazão de 205 litros por minuto, garantindo desempenho consistente mesmo com implementos pesados e em condições severas.

No campo do conforto, a evolução é ainda mais evidente. A cabine foi completamente redesenhada, com novos revestimentos, assentos aprimorados e soluções práticas como uma “cooler box” integrada — detalhe que evidencia a preocupação com o bem-estar do operador em longas jornadas.

Visualmente, o trator também marca uma nova fase, com design mais moderno e robusto, destacando o novo capô de 5ª geração.

DNA canavieiro preservado

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Mesmo com a ampliação de atuação para diferentes culturas, a Série M5 mantém uma ligação direta com o setor que consagrou o BH: a cana-de-açúcar. O tradicional kit canavieiro segue presente, incluindo eixo dianteiro com bitola de 3 metros, freio pneumático e barra de tração pino-bola — elementos fundamentais para operações de transbordo com máxima eficiência.

Tradição e futuro no mesmo equipamento

Para a Valtra, o lançamento da Série M5 representa mais do que um avanço tecnológico — é a consolidação de um conceito: unir a força do passado com as demandas do futuro

“O que fizemos foi honrar a herança de força incansável da linha BH, elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos um trator que respeita sua história, mas que olha para frente com inteligência operacional e conforto. É o encontro entre o trabalho bruto e a agricultura digital”, resume Winston Quintas.

O fim da Série BH encerra um dos capítulos mais emblemáticos da mecanização agrícola brasileira. Já a chegada da Série M5 deixa claro que, no campo, a evolução não apaga a história — ela a transforma em base para o próximo salto.

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Agro Mato Grosso

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

Leia mais:  Frente fria muda tempo e interfere no ritmo de colheita e plantio no País

O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

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Agro Mato Grosso

Plantio e validação de clones de eucalipto para regiões do estado de MT

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O estado de Mato Grosso apresenta elevado potencial para o reflorestamento e redução da pressão sobre suas florestas nativas. Embora predominem cultivos e pastagens, observa-se crescimento gradual das áreas com plantios comerciais de árvores. Historicamente, a indústria florestal local foi abastecida por espécies nativas da Amazônia, mas a redução do extrativismo e os compromissos ambientais têm impulsionado a demanda por produtos de florestas plantadas.

O cultivo de eucalipto, antes limitado pela baixa demanda, tornou-se promissor com a instalação de indústrias de etanol de milho (como FS Bioenergia, INPASA, ALD Bioenergia, Etamil, Enermat etc), que utilizam esses exemplares como biomassa. A projeção é de 324 mil hectares plantados, com foco em áreas próximas às usinas (raio de 150 km). Além disso, a indústria de celulose EucaEnergy, prevista para iniciar operações em dezembro de 2025 no Vale do Araguaia, demandará cerca de 200 mil hectares.

Caso todos os projetos se concretizem, estima-se que uma área de cultivo de eucalipto alcance 500 mil hectares em dez anos, favorecendo também sistemas de integração laboral-pecuária-floresta (ILPF) voltados à produção de biomassa.

Entretanto, a expansão dos plantios tem ocorrido em solos arenosos e regiões com restrições hídricas, o que afeta o desempenho dos clones comerciais atuais (H13, I144 e VM01), resultando em desfolhamento, mortalidade e baixa produtividade. Essa situação foi relatada à AREFLORESTA (Associação de Reflorestadores de Mato Grosso) por produtores, que buscaram apoio da Embrapa para estabelecer uma nova rede de pesquisa com eucaliptos no estado.

A demanda crescente por biomassa para energia e secagem de grãos, somada à instalação de agroindústrias e ao Plano ABC+ MT (que prevê 285 mil hectares de florestas plantadas até 2030), reforça a atratividade do reflorestamento comercial. No entanto, os produtores enfrentam dificuldades pela falta de conhecimento sobre espécies e clones adaptados a diferentes regiões, além da adoção de práticas silviculturais prejudiciais, que favorecem problemas abióticos e bióticos. Diante disso, torna-se essencial desenvolver estratégias baseadas em pesquisa para garantir o sucesso dos projetos florestais, cujos retornos são de médio e longo prazo.

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A Embrapa, em parceria com associados da AREFLORESTA, propõe a instalação de Testes Clonais Ampliados (TCA’s) para validar clones comerciais no estado. Serão avaliados 60 clones (BRS) em comparação com três até clones já utilizados na região (H13, I144 e VM01), em parcelas de 100 plantas (10 x 10), distribuídas em sete locais (Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Antônio do Leverger, Brasnorte, Santa Rita do Trivelato, São José do Rio Claro e Sinop) que representam diferentes condições edafoclimáticas de Mato Grosso.

O objetivo é disponibilizar materiais genéticos com alta produtividade e características adequadas para uso energético, como alta densidade básica e alto índice de rachaduras nas toras, o que reduza custos no preparo da biomassa para o setor agroindustrial. Por se tratar de uma proposta com avaliação de clones multiespécies em uma região de alta demanda, os resultados serão de grande interesse para as empresas.

O projeto tem o potencial de provar a redução do risco da atividade florestal, o aumento da produtividade da madeira, a identificação de clones que podem ser usados ​​como genitores em futuros programas de melhoramento genético, o treinamento de estudantes e profissionais e as contribuições de um Programa de Pesquisa Florestal em Mato Grosso. O principal resultado será a indicação de clones mais adaptados, com informações acessíveis à sociedade florestal mato-grossense.

O projeto tem a Embrapa Agrossilvipastoril como proponente e responsável pela execução, e faz parte da equipe de pesquisadores da Embrapa Florestas e associados da AREFLORESTA, os quais cedem áreas experimentais e importantes com mão de obra, fortalecendo a geração de tecnologias específicas aos produtores. (com Assessoria/Embrapa Agrossilvipastoril)

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Agro MT