Agro Mato Grosso
Agro digital ganha espaço com drones, IA e máquinas conectadas

Apesar da Telemática não ser uma nova tecnologia, ainda apresenta inúmeros de desafios para o agricultor que opta por investir e se beneficiar de sistema. Atualmente, os maiores latifundiários estão mais dispostos a fazer esse investimento, enquanto os menores produtores tendem a ser um pouco mais lento em adotar esta tecnologia, pelo menos até que compreendam seus benefícios.
Com o desenvolvimento contínuo da tecnologia, tornando-a uma ferramenta cada vez mais popular e acessível o setor agropecuário vem rapidamente se munindo com o crescimento de mais empresas que buscam oferecer soluções neste ramo, como é o exemplo da John Deere e da Trimble, que competem neste mercado.
Desafios como aumentar a área de cobertura de sinal, as velocidades de upload e ao nível de segurança necessário para proteger informações devem ser transpostos para que conectividade permita que toda a tecnologia, que vem sendo desenvolvida, possa ser utilizada em sua plenitude.
As tecnologias digitais não só aumentam a eficiência na Agropecuária, como permitem a gestão ambiental e animal de forma sustentável, mas também como estão se tornando muito rápido um requisito para os produtores que fiquem mais competitivos no mercado.
Agricultura digital

De acordo com um estudo elaborado pela United Nations Global Compact e a PA Consulting Group, a agricultura digital é o uso de tecnologias novas e avançadas, integradas em um único sistema, para permitir que os agricultores e outras partes interessadas dentro da cadeia de valor agrícola melhorem a produção de alimentos.
A maioria dos agricultores de hoje tomam decisões como a quantidade de fertilizantes a aplicar com base em uma combinação de medições ásperas, experiência e recomendações. Uma vez que um curso de ação é decidido, é implementado, mas os resultados não são normalmente vistos até o tempo de colheita.
Em contrapartida, um sistema de agricultura digital reúne dados com mais frequência e precisão, muitas vezes combinados com fontes externas (como informações meteorológicas). Os dados combinados resultantes são analisados e interpretados para que o agricultor possa tomar decisões mais informadas e apropriadas.
A agricultura digital tem o potencial de transformar a forma como produzimos a comida do mundo, mas a abordagem ainda é muito nova, os custos são elevados. As tecnologias utilizadas incluem sensores, redes de comunicação, sistemas de aviação não tripulados, inteligência artificial, robótica e outras máquinas avançadas e muitas vezes se baseia nos princípios da Internet das coisas. Este sistema integrado oferece novos insights que melhoram a capacidade de tomar decisões e subsequentemente implementá-las. O tamanho do mercado de agricultura digital estimado em 2021 é de US$15 bilhões.
Drones

Nosso maior obstáculo é a grande extensão de terras cultivadas e a baixa eficiência em seu monitoramento. Mas os drones – o mercado dispõe de uma grande variedade opções a um custo muito mais acessível – podem ser utilizados para auxiliar neste sentido em todas as etapas do sistema produtivo, desde a análise e preparo do solo, plantio, pulverização e colheita, qualquer hora do dia.
Depois do plantio, o principal objetivo do agricultor é garantir a sanidade da plantação e para isso o monitoramento é imprescindível. Um dos desenvolvimentos mais recentes ajuda a avaliar a “saúde” da planta, pois é capaz de localizar focos de pragas e doenças na plantação por meio do uso sensores de “luz visível” e infravermelho que possibilitam identificar a diferente refletância das plantas com relação a “luz verde” e NIR de forma comparada com as demais. Especialistas comentam que a pulverização via drones pode ser quatro a cinco vezes mais rápida do que com as máquinas tradicionais (pulverizadores auto propelidos).
Com todas as aplicações é possível afirmar que esta tecnologia já está levando a Agricultura para um novo patamar de alta tecnologia, permitindo que decisões sejam tomadas em tempo real. Isto posto, uma das principais preocupações não é a velocidade de voo do drone ou sua flexibilidade, mas o tipo e a qualidade dos dados que pode fornecer.
Por fim, segundo o último estudo realizado pela PwC, sobre as aplicações comerciais desta tecnologia, o mercado global de serviços e negócios usando drones é avaliado em mais de US$127 bilhões (inclui negócios atuais e as atividades que podem ser substituídas em um futuro muito próximo), US$ 32.4 bi em Agricultura (análise de solo e drenagem, monitoramento das culturas) e US$ 13.0 bi em Transportes (entrega de mercadorias).
Veículos autônomos

Nos anos 80, com o início da Agricultura de Precisão, o conceito de tratores autônomos já começou a ser tratado com propósito de aumentar a eficiência do sistema produtivo e reduzir custos no campo. Infelizmente, estes veículos ainda não têm liberação de uso comercial em muitos países, o que não impede que os fabricantes continuem a desenvolver estas novas tecnologias.
Muitos dos sensores e sistemas de controle que as máquinas e equipamentos agrícolas autônomos incorporaram já são utilizados pelos carros autônomos. Grande parte dos tratores vendidos nos EUA, Europa e parte do Brasil já incluem sistemas de direcionamento via GPS que conferem aos fazendeiros a oportunidade de colocar esta tecnologia para trabalhar ao seu favor.
A precisão e qualidade do plantio, sensores que coletam dados do solo, planta, condições climáticas e a melhoria do trabalho durante a noite são alguns dos vários benefícios que, em um conjunto, reduzem a carga de trabalho e esforço dos operadores, auxiliando na condução e controle várias tarefas dentro do sistema produtivo agrícola.
As tecnologias para viabilizar os tratores totalmente autónomos já estão disponíveis, mas qual o entrave para o lançamento comercial destas soluções? Uma das principais preocupações é o quanto se confia nesta solução, pois até o momento não existem normas nem legislações definidas que protejam o usuário contra eventuais acidentes. Por hora, veículos autônomos ainda precisam de seres humanos para monitorar sua velocidade e desempenho. Em breve, as inovações dos equipamentos agrícolas irão permitir o controle remoto completo destas operações, resultando num aumento importante da produtividade dos produtores em operações agrícolas em grande escala.
Machine learning

O aprendizado de máquinas para a agricultura usa algoritmos para analisar dados, aprendem a fazer determinações sem a intervenção humana. Estes algoritmos são alimentados com décadas de dados de campo, informações climatológicas, produtividade etc – muito mais do que qualquer ser humano pode analisar – e a partir disso criar um modelo de probabilidade.
O rápido diagnostico de pragas e doenças pode ser o fator de sucesso no seu controle. Tradicionalmente a identificação das doenças era realizada de forma visual, processo ineficiente com chances de erro. Com a utilização de novos softwares, computadores e smartphones, já se pode diagnosticar patologias e classificar por meio de banco de dados, aferindo o nível da infestação e, inclusive, recomendar práticas de gestão adequadas.
Como um dos objetivos fundamentais da agricultura moderna é o desenvolvimento de insumos que proporcionem redução das doenças e pragas, o aprendizado da máquina é a tecnologia que pode fazer melhorias mais precisas neste processo, ajudando a criar por exemplo sementes mais eficientes, mais adaptáveis e produtivas.
As possibilidades de melhorias no aprendizado das máquinas são infinitas. Cada vez o Machine Learning vem provando suas teorias em maior escala, fazendo previsões em tempo real e com um grau de assertividade maior.
Já é possível desenvolver outras formas de uso de nutrientes, de conservação da água e uso de energia mais eficientes.
Realidade aumentada
À medida que a população vem aumentando e as novas formas de se consumir alimentos aparecem, as tarefas agrícolas se tornam cada vez mais fundamentais e difíceis. A Realidade Aumentada (RA) pode ajudar os agricultores de diferentes maneiras: inspeção de lavouras, encontrar pragas e doenças, inclusive suas espécies – oferecendo formas adequadas de lidar com cada uma delas.
Imaginem por um momento o controle de pragas – cada tipo de insetos “deveria” (entre aspas) ter um controle específico com métodos diferenciados, pois muitos deles são essenciais para o bem-estar do ecossistema. Com a utilização da RA é possível tratar de forma diferente sua fazenda, utilizar protocolos adequados para cada situação, melhorando assim todo o seu sistema produtivo, que no final do ciclo é medido pela qualidade/quantidade de sua colheita.
Para a Agricultura este é um tema muito novo e precisa ser explorado. Já existem empresas no Brasil, em especial a FLEX Interativa, líder neste mercado, que em breve expandirá suas operações para aplicações no Agronegócio. São inúmeras as possibilidades de aplicação, vamos ficar atentos.
Não está longe de nossa realidade o momento quando estas tecnologias tomarão conta do gerenciamento de toda a operação agrícola, analisando constantemente as lavouras, tomando decisões de aplicações, colheita etc, trazendo uma importante mudança na forma de como fazemos Agricultura.
*Por Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, da Bioenergy Consultoria
Agro Mato Grosso
Governo quer barrar empresas que não cumprirem a tabela de frete mínimo; veja

As empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país, disse nesta quarta-feira (18) o ministro dos Transportes, Renan Filho.
A medida faz parte de um pacote para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário. O anúncio ocorre em meio à ameaça de paralisação de caminhoneiros após as altas recentes do diesel com o início da guerra no Oriente Médio.
Segundo o ministro, o governo pretende adotar instrumentos jurídicos para aumentar a capacidade de fiscalização e punição no setor, inclusive com o monitoramento eletrônico dos fretes. A proposta prevê suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra.
Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.
“A principal correção é que nós vamos, por meio de instrumento jurídico adequado, aumentar a capacidade de enforcement [reforço] do ambiente regulatório. A empresa que não cumpre a tabela vai poder ser impedida de contratar frete”, disse Renan Filho.
Descumprimento
De acordo com o ministro, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.
Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.
Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia, o que, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.
Fiscalização ampliada
O governo pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais. A estratégia busca impedir que multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.
A proposta também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas também de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes.
As medidas são discutidas em meio à insatisfação de caminhoneiros, que reclamam da alta do diesel e da falta de cumprimento da tabela mínima de frete.
O governo mantém diálogo com lideranças da categoria e tenta evitar uma nova greve, como a registrada em 2018.
Regra vigente
A tabela do frete foi criada em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e prevê reajustes automáticos sempre que o preço do diesel varia mais de 5%.
Apesar das atualizações recentes feitas pela ANTT, o governo avalia que o modelo atual ainda tem baixa efetividade e precisa de ajustes para garantir remuneração adequada aos transportadores.
Agro Mato Grosso
Nortão de MT vive nova onda de crescimento e atrai mercado de capitais

Mato Grosso deve encerrar 2026 com crescimento de 6,6% no PIB, o triplo da média nacional, segundo projeções de mercado. Esse fôlego econômico tem transformado o Norte do estado: cidades como Lucas do Rio Verde e Sorriso deixaram de ser apenas polos agrícolas e passaram a se consolidar como centros de um mercado imobiliário e logístico em forte expansão.
Com investimentos em urbanização que já superam R$ 500 milhões, de acordo com balanços municipais, a região passou a atrair cada vez mais a atenção do mercado financeiro. É nesse cenário que o Semear Banco de Investimento (SBI) participa do Show Safra 2026, evento que será realizado entre os dias 23 e 27 de março em Lucas do Rio Verde. A presença no evento, viabilizada por meio de parceria com a Romancini Incorporadora, tem como objetivo apresentar o crédito estruturado como alternativa para um mercado que não para de crescer.
Para Raphael Coutinho, head comercia ldo SBI, a dificuldade de acesso ao crédito nos bancos tradicionais abriu espaço para soluções financeiras que antes eram mais comuns no eixo Rio–São Paulo. Segundo ele, o empresário de Mato Grosso amadureceu e hoje busca maior independência financeira para garantir que projetos e expansões não sejam interrompidos.
“O investidor local percebeu que não precisa mais ficar refém das linhas de crédito tradicionais para tirar um loteamento ou um armazém do papel. No Show Safra, nosso foco é mostrar que instrumentos como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) oferecem a flexibilidade que o caixa dessas empresas precisa, permitindo que os investimentos acompanhem o ritmo acelerado da região”, explica Coutinho.
A estratégia ganha força com a parceria da Romancini Incorporadora, referência em projetos imobiliários emLucas do Rio Verde. A união reúne quem conhece de perto aregião e o déficit habitacional da região com a engenharia financeira necessária para captar volumes de recursos no mercado de capitais.
Além do setor imobiliário, a participação no evento também busca originar oportunidades em áreas com o agro, logística, comércio e indústria. O banco ainda mira operações de fusões e aquisições (M&A) e a estruturação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), ferramentas que contribuem para profissionalizar a gestão de capital das empresas locais.
Esse movimento reflete uma mudança na forma como o interior do estado financia seu desenvolvimento. Ao aproximar a sofisticação do mercado de capitais de quem projeta prédios, armazéns e indústrias, a instituição ajuda a sustentar o ritmo acelerado de crescimento regional. A presença no Show Safra reforça esse suporte financeiro, considerado essencial para acompanhar a nova etapa de urbanização e industrialização do Norte de Mato Grosso.
FIQUE SABENDO
O Semear Banco de Investimento (SBI) nasceu da união entre o Banco Semear e a RSA Capital. Depois de quase 10 anos de uma parceria de sucesso, houve a aquisição de 30% da RSA Capital oficializada em 2024 após a autorização do Banco Central.
A nova instituição combina o relacionamento do Banco Semear com a expertise da RSA Capital no mercado de capitais, atuando de forma especializada em operações estruturadas, crédito e investimentos, com foco nos setores agro e imobiliário. Entre as soluções oferecidas estão CRA, CRI e financiamentos estruturados sob medida para empresas de médio e grande porte.
Agro Mato Grosso
Tremor de magnitude 3,1 atinge região próxima de cidade com 6 mil habitantes em MT

O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse a imprensa que a população não sentiu nada, a princípio.
Um tremor de magnitude 3.1 foi registrado próximo ao município de Cocalinho, a 780 km de Cuiabá, no domingo (15). Ninguém ficou ferido.
O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (17) pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse que a população não sentiu nada, a princípio.
“No primeiro momento, ninguém sentiu nada, só se teve algo que alguém sentiu mais concreto. Nem na cidade não ouvi comentário”, afirmou.
Com base nas estações da rede, o tremor de terra ocorreu por volta de 22h16. O município tem 6.220 habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A última vez que houve um abalo sísmico no estado foi no dia 20 de janeiro, em Barão de Melgaço, com magnitude de 2.1, região do Pantanal.
A rede explica que os tremores de terra de baixa magnitude costuma ser relativamente comum e ocorrem quase todas as semanas, mas a maior parte deles não é sentida pela população.
“Os sismos naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, diz, no comunicado.
A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
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