Sustentabilidade
Mercado internacional de milho deve iniciar 2026 com oferta confortável – MAIS SOJA

O mercado internacional de milho deve iniciar 2026 com uma oferta confortável. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, há um bom quadro de estoques no maior mercado formador de preços: os Estados Unidos. “Este cenário traz a primeira grande dúvida, que é decisão de plantio do produtor estadunidense para a safra 2026. Depois é preciso avaliar o clima para o verão do país, tendo que vista que em 2025 as condições foram perfeitas”, avalia.
Até o momento, o analista ressalta que não há sinais ainda para uma grave situação climática na América do Sul, com uma boa evolução da safra tanto no Brasil quanto na Argentina. “Assim, será preciso aguardar a safra dos Estados Unidos para que haja uma definição nos preços”, prospecta.
No mercado brasileiro temos a sazonalidade de preços melhores no primeiro semestre, devido à menor oferta interna, com as cotações convergindo para a exportação no segundo semestre. “Os valores de exportação dependem diretamente da Bolsa de Chicago e do câmbio, mas a nova safra dos EUA, o ano eleitoral e a expectativa de uma demanda interna recorde por milho podem sugerir boas oportunidades de comercialização internas”, analisa.
Estoques de passagem no Brasil dependerão do resultado das exportações e da demanda das indústrias de etanol
Molinari enfatiza que o quadro de estoques de passagem de milho para a próxima safra dependerá do resultado da exportação, que se encerra em janeiro, bem como da demanda das indústrias de etanol. “A posição de estoques das indústrias de etanol geralmente se alonga até a entrada da próxima safrinha, em julho, retirando do mercado um volume de milho que poderia estar disponível aos demais consumidores. Apesar de um estoque sugerido em 14 milhões de toneladas, a disponibilidade do cereal no mercado poderá ser menor”, explica.
Em contrapartida, a demanda de milho voltada a exportação no primeiro semestre tende a ser bem menos efetiva, uma vez que tradicionalmente o Brasil concentra a logística no escoamento da safra de soja, que mais uma vez tende a ser recorde.
Estados Unidos devem avançar nas vendas internacionais de milho ao longo de 2026
Molinari sinaliza que os Estados Unidos devem avançar de forma expressiva nas exportações de milho no mercado internacional no próximo ano. “Os norte-americanos já retomaram as vendas de forma agressiva, com um fluxo de 10 milhões de toneladas acima do ano anterior, que já foi recorde, com uma projeção de embarques de 81 milhões de toneladas para a temporada 2025/26. “A demanda global forte, sem a China, sinaliza altas vendas pelos EUA no próximo ano”, avalia.
Já a Argentina, mesmo enfrentando um momento de transição econômica, que afeta o câmbio, tributações e fluxos, deve confirmar a terceira posição nas exportações globais de milho em 2026, colhendo uma safra acima de 50 milhões de toneladas. “Ajustes na política interna de câmbio e no clima são fatores ainda em aberto para o país em 2026”, alerta.
Brasil deve dispor de boa oferta na safra de milho em 2026
O Brasil poderá dispor de uma oferta interna de milho de 158,308 milhões de toneladas de milho na safra 2026, segundo estimativa de Safras & Mercado. O volume fica acima das 149,752 milhões de toneladas previstas para serem disponibilizadas na temporada 2025.
Conforme Molinari, a produção é estimada em 142,875 milhões de toneladas em 2026, acima das 140,055 milhões de toneladas esperadas para este ano. “As exportações de milho estão previstas em 43,5 milhões de toneladas em 2026, volume superior ante as 41 milhões de toneladas projetadas para serem exportadas em 2025”, pontua.
O consumo total de milho, por sua vez, está previsto em 145,74 milhões de toneladas em 2026, acima das 136,019 milhões de toneladas previstas para serem demandadas na temporada 2025.
Fonte: Arno Baasch – Safras News
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Cotações sinalizam recuperação – MAIS SOJA

Os preços do arroz em casca avançaram no Rio Grande do Sul, melhorando a relação entre as cotações e os custos de produção. No entanto, segundo o Cepea, as margens calculadas para julho ainda ficaram abaixo das registradas no mesmo período do ano passado.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a baixa disponibilidade de matéria-prima e a necessidade de recomposição de estoques pelo setor industrial têm sustentado as cotações no mercado spot. A valorização, contudo, não aumentou a disposição dos produtores para negociar, enquanto as indústrias encontram dificuldades para repassar as altas da matéria-prima ao arroz beneficiado.
Neste contexto, as negociações seguem pontuais, sobretudo diante da diferença entre os valores pretendidos por vendedores e os ofertados por compradores. Segundo pesquisadores do Cepea, outro fator determinante foram as chuvas que dificultaram o transporte do cereal em algumas regiões e passaram a gerar preocupações com o preparo do solo para a safra 2026/27.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Apesar de negócios seguirem pontuais, cotação sobe – MAIS SOJA

Os preços do algodão em pluma registraram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pelos avanços dos preços internacionais.
Segundo o Cepea, compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, principalmente de melhor qualidade. Por outro lado, parte desses agentes permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações aos produtos manufaturados. De modo geral, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações pontuais.
O Centro de Pesquisas ressalta que, apesar da alta, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação, situação que não era observada desde novembro de 2025.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais – MAIS SOJA

Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento.
A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.
O que mudou
Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.
Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.
Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.
Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.
A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.
Limite de 40%
A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.
A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.
O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.
Juros das operações
Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações. Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural. A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.
Mais bancos
A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.
Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.
A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.
Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.
Quem recebeu menos
A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes. Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.
Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.
Efeito esperado
O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.
Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.
Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.
Fonte: Agência Brasil
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