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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Superoferta global de trigo em 2025 evidencia fragilidades do mercado brasileiro – MAIS SOJA

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 O ano de 2025 consolidou-se como um dos períodos mais desafiadores para a cadeia do trigo brasileiro na última década, ao mesmo tempo em que o mercado internacional operou sob oferta amplamente confortável, estoques elevados e preços estruturalmente pressionados. A avaliação é do analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“Essa combinação reforçou a vulnerabilidade do mercado interno à concorrência externa e limitou a capacidade de formação de preços ao longo de praticamente todo o ano”, apontou.

No Brasil, a produção manteve-se relativamente estável, oscilando entre 7,4 e 7,8 milhões de toneladas, apesar de uma forte retração da área plantada, estimada entre 15% e 25%, para algo próximo de 2,3 a 2,5 milhões de hectares. Conforme o analista, a decisão de reduzir área foi consequência direta de margens negativas recorrentes, elevação expressiva dos custos de produção (entre 30% e 60% acumulados nos últimos anos), riscos climáticos consecutivos e maior competitividade de culturas alternativas como milho e sorgo.

A produtividade média nacional apresentou ganho relevante, próximo de 19%, o que evitou uma queda mais acentuada da produção. “No entanto, o comportamento foi altamente heterogêneo. O Centro-Oeste e Sudeste, especialmente Minas Gerais, registraram desempenho técnico próximo do ideal, enquanto o Sul enfrentou severas perdas qualitativas e produtivas, causadas por geadas no Paraná e excesso de chuvas no Rio Grande do Sul”, relatou Oliveira.

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O Paraná, tradicionalmente deficitário, produziu cerca de 2,6 a 2,7 milhões de toneladas, frente a uma necessidade de moagem próxima de 3,8 milhões, ampliando o déficit estrutural. O Rio Grande do Sul, mesmo com produção entre 3,1 e 3,5 milhões de toneladas, enfrentou problemas de qualidade e logística, limitando o potencial de absorção doméstica. O resultado foi um abastecimento interno apertado, sobretudo em regiões consumidoras, o que sustentou a dependência de importações ao longo de todo o ano.

Os preços internos seguiram uma tendência baixista predominante em 2025, com média anual entre R$ 1.100 e R$ 1.500 por tonelada, encerrando o ano mais próximos da banda inferior desse intervalo. Após um início de ano com viés altista pontual, que foi reflexo do baixo saldo remanescente da safra anterior, com preços no Paraná entre R$ 1.460 e R$ 1.500/t e no Rio Grande do Sul ao redor de R$ 1.360/t, o mercado perdeu sustentação a partir do segundo trimestre.

Oliveira relembrou que, a partir de março e abril, a pressão internacional se intensificou, com Chicago testando mínimas ao redor de US$ 5,05/bushel, ao mesmo tempo em que o câmbio e a paridade de importação favoreceram a entrada do trigo argentino, com preços entre US$ 223 e US$ 240/t FOB. Entre maio e junho, as cotações internas recuaram entre 6% e 8%, refletindo real mais forte, oferta externa abundante e moinhos amplamente abastecidos.

“No segundo semestre, o mercado entrou em lateralização com viés baixista, com novas quedas entre setembro e outubro (até 10,7% no Paraná e cerca de 4% no Rio Grande do Sul) durante a transição de safra. O encerramento do ano ocorreu sob preços majoritariamente nominais, baixa liquidez e expectativa de intervenção governamental, com moinhos operando com margens elevadas, estimadas em até 41%, reforçando a ausência de urgência compradora”, analisou o especialista de Safras.

O principal destaque estrutural de 2025 foi o volume recorde de importações brasileiras, estimado entre 7,0 e 7,3 milhões de toneladas, o maior da série histórica. A Argentina respondeu por 80% a 98% desse total, consolidando-se como fornecedora quase exclusiva, beneficiada por preços competitivos e pela proximidade logística. “O mercado brasileiro ficou fortemente dependente do trigo argentino ao longo de todo o ano”, afirmou Oliveira. O Paraguai também teve participação relevante em momentos pontuais, com embarques superiores a 1,4 milhão de toneladas, direcionados majoritariamente ao Brasil.

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As exportações brasileiras permaneceram concentradas no Rio Grande do Sul, com volumes entre 1,8 e 2,0 milhões de toneladas, insuficientes para equilibrar o mercado interno. Problemas de qualidade limitaram a competitividade do produto nacional, com descontos de até 20% para trigo destinado à ração. No acumulado, os embarques externos recuaram cerca de 29% em relação a ciclos anteriores. “Mesmo com exportações ativas no Sul, o saldo seguiu claramente deficitário”, destacou o analista.

Oferta global abundante dominou o mercado externo

No cenário internacional, 2025 foi marcado por produção recorde e estoques elevados. As estimativas finais indicaram produção global entre 837 e 838 milhões de toneladas e estoques próximos de 275 milhões, elevando a relação estoque/consumo e mantendo pressão sobre as bolsas. Rússia, Argentina, Austrália e Canadá lideraram a expansão da oferta, com a Rússia consolidando exportações entre 44 e 45 milhões de toneladas. “A abundância global neutralizou riscos geopolíticos e limitou qualquer reação mais consistente dos preços”, avaliou Oliveira.

Apesar de episódios pontuais de tensão no Mar Negro e disputas comerciais, o mercado operou majoritariamente em patamares historicamente baixos em Chicago, com altas restritas a movimentos técnicos. Para o especialista, “o pano de fundo foi de excesso de oferta durante praticamente todo o ano”.

Resumidamente, 2025 combinou abundância global com fragilidade doméstica. Embora o trigo tenha mostrado resiliência produtiva em algumas regiões brasileiras, o país evidenciou elevada vulnerabilidade à concorrência externa, em um contexto de custos elevados, riscos climáticos recorrentes e indústria concentrada.

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“O ano termina com um mercado dependente de importações, preços comprimidos e baixa liquidez”, concluiu Oliveira, acrescentando que 2026 exigirá avanços em política agrícola, eficiência produtiva e qualidade para reequilibrar o setor.

Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News



 

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Sustentabilidade

Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas – MAIS SOJA

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O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, com o aumento das temperaturas e a intensificação de eventos extremos favorecendo doenças e desequilíbrios nos sistemas produtivos. Diante desse cenário, o pesquisador da Embrapa meio Ambiente Wagner Bettiol defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana como estratégias essenciais para tornar a produção agrícola mais resiliente. Segundo ele, o uso de microrganismos benéficos pode aumentar a eficiência das plantas no aproveitamento da água, reduzir impactos ambientais e diminuir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos.

De acordo com Bettiol, a discussão sobre sustentabilidade frequentemente se limita ao aspecto econômico, deixando em segundo plano a proteção da biosfera e da biodiversidade, elementos fundamentais para o controle biológico. O pesquisador chamou atenção para a ausência de debates sobre a preservação dos microrganismos, essenciais para o equilíbrio dos sistemas agrícolas e, consequentemente para manter a biodiversidade e com isso o controle biológico natural.

Bettiol alerta que os limites planetários relacionados à mudança climática já foram ultrapassados, resultando em eventos extremos, como secas prolongadas e alagamentos. Entre as soluções desenvolvidas para enfrentar o problema, citou o Auras, produto criado pela Embrapa Meio Ambiente para reduzir os impactos do estresse hídrico nas plantas.

O pesquisador também destaca que o aumento da temperatura global pode intensificar doenças agrícolas causadas por vírus e molicutes transmitidas por vetores. Segundo ele, o aquecimento reduz o ciclo de vida desses organismos, aumenta sua atividade e, portanto, a capacidade de disseminação dos patógenos, como já observado nos casos de enfezamento do milho.

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Outro ponto importante é o impacto ambiental dos insumos químicos. De acordo com o pesquisador, a produção de um quilo de defensivo químico pode emitir entre 20 e 25 quilos de CO₂ equivalente, enquanto um quilo de bioinsumo gera entre 3 e 5 quilos de CO₂ equivalente.

Para Bettiol, a agricultura depende diretamente do controle biológico natural, mas muitas práticas agrícolas acabam comprometendo esse equilíbrio. Ele destacou ainda que o Brasil registrou 277 produtos biológicos utilizando apenas duas cepas de microrganismos, indicando a necessidade do grande potencial da nossa biodiversidade microbiana. Esse debate aconteceu mo BioSummit 2026, de 6 a 7 de maio, em Campinas, SP.

Microrganismos ampliam eficiência das plantas

O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Carlos Alexandre Cruciol apresentou pesquisas desenvolvidas sobre agentes de biocontrole e afirmou que os microrganismos atuam muito além do combate a doenças.

Segundo ele, esses organismos modificam a fisiologia das plantas, melhorando sua nutrição e aumentando a eficiência no uso da água e reduzindo os efeitos dos estresses abióticos. Cruciol destaca que o número de pesquisas sobre produtos biológicos cresceu fortemente nos últimos anos, especialmente em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e citrus.

De acordo com o professor, microrganismos como Bacillus ajudam a planta a enfrentar diferentes tipos de estresse abiótico, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam maior eficiência em situações de déficit hídrico.

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Apesar dos avanços, Cruciol afirma que ainda há muito a ser descoberto sobre os metabólitos produzidos pelos microrganismos e sua interação com as plantas. Para ele, compreender esses mecanismos poderá representar uma nova revolução na agricultura.

Entre as perspectivas, o professor destaca a fixação biológica de nitrogênio em gramíneas como uma das áreas mais promissoras. Segundo ele, reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados pode trazer impactos ambientais e econômicos significativos para a agricultura mundial.

O BioSummit

O BioSummit 2026 reuniu pesquisadores, produtores rurais, empresas, consultores, especialistas e estudantes para discutir o papel dos bioinsumos na agricultura sustentável e os desafios impostos pela mudança climática. O encontro abordou temas que vão do campo à mesa, envolvendo produção, colheita, transporte, processamento e comercialização de alimentos. Além disso, aprofundou a discussão sobre o papel dos bioinsumos na agricultura brasileira e mundial.

Na abertura, a CEO do FB Group e da Rebate Agro, Daiana Lopes, destacou a importância da produção sustentável aliada ao compartilhamento de conhecimento. Ela agradeceu a participação da comissão científica, patrocinadores, produtores e pesquisadores envolvidos no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor.

A jornalista especializada em agro Renata Maron ressaltou o crescimento do uso de bioinsumos no Brasil. Segundo ela, o país atingiu em 2025 a potencial área tratada em cerca de 194 milhões de hectares cultivados com essas tecnologias, superando em quatro vezes a média global. O percentual de adoção passou de 22% para 47% em apenas cinco anos.

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Maron também destacou a contribuição da pesquisadora da Embrapa Mariângela Hungria nas pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio, além de reconhecer o trabalho da comissão científica formada por Wagner Bettiol da Embrapa Meio Ambiente, Flávio Medeiros da Universidade Federal de Lavras (UFla) e Sergio Massari da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR).

O consultor do programa Globo Rural, o engenheiro agrônomo Chukichi Kurozawa, foi homenageado durante o evento pelos 27 anos de atuação no setor de difusão do conhecimento para a comunidade. Em seu agradecimento, afirmou ser um privilégio participar do encontro e receber a homenagem ao lado de pessoas que considera especiais.

A pesquisadora Kátia Nechet da Embrapa Meio Ambiente foi moderadora do painel “Onde estão os bioherbicidas?” A palestra foi ministrada pelo professor aposentado da Universidade Federal de Viçosa, Robert Weingart Barreto, que trabalha com o tema há mais de 20 anos. Ela abordou aspectos históricos no desenvolvimento de bioherbicidas, destacando o projeto pioneiro no Brasil iniciado na Embrapa Soja, pelo pesquisador Yorinori Tadashi e os obstáculos que ainda existem nesta linha temática. Robert Barreto apresentou exemplos de controle que dão suporte e fortalecem o uso de fungos fitopatogênicos como agentes de controle biológico de plantas daninhas.

De acordo com Bettiol, o BioSummit é o principal evento sobre bioinsumos do Brasil e da América Latina. O evento permite que todos os atores envolvidos, desde a pesquisa, o desenvolvimento e a comercialização dos bioinsumos, bem como até a aplicação no campo, se encontrem num mesmo ambiente. Isso é fundamental para todos os setores relacionados com a atividade, pois ocorre uma troca intensa de informações nos dois dias do evento.

Fonte: Embrapa

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FONTE

Autor:Cristina Tordin (MTb 28.499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

El Niño 2026 deve elevar umidade dos grãos e pressionar safra de inverno no Sul do país – MAIS SOJA

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O retorno do El Niño ao radar climático em 2026 acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro, especialmente para as culturas de inverno no Sul do país. Com até 87% de probabilidade de formação no segundo semestre, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas e aumentar a incidência de umidade durante o período de desenvolvimento e colheita de culturas como trigo, cevada, aveia e canola.

Dados levantados pela MOTOMCO, referência em tecnologia de medição de umidade de grãos no agronegócio brasileiro, já indicam um cenário de atenção para o trigo no Rio Grande do Sul. Com base no histórico de mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), a empresa projeta aumento no teor médio de umidade dos grãos no momento do recebimento da próxima safra, passando de 16,7% para 17,5% — uma elevação estimada de aproximadamente 4,8% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, análises realizadas a partir do comportamento recente das lavouras apontam para uma redução estimada de 17% na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha, reflexo direto das condições climáticas adversas ao longo do ciclo. A produtividade também deve apresentar queda: a média projetada para a próxima safra é de 2.742 kg/ha, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio trazido pelo El Niño não é apenas o excesso de chuva, mas a dificuldade operacional e de tomada de decisão no campo.

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“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele — e isso normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, explica. 

Embora o fenômeno tenha comportamento diferente em cada região do Brasil, o Sul historicamente sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño. Já áreas do Norte e parte do Centro-Oeste podem registrar redução na intensidade das chuvas.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa olhar para o comportamento climático da sua região e monitorar o cenário de forma contínua”, afirma Smolareck.

Excesso de chuva cria dilema entre colher ou perder

No caso dos cereais de inverno, o excesso de umidade durante o ciclo pode comprometer diretamente a qualidade do grão e a eficiência operacional da colheita. “O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, eleva a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais críticas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou panícula”, explica o agrônomo.

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Além dos impactos na qualidade, o excesso de água no solo também reduz a janela operacional de colheita e dificulta a entrada das máquinas nas lavouras. Esse cenário cria um dilema frequente em anos de maior instabilidade climática: colher com umidade acima do ideal ou esperar e correr riscos ainda maiores no campo. Segundo Smolareck, em muitos casos o produtor acaba antecipando a colheita para evitar perdas mais severas causadas pela permanência prolongada da cultura exposta à chuva.  

Exemplo prático de medição realizada em tempo real pelo aparelho de monitoramento Connect, da MOTOMCO. (Foto: MOTOMCO/Divulgação)

Além da lavoura, o impacto também chega ao pós-colheita. Em operações de armazenagem, pequenas variações na medição de umidade podem gerar perdas financeiras relevantes ao longo do ciclo.

Por exemplo, se uma unidade armazenadora opera com um silo de 70.000 mil sacas de trigo e uma medição imprecisa gera desvio de 0,05 % ao longo da operação, a perda pode equivaler a aproximadamente 70.000 sacas. Considerando a saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, esse erro pode representar cerca de R$ 265,440 mil em perda financeira em um único silo.

Por isso, segundo Smolareck, a capacidade de monitorar a umidade em tempo real ganha importância estratégica tanto no campo quanto na armazenagem. “O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Ele entrega o produto e só depois entende o impacto da umidade no valor recebido”, afirma. “Por isso, em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo muitas vezes começa na precisão da medição da umidade”, conclui Smolareck.

Fonte: Assessoria de imprensa MOTOMCO

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


FONTE
Advertisement

Autor:Cepea

Site: Cepea

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