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5 de julho de 2026

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BNDES libera R$ 2 bilhões para conclusão da primeira etapa da ferrovia estadual de Mato Grosso

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Foto: Rumo Logística

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta semana a liberação de R$ 2 bilhões para a conclusão da primeira etapa da Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT). O investimento será destinado à finalização de 162 quilômetros de trilhos entre os municípios de Rondonópolis e Dom Aquino, onde está sendo implantado um novo terminal ferroviário na região da BR-070.

O recurso será aplicado por meio da subscrição de debêntures emitidas pela Rumo S.A., concessionária responsável pela obra. A emissão, no valor total de R$ 2 bilhões, foi coordenada pelo próprio BNDES, e as obras desta fase têm previsão de conclusão no segundo semestre de 2026.

Esta etapa integra um projeto ferroviário mais amplo em execução no estado. Ao final, a Ferrovia Estadual de Mato Grosso deverá alcançar cerca de 743 quilômetros de extensão, divididos em cinco fases, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, com a inclusão de um ramal destinado a Cuiabá. Durante a execução das obras, a estimativa é de geração de 114 mil empregos.

A largada para a expansão dos trilhos da primeira ferrovia estadual ocorreu no dia 7 de novembro de 2022, em Rondonópolis. O projeto conta ainda com a previsão da construção de 22 pontes, 21 viadutos, cinco passagens inferiores e dois túneis, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso anteriormente.

No dia 2 de junho de 2025 foi entregue a primeira ponte do pacote de obras. A Ponte Ferroviária sobre o Rio Vermelho possui 460 metros e 12 vãos, o que a torna a maior estrutura do tipo do modal no estado.

Conforme o projeto, o modal passará por 16 municípios, fazendo conexão com a malha ferroviária nacional e o Porto de Santos, em São Paulo.

Novo eixo logístico para o agro mato-grossense

A ferrovia é considerada estratégica para ampliar a capacidade logística de Mato Grosso, principal produtor de grãos do país. A expectativa é que o novo corredor ferroviário absorva parte relevante do transporte de soja e milho, reduzindo a dependência do modal rodoviário e integrando diferentes formas de transporte.

O terminal em implantação nas proximidades da BR-070, em Dom Aquino, terá papel central nesse processo. A estrutura vai concentrar cargas transportadas por rodovia e transferi-las para o sistema ferroviário, com capacidade para escoar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, especialmente soja e milho. A conclusão do terminal também está prevista para o segundo semestre de 2026.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto representa um avanço estrutural para a logística do estado e do país. “Essa ferrovia representa um avanço significativo para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso, com redução de custos logísticos, aumento da competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e alívio na sobrecarga das rodovias”, afirma.

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Segundo ele, o impacto também será ambiental. “Além disso, a ferrovia trará impactos positivos sobre a sustentabilidade ambiental, uma vez que o modal ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono em comparação ao transporte rodoviário”.

Na avaliação da vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, a ampliação da malha ferroviária é decisiva para o futuro do agronegócio e da economia nacional. “O investimento na expansão ferroviária com perspectiva de longo prazo é uma forte alavanca de competitividade e sustentabilidade para o agronegócio e para a economia nacional”, diz.

Ela acrescenta que “nossos trilhos têm papel essencial de conectar cadeias produtivas diversas aos mercados internacionais com eficiência, segurança e baixo carbono”.

A Rumo mantém atuação frequente no mercado de crédito brasileiro. Apenas em 2025, a companhia realizou três emissões, totalizando R$ 4,8 bilhões captados em debêntures incentivadas, destinadas ao financiamento de investimentos na Ferrovia de Mato Grosso, na Malha Paulista e em outros projetos. O apoio do BNDES integra esse montante e complementa a estrutura de funding dos investimentos.

Atualmente, a malha ferroviária brasileira soma cerca de 30 mil quilômetros. O setor passa por um processo de expansão e modernização, com mais de 12 mil quilômetros de novos trilhos autorizados ou em implantação em diferentes regiões do país. Até 2026, o Governo Federal prevê investimentos de R$ 94,2 bilhões em obras estratégicas, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Transnordestina.

Em 2024, o transporte ferroviário de cargas registrou resultados históricos. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), o volume de carga geral atingiu 150 milhões de toneladas úteis, o maior patamar dos últimos 19 anos. No total, incluindo o minério de ferro, as ferrovias movimentaram 540 milhões de toneladas úteis, crescimento de 1,83% em relação a 2023.


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Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo

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Da tecnologia do gramado à cerveja da torcida, o agronegócio atua como o motor invisível por trás do maior torneio do planeta

Antes de a bola rolar e o árbitro apitar o início da partida, o agronegócio já garantiu sua escalação como titular na Copa do Mundo. Frequentemente associado apenas às grandes exportações de commodities, o setor opera de forma estratégica e silenciosa no esporte.

Essa presença começa no elemento mais sagrado do espetáculo: o gramado dos estádios. A entrega de tapetes verdes impecáveis e resistentes exige biotecnologia e manejo avançado de solo, frutos diretos da pesquisa científica agrícola.

Fora das quatro linhas, a cadeia do agro dita o ritmo das arquibancadas, fornecendo toda a estrutura de alimentação do evento. O setor entrega desde os ingredientes para os lanches rápidos consumidos pelo público até a matéria-prima essencial da cerveja que acompanha a comemoração da torcida.

Da infraestrutura ao consumo, fica claro que o futebol e a força do campo jogam no mesmo time. Essa conexão surpreendente foi tema de um vídeo publicado pelo Canal Rural no Instagram, que detalha como a produção rural viabiliza a experiência de atletas e torcedores.

Confira:

A Copa do Mundo de 2026 teve início em 11 de junho, nos Estados Unidos. O país é um dos antitriões desta edição junto de México e Canadá. A final ocorre em 19 de julho, no estádio de Nova Jersey/Nova York.

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Abimaq lança guia gratuito sobre armazenagem diante de déficit no setor; confira

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Foto gerada por IA.

Com estimativa de produção de 353 milhões de toneladas de grãos por ciclo, o Brasil tem capacidade para armazenar 62% desse volume, o que deixa cerca de 135 milhões de toneladas sem estrutura de estocagem.

Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lançou o Guia Prático de Armazenagem Eficiente, disponível gratuitamente.

O material reúne orientações para produtores rurais, gestores e profissionais do agronegócio sobre práticas de armazenagem, com o objetivo de reduzir perdas, melhorar a logística e apoiar o planejamento das operações.

Déficit afeta logística e comercialização

Segundo a Abimaq, o crescimento da produção agrícola tem ampliado o déficit de capacidade estática de armazenagem no país. A limitação da infraestrutura pode aumentar os custos logísticos, elevar as perdas e reduzir as alternativas de comercialização da produção, obrigando produtores a venderem a safra em períodos de maior oferta.

A iniciativa integra uma campanha da entidade voltada à conscientização sobre a importância dos investimentos em armazenagem para o agronegócio.

Tecnologia disponível

A associação informa que a indústria nacional dispõe de tecnologia para ampliar a infraestrutura de armazenagem. A Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG), vinculada à Abimaq, reúne empresas que desenvolvem sistemas e equipamentos destinados a diferentes perfis de produtores e operações agrícolas.

O Guia Prático de Armazenagem Eficiente pode ser acessado gratuitamente mediante o preenchimento de formulário disponível aqui.

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Plano Safra 2026/27: bastidores mostram o desafio de traduzir R$ 610 bilhões ao produtor

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Radar Rural recebe a gerente de conteúdo e produtos digitais do Canal Rural, Laila Muniz. Em discussão, a cobertura do Plano Safra

O anúncio do Plano Safra 2026/27 na última terça-feira (30) colocou mais uma vez o agronegócio no centro das atenções. Somando os recursos destinados à agricultura empresarial e à agricultura familiar, o governo federal anunciou R$ 610 bilhões em crédito para a nova temporada.

Mas, por trás do valor recorde, há um trabalho intenso para transformar uma avalanche de números, regras e mudanças em informações úteis para quem realmente precisa delas: o produtor rural.

Esse foi um dos temas do novo episódio do Radar Rural, que recebeu a gerente de conteúdo e produtos digitais do Canal Rural, Laila Muniz, para falar sobre os bastidores da cobertura do principal anúncio da política agrícola brasileira.

Cobertura começa muito antes do anúncio

Segundo Laila, acompanhar o Plano Safra não significa apenas esperar a divulgação oficial dos números.

A preparação envolve revisitar os dados da safra anterior, analisar o comportamento da contratação de crédito e entender o cenário econômico que antecede o anúncio.

“O cenário econômico baliza as decisões do governo. A gente precisa olhar como foi o desembolso ao longo do ano, como o produtor se comportou, se tomou todo o crédito disponível e quais fatores influenciaram esse movimento.”

Na avaliação dela, juros elevados, aumento do endividamento e preços mais baixos das commodities já indicavam que esta edição teria características diferentes das anteriores.

Além disso, parte do trabalho consiste em traduzir um conteúdo altamente técnico para uma linguagem acessível.

“O produtor acompanha esses temas, mas nosso papel é transformar o economês em informação prática e responder às dúvidas que surgem imediatamente.”

Números chamam atenção

O Plano Safra destinou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8% e 12,5% ao ano.

Já a agricultura familiar contará com R$ 97,3 bilhões, por meio do Pronaf e de outras linhas de financiamento, com juros variando entre 1% e 7,5% ao ano.

Apesar do volume recorde de recursos, um ponto chamou atenção durante a análise da equipe do Canal Rural: a redução dos valores destinados ao custeio e à comercialização, enquanto as linhas de investimento receberam reforço.

Segundo Laila, esse movimento parece destoar do momento vivido pelo setor.

“O produtor pode adiar a compra de uma máquina, mas não pode deixar de comprar sementes ou insumos. Em um cenário de aperto financeiro, o custeio acaba sendo prioridade.”

Ela explica que a mudança também chamou a atenção de especialistas e de representantes do setor, levando a equipe a aprofundar a análise das novas linhas de investimento incorporadas ao programa.

Cobertura integrada entre TV e digital

Outra mudança destacada foi a integração cada vez maior entre televisão, site e redes sociais.

Além da tradicional transmissão ao vivo do anúncio, a cobertura passou a incluir bastidores, vídeos curtos, respostas rápidas às dúvidas dos produtores e maior interação nas redes sociais.

Segundo Laila, o objetivo é ampliar o alcance do conteúdo sem abrir mão da credibilidade.

“O formato digital exige objetividade. São poucos segundos para prender a atenção das pessoas, mas isso não significa perder qualidade na informação.”

Ela destaca que a missão do Canal Rural é entregar conteúdo rápido, consistente e confiável em um ambiente cada vez mais disputado.

Além dos números

Durante a conversa, a equipe também destacou que o trabalho não termina no dia do anúncio.

A cobertura continua nas semanas seguintes, com análises sobre os impactos das medidas, interpretação das regras e esclarecimento das principais dúvidas dos produtores.

Entre os temas que ainda devem ganhar espaço estão a distribuição dos recursos entre custeio e investimento, o acesso ao crédito por produtores endividados e os desafios enfrentados por mulheres no campo.

Um levantamento citado durante o programa mostra que mulheres administram cerca de 30 milhões de hectares no Brasil, mas ainda encontram mais dificuldades para acessar financiamentos, principalmente por questões relacionadas à titulação das propriedades.

Plano Safra precisa olhar o longo prazo

Outro ponto debatido foi a necessidade de pensar a política agrícola de forma mais estruturada.

Na avaliação dos participantes do Radar Rural, tanto o Plano Safra quanto temas como seguro rural e regularização fundiária exigem planejamento de longo prazo.

“O agro é estratégico para a segurança alimentar. São políticas que deveriam ser tratadas como políticas de Estado, e não apenas como ações anuais.”

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