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11 de maio de 2026

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BNDES libera R$ 2 bilhões para conclusão da primeira etapa da ferrovia estadual de Mato Grosso

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Foto: Rumo Logística

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta semana a liberação de R$ 2 bilhões para a conclusão da primeira etapa da Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT). O investimento será destinado à finalização de 162 quilômetros de trilhos entre os municípios de Rondonópolis e Dom Aquino, onde está sendo implantado um novo terminal ferroviário na região da BR-070.

O recurso será aplicado por meio da subscrição de debêntures emitidas pela Rumo S.A., concessionária responsável pela obra. A emissão, no valor total de R$ 2 bilhões, foi coordenada pelo próprio BNDES, e as obras desta fase têm previsão de conclusão no segundo semestre de 2026.

Esta etapa integra um projeto ferroviário mais amplo em execução no estado. Ao final, a Ferrovia Estadual de Mato Grosso deverá alcançar cerca de 743 quilômetros de extensão, divididos em cinco fases, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, com a inclusão de um ramal destinado a Cuiabá. Durante a execução das obras, a estimativa é de geração de 114 mil empregos.

A largada para a expansão dos trilhos da primeira ferrovia estadual ocorreu no dia 7 de novembro de 2022, em Rondonópolis. O projeto conta ainda com a previsão da construção de 22 pontes, 21 viadutos, cinco passagens inferiores e dois túneis, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso anteriormente.

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No dia 2 de junho de 2025 foi entregue a primeira ponte do pacote de obras. A Ponte Ferroviária sobre o Rio Vermelho possui 460 metros e 12 vãos, o que a torna a maior estrutura do tipo do modal no estado.

Conforme o projeto, o modal passará por 16 municípios, fazendo conexão com a malha ferroviária nacional e o Porto de Santos, em São Paulo.

Novo eixo logístico para o agro mato-grossense

A ferrovia é considerada estratégica para ampliar a capacidade logística de Mato Grosso, principal produtor de grãos do país. A expectativa é que o novo corredor ferroviário absorva parte relevante do transporte de soja e milho, reduzindo a dependência do modal rodoviário e integrando diferentes formas de transporte.

O terminal em implantação nas proximidades da BR-070, em Dom Aquino, terá papel central nesse processo. A estrutura vai concentrar cargas transportadas por rodovia e transferi-las para o sistema ferroviário, com capacidade para escoar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, especialmente soja e milho. A conclusão do terminal também está prevista para o segundo semestre de 2026.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto representa um avanço estrutural para a logística do estado e do país. “Essa ferrovia representa um avanço significativo para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso, com redução de custos logísticos, aumento da competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e alívio na sobrecarga das rodovias”, afirma.

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Segundo ele, o impacto também será ambiental. “Além disso, a ferrovia trará impactos positivos sobre a sustentabilidade ambiental, uma vez que o modal ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono em comparação ao transporte rodoviário”.

Na avaliação da vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, a ampliação da malha ferroviária é decisiva para o futuro do agronegócio e da economia nacional. “O investimento na expansão ferroviária com perspectiva de longo prazo é uma forte alavanca de competitividade e sustentabilidade para o agronegócio e para a economia nacional”, diz.

Ela acrescenta que “nossos trilhos têm papel essencial de conectar cadeias produtivas diversas aos mercados internacionais com eficiência, segurança e baixo carbono”.

A Rumo mantém atuação frequente no mercado de crédito brasileiro. Apenas em 2025, a companhia realizou três emissões, totalizando R$ 4,8 bilhões captados em debêntures incentivadas, destinadas ao financiamento de investimentos na Ferrovia de Mato Grosso, na Malha Paulista e em outros projetos. O apoio do BNDES integra esse montante e complementa a estrutura de funding dos investimentos.

Atualmente, a malha ferroviária brasileira soma cerca de 30 mil quilômetros. O setor passa por um processo de expansão e modernização, com mais de 12 mil quilômetros de novos trilhos autorizados ou em implantação em diferentes regiões do país. Até 2026, o Governo Federal prevê investimentos de R$ 94,2 bilhões em obras estratégicas, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Transnordestina.

Em 2024, o transporte ferroviário de cargas registrou resultados históricos. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), o volume de carga geral atingiu 150 milhões de toneladas úteis, o maior patamar dos últimos 19 anos. No total, incluindo o minério de ferro, as ferrovias movimentaram 540 milhões de toneladas úteis, crescimento de 1,83% em relação a 2023.

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Com recorde na produção de milho, armazéns operam com capacidade máxima no Acre

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Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

A produção de milho tem avançado de forma significativa no Acre e fortalecido a cadeia produtiva em municípios do interior.

Em Plácido de Castro e Acrelândia, as unidades da Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (Cageacre) operam com capacidade máxima, impulsionadas pelo aumento do volume de grãos recebidos para limpeza, secagem e ensacamento.

Na safra 24/25, a produção do grão registrou crescimento de 10,6%, passando de 126,3 mil para 139,7 mil toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado é atribuído à ampliação da área plantada, ao aumento da produtividade por hectare e ao apoio do governo do estado.

Além disso, as condições favoráveis de solo e clima da região também têm contribuído para o avanço da produção. Para a safra 25/26, a expectativa é de um crescimento ainda maior, reforçando os impactos positivos das políticas públicas e do suporte oferecido aos produtores rurais, especialmente aos agricultores familiares.

Armazém
Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

“É sempre muito gratificante chegar ao interior e ouvir dos próprios produtores que o nosso trabalho está dando certo. A agropecuária gera renda, movimenta a economia e garante mais qualidade de vida às famílias do campo, especialmente aos agricultores familiares”, afirmou a governadora, Mailza Assis.

Variedades

Somente em Plácido de Castro, cerca de 180 produtores ligados à agricultura familiar levam diferentes variedades de milho para o armazém da Cageacre. Além deles, produtores de lavoura em maior escala também utilizam o serviço, já que, após todo o processo, o grão sai pronto para comercialização.

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Entre o início de abril e os primeiros dias de maio, foram registrados 17.919 volumes de milho beneficiados na unidade de Plácido de Castro, totalizando 895,95 toneladas do grão. Os números reforçam a efetividade da atuação do estado, garantindo mais agilidade no processamento da produção e retorno mais rápido para as famílias.

Impacto em outras cadeias

O avanço da produção de milho no Acre também tem impactado diretamente outras cadeias produtivas do estado. A partir do grão, são produzidas rações utilizadas na criação de suínos, peixes, aves e ovinos. Com maior oferta de milho beneficiado, os custos tendem a diminuir, incentivando o crescimento de diferentes segmentos da pecuária local.

Em 2025, o armazém da Cageacre em Acrelândia enviou cerca de 50 mil sacos de milho para municípios do Vale do Juruá. O volume demonstra o desenvolvimento do comércio interno, reduzindo a dependência de produtos vindos de outros estados.

Produção e sustentabilidade lado a lado

O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) tem intensificado as ações de ordenamento e licenciamento ambiental voltadas às atividades agrícolas no estado. Segundo dados da Divisão de Uso do Solo da autarquia, somente em 2025 já foram licenciados 17.876 hectares destinados ao cultivo de milho e soja em diferentes cidades acreanas.

Os municípios de Capixaba e Plácido de Castro concentram as maiores áreas licenciadas para o cultivo. O avanço do plantio ocorre com base em critérios técnicos e ambientais, garantindo que o aumento da produção aconteça de forma regularizada e em conformidade com a legislação.

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Canetas emagrecedoras: o impacto no frango e na demanda por grãos

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O número de usuários de canetas emagrecedoras no mundo pode ultrapassar os 100 milhões até 2030, segundo relatório da Cogo Inteligência em Agronegócio. Esse resultado deve-se à quebra de patentes de marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, fazendo com que os preços caiam exponencialmente e o consumo aumente.

Com a demanda crescente, aumenta também a preocupação com a possível redução do consumo de alimentos, uma vez que esse tipo de medicamento diminui o apetite de quem usa. Embora essa seja a lógica imediata, o estudo indica o oposto para o setor de grãos e para o consumo de proteína animal, com destaque para a carne de frango e os ovos.

Em um contexto em que o consumidor procura saciedade prolongada, as chamadas “proteínas magras” tendem a ser impactadas com maior intensidade. Segundo o relatório, as exportações brasileiras de carne de frango podem ter um incremento de 12% a 15% no médio prazo.

Mudança na dieta e no comportamento

Em relatório lançado em abril deste ano, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já indica uma mudança estrutural no perfil do consumo global de proteínas.

O setor de ovos, por exemplo, atingiu a produção recorde de 62,3 bilhões de unidades em 2025. Segundo a ABPA, esse crescimento decorre da desmistificação do produto, que agora se consolida como essencial e saudável para o consumidor.

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Em relação à carne de frango, a entidade aponta que o consumo per capita se manteve elevado no ano passado, com 46,7 kg por habitante.

Oportunidades estratégicas para o Brasil

Diante desse cenário, surgem oportunidades estratégicas para o setor exportador de grãos. Isso porque o aumento do consumo dessas proteínas eleva a demanda por ração, que é composta majoritariamente por milho e farelo de soja, com cerca de 60% e 25%, respectivamente.

As projeções da consultoria indicam que em um cenário otimista de 5 a 7 anos, a demanda para uso em ração pode crescer até 10% para o cereal e 12% para o derivado da soja.

Além dos impactos nos embarques brasileiros, outro ponto destacado no relatório é a ascensão dos Smart Foods — alimentos formulados para maximizar a saciedade e a densidade nutricional. Com isso, abrem-se oportunidades para frigoríficos investirem nesse mercado.

Por outro lado, não são todos os setores que deverão ser beneficiados. Para ultraprocessados, carboidratos e açúcares, a perspectiva é de queda significativa no consumo, o que indica uma virada nos hábitos alimentares que irá demandar cada vez mais resiliência e mudança nas estratégias.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta nos motores biometano com economia de até 40% no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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