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Sustentabilidade

Soja/BR: 97,6% das lavouras foram semeadas no país – MAIS SOJA

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Em MT, as lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo, recuperando-se dos efeitos negativos da irregularidade de chuvas de novembro. A área replantada permaneceu dentro da média histórica e a colheita se aproxima do início. No RS, as precipitações permitiram a retomada do desenvolvimento vegetativo, que estava reduzido devido à estiagem, bem como propiciaram condições para a germinação das áreas semeadas no início de dezembro e a retomada do plantio. No PR, 1/3 das áreas se encontra em enchimento de grãos. A maioria das áreas apresenta bom desenvolvimento.

Em GO, o plantio se aproxima da finalização. As lavouras seguem beneficiadas pela regularização das chuvas, reduzindo a percepção de falhas e desuniformidade em campo. Em MS, as chuvas recorrentes continuam a favorecer as lavouras em todas as regiões. Grande parte das áreas se encontra nos estádios reprodutivos e com bom potencial produtivo. Em MG, o plantio foi finalizado e o excesso de chuvas vem atrasando as aplicações de defensivos. Em SP, as áreas semeadas com variedades precoces se encontram nos estádios finais de enchimento de grãos.

Na BA, a regularidade das chuvas alternada com dias ensolarados, continua favorecendo o desenvolvimento da cultura e as operações finais de plantio. No TO, os produtores têm intensificado o monitoramento e controle de pragas. No MA, nos Gerais de Balsas, o plantio se aproxima do fim, enquanto no leste, somente 40% das áreas foram plantadas. No oeste, ele ainda está no início e acompanha a ocorrência das chuvas. No PI, o plantio se aproxima da finalização e a maioria das áreas apresenta bom desenvolvimento, com as mais precoces em enchimento de grãos. Em SC, as lavouras apresentam bom desenvolvimento em todo o estado e têm sido favorecidas pelas chuvas regulares e pela elevação das temperaturas. No PA, o plantio continua lento nos polos de Santarém e Redenção devido a irregularidades das chuvas.

Previsão Agrometeorológica de 22/12/2025 a 29/12/2025

Norte-Nordeste: Na maior parte da região Norte, chuvas maiores que 50 mm são previstas, favorecendo a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Na região Nordeste, precipitações acima de 40 mm podem ocorrer no Oeste e Sul do MA, bem como no Centro-Norte, Sudeste e Sudoeste do PI. Nas demais áreas, predominará baixos acumulados de chuva ou tempo seco. No MATOPIBA, exceto no Leste do MA, as condições serão suficientes para o avanço da semeadura e o desenvolvimento das lavouras.

Centro Oeste: Estão previstas chuvas em toda região e as condições serão favoráveis ao desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Os menores volumes em MS e GO beneficiarão as operações de campo. Os maiores volumes ocorrerão no Norte de Mato Grosso, com volumes superiores a 80 mm.

Sudeste: Há previsão de pouca chuva na maior parte da região. Em áreas do Norte, Centro e Leste de MG, predominará a falta de precipitação, mas a umidade do solo será suficiente para os cultivos. No geral, as condições climáticas serão favoráveis para o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra de grãos, de café e de cana-de-açúcar.

Sul: Há previsão de chuvas em toda a região. No RS e Leste de em SC, são previstas chuvas em volumes elevados que podem ultrapassar 200 mm. No geral, as condições serão favoráveis para o desenvolvimento, florescimento e enchimento de grãos das lavouras, bem como para a recomposição dos reservatórios. No PR e Oeste de SC, mesmo diante a previsão de baixos volumes de chuva, as condições serão favoráveis para as lavouras.

Confira o Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras de 22 de dezembro de 2025 completo, clicando aqui!

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras

Site: CONAB

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Sustentabilidade

Soja tem leves altas, mas mercado segue travado no Brasil; saiba os preços

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de negócios pontuais e pouca liquidez, com preços entre estáveis e levemente mais altos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário segue sem direção firme, mesmo diante de oscilações externas.

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De acordo com o analista, houve leve alta em Chicago Board of Trade e volatilidade no câmbio, em um dia marcado por decisão de juros no Brasil, mas sem força suficiente para destravar o mercado.

A indústria chegou a atuar mais no doméstico, porém os produtores seguem cautelosos e pedindo preços mais altos, o que mantém o ritmo lento. “É um mercado da mão para a boca, com oportunidades pontuais”, resume.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 106,00 para R$ 107,00
  • Dourados (MS): preço estável em R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 107,00 para R$ 109,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em leve alta na Chicago Board of Trade, em um movimento de recuperação técnica após a forte queda registrada na sessão anterior. O avanço do petróleo sustentou os preços do óleo de soja, contribuindo para a reação do grão ao longo do dia.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o adiamento de sua viagem a Pequim, onde se reuniria com o líder chinês Xi Jinping. A decisão ocorre em meio à escalada da guerra com o Irã e adia as tentativas de reduzir tensões entre as duas maiores economias do mundo.

O adiamento também posterga um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China, que poderia incluir a ampliação das compras de soja americana. Na sessão anterior, essa expectativa levou os contratos a atingirem o limite diário de baixa.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 11,61 3/4 por bushel, com alta de 4,75 centavos (+0,41%). Já a posição julho avançou 5,25 centavos (+0,44%), encerrando a US$ 11,76 1/2 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo de soja (maio) subiu US$ 10,00 (+3,20%), para US$ 321,70 por tonelada. Já o óleo de soja recuou 0,66%, fechando a 65,53 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,72%, cotado a R$ 5,24. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,18 e a máxima de R$ 5,24.

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Sustentabilidade

Capim-amargoso: Manejo no rebrote é estratégia para aumentar a eficiência no controle – MAIS SOJA

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O capim-amargoso (Digitaria insularis) é considerada atualmente uma das principais a mais complexas plantas daninhas que infestam culturas anuais como soja e milho. Além de apresentar elevada habilidade competitiva, populações de capim-amargoso apresentam resistência aos principais herbicidas utilizados no manejo das plantas daninhas de folha estreita, como glifosato (inibidora da EPSPs), Fenoxaprop e Haloxyfop (Inibidores da ACCase) e resistência múltipla a ambos os herbicidas (Heap, 2024HRAC-BR, s.d.).

Tendo em vista a dificuldade em controlar essa planta daninha na pós-emergência das culturas agrícolas, é comum observar falhas de manejo que resultam na persistência de populações do capim-amargoso ao final do ciclo das culturas de verão, o que atrelado ao elevado fluxo de emergência dessa espécie sob condições adequadas, resulta em elevadas infestações na pós-colheita.

Considerando que, durante a colheita, ocorre o corte das plantas remanescentes de capim-amargoso, que posteriormente rebrotam, o manejo outonal na pós-colheita torna-se uma estratégia fundamental para reduzir suas populações. Nesse período, as plantas encontram-se debilitadas, direcionando energia ao rebrote, o que favorece maior eficiência do controle químico.

De acordo com Grigolli (2017) e Gaspar et al. (2019), o controle químico do capim-amargoso é mais eficiente quando realizado no estádio de rebrote, em comparação a plantas adultas (perenizadas). Até os 21 dias após a aplicação, o nível de controle em plantas rebrotadas é superior ao observado em plantas já perenizadas.

Ao avaliar a influência da altura de roçada no controle do capim-amargoso perenizado, Raimond et al. (2019) verificaram que a aplicação da mistura de herbicidas (clethodim + glyphosate) imediatamente após o corte, eleva os níveis de controle em até 4,8%. Além disso, quanto menor a altura de roçada, maior é a eficiência do controle quando associada ao manejo químico.

Resultados similares foram observados por Grigolli (2017), que demonstrou o aumento da eficiência do controle químico do capim-amargoso ao realizar a aplicação dos herbicidas após manejo da roçada das plantas entouceiradas, mais especificamente, no início das brotações (figura 1). Nesse contexto, tanto a roçada quanto a colheita, ao promoverem o corte das plantas, favorecem o controle do capim-amargoso durante o rebrote, configurando-se como estratégias importantes no manejo dessa planta daninha.

Figura 1. Eficiência de controle de capim-amargoso com roçada mecânica aos 28 dias após a aplicação dos tratamentos. Maracaju, MS, 2017.
Barras seguidas da mesma cor são estatisticamente iguais pelo teste de Scott-Knott (p<0,05). Fonte: Grigolli (2017)

Vale destacar que, além dos herbicidas avaliados nos estudos supracitados, o uso de herbicidas pré-emergentes e a aplicação sequencial na pré-semeadura da cultura sucessora (safrinha) têm contribuído para maior eficiência no controle do capim-amargoso. Esse efeito é ainda mais evidente com o uso de herbicidas inibidores da Protox e da glutamina sintetase, especialmente quando posicionados no estádio de rebrote da planta daninha.



Referências:

GASPAR, S. L. L. et al. CONTROLE DO CAPIM AMARGOSO EM DIFERENTES MANEJOS E ASSOCIAÇÕES DE AGROQUÍMICOS. Revista Cultivando o Saber, v. 12, p. 280 – 291, 2019. Disponível em: < https://www.fag.edu.br/upload/revista/cultivando_o_saber/5dbc4989c30d7.pdf >, acesso em: 18/03/2026.

GRIGOLLI, J. F. J. MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2016/2017, 2017. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-20162017.pdf >, acesso em: 18/03/2026.

HEAP. I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2024. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 18/03/2026.

HRAC-BR. RESISTÊNCIA: PLANTAS DANINHAS III. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, s. d. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/_files/ugd/48f515_18aa1de86830499d9d8b3827af2121f4.pdf?index=true >, acesso em: 18/03/2026.

RAIMONDI, R. T. et al. ALTURA DE ROÇADA AFETA O CONTROLE DE CAPIM-AMARGOSO PERENIZADO. Cultura Agronômica, 2019. Disponível em: < https://ojs.unesp.br/index.php/rculturaagronomica/article/view/2446-8355.2019v28n3p254-267 >, acesso em: 18/03/2026.

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Sustentabilidade

Veranicos reduzem produtividade da soja no PI, mas colheita avança para 25%, diz Aprosoja

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Foto: Pedro Silvestre

A colheita de soja no estado Piauí avançou nos últimos dias e já alcança 25% da área estimada em 1,148 milhão de hectares, segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja PI). A expectativa é que a área cultivada registre avanço de 4,6% em relação à temporada anterior, refletindo o quadro de chuvas mais amenas no estado.

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O diretor-executivo da Aprosoja PI, Rafael Maschio, explica que os veranicos ocorridos em novembro e em janeiro comprometeram a produtividade média das lavouras, que inicialmente variava entre 3.420 e 3.480 quilos por hectare. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta rendimento final um pouco maior, de 3.554 quilos por hectare.

Segundo Maschio, o curto prazo deve apresentar chuvas mais esparsas, especialmente no sul do estado, o que pode impactar o ritmo da colheita. Ainda assim, a Conab projeta produção total de 4,081 milhões de toneladas para a safra 2025/26, representando uma alta de 8% em relação às 3,777 milhões de toneladas da safra anterior.

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