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3 de agosto de 2026

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Empresários alegam perdas devido obras em Cuiabá e querem escalonar aumento do IPTU

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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) protocolou, nesta segunda-feira (22), na Prefeitura de Cuiabá, uma proposta de reescalonamento no aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em 2026. A medida visa mitigar o custo sobretudo aos comerciantes que estão sendo prejudicados pelas várias frentes de obras que ocorrem na cidade.

A proposta consiste na criação de um regime diferenciado para os imóveis comerciais situados nas zonas de influência direta das obras do BRT, do Contorno Leste, de saneamento em diversas vias de Cuiabá e do centro histórico, em razão da requalificação das ruas e da construção do novo Mercado Municipal. 

“Para estes casos, o aumento do IPTU agravaria uma situação que já é de fragilidade extrema. Para viabilizar esta medida com precisão e justiça fiscal, a CDL Cuiabá coloca-se à disposição para fornecer dados e relatórios que auxiliem a Prefeitura no mapeamento e identificação dos estabelecimentos efetivamente impactados, garantindo que o benefício chegue a quem realmente está sofrendo os prejuízos operacionais”, informa o documento.

O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, lembrou que as obras já vêm impactando o comércio ao longo de todo o ano de 2025. Em janeiro, pesquisa da CDL Cuiabá identificou 36% de queda nas vendas dos estabelecimentos da avenida do CPA com as obras do BRT.

“De lá para cá, as frentes de obras aumentaram e seguirão por 2026. Ou seja, os setores de comércio e serviços, que geram 70% da arrecadação, continuarão a ser afetados. É um olhar de sensibilidade que estamos pedindo. Demonstraria o compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável e o bem social”, reforçou Macagnam.

O pedido também considera os munícipes em geral, lembrando que a aplicação imediata e integral do aumento pode gerar ainda mais inadimplência e desequilíbrio financeiro, pois 44% da população economicamente ativa de Mato Grosso tem o nome negativado nas bases do SPC Brasil.

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Agro Mato Grosso

Colheita do milho entra na reta final e já alcança 96,8% da área em MT

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Trabalhos avançam acima do ritmo da safra passada; produção deve atingir recorde de 57 milhões de toneladas, impulsionada por produtividade histórica

A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso entrou na reta final e já alcança 96,77% da área cultivada, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na última semana de julho, os trabalhos avançaram 6,11 pontos percentuais, mantendo o Estado ligeiramente à frente do ritmo registrado no mesmo período da safra anterior.

Com praticamente todas as regiões em fase de conclusão da colheita, apenas o Sudeste mato-grossense ainda concentra áreas mais expressivas por colher. Segundo a analista do Imea, Milena Bezerra, o encerramento dos trabalhos deve ocorrer nas próximas semanas.

“A colheita do milho de segunda safra já caminha para a reta final aqui em Mato Grosso, com cerca de 97% da área total colhida. De forma geral, os trabalhos seguem ligeiramente acima do observado no mesmo período da safra 2024/25”, afirma.

As regiões Médio-Norte e Norte praticamente concluíram a retirada dos grãos do campo. Já o Sudeste apresenta 85,61% da área colhida, sendo a região que registrou o maior avanço semanal, de 18,02 pontos percentuais, resultado da intensificação das operações em lavouras que atingiram o ponto ideal para a colheita.

Umidade reduz ritmo final – Embora a colheita esteja próxima do fim, a tendência é de redução no ritmo das operações.

De acordo com Milena Bezerra, grande parte das áreas remanescentes está dispersa e muitos produtores preferem aguardar a diminuição da umidade dos grãos antes de concluir a retirada da produção.

“Nessas áreas remanescentes, muitos produtores aguardam a redução da umidade dos grãos para facilitar a armazenagem. Nas próximas semanas, a expectativa é de encerramento da colheita na maior parte do Estado, com exceção da região Sudeste, que deve demandar um pouco mais de tempo”, explica.

Mesmo com essa desaceleração prevista, Mato Grosso mantém vantagem de 0,39 ponto percentual em relação ao desempenho registrado no mesmo período da safra 2024/25.

Safra histórica – Além do avanço da colheita, o Imea mantém a projeção de uma safra recorde em Mato Grosso.

As mais de 800 avaliações de campo realizadas em 82 municípios apontaram produtividade média de 128,64 sacas por hectare, o maior rendimento já registrado no Estado.

O desempenho, aliado à expansão da área cultivada, deverá resultar em uma produção estimada em 57,06 milhões de toneladas, volume 2,92% superior ao da safra anterior.

Segundo o instituto, o resultado é consequência das condições climáticas favoráveis durante praticamente todo o ciclo da cultura, garantindo elevado potencial produtivo nas principais regiões agrícolas.

Liderança nacional – Maior produtor de milho do Brasil, Mato Grosso consolida mais uma vez sua posição de liderança nacional.

A expectativa é que, com a conclusão da colheita nas próximas semanas, o Estado confirme uma das maiores safras de sua história, reforçando sua importância para o abastecimento interno, as exportações e a cadeia de proteína animal, que utiliza o milho como principal insumo para a produção de rações.

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Abilio Brunini diz que aliança entre PL e MDB é incoerente

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Prefeito, um dos bolsonaristas mais resistentes a acordo, disse que não participará do palanque eleitoral com MDB junto

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) disse que não participará da campanha eleitoral com o MDB. Abilio reagiu quase que imediatamente à confirmação da aliança nesse domingo (2). Ele disse que o Partido Liberal (PL) caiu na “incoerência”. 

“Não estarei com o MDB, não posso ser incoerente”, disse em post nas redes sociais. 

A incoerência mencionada por Abilio é interpretada de situações recentes entre MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e o PL, nas eleições municipais de 2024. Ele lembrou que os partidos estiveram de lados opostos e desde então haveria alguma animosidade entre eles. 

“O [deputado estadual Eduardo] Botelho foi meu oponente em Cuiabá e fala mal de mim e do [ex-presidente Jair] Bolsonaro, está no MDB. O Kalil [Baracat, ex-prefeito de Várzea Grande], que foi contra a Flávia [Moretti, atual prefeita e filiada ao PL], está no MDB”, disse. 

Abilio cita ainda situações semelhantes em outras cidades, como Rondonópolis e Primavera do Leste, onde as disputas mais acirradas e acintosas ocorreram entre os candidatos do MDB e do PL. 

“Brigamos na última eleição e continuamos oponentes, agora querem colocar todo mundo no mesmo ônibus e fazer de conta que somos amiguinhos. Não dá não”, disse. 

O prefeito Abilio tem um histórico mais extensão de embates com MDB. Os adversários políticos dele, desde o primeiro mandato de vereador, são o ex-prefeito Emanuel Pinheiro e o deputado federal Emanuelzinho, que na época estavam filiados ao MDB. 

O caso mais recente e mais próximo a ele foi a transferência da vice-prefeita Vânia Rosa para o MDB, no começo deste ano, para disputar a campanha eleitoral.

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Agro Mato Grosso

Agosto será mais quente e seco em MT, mas clima favorece colheita no campo, diz Conab

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