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5 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Do campo aos refeitórios: como a agricultura familiar avança no acesso a mercados justos com a contribuição da FALM da AMAGGI

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Em diferentes regiões, a produção de famílias agricultoras tem encontrado novos caminhos. Alimentos cultivados por mãos que conhecem a terra, o clima, passam a fazer parte da rotina alimentar de quem trabalha nas unidades da AMAGGI. São conexões que aproximam campo e empresa, ampliam oportunidades e fortalecem quem produz no território.

Esse movimento é de um trabalho contínuo de escuta, articulação e cooperação conduzida pela Fundação André e Lucia Maggi (FALM). Por meio do Projeto Cultivando o Futuro, a Fundação integra formação técnica, acompanhamento próximo e estímulo a práticas mais sustentáveis. O projeto contribui com a melhoria da gestão, amplia o acesso a mercados e fortalece arranjos produtivos locais, sempre em diálogo com instituições públicas, organizações sociais e universidades. Essa rede tem permitido que as ações ganhem escala e alcancem mais famílias agricultoras.

A partir desse processo, cooperativas e associações vêm conquistando novos espaços de comercialização. Em localidades como Itacoatiara (AM), Lucas do Rio Verde (MT), Campo Novo do Parecis (MT) e Diamantino (MT), alimentos da agricultura familiar já abastecem refeitórios da AMAGGI. Em 2025, mais de 40 toneladas de alimentos foram entregues, proteínas animais, raízes, hortaliças, frutas e produtos minimamente processados, produzidos por cerca de 260 famílias.

Esse avanço não nasce apenas da demanda por alimentos, mas da construção de relações de confiança. Os fluxos de compra e venda são definidos coletivamente, respeitando a capacidade produtiva, a sazonalidade e as rotas possíveis de escoamento. Tudo é construído com diálogo entre agricultores, setor de Nutrição e Suprimentos das filiais e equipes da FALM e AMAGGI, sempre considerando as dinâmicas de cada território.

“Fortalecer os canais de compra da agricultura familiar significa qualificar o nosso abastecimento interno e impulsionar o desenvolvimento econômico nas áreas onde atuamos. As parcerias com as iniciativas locais mostram que é possível estruturar fluxos de fornecimento justos, previsíveis e alinhados às capacidades produtivas das comunidades”, afirma Claudinei Francisco Zenatti, Diretor de Logística e Operações AMAGGI e conselheiro curador da FALM.

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No último semestre, três cooperativas mato-grossenses deram passos importantes.
A CooperChapada realizou as primeiras entregas em unidades de Primavera do Leste e Santo Antônio do Leste. A CooperLAF passou a abastecer o refeitório em Lucas do Rio Verde. E a Coopraf realizou entregas para a Fazenda Itamarati, em Campo Novo do Parecis. Cada uma dessas conquistas exigiu organização interna, planejamento de rota e adaptação às demandas da empresa.

“Para nós, acessar o mercado da AMAGGI é uma conquista. Ver uma empresa desse porte abrir espaço para fornecedores locais valoriza nosso trabalho e amplia o reconhecimento da agricultura familiar”, destaca Veranice Manfrin Berté, da CooperLAF.

Com a regularidade das compras, as cooperativas conseguem planejar melhor a produção e investir em melhorias. E quem trabalha nas unidades da AMAGGI passa a consumir alimentos frescos, cultivados localmente e carregados de histórias, uma forma de fortalecer a economia regional e valorizar a diversidade produtiva.

“Integrar a agricultura familiar ao abastecimento das nossas unidades traz ganhos reais para a operação. Recebemos alimentos frescos e fortalecemos cadeias produtivas do entorno. É uma relação que melhora a qualidade da alimentação e dinamiza a economia local”, afirma Arnaldo Ferrando do Santos, Gerente Regional Agrícola da AMAGGI.

Para a FALM, cada entrega reflete a consolidação de vínculos e construção de processos duradouros com as comunidades.

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“Nosso compromisso é ampliar oportunidades para quem produz no território, fortalecer economias locais e garantir condições justas de comercialização. Cada entrega é fruto de um processo coletivo que valoriza o conhecimento e o trabalho das famílias agricultoras”, afirma Aletéa Rufino, Gerente de Operações da FALM.

Com presença em Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, a FALM segue investindo em estratégias que aproximam campo e mercado. Uma nova parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) irá aprofundar estudos sobre os impactos da inclusão socioprodutiva, orientando, caminhos de expansão e fortalecimento das famílias agricultoras.

Esta história, construída coletivamente, mostra que relações de confiança, redes locais e escutas qualificadas geram pontes reais entre quem produz e quem consome, criando uma economia mais justa, sustentável e enraizada nos territórios.

Sobre a FALM

A Fundação André e Lucia Maggi (FALM) é uma instituição sem fins lucrativos responsável pela gestão do Investimento Social Privado da AMAGGI. Criada em 1997, atua no desenvolvimento de pessoas e comunidades por meio de iniciativas voltadas à agricultura familiar, qualificação profissional, empreendedorismo, empregabilidade e fortalecimento de organizações e coletivos sociais. Em cada território, a FALM trabalha com base na escuta e na construção coletiva de soluções que gerem oportunidades e ampliem horizontes.

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Pane a cada 10 minutos: mais de 400 motoristas pedem resgate na BR-163 durante feriado

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Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Desenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez

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Programa fica aberto por 90 dias e cobre dívidas de famílias, estudantes, pequenas empresas e assentados da reforma agrária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, nova edição do programa federal de renegociação de dívidas. A iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% sobre o valor total devido e possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos. Uma das principais novidades é a inclusão do produtor rural e de famílias assentadas pelo programa de reforma agrária,público que não integrava o Desenrola original.

O programa funciona por 90 dias e se divide em quatro categorias:
  • Desenrola Famílias — para quem tem renda de até cinco salários mínimos
  • Desenrola Fies — para estudantes do ensino superior com financiamento estudantil
  • Desenrola Empreendedor — para micro e pequenas empresas
  • Desenrola Rural — para pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária

O foco recai sobre dívidas de cartão de crédito, cheque especial, Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e crédito rural.

A inclusão do setor rural representa a principal inovação do Desenrola 2.0. Pelo Desenrola Rural, pequenos agricultores e famílias assentadas podem renegociar dívidas com prazo estendido até dezembro. O governo ampliou o limite de adesão especificamente para esse público, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso a programas de crédito urbano.

Famílias podem parcelar em até quatro anos

Para o público geral, o Desenrola Famílias garante descontos entre 30% e 90% do valor devido, com parcelamento em até 48 meses e prazo de 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Famílias com renda mensal de até R$ 8.105 ainda podem liberar até 20% do saldo do FGTS para abater as dívidas.

Quem tem dívidas do Fies vencidas há mais de 90 dias pode negociar descontos entre 12% e 99% sobre juros e multas. O valor principal pode ser parcelado em até 150 vezes.

Para micro e pequenas empresas, o programa ampliou prazos e limites. A carência de pagamento sobe de 12 para 24 meses, o prazo máximo passa de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso vai de 14 para 90 dias. O teto de crédito sobe para R$ 180 mil (ante R$ 130 mil) para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e para R$ 500 mil (ante R$ 250 mil) para CNPJs com faturamento de até R$ 4,8 milhões.

Recursos vêm do FGO e de valores esquecidos nos bancos

O programa acessa o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que já conta com R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um aporte adicional de até R$ 5 bilhões. O governo também prevê uso de recursos do SVR (Sistema de Valores a Receber), que reúne dinheiro esquecido em instituições financeiras.

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O Novo Desenrola também altera as regras do crédito consignado do INSS e do servidor público. As duas modalidades deixam de vincular o cartão ao empréstimo. Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo das operações sobe de 96 para 108 meses, a carência chega a 90 dias e a margem de comprometimento de renda cai de 45% para 40%.

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