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4 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Do campo aos refeitórios: como a agricultura familiar avança no acesso a mercados justos com a contribuição da FALM da AMAGGI

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Em diferentes regiões, a produção de famílias agricultoras tem encontrado novos caminhos. Alimentos cultivados por mãos que conhecem a terra, o clima, passam a fazer parte da rotina alimentar de quem trabalha nas unidades da AMAGGI. São conexões que aproximam campo e empresa, ampliam oportunidades e fortalecem quem produz no território.

Esse movimento é de um trabalho contínuo de escuta, articulação e cooperação conduzida pela Fundação André e Lucia Maggi (FALM). Por meio do Projeto Cultivando o Futuro, a Fundação integra formação técnica, acompanhamento próximo e estímulo a práticas mais sustentáveis. O projeto contribui com a melhoria da gestão, amplia o acesso a mercados e fortalece arranjos produtivos locais, sempre em diálogo com instituições públicas, organizações sociais e universidades. Essa rede tem permitido que as ações ganhem escala e alcancem mais famílias agricultoras.

A partir desse processo, cooperativas e associações vêm conquistando novos espaços de comercialização. Em localidades como Itacoatiara (AM), Lucas do Rio Verde (MT), Campo Novo do Parecis (MT) e Diamantino (MT), alimentos da agricultura familiar já abastecem refeitórios da AMAGGI. Em 2025, mais de 40 toneladas de alimentos foram entregues, proteínas animais, raízes, hortaliças, frutas e produtos minimamente processados, produzidos por cerca de 260 famílias.

Esse avanço não nasce apenas da demanda por alimentos, mas da construção de relações de confiança. Os fluxos de compra e venda são definidos coletivamente, respeitando a capacidade produtiva, a sazonalidade e as rotas possíveis de escoamento. Tudo é construído com diálogo entre agricultores, setor de Nutrição e Suprimentos das filiais e equipes da FALM e AMAGGI, sempre considerando as dinâmicas de cada território.

“Fortalecer os canais de compra da agricultura familiar significa qualificar o nosso abastecimento interno e impulsionar o desenvolvimento econômico nas áreas onde atuamos. As parcerias com as iniciativas locais mostram que é possível estruturar fluxos de fornecimento justos, previsíveis e alinhados às capacidades produtivas das comunidades”, afirma Claudinei Francisco Zenatti, Diretor de Logística e Operações AMAGGI e conselheiro curador da FALM.

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No último semestre, três cooperativas mato-grossenses deram passos importantes.
A CooperChapada realizou as primeiras entregas em unidades de Primavera do Leste e Santo Antônio do Leste. A CooperLAF passou a abastecer o refeitório em Lucas do Rio Verde. E a Coopraf realizou entregas para a Fazenda Itamarati, em Campo Novo do Parecis. Cada uma dessas conquistas exigiu organização interna, planejamento de rota e adaptação às demandas da empresa.

“Para nós, acessar o mercado da AMAGGI é uma conquista. Ver uma empresa desse porte abrir espaço para fornecedores locais valoriza nosso trabalho e amplia o reconhecimento da agricultura familiar”, destaca Veranice Manfrin Berté, da CooperLAF.

Com a regularidade das compras, as cooperativas conseguem planejar melhor a produção e investir em melhorias. E quem trabalha nas unidades da AMAGGI passa a consumir alimentos frescos, cultivados localmente e carregados de histórias, uma forma de fortalecer a economia regional e valorizar a diversidade produtiva.

“Integrar a agricultura familiar ao abastecimento das nossas unidades traz ganhos reais para a operação. Recebemos alimentos frescos e fortalecemos cadeias produtivas do entorno. É uma relação que melhora a qualidade da alimentação e dinamiza a economia local”, afirma Arnaldo Ferrando do Santos, Gerente Regional Agrícola da AMAGGI.

Para a FALM, cada entrega reflete a consolidação de vínculos e a construção de processos duradouros com as comunidades.

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“Nosso compromisso é ampliar oportunidades para quem produz no território, fortalecer economias locais e garantir condições justas de comercialização. Cada entrega é fruto de um processo coletivo que valoriza o conhecimento e o trabalho das famílias agricultoras”, afirma Aletéa Rufino, Gerente de Operações da FALM.

Com presença em Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, a FALM segue investindo em estratégias que aproximam campo e mercado. Uma nova parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) irá aprofundar estudos sobre os impactos da inclusão socioprodutiva, orientando, caminhos de expansão e fortalecimento das famílias agricultoras.

Esta história, construída coletivamente, mostra que relações de confiança, redes locais e escutas qualificadas geram pontes reais entre quem produz e quem consome, criando uma economia mais justa, sustentável e enraizada nos territórios.

Sobre a FALM

A Fundação André e Lucia Maggi (FALM) é uma instituição sem fins lucrativos responsável pela gestão do Investimento Social Privado da AMAGGI. Criada em 1997, atua no desenvolvimento de pessoas e comunidades por meio de iniciativas voltadas à agricultura familiar, qualificação profissional, empreendedorismo, empregabilidade e fortalecimento de organizações e coletivos sociais. Em cada território, a FALM trabalha com base na escuta e na construção coletiva de soluções que gerem oportunidades e ampliem horizontes.

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Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.

De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.

🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década

 

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.

Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.

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Registros de diferentes gerações

O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.

Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.

Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.

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Agro Mato Grosso

Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Agro Mato Grosso

Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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