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20 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Bayer apresenta vitrine de ciência em campo, levando mais produtividade às lavouras brasileiras – MAIS SOJA

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Em mais um passo para apresentar soluções de portfólio integradas, olhando para desafios atuais e futuros, a Bayer mostrou, na última segunda-feira, 27, soluções sustentáveis e inovadoras para a agricultura brasileira, durante evento em Paulínia, onde está localizado um de seus centros de Pesquisa & Desenvolvimento.

Entre as novidades estão uma nova carboxamida que integrará uma linha de fungicidas destinada ao mercado brasileiro, um herbicida para controle pós-emergente de plantas daninhas e o primeiro inseticida cetoenol, que ainda estão em fase de registro.

Desta forma, a Bayer reforça o seu já extenso portfólio de proteção de cultivos e mira no lançamento de cinco novos produtos por ano, além de 14 novas moléculas e seis novos modos de ação até 2030. Com uma estratégia sólida para as próximas safras, a companhia liderou o crescimento deste mercado nos últimos quatro anos. Tiago Santos, líder do negócio de proteção de cultivos da Bayer no Brasil, atribui este avanço aos investimentos e a abordagem inovadora em pesquisa da companhia para criar soluções de forma mais ágil e precisa, olhando para os desafios da agricultura tropical.

“A Bayer sempre esteve presente em momentos decisivos do agricultor brasileiro, no controle da ferrugem asiática na soja com a Família Fox, na introdução destas tecnologias em bipolares no milho, além do pioneirismo do RoundUp na década de 1970, que impulsionou o plantio direto e o controle moderno de plantas daninhas”, explica. “Agora, temos aprimorado ainda mais nossos processos de pesquisa. Utilizando inteligência artificial, respondemos mais rapidamente aos desafios da agricultura e antecipamos as necessidades do produtor, incluindo mais modos de ação ou a combinação deles para o manejo de resistência no campo”, reforça.

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Com um investimento global de 2 bilhões de euros anuais em Pesquisa e Desenvolvimento, a Bayer é uma das empresas que mais investem em inovação no setor, oferecendo soluções completas por meio de um portfólio diversificado, integrando proteção de cultivos, sementes, biotecnologia e uma plataforma de agricultura digital robusta.

Um olhar para o futuro

Uma das soluções mais esperadas pelos agricultores é o herbicida Icafolin. Com o lançamento no mercado brasileiro previsto para 2028, a inovação se destaca como o primeiro novo mecanismo de ação para o controle pós-emergente de plantas daninhas em mais de 30 anos. Desenvolvido para culturas anuais e perenes, o produto oferece uma nova estratégia para combater plantas daninhas resistentes ao glifosato e outros herbicidas convencionais.

De acordo com Tiago Santos, por sua eficácia na pós-emergência e poder residual, o produto pode ser uma ferramenta poderosa para os agricultores que enfrentam a resistência das plantas daninhas. “Acima de tudo, é um forte aliado na prática de agricultura regenerativa, já que ele protege o solo, favorecendo o plantio direto, contribuindo para o sequestro de carbono e promovendo sistemas de cultivo mais sustentáveis”.

Outra novidade, atualmente em fase de registro, é o Plenexos. O primeiro inseticida cetoenol fará parte de uma família de produtos e conta com uma eficiência superior no controle populacional das pragas e excelente efeito residual, sendo adequado para aplicação em culturas como soja e algodão. Além disso, por não afetar insetos benéficos, como os polinizadores, é um produto verde altamente seletivo.

Ainda para 2028, a Bayer prevê o lançamento do fungicida de amplo espectro Iblon, com uma nova carboxamida de última geração, chamada isoflucypram, que misturada com tebuconazol, agrega no manejo das principais doenças foliares das culturas de soja, trigo, milho, e algodão, como a mancha-de-bipolaris, diplodia, mancha alvo e Ramulária.

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“É uma solução que utiliza uma carboxamida com um espectro de controle de doenças ampliado, permitindo a eficácia mesmo em dosagens reduzidas. Essa abordagem se destaca como um excelente aliado da família Fox no manejo do produtor, já demonstrando produtividades 83% superiores à média dos métodos atualmente utilizados no mercado, conforme áreas de teste”, comenta o executivo.

Inovação consolidada

As soluções se unem ao já consagrado portfólio da empresa e aos lançamentos deste ano, que garantem o tratamento ideal para as principais plantas daninhas, pragas e doenças fúngicas de milho, algodão e soja.

Um destaque do evento foi o sucesso e eficácia dos produtos da Família Fox. São mais de 10 anos de liderança no mercado, e mais de 500 milhões de hectares tratados com as soluções, sendo elas: o Fox® Xpro, o Fox® Supra e, mais recentemente, o fungicida Fox® Ultra, que inaugura um novo patamar de performance de controle, amplo espectro de ação e tecnologia Leafshield, que confere maior flexibilidade na absorção e eficiência, compondo o manejo de outras doenças, como a mancha-alvo, ferrugem e podridão das vagens e dos grãos.

“Esses produtos são a prova que ciência e produtividade caminham lado a lado. O nosso foco é garantir que o produtor rural tenha acesso ao que há de mais tecnológico e funcional no mercado, por isso investimos e acreditamos no potencial da ciência”, afirma Tiago.

Unindo produtividade e inovação, a Bayer também desenvolveu o Guardião, um novo conceito para o tratamento de sementes (TS) que apresenta uma série de benefícios com o objetivo de ajudar o produtor antes e depois do plantio de soja. O Guardião conta com produtos de alta eficácia, com opções para proteção contra pragas, doenças iniciais e nematoides, com excelentes resultados em campo. Aliados ao nematicida Verango® Prime, que oferece um controle de longa duração contra as mais importantes espécies de nematoides, controle de patógenos de solo, sendo seletivo para organismos benéficos, proporcionando uma excelente performance de cultivo inicial.

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Além disso, em herbicidas, a empresa continuou desenvolvendo soluções para um manejo inteligente e eficaz de daninhas, à exemplo do Convintro® Duo, um avanço importante no combate a plantas daninhas e com um ativo inédito no país, o Diflufenicam, aplicado na pré-emergência, que, junto com o Metribuzim, traz alto espectro de controle para daninhas de difícil controle como o Caruru e o pé-de-galinha.

Durante a agenda, a Bayer também reforçou outras soluções já conhecidas em seu portfólio, como o Curbix®, que atua no combate rápido insetos sugadores, protegendo culturas de milho, soja, algodão e cana-de-açúcar por mais tempo graças ao efeito de choque e residual. Outra solução, voltada para combate de cigarrinhas do milho e pulgões, é o lançamento de Valient®, que possui a molécula Flupiradifurone, com alta sistematicidade e poder residual, que auxilia no controle das pragas.

Centro de Inovação da Bayer em Paulínia

O evento ocorreu em um dos principais centros de desenvolvimento e inovação para a agricultura e saúde ambiental na América Latina. A unidade é estratégica para a tropicalização de tecnologias globais e o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições brasileiras.

Ocupando uma área de 86 hectares, a unidade de Paulínia é dedicada aos estudos iniciais em proteção de cultivos, recebendo anualmente mais de 100 moléculas para o desenvolvimento de novos defensivos agrícolas.

Sobre a Bayer 

Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há quase 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.

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Fonte: Assessoria de imprensa Bayer



 

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Sustentabilidade

Aprosoja-GO e Faeg possibilitam antecipação do plantio de soja em Goiás

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Foto: Pedro Silvestre

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) e A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) conseguiram a antecipação do calendário de semeadura da soja em Goiás para a safra 2026/2027. O pedido foi encaminhado à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que autorizou, em caráter excepcional, o início da presença de plântulas de soja no campo a partir de 20 de setembro.

A autorização foi oficializada nesta quarta-feira (16), com a publicação da Instrução Normativa nº 5/2026, da Agrodefesa. Até então, o calendário estabelecia 25 de setembro como data inicial para a semeadura. A data limite permanece em 2 de janeiro de 2027.

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Segundo a Faeg, a solicitação levou em consideração avaliações técnicas e as condições climáticas previstas para o período. A análise identificou a possibilidade de ocorrência de janelas pontuais de umidade do solo em diferentes regiões produtoras do Estado.

“Na prática, uma janela de umidade é um período curto em que o solo apresenta condições adequadas de umidade, geralmente após chuvas, que podem favorecer o início da semeadura. Essas condições não ocorrem necessariamente ao mesmo tempo em todo o Estado e podem durar poucos dias. Por isso, a antecipação permite que o produtor aproveite uma oportunidade de plantio quando houver chuva e umidade suficientes em sua região, sem precisar esperar até 25 de setembro”, explica Edson Novaes, gerente de Estudos Técnicos da Faeg.

Outro aspecto considerado pelas entidades foi a diferença entre os calendários de Goiás e de estados vizinhos, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o período de vazio sanitário da soja termina antes. A antecipação pode aproximar os períodos de plantio entre as principais regiões produtoras do Centro-Oeste.

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A medida é excepcional e temporária e vale para a safra 2026/2027. Isso significa que não altera de forma permanente o calendário estabelecido pela Instrução Normativa Agrodefesa nº 6/2024.

Os produtores que realizarem a semeadura entre 20 e 24 de setembro deverão cumprir as obrigações fitossanitárias já estabelecidas, como o registro e a comunicação das áreas cultivadas e o monitoramento das lavouras.

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Sustentabilidade

Cuidados essenciais para o estabelecimento da lavoura de soja – MAIS SOJA

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O estabelecimento da lavoura de soja constitui uma das etapas mais decisivas para a obtenção de elevadas produtividades. Embora a premissa de que “uma boa lavoura começa com uma boa semente” seja amplamente reconhecida, o potencial das sementes depende também de condições adequadas para a germinação e a emergência das plântulas. Dessa forma, além da qualidade fisiológica das sementes, fatores relacionados à semeadura e às condições do ambiente são fundamentais para a formação de uma lavoura uniforme e com bom potencial produtivo.

Durante a instalação da lavoura, é definido um dos principais componentes do rendimento da soja: o número de plantas por unidade de área. Apesar da conhecida capacidade de plasticidade da cultura, que permite certo grau de compensação diante de falhas no estande, essa capacidade é limitada. Assim, falhas, plantas duplas ou distribuição inadequada podem comprometer a uniformidade da lavoura e, consequentemente, refletir negativamente sobre a produtividade.

Figura 1. Esquerda: resultado de semeadura de soja bem feita, com sementes de alta qualidade e vigor: plântulas com emergência uniforme, bem espaçadas e sem falhas; Direita: resultado de semeadura mal feita, resultando em falhas e aglomerados de plântulas.
Fonte: França-Neto et al. (2016).

Logo, além da utilização de sementes de alta qualidade, cuidados relacionados à semeadura, à plantabilidade e às exigências fisiológicas das sementes devem ser considerados para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, o planejamento da implantação da lavoura exerce importante influência sobre o potencial produtivo da soja, especialmente quanto à definição da época e da densidade de semeadura.

A época de semeadura da soja deve ser definida com base nas recomendações técnicas estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que considera as características de solo e as condições ambientais de cada região de cultivo, buscando minimizar os riscos associados às adversidades climáticas. Além disso, é fundamental respeitar os períodos de vazio sanitário e os calendários de semeadura estabelecidos para as diferentes regiões produtoras do país.

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Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.
Fonte: MAPA (2026)

Já com relação a densidade de semeadura, além das recomendações técnicas para a cultivar, é preciso compreender que quando a lavoura é instalada com densidade de plantas acima da indicada para a cultivar, a região e a época de semeadura, há alta competição entre plantas. Nessa situação, a redução de produção de grãos por planta pode ser mais expressiva do que o aumento da quantidade de plantas por área, reduzindo a produtividade de grãos por hectare (Balbinot Junior et al.,2020). Logo, é fundamental trabalhar com densidades de semeadura dentro do estabelecido para a cultivar e região de cultivo.

Tabela 2. Densidade de plantas por hectare, de acordo com o espaçamento entre as fileiras e o número de plantas por metro linear.
Fonte: Balbinot Junior et al. (2020)

Após a definição da época e da densidade de semeadura, é fundamental atentar para as condições ambientais no momento da implantação da lavoura, de modo a garantir que as exigências fisiológicas das sementes sejam atendidas durante a germinação. Para que esse processo ocorra adequadamente, a semente de soja necessita de três fatores fundamentais: água, oxigênio e temperatura adequada. A semente precisa absorver, no mínimo, 50% do seu peso em água para assegurar uma boa germinação  (Farias; Neumaier; Nepomuceno, 2009).

Quando a quantidade de água absorvida é insuficiente, a semente pode até iniciar o processo germinativo, mas dificilmente consegue completar adequadamente suas três fases: absorção de água, ativação metabólica e crescimento. Além da disponibilidade hídrica, a temperatura exerce papel fundamental nesse processo. Para a soja, a faixa de temperatura do solo considerada adequada para a germinação situa-se entre 20 °C e 30 °C, enquanto temperaturas inferiores a 20 °C podem prejudicar a germinação e a emergência das plântulas (Neumaier et al., 2020).

Outro aspecto fundamental para o estabelecimento da lavoura é a regulagem da semeadora. O correto ajuste do equipamento, visando reduzir a ocorrência de falhas e plantas duplas, contribui para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, a regulagem da profundidade de deposição das sementes é essencial para favorecer a emergência das plântulas. Para a soja, recomenda-se posicionar as sementes, em condições adequadas, entre 3 e 5 cm de profundidade (Balbinot Junior et al., 2020).


Veja mais: Plantabilidade – Atenção com falhas e duplas


Referências:

BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTALAÇÃO DA LAVOURA. Embrapa Soja, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 4, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

FARIAS, J. R. B.; NEUMAIER, N.; NEPOMUCENO, A. L. Agrometeorologia dos Cultivos: O fator meteorológico na produção agrícola: Soja. INMET, 2009. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355291/37056285/Bases+climatol%C3%B3gicas_G.R.CUNHA_Livro_Agrometeorologia+dos+cultivos.pdf/13d616f5-cbd1-7261-b157-351eaa31188d?version=1.0 >, acesso em: 18/09/2026.

FRANÇA-NETO, J. B.; et al. TECNOLOGIAS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa Soja, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1057882/1/Documentos380OL1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 18/09/2026.

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 2, Embrapa, Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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Sustentabilidade

Com 88% da área em floração e enchimento de grãos, cultura de canola avança no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A cultura de canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%).

As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores.

Eventos de geada atingiram as lavouras em diferentes estádios, provocando efeitos variáveis conforme o relevo e o desenvolvimento das plantas. Em lavouras que estavam em formação e enchimento de grãos, há possibilidade de comprometimento parcial do enchimento das síliquas e redução do peso de mil grãos, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas.

O estado fitossanitário está, em geral, satisfatório, mas continua o monitoramento de pragas e doenças, sendo observada incidência de traça-das-crucíferas e de mofo-branco. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as primeiras lavoura simplantadas em abril alcançam a maturação: em São Borja (10% de 13.500 ha), em Maçambará (5% de 13.868 ha) e em Santa Margarida do Sul (10% de 600 ha). As condições ambientais favoreceram as áreas em floração devido à maior atividade de polinizadores e as lavouras em enchimento de grãos. Contudo, em Manoel Viana, a redução da umidade do solo em áreas de textura predominantemente arenosa aumentou a necessidade de reposição hídrica via precipitações.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 2% em florescimento, 65% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 8% colhidos. A produtividade atual está estimada em cerca de 2.000 kg/ha. Na de Ijuí, 80% dos cultivos estão em fase final de enchimento de grãos, e 10% em maturação. No Alto Jacuí, em Ibirubá, as primeiras lavouras colhidas apresentaram rendimentos entre 1.500 e 1.800 kg/ha. Nas áreas atingidas por geada, não foram observados sintomas externos de queimadura das síliquas, mas houve interrupção do desenvolvimento dos grãos na porção terminal.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão nos estágios de formação de vagens e de enchimento de grãos, com boa condição sanitária. Os impactos causados pelos episódios de granizo em alguns municípios ainda dependem de avaliação nas áreas atingidas.

Na de Pelotas, as lavouras apresentam estande adequado. Estão 74% da área em florescimento e 26% em enchimento de grãos. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município com a maior área de canola no Estado, estimada em 29 mil hectares, 75% das lavouras estão em formação e enchimento de grãos e 25% em maturação. As geadas ocorridas não provocaram prejuízos significativos.

Na de Santa Rosa, a distribuição fenológica aponta 6% das lavouras em floração, 74% em enchimento de grãos, 19% em maturação e 1% colhido. As geadas, registradas no início do período, podem ter afetado o potencial produtivo, sobretudo em baixadas e áreas sujeitas ao acúmulo de ar frio. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo e potencial
produtivo, mas há incidência de traça-das-crucíferas em diferentes áreas.

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Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar foram elevadas para a época, favorecendo a evolução do ciclo. Estão 2% da área em florescimento e formação de síliquas, e 98% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam plantas vigorosas, bem ramificadas e com elevada densidade de síliquas. O monitoramento concentra-se em doenças e pragas, especialmente mofo-branco e traça-das-crucíferas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 134,00; na de Santa Maria, R$ 139,00; na de Santa Rosa, R$ 136,35; em Santana do Livramento, R$ 135,00.

Fonte: Emater/RS



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