Agro Mato Grosso
Do campo aos refeitórios: como a agricultura familiar avança no acesso a mercados justos com a contribuição da FALM da AMAGGI

Em diferentes regiões, a produção de famílias agricultoras tem encontrado novos caminhos. Alimentos cultivados por mãos que conhecem a terra, o clima, passam a fazer parte da rotina alimentar de quem trabalha nas unidades da AMAGGI. São conexões que aproximam campo e empresa, ampliam oportunidades e fortalecem quem produz no território.
Esse movimento é de um trabalho contínuo de escuta, articulação e cooperação conduzida pela Fundação André e Lucia Maggi (FALM). Por meio do Projeto Cultivando o Futuro, a Fundação integra formação técnica, acompanhamento próximo e estímulo a práticas mais sustentáveis. O projeto contribui com a melhoria da gestão, amplia o acesso a mercados e fortalece arranjos produtivos locais, sempre em diálogo com instituições públicas, organizações sociais e universidades. Essa rede tem permitido que as ações ganhem escala e alcancem mais famílias agricultoras.
A partir desse processo, cooperativas e associações vêm conquistando novos espaços de comercialização. Em localidades como Itacoatiara (AM), Lucas do Rio Verde (MT), Campo Novo do Parecis (MT) e Diamantino (MT), alimentos da agricultura familiar já abastecem refeitórios da AMAGGI. Em 2025, mais de 40 toneladas de alimentos foram entregues, proteínas animais, raízes, hortaliças, frutas e produtos minimamente processados, produzidos por cerca de 260 famílias.
Esse avanço não nasce apenas da demanda por alimentos, mas da construção de relações de confiança. Os fluxos de compra e venda são definidos coletivamente, respeitando a capacidade produtiva, a sazonalidade e as rotas possíveis de escoamento. Tudo é construído com diálogo entre agricultores, setor de Nutrição e Suprimentos das filiais e equipes da FALM e AMAGGI, sempre considerando as dinâmicas de cada território.
“Fortalecer os canais de compra da agricultura familiar significa qualificar o nosso abastecimento interno e impulsionar o desenvolvimento econômico nas áreas onde atuamos. As parcerias com as iniciativas locais mostram que é possível estruturar fluxos de fornecimento justos, previsíveis e alinhados às capacidades produtivas das comunidades”, afirma Claudinei Francisco Zenatti, Diretor de Logística e Operações AMAGGI e conselheiro curador da FALM.
No último semestre, três cooperativas mato-grossenses deram passos importantes.
A CooperChapada realizou as primeiras entregas em unidades de Primavera do Leste e Santo Antônio do Leste. A CooperLAF passou a abastecer o refeitório em Lucas do Rio Verde. E a Coopraf realizou entregas para a Fazenda Itamarati, em Campo Novo do Parecis. Cada uma dessas conquistas exigiu organização interna, planejamento de rota e adaptação às demandas da empresa.
“Para nós, acessar o mercado da AMAGGI é uma conquista. Ver uma empresa desse porte abrir espaço para fornecedores locais valoriza nosso trabalho e amplia o reconhecimento da agricultura familiar”, destaca Veranice Manfrin Berté, da CooperLAF.
Com a regularidade das compras, as cooperativas conseguem planejar melhor a produção e investir em melhorias. E quem trabalha nas unidades da AMAGGI passa a consumir alimentos frescos, cultivados localmente e carregados de histórias, uma forma de fortalecer a economia regional e valorizar a diversidade produtiva.
“Integrar a agricultura familiar ao abastecimento das nossas unidades traz ganhos reais para a operação. Recebemos alimentos frescos e fortalecemos cadeias produtivas do entorno. É uma relação que melhora a qualidade da alimentação e dinamiza a economia local”, afirma Arnaldo Ferrando do Santos, Gerente Regional Agrícola da AMAGGI.
Para a FALM, cada entrega reflete a consolidação de vínculos e a construção de processos duradouros com as comunidades.
“Nosso compromisso é ampliar oportunidades para quem produz no território, fortalecer economias locais e garantir condições justas de comercialização. Cada entrega é fruto de um processo coletivo que valoriza o conhecimento e o trabalho das famílias agricultoras”, afirma Aletéa Rufino, Gerente de Operações da FALM.
Com presença em Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, a FALM segue investindo em estratégias que aproximam campo e mercado. Uma nova parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) irá aprofundar estudos sobre os impactos da inclusão socioprodutiva, orientando, caminhos de expansão e fortalecimento das famílias agricultoras.
Esta história, construída coletivamente, mostra que relações de confiança, redes locais e escutas qualificadas geram pontes reais entre quem produz e quem consome, criando uma economia mais justa, sustentável e enraizada nos territórios.
Sobre a FALM
A Fundação André e Lucia Maggi (FALM) é uma instituição sem fins lucrativos responsável pela gestão do Investimento Social Privado da AMAGGI. Criada em 1997, atua no desenvolvimento de pessoas e comunidades por meio de iniciativas voltadas à agricultura familiar, qualificação profissional, empreendedorismo, empregabilidade e fortalecimento de organizações e coletivos sociais. Em cada território, a FALM trabalha com base na escuta e na construção coletiva de soluções que gerem oportunidades e ampliem horizontes.
Agro Mato Grosso
Fim da piracema abre temporada de pesca esportiva em Mato Grosso a partir de fevereiro

Estado se consolida como um dos principais destinos do país, amplia promoção em feiras nacionais e aposta na Lei do Transporte Zero para garantir peixes nos rios
O fim do período da piracema em Mato Grosso no dia 31 de janeiro, abre oficialmente a temporada de pesca esportiva no estado a partir de fevereiro. O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou a organização do governo para o novo ciclo, o fortalecimento do turismo de pesca e a importância da preservação ambiental para a sustentabilidade do setor.
“O fim da piracema marca o início de um período estratégico para Mato Grosso. O Governo do Estado atua de forma integrada, conciliando a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico, com alinhamento entre os órgãos ambientais, de fiscalização, segurança e turismo, garantindo o cumprimento da legislação e a estrutura necessária para receber pescadores e turistas”, afirmou o secretário.
Reconhecido nacionalmente como um dos principais destinos de pesca esportiva do Brasil, Mato Grosso reúne três grandes bacias hidrográficas, Amazônica, Paraguai e Tocantins, além de rios de relevância internacional e espécies emblemáticas que atraem pescadores de diferentes regiões do país e do exterior. Segundo Miranda, o estado tem papel central no crescimento do segmento, que movimenta bilhões de reais e cresce de forma acelerada no Brasil e no mundo.
“Mato Grosso se posiciona como protagonista ao investir na promoção do destino, na qualificação dos serviços turísticos e na articulação com o setor privado, fortalecendo a pesca esportiva como vetor de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda, especialmente em municípios do interior”, destacou.
Entre as ações estratégicas para a temporada de 2026, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) reforça a promoção do estado em duas das maiores feiras do setor no país: a Pesca Trade Show, que acontece em março, e a Fishing Brasil, programada para agosto. A participação nesses eventos tem como objetivo ampliar a visibilidade de Mato Grosso no mercado nacional e internacional, aproximando operadores turísticos, guias, empresários e investidores do potencial do estado.
Outro eixo considerado fundamental para a consolidação do turismo de pesca é a Lei do Transporte Zero, que proíbe o transporte de pescado e prioriza a pesca esportiva e o pesque-e-solte. De acordo com o secretário, a política pública tem papel decisivo na recuperação dos estoques pesqueiros e no fortalecimento da imagem de Mato Grosso como destino responsável e sustentável.
“A Lei do Transporte Zero é essencial para garantir peixes nos rios e assegurar o futuro da pesca esportiva. Ela protege o recurso natural, fortalece o turismo e dá segurança para quem escolhe Mato Grosso como destino”, pontuou.
Além da promoção e da preservação ambiental, o estado também investe na qualificação profissional. Em janeiro de 2026, foram iniciadas capacitações para condutores de pesca, com aulas teóricas e práticas realizadas em municípios estratégicos como Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger, Cáceres, Poconé, Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Canarana, Querência, São Félix do Araguaia, Novo Santo Antônio, Sinop e Alta Floresta, entre outros.
A temporada de 2026 também será marcada por um extenso calendário de festivais e competições de pesca esportiva, que movimentam a economia local e fortalecem o turismo regional. Entre os eventos previstos estão o 3º Torneio Tucunas do Manso, no Lago do Manso, em abril; o 6º Torneio de Pesca Esportiva com Iscas Artificiais de Sinop, em setembro; o 23º Festival de Pesca de Nova Xavantina, em agosto; o 42º Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres, com data a definir; além de festivais em municípios como Barra do Bugres, Porto dos Gaúchos, Porto Esperidião, Carlinda, Tabaporã e Cuiabá, que deve receber um festival urbano de pesca esportiva. Também estão confirmados o 2º Pesca com Elas, em Novo Santo Antônio, nos dias 7 e 8 de março, e a segunda edição do Festival de Pesca Marina Casa Branca, em Santo Antônio de Leverger, em junho.
O tema foi abordado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda em entrevista concedida à Fish TV na última quinta-feira (29.1),
Agro Mato Grosso
Mato Grosso lidera a balança comercial brasileira e saldo comercial atinge US$ 27 bi

Mato Grosso encerrou o ano de 2025 na liderança da balança comercial brasileira, consolidando-se como o estado com melhor desempenho no comércio exterior do país. O saldo comercial mato-grossense atingiu US$ 27,49 bilhões, o que representa 40,25% de participação no saldo nacional.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e foram compilados pelo DataHub da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Ao longo de 2025, o estado exportou US$ 30,11 bilhões e importou US$ 2,62 bilhões. As exportações responderam por 92% da corrente de comércio exterior de Mato Grosso, enquanto as importações representaram 8%.
Mesmo com forte atuação no mercado externo, Mato Grosso manteve participação de 0,94% no total das importações realizadas pelo Brasil no período. Entre os principais produtos importados pelo estado estão os fertilizantes potássicos, com US$ 634,41 milhões, os fertilizantes azotados, que somaram US$ 578,74 milhões, e inseticidas, rodenticidas e fungicidas, com US$ 370,42 milhões.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o resultado da balança comercial em 2025 reflete a combinação entre a vocação produtiva de Mato Grosso e as políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo e à inserção dos produtos mato-grossenses no mercado internacional.
“Esse desempenho é fruto da capacidade de Mato Grosso em produzir aquilo que o mundo demanda, aliada ao esforço conjunto do poder público e da iniciativa privada. O Estado tem atuado para criar um ambiente favorável aos negócios, ampliar a competitividade e apoiar o setor produtivo, o que se traduz em resultados expressivos no comércio exterior e no fortalecimento da economia mato-grossense.”
Agro Mato Grosso
Reconhecimento Internacional: AMAGGI recebe nota A do CDP por proteção das florestas

A AMAGGI recebeu nota A por sua liderança em transparência corporativa e desempenho na categoria “Florestas” do CDP (Carbon Disclosure Program), organização ambiental sem fins lucrativos. O reconhecimento coloca a empresa entre os líderes globais que demonstram uma divulgação abrangente, uma governança ambiental madura e um progresso significativo em direção à resiliência ambiental.
Neste ano, 20 mil empresas ao redor do mundo foram pontuadas pelo CDP, dentre as mais de 22.100 que reportaram por meio da plataforma da organização, e conquistar um lugar na Lista A significa estar entre as 4% melhores. Essa pontuação reflete a profundidade dos relatórios, a compreensão dos riscos ambientais e a adoção de práticas de excelência, como metas ambiciosas e ações verificadas. Para garantir essa avaliação, o CDP utiliza uma metodologia rigorosa e independente, alinhada aos parâmetros do TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures).
Além da nota A em Florestas, a AMAGGI manteve a nota B em Mudanças Climáticas e, pela primeira vez, respondeu à frente Segurança Hídrica, alcançando B-. Esses resultados evidenciam a evolução da companhia na estruturação de processos, identificação de riscos e oportunidades e fortalecimento da gestão ambiental, com foco em melhoria contínua. A metodologia do CDP avalia de forma integrada as frentes Florestas, Mudanças Climáticas e Segurança Hídrica, reconhecendo a interdependência desses temas para a resiliência dos sistemas produtivos.
Hoje, a AMAGGI mantém 100% de rastreabilidade de seus fornecedores diretos e cerca de 177 mil hectares de áreas preservadas em suas propriedades. Esse compromisso reflete uma estratégia integrada que une produção sustentável, proteção da biodiversidade e gestão responsável da terra.
“Acreditamos que é possível produzir ao mesmo tempo em que investimos na conservação de reservas florestais, no uso sustentável dos recursos naturais e na restauração dos ecossistemas. A produção feita de forma sustentável é uma realidade na AMAGGI e mais uma vez esse trabalho é reconhecido pelo CDP. Estamos muito felizes com o resultado”, disse Juliana Lopes, diretora de ESG, Comunicação e Compliance.
O CDP mantém o maior repositório de informações ambientais do mundo e é amplamente utilizado para orientar as decisões de investimento e aquisição que apoiam uma economia global net-zero, sustentável e positiva para o planeta. Em 2025, 640 investidores com US$ 127 trilhões em ativos solicitaram ao CDP a coleta de dados sobre impactos, riscos e oportunidades ambientais.
“Parabéns a todas as empresas que fazem parte da A List do CDP. As empresas que obtiveram a pontuação ‘A’ estão provando que a ambição ambiental e a força comercial andam de mãos dadas. Os dados de alta qualidade dão aos líderes a confiança necessária para tomar decisões positivas para o planeta que garantam a competitividade de longo prazo, atraiam capital e protejam os sistemas naturais. Essas organizações mostram o que é possível quando a transparência se torna a base para a ação.”, afirma Sherry Madera, CEO do CDP.
Sobre a AMAGGI
Fundada em 1977, a AMAGGI é a maior empresa brasileira de grãos e fibras. Atua em diversas etapas da cadeia do agronegócio, com produção agrícola de grãos, fibras e sementes, bem como originação, processamento e comercialização de grãos e insumos. Atua ainda com transporte fluvial e rodoviário de grãos, operações portuárias, geração e comercialização de energia elétrica renovável.
A AMAGGI tem sede em Cuiabá (MT) e está presente em todas as regiões do Brasil, com fazendas, armazéns, escritórios, fábricas, frota fluvial e rodoviária, terminais portuários e centrais hidroelétricas. No exterior, a empresa possui unidades e escritórios na Argentina, China, Holanda, Noruega, Suíça, Singapura e Panamá.
A empresa produz anualmente cerca de 1,5 milhão de toneladas de grãos e fibras, entre soja, milho e algodão. Tem uma base de relacionamento comercial de aproximadamente 5,6 mil produtores rurais e comercializa cerca de 20 milhões de toneladas de grãos e fibras em todo o mundo.
Sobre o CDP
O CDP é uma organização global sem fins lucrativos que administra o único sistema independente de divulgação ambiental do mundo. Em 2024, apoiou mais de 24.800 empresas e cerca de 1.000 cidades, estados e regiões na divulgação de seus impactos ambientais. Instituições financeiras que representam mais de um quarto dos ativos institucionais globais utilizam seus dados para embasar decisões de investimento e empréstimo.
Alinhado ao padrão climático ISSB (IFRS S2), o CDP integra normas e parâmetros de relatórios com as melhores práticas recomendadas. Com presença global, a organização atua para equilibrar pessoas, planeta e lucro. Mais informações em CDP.net .
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