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Mato Grosso investe R$ 4,4 milhões para modernizar cafeicultura e dobrar produção

O Governo de Mato Grosso destinou mais de R$ 4,4 milhões para o fortalecimento da cafeicultura entre 2019 e 2025. O investimento, realizado por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer-MT), resultou em um crescimento superior a 100% na produção estadual. O aporte financeiro viabilizou a entrega de 2,6 milhões de mudas de café, máquinas, implantação de experimentos de pesquisa e o atendimento direto a mais de mil produtores.
A estratégia foca na consolidação do Robusta Amazônico, um híbrido de alta adaptação ao clima local. Com a introdução de materiais genéticos melhorados e assistência técnica, a produtividade média saltou de 8 para até 23 sacas por hectare em uma década, aproximando o estado dos índices nacionais. Em lavouras com alto nível de tecnologia, o potencial indicado pela pesquisa chega a 50 sacas por hectare.
O impacto da modernização é visível nos indicadores econômicos. Mesmo com uma redução de 43% na área colhida entre 2015 e 2024, o volume produzido cresceu 101,8%, o que demonstra a eficiência do investimento em ciência e tecnologia. O café tornou-se uma cultura estratégica para manter as famílias no campo com rentabilidade e geração de renda contínua.
“O café se consolidou como uma cultura fundamental para a agricultura familiar em Mato Grosso. Ele gera renda contínua, fortalece as economias locais e garante permanência das famílias no campo. O trabalho do Governo do Estado é criar as condições para que essa produção seja sustentável, tecnificada e competitiva, valorizando o produtor e impulsionando o desenvolvimento dos municípios”, afirma a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.
Ciência eleva potencial produtivo nos municípios
O município de Colniza lidera o ranking de produção no estado. Entre 2019 e 2025, a localidade recebeu R$ 9,4 milhões em investimentos da Seaf voltados para a agricultura familiar, incluindo máquinas beneficiadoras, secadores rotativos e caminhões. “Colniza é o celeiro da agricultura familiar, porque temos um povo que quer plantar”, observa o prefeito de Colniza, Milton Amorim.
Para sustentar esse crescimento, a Empaer coordena o Projeto de Validação de Clones de Coffea canephora desde 2021. A iniciativa avalia o desempenho do Robusta Amazônico em cinco regiões estratégicas, com resultados preliminares que indicam produtividades superiores a 100 sacas por hectare em materiais específicos. A previsão é que os dados oficiais sejam apresentados em 2026, após três safras plenas.

Segundo a pesquisadora da Empaer, Danielle Helena Muller, doutora em Agricultura Tropical, o rigor técnico traz segurança para o setor. “Criamos essa divisão para otimizar recursos e entregar resultados técnicos confiáveis para todo o Estado. Plantamos os experimentos em 2021 e vamos apresentar os resultados oficiais em 2026, após três safras plenas. Isso garante segurança técnica para produtores, viveiristas e gestores públicos”, explica.
A pesquisadora Dalilhia Nazaré dos Santos, doutora em Fitotecnia, reforça que o salto produtivo é fruto de uma base científica sólida estabelecida a partir de 2015. “A partir de 2015, com o programa estadual, entraram especialistas no processo, houve treinamento técnico e validação de materiais genéticos. É por isso que a produtividade mais que dobrou em dez anos. Grandes avanços só acontecem com ciência”, afirma.
Nos municípios de Alta Floresta, Nova Monte Verde e Paranaíta, o apoio estadual tem permitido que os produtores avancem para a industrialização do grão. Em Paranaíta, que recebeu R$ 4,6 milhões em investimentos, o prefeito Osmar Antônio Moreira destaca a confiança do produtor no suporte técnico.
“O produtor acreditou no café porque teve projeto, técnica e acompanhamento. Criamos um fundo municipal para financiar novas áreas e agora avançamos para a industrialização. O apoio do Governo do Estado à agricultura de pequena escala é histórico e tem levado esperança, renda e qualidade de vida ao produtor rural”, destaca.
Ao todo, o Governo de Mato Grosso investe R$ 817 milhões nos 142 municípios para fortalecer diversas cadeias produtivas da agricultura familiar. Na cafeicultura, o modelo baseado em inovação e tecnologia transforma a produtividade em desenvolvimento regional sustentável, garantindo a viabilidade econômica das propriedades de pequena escala.
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Caruru-gigante: SP publica regras para trânsito de máquinas; confira

Em continuação aos trabalhos de prevenção, controle e erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo publicou nessa semana uma portaria que estabelece regras para o trânsito de máquinas, implementos agrícolas e veículos transportadores.
Segundo a norma, a limpeza técnica passa a ser obrigatória após o uso em campo e antes de qualquer deslocamento entre propriedades, municípios ou estados. Ela envolve, também, a remoção de solo, restos vegetais e sementes que possam estar aderidos aos equipamentos.
O responsável pela limpeza será o proprietário, arrendatário ou responsável legal pelo equipamento. Caso não seja possível identificar o responsável, a obrigação passa ao condutor do veículo transportador.
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Fiscalização será ampliada
A Defesa Agropecuária informou que as ações de fiscalização serão direcionadas principalmente a áreas de produção de soja, milho e algodão. Em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas autuações, além da determinação de retorno do equipamento à origem.
“A partir de agora daremos início aos trabalhos de operação das ações de fiscalização com o intuito de prevenir que novos focos surjam no Estado de São Paulo. Também estão previstas reuniões técnicas com o setor produtivo, com o objetivo de apresentar e discutir a Portaria”, afirmou Marileia Ferreira, chefe do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes, em comunicado.
Regras também valem para transporte de grãos
A norma também estabelece medidas para o transporte de grãos e produtos agrícolas a granel provenientes de áreas com ocorrência da praga. Entre elas estão a limpeza externa dos veículos e a cobertura adequada da carga.
As medidas entram em vigor 15 dias após a publicação da portaria.
Praga considerada quarentenária
O Amaranthus palmeri é classificado como praga quarentenária e possui capacidade de competição com culturas agrícolas. Segundo a Defesa Agropecuária, o plano estadual inclui ações para reduzir a disseminação por meio do trânsito de máquinas, movimentação de solo e transporte de cargas.
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O plano que pode mudar o café no Espírito Santo já está em campo

O Espírito Santo vem ampliando os esforços para consolidar uma cafeicultura mais produtiva, sustentável e competitiva por meio do Projeto de Cafeicultura Sustentável. A iniciativa reúne produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental em uma proposta que busca fortalecer o campo, ampliar a presença dos cafés especiais e estimular práticas mais eficientes nas propriedades rurais.
Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o projeto foi estruturado para posicionar a cafeicultura capixaba em um patamar cada vez mais elevado de sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.
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A proposta oferece assistência técnica e extensão rural a produtores de café arábica e conilon, com atendimento voltado à realidade de cada propriedade. A partir do ingresso no programa, as áreas passam por um diagnóstico técnico baseado em indicadores de sustentabilidade alinhados a protocolos internacionais, o que permite identificar desafios, oportunidades e caminhos para aperfeiçoar o sistema produtivo.
Plano de ação individual para produtores de café
Com base nessa avaliação, é elaborado um plano de ação individualizado, com orientações que envolvem os aspectos ambiental, econômico e social da atividade.
A intenção é promover avanços no manejo da lavoura, elevar os níveis de adequação das propriedades e qualificar etapas decisivas da produção, como a colheita e o pós-colheita.
Outro eixo importante do projeto está na transferência de tecnologias para o campo. Entre as ações desenvolvidas estão unidades demonstrativas voltadas a manejo de irrigação, microterraceamento, jardins clonais, secagem de grãos e processamento de cafés especiais.
A iniciativa também estimula a capacitação contínua dos produtores por meio de dias de campo, cursos, excursões técnicas e eventos voltados à troca de experiências e à disseminação de boas práticas.
Ao unir diagnóstico técnico, acompanhamento em campo e difusão de tecnologias, o projeto reforça o papel estratégico da cafeicultura para a economia rural capixaba.
Presente em grande parte dos municípios do estado, a atividade segue como uma das bases da geração de renda, emprego e desenvolvimento no interior, agora com um olhar ainda mais atento à sustentabilidade e à competitividade.
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Pesquisa transforma ‘água de batata’ em farinha para produção de alimentos

O que a água utilizada no processamento da batata tem a ver com a poluição de rios? A resposta está no amido liberado pelo tubérculo ao entrar em contato com o líquido durante as etapas industriais, segundo informações do Jornal da Unicamp.
Sendo um dos alimentos mais consumidos no mundo, a batata possui uma produção em larga escala que exige volumes massivos de água, gerando um resíduo que pode causar danos ao meio ambiente.
De acordo com Eric Keven Silva, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, o descarte inadequado desse efluente compromete a qualidade dos corpos d’água e dos lençóis freáticos
“Esse material possui uma alta carga orgânica. Quando descartado sem tratamento, ele contribui para a redução do oxigênio na água, causando o desequilíbrio de ecossistemas aquáticos”, explica o docente.
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Alternativa sustentável
Nesse sentido, para enfrentar o problema, pesquisadores da FEA desenvolveram um processo capaz de recuperar o amido presente na chamada “água de batata”, transformando o resíduo em uma farinha rica em fibras.
“O ingrediente pode ser utilizado na produção de pães e bolos ou como espessante natural para molhos, ampliando as possibilidades de uso na indústria”, destaca Gabriela Milanezzi, doutoranda da FEA e responsável pelo estudo.
A proposta central da pesquisa é permitir que as próprias indústrias incorporem o reaproveitamento do resíduo em suas linhas de produção.
A iniciativa não apenas reduz o desperdício de recursos, mas também agrega valor comercial a um material que, anteriormente, a indústria descartaria apenas como efluente.
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