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Sustentabilidade

Ferrugem asiática da soja chega a 51 ocorrências no Brasil; Fundação MS alerta para perdas que chegam a 70%

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Foto: Divulgação/Syngenta

A ferrugem asiática da soja já contabiliza 51 ocorrências confirmadas no Brasil, segundo dados do Consórcio Antiferrugem, e reforça um cenário de forte alerta para os produtores. O levantamento mostra que o Paraná concentra a maior parte dos registros, com 40 ocorrências espalhadas por dezenas de municípios, incluindo casos de ferrugem em soja voluntária e ampla presença de esporos no ambiente, fatores que aumentam o potencial de disseminação da doença.

O estado de Mato Grosso do Sul aparece com seis ocorrências confirmadas, enquanto São Paulo soma três registros. Rio Grande do Sul e Santa Catarina contabilizam uma ocorrência cada, o que confirma que o patógeno já está ativo em diferentes regiões produtoras do país.

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A ferrugem asiática

De acordo com a pesquisadora Ana Ruschel, da Fundação MS, a ferrugem asiática da soja é causada por um fungo biotrófico, que necessita obrigatoriamente de tecido vivo do hospedeiro para sobreviver durante a entressafra. Durante o período de vazio sanitário, o patógeno consegue se manter principalmente em plantas de soja tiguera ou em outros hospedeiros alternativos. Quando a nova safra é implantada, o processo de epidemia se inicia a partir de esporos oriundos dessas plantas que mantiveram o inóculo vivo no ambiente.

Em situações específicas, como na região de Sete Quedas, que faz divisa com o Paraguai, a ocorrência tende a ser ainda mais precoce, já que no país vizinho há cultivo de soja safra e safrinha, permitindo que a ferrugem se manifeste antes do início do plantio no Brasil. Os esporos são transportados pelo vento e acabam intensificando a epidemia em áreas do sul de Mato Grosso do Sul.

A pesquisadora explica que a doença encontra condições ideais de desenvolvimento com temperaturas entre 18 e 26 graus e alta umidade relativa do ar. Além disso, períodos de molhamento foliar de apenas seis a oito horas, inclusive causados por orvalho, já são suficientes para que o fungo se desenvolva, o que amplia o risco mesmo em situações sem chuvas frequentes. Quando os primeiros sintomas surgem, a evolução da ferrugem é extremamente rápida, principalmente se houver condições climáticas favoráveis, resultando em desfolha precoce das plantas.

Controle da doença

Entre as principais estratégias para evitar problemas com a ferrugem asiática, a Fundação MS reforça a importância do respeito ao vazio sanitário, que no Mato Grosso do Sul ocorre entre 15 de junho e 15 de setembro. Durante esse período, é fundamental eliminar plantas de soja que possam servir como hospedeiro do fungo, com atenção especial à soja voluntária presente em áreas agrícolas, margens de estradas e áreas vizinhas às lavouras. Outra estratégia relevante é a realização da semeadura o mais cedo possível, buscando escapar de condições mais favoráveis ao desenvolvimento da doença.

O controle químico segue como uma das principais ferramentas de manejo, mas precisa ser adotado de forma preventiva. Segundo Ana Ruschel, quando a ferrugem já está instalada, a eficácia dos fungicidas cai significativamente. Por isso, é essencial utilizar produtos adequados, com bons triazóis, carboxamidas, estrobilurinas e fungicidas multissítios, além da rotação de modos de ação para reduzir o risco de resistência.

A adoção de produtos biológicos e indutores de resistência também pode contribuir para o manejo integrado. Outro ponto de atenção é o respeito ao intervalo entre aplicações, geralmente de 14 a 15 dias, e o cuidado com a tecnologia de aplicação, evitando volumes muito baixos que comprometam a cobertura do alvo.

Perdas de até 70%

As perdas causadas pela ferrugem asiática variam conforme a região, as condições climáticas, o momento em que a infecção ocorre e a qualidade do manejo adotado. De acordo com a literatura, os prejuízos podem oscilar de 10% até 70% da produtividade, especialmente em sistemas com cultivo contínuo de soja.

A desfolha precoce compromete diretamente o enchimento de grãos, reduzindo tanto o rendimento quanto a massa final da colheita e afetando o resultado econômico da safra. Diante de um patógeno extremamente agressivo e de rápida evolução, a Fundação MS reforça que o monitoramento constante, aliado a um manejo preventivo bem planejado, é determinante para reduzir riscos, evitar danos severos e preservar o potencial produtivo das lavouras.

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Sustentabilidade

Rússia suspende exportações e menor oferta de fertilizantes eleva risco à produtividade do Brasil – MAIS SOJA

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A decisão da Rússia de suspender, por um mês, as exportações de nitrato de amônio deve intensificar o aperto global na oferta de fertilizantes nitrogenados, elevar os custos de produção e gerar impactos diretos sobre o Brasil. Os riscos são de menor produtividade e área nas próximas safras com o uso mais limitado de insumos.

A Rússia é responsável por até 40% do comércio mundial de nitrato de amônio e respondeu por 95,6% das importações brasileiras do produto. As demais origens têm participação marginal, como Estados Unidos (2,5%), além de Suécia, Egito, Bulgária e México, sem capacidade de suprir a demanda no curto prazo. O insumo é substituto da ureia, que enfrenta preços elevados e baixa disponibilidade diante das tensões no Oriente Médio.

A restrição ocorre em um momento de pressão por fatores como o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de amônia, e danos estruturais em unidades produtivas causados por conflitos, incluindo ataques a instalações na própria Rússia. Ao mesmo tempo, a demanda internacional segue aquecida, com compras concentradas de Europa e Estados Unidos até abril, além da necessidade de grandes volumes pela Índia.

Segundo a analista e consultora da Safras & Mercado, Maísa Romanello, o cenário é agravado por medidas semelhantes adotadas pela China. “Os importadores, como o Brasil, vão disputar volumes, o que encarece os preços”, afirma.

De acordo com ela, o cenário atual difere de episódios anteriores, como em 2022, quando restrições russas foram parcialmente compensadas por maior oferta de outros nitrogenados, especialmente dos chineses e do Oriente Médio. “Neste ano, a oferta já está extremamente restrita, com pouca disponibilidade de ureia e preços elevados. O nitrato de amônio, que era uma alternativa, também fica fora do mercado”, destaca.

Com isso, o foco dos importadores tende a migrar para o sulfato de amônio, principalmente de origem chinesa, que passa a ser a principal opção disponível. Ainda assim, há preocupação com eventuais novas restrições do país asiático.

Os preços dos fertilizantes já refletem esse ambiente de incerteza, com altas tanto nos nitrogenados quanto nos fosfatados. Entre os produtos mais impactados estão a ureia, o sulfato de amônio e o nitrato de amônio, além de fosfatados como MAP, superfosfato triplo e simples. Esse movimento amplia o custo de produção sem compensação equivalente nos preços das commodities.

Apesar disso, conforme a analista, o principal risco no curto prazo não é apenas o custo ao produtor. “Não vai ter produto para comprar. A maior preocupação hoje é oferta”, ressalta.

Esse cenário já coloca pressão direta sobre a produção agrícola brasileira nas próximas safras. Com margens comprimidas, a tendência é de ajustes técnicos no manejo. Existe o risco de redução de adubação, o que pode trazer consequências diretas na produtividade. Em situações mais extremas, pode haver até diminuição de área cultivada em determinadas culturas.

“O produtor tenta evitar esse cenário, mas a preocupação existe, principalmente diante da relação de troca desfavorável, do crédito mais restrito e do nível de endividamento”, aponta Romanello.

Para a especialista a normalização do mercado dependerá menos do fim da suspensão russa e mais da evolução do cenário global. O fornecimento de nitrato de amônio pode melhorar caso haja redução das tensões geopolíticas, queda nos preços da ureia ou diminuição da demanda interna russa, permitindo a retomada das exportações.

Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News

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Bancada do Agro propõe ajustes na subvenção ao diesel e busca soluções para crise dos fertilizantes – MAIS SOJA

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Pressão geopolítica levou governo a interceder

Em meio à crise no Oriente Médio que fez subir a cotação do petróleo, o governo brasileiro editou Medida Provisória 1.340 de 2026, que estabelece uma subvenção econômica para produção e importação de diesel. O objetivo é impedir um efeito inflacionário cascata, uma vez que o referido combustível é majoritariamente usado no transporte rodoviário nacional, inclusive aqueles que envolvem commodities agropecuárias. A bancada parlamentar em defesa do setor apoia a medida, mas também já debate sugestões ao texto.

Entre os pontos que podem ser colocados está uma alteração para também conceder a isenção das alíquotas de PIS e Cofins sobre o biodiesel. O entendimento da bancada é de que o anúncio do governo de zerar esses impostos sobre o diesel acaba prejudicando a competitividade do biodiesel. Até mesmo porque a Constituição prevê um regime fiscal favorecido para os biocombustíveis, introduzido pela Emenda 123/2022.

Quando o acordo do governo diminui a tributação do diesel, ele teria que manter essa diferença para o biodiesel, e isso foi neutralizado com essa medida”, disse o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania – SP). Além disso, os parlamentares da bancada junto com o setor produtivo devem enviar um ofício aos membros do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), pedindo que o grupo analise uma ampliação da mistura dos biocombustíveis na gasolina e no diesel. No caso, a proposta é que o aumento seja de 15% (B15) para 16% (B16) ou 17% (B17) no diesel, e de 30% (E30) para 32% (E32) na gasolina.

Neste sentido, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) publicou nota oficial quanto ao tabelamento nacional dos fretes, assunto que há tempos mobiliza atenções, por impactar os custos embutidos nos alimentos. Para a bancada, há um entendimento claro no setor agropecuário de que o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não reflete a realidade do transporte no país, ao desconsiderar fatores essenciais como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota, o que acaba gerando distorções relevantes e desalinhadas com a prática de mercado.

Por isso, em ofícios enviados, ainda em 2025, aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil, foi solicitada a abertura de um diálogo técnico para revisar a metodologia da tabela de frete. A FPA lembra que o transporte rodoviário está diretamente pressionado pelo custo do diesel, o que provoca aumento artificial dos custos logísticos. A nota conclui defendendo política de transição energética mais previsível e eficaz, citando justamente o caso do biodiesel.

Escassez de fertilizantes também preocupa parlamentares

Outro ponto em que a FPA pretende avançar é em relação ao Projeto de Lei 699 de 2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Conforme Jardim, uma pauta prioritária deve ser entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e essa matéria estará nesses pedidos de celeridade. O Brasil sofre com a dependência externa desses produtos, sobretudo por virem de regiões conflagradas e distantes, conforme o Portal SNA aborda com frequência.

As medidas também têm o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com o diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, “é o momento ideal para nós aprovarmos o Profert”. Além disso, medidas de curtíssimo prazo, como do aumento da mistura são importantes para mitigar a subida de preços que os produtores vêm relatando. “O principal ponto de reclamação que nós temos recebido é o aumento abusivo de preços”, disse o diretor em reunião com a FPA na semana passada.

Entre os impactos no agro brasileiro do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, os fertilizantes trazem um nível de preocupação maior. De acordo com a CNA, os preços da ureia subiram entre 30% e 35% desde o início dos ataques. Além disso, o fornecimento desse insumo também pode ser comprometido, já que aproximadamente 35% do fertilizante nitrogenado vêm do Oriente Médio. A preocupação se agravou com a notícia recente de que a China, outro importante fornecedor desses produtos, suspendeu por tempo indeterminado a exportação de suas reservas, para proteger os produtores locais, conforme reportou a Agência Reuters.

O país é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o país representou 11,5% das compras brasileiras do produto em 2025, totalizando mais de US$ 93 milhões.

Fonte: SNA


FONTE

Autor: Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br

Site: SNA

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Milho em destaque: 1ª Tarde de Campo reunirá especialistas para compartilhar conhecimento técnico – MAIS SOJA

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A cultura do milho possui grande importância no contexto da produção de grãos no Brasil e, especialmente, no Rio Grande do Sul. A adoção de técnicas de manejo adequadas é fundamental para maximizar o desempenho das lavouras e os resultados produtivos.

A 1° Tarde de Campo em Plantas de Lavoura, com foco em ecofisiologia e manejo da cultura do milho, tem como objetivo socializar conhecimentos técnicos junto à comunidade acadêmica, produtores e profissionais do setor que desejam aprofundar seu entendimento sobre a cultura.

Faça sua inscrição antecipada e garanta sua vaga. Clique aqui!

Confira os palestrantes confirmados

Redação: Diego Follmann

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