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26 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Temperaturas mais altas e chuvas irregulares vão marcar o verão, segundo a Climatempo – MAIS SOJA

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O varejo e a indústria podem se preparar para um verão com temperaturas acima da média, principalmente no interior do Brasil, segundo antecipa a Climatempo, a maior e mais reconhecida empresa de consultoria meteorológica e de previsão do tempo do Brasil e da América Latina. No verão 2025/ 2026, que começa oficialmente às 12h03 deste domingo (21/12), ao contrário dos anos anteriores, o clima não será influenciado pelos fenômenos El Niño e La Niña, que costumam acentuar os fenômenos climáticos. Desta vez, a previsão é de neutralidade, mas uma situação especial elevará as temperaturas: o anticiclone subtropical do Atlântico Sul (ASAS).

“O ASAS será o principal modulador do padrão de temperatura e de precipitação do verão brasileiro, que deverá ser mais quente do que o normal, com ocorrência de veranicos e até ondas de calor, e com deficiência de chuva em muitas áreas do País”, afirma Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo.

Ela explica que, como todo sistema de alta pressão atmosférica, o ASAS mais próximo do Brasil deixa o ar mais seco, o que reduz a nebulosidade e as condições para a chuva para além do que seria o normal para a estação, resultando em dias muito quentes e com pouca chuva. Além disso, a presença do ASAS no interior do País vai dificultar a formação e a permanência de grandes áreas de instabilidade e de chuva persistente por vários dias.

De acordo com Josélia, a expectativa é que a chuva fique um pouco abaixo da média neste verão em grande parte do País, deixando a temperatura mais alta especialmente em janeiro, quando todo o Hemisfério Sul receberá a maior incidência de sol no ano.

Contudo, segundo a meteorologista, um efeito do ASAS é provocar uma grande irregularidade espacial e temporal das pancadas de chuva, típicas de verão, e que são importantes para o aumento do nível dos reservatórios, os quais se encontram em situação crítica, como o da Cantareira , em São Paulo. A previsão é que os meses de janeiro e de fevereiro terão temporais em todas as regiões do País, mas a chuva deve cair de forma irregular.

“São chuvas irregulares, que podem cair forte, mas quase nunca no mesmo local”, diz Josélia, ao acrescentar que, em um verão sob influência de ASAS, “fica mais difícil atingir os grandes volumes necessários para a regularização do nível de reservatórios para o abastecimento de água e de energia às populações.”

Mesmo com a tendência de maior atuação do ASAS durante a nova estação, há possibilidade de formação da ZCAS – Zona de Convergência do Atlântico Sul e as irregularidades nas precipitações serão mais notadas em janeiro e fevereiro. Já em março, o regime pluviométrico deve ser mais regular e volumoso do que a média deste mês.

O comportamento das chuvas será diferenciado de acordo com a região do País. As menores precipitações estão previstas para a costa norte do Brasil, entre o litoral do Pará e do Ceará, e áreas do interior do Maranhão e do Piauí. Já o volume pluviométrico deve ser um pouco acima da média na porção norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, no sul e leste de São Paulo, no Sul de Minas, na Zona da Mata Mineira e no sul do Rio de Janeiro. As capitais Florianópolis (SC), Curitiba (PR) e São Paulo (SP) devem se preparar, por sua vez, para chuvas acima da média para a estação. Está previsto também chover mais do que o normal em Rondônia, no Acre, no Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá.

Temperaturas no País neste verão

O mapa abaixo representa a anomalia de temperatura prevista para o verão 25/26, conforme análise da Climatempo. Os tons em azul indicam áreas onde a temperatura média deve ficar abaixo do normal. As áreas em tons de vermelho apontam onde deve fazer mais calor do que a média da estação, enquanto as áreas em branco indicam os locais em que a temperatura média durante o verão deve ficar próxima da normalidade.

Anomalia da temperatura média prevista para o Brasil no verão 2026 (Fonte: Climatempo)

Previsão das chuvas na estação

Este outro mapa representa a anomalia de precipitação prevista para o verão 25/26, conforme análise da Climatempo. Os tons em verde indicam áreas onde deve chover mais do que o normal. Jás as áreas em tons de marrom apontam onde deve chover menos do que a média para a estação, e, nas áreas em branco, o volume pluviométrico deve ficar próximo da normalidade.

Anomalia da precipitação média prevista para o Brasil no verão 2026 (Fonte: Climatempo)

Sobre a Climatempo

Dezembro de 2025 deve ser marcado por temperaturas médias um pouco abaixo do normal em muitas áreas do Paraná e de Santa Catarina. A Climatempo é a maior e mais reconhecida empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo do Brasil e da América Latina, oferecendo soluções personalizadas para diversos setores da economia. Com tecnologia avançadae uma equipe de especialistas altamente qualificada, a empresa fornece previsões precisas e análises climáticas estratégicas para auxiliar na tomada de decisão em segmentos como energia, infraestrutura, agronegócio, setores públicos, entre outros. Para o público em geral, fornece informações sobre o climapor meio do seu websitee aplicativos. Juntos,esses canais alcançam, em média,20 milhões de usuários mensalmente.

Comprometida com a inovação, foi a primeira empresa privada a oferecer análises climáticas customizadas no mercado brasileiro e, em 2015, instalou o LABS Climatempo no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (SP), para atuar na pesquisa e no desenvolvimento de soluçõespara tempo severo,energias renováveis (eólicae solar), hidrologia, comercialização e geração de energia, navegação interior, oceanografia e cidades inteligentes.

Fundada em 1988, a Climatempo foi adquirida, em 2019, pela StormGeo, empresa líder global em serviços de inteligência meteorológica e suporteà decisão, sediada na Noruega, com presença em 26 países e 550 funcionários, e que, desde 2021, integra o grupo Alfa Laval, líder global no fornecimento de produtos nas áreas de transferência de calor, separação e manuseio de fluidos.

Fonte: Assessoria de Imprensa Climatempo



 

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações sinalizam recuperação – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca avançaram no Rio Grande do Sul, melhorando a relação entre as cotações e os custos de produção. No entanto, segundo o Cepea, as margens calculadas para julho ainda ficaram abaixo das registradas no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a baixa disponibilidade de matéria-prima e a necessidade de recomposição de estoques pelo setor industrial têm sustentado as cotações no mercado spot. A valorização, contudo, não aumentou a disposição dos produtores para negociar, enquanto as indústrias encontram dificuldades para repassar as altas da matéria-prima ao arroz beneficiado.

Neste contexto, as negociações seguem pontuais, sobretudo diante da diferença entre os valores pretendidos por vendedores e os ofertados por compradores. Segundo pesquisadores do Cepea, outro fator determinante foram as chuvas que dificultaram o transporte do cereal em algumas regiões e passaram a gerar preocupações com o preparo do solo para a safra 2026/27.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Apesar de negócios seguirem pontuais, cotação sobe – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma registraram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pelos avanços dos preços internacionais.

Segundo o Cepea, compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, principalmente de melhor qualidade. Por outro lado, parte desses agentes permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações aos produtos manufaturados. De modo geral, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações pontuais.

O Centro de Pesquisas ressalta que, apesar da alta, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação, situação que não era observada desde novembro de 2025.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais – MAIS SOJA

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Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.

O que mudou

Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.

Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.

A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.

Limite de 40%

A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.

A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.

O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.

Juros das operações

Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações. Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural. A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.

Mais bancos

A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.

Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.

A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.

Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.

Quem recebeu menos

A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes. Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.

Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.

Efeito esperado

O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.

Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.

Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

Fonte: Agência Brasil



 

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