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Começa a temporada de feiras do agro; confira o que vem por aí

O mês de fevereiro marca o início do calendário de feiras agropecuárias no Brasil. Os eventos reúnem produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e entidades do setor, trazendo o melhor da tecnologia e oportunidades de negócios para os produtores rurais. Tudo isso com a cobertura do Canal Rural, que vai produzir conteúdo para a TV, site e redes sociais diretamente das principais feiras da temporada.
Veja o que vem por aí:
Fevereiro
Show Rural Coopavel
O Show Rural Coopavel é a primeira grande feira do ano. Organizado pela Coopavel desde 1989, o evento reúne produtores de diferentes perfis para apresentar tecnologias, práticas produtivas e soluções para a cadeia agropecuária.
A 38ª edição ocorre entre 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel (PR), com foco em inovação tecnológica e sustentabilidade. A feira conta com mais de 600 expositores e uma área de 720 mil metros quadrados.
Evento: Show Rural Coopavel
Data: 9 a 13 de fevereiro, das 8h às 18h
Local: Cascavel (PR)
Mais informações no site oficial
Itaipu Rural Show

O Itaipu Rural Show chega à 27ª edição como o principal evento do agronegócio de Santa Catarina. Organizado pela Cooperitaipu, o encontro apresenta tecnologias voltadas à produção de grãos e animais, além de máquinas, equipamentos, insumos, seminários e palestras.
A edição de 2026 ocorre de 18 a 21 de fevereiro, no município de Pinhalzinho (SC), e reúne expositores de diferentes segmentos da produção agropecuária.
Evento: Itaipu Rural Show
Data: 18 a 21 de fevereiro, das 8h30 às 9h30
Local: Parque de Difusão de Tecnologias da Cooperitaipu, Pinhalzinho (SC)
Mais informações no site oficial
Show Tecnológico Copercampos

O Show Tecnológico Copercampos chega à 30ª edição em 2026, reunindo produtores, técnicos e consultores em Campos Novos (SC). A programação inclui palestras técnicas, análises de mercado, temas ligados ao clima, pecuária, pastagens e desenvolvimento humano.
O evento acontece de 24 a 27 de fevereiro e integra debates sobre grãos, pecuária, clima e gestão no campo.
Evento: Show Tecnológico Copercampos
Data: 24 a 27 de fevereiro
Local: Campos Novos (SC)
Mais informações no site oficial.
ExpoAgro Cotricampo

A ExpoAgro Cotricampo completa dez anos em 2026. A feira ocorre de 25 a 28 de fevereiro e reúne produtores, cooperativas, empresas e entidades ligadas ao setor agropecuário.
A programação inclui dias temáticos, como o Dia da Soja, Milho e Trigo, o Dia dos Jovens Cooperativistas, o Dia das Mulheres no Agro e o Dia do Leite. O evento também contará com transmissões e painéis com participação do Canal Rural.
Evento: ExpoAgro Cotricampo
Data: 25 a 28 de fevereiro
Local: Campo Novo (RS)
Mais informações no site oficial
Março
Expodireto Cotrijal

A Expodireto Cotrijal é uma das principais feiras do agronegócio da América Latina. Em 2026, o evento ocorre de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque (RS), reunindo cerca de 550 expositores.
A feira apresenta tecnologias, máquinas, soluções digitais, debates estratégicos e espaços dedicados à produção vegetal, produção animal, meio ambiente e agricultura familiar.
Evento: Expodireto Cotrijal
Data: 9 a 13 de março
Local: Não-Me-Toque (RS)
Mais informações no site oficial
Femagri

A Femagri é organizada pela Cooxupé e chega à 25ª edição em 2026. O evento ocorre de 18 a 20 de março, em Guaxupé (MG), com foco na cafeicultura e no mercado de grãos.
A feira reúne cooperados, produtores e empresas fornecedoras de máquinas, equipamentos, insumos e tecnologias voltadas à produção agrícola.
Evento: Femagri
Data: 18 a 20 de março
Local: Guaxupé (MG)
Mais informações no site oficial
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Feiras ao longo do ano
Durante 2026, outras feiras de alcance nacional e internacional completam o calendário do agronegócio brasileiro. Confira:
Agrishow

A Agrishow chega à 31ª edição em 2026 e mantém posição entre as maiores feiras de tecnologia agrícola da América Latina. O evento ocorre de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP).
Os ingressos são vendidos antecipadamente pelo site oficial, com valores diferenciados por lote e opções de estacionamento.
Evento: Agrishow 2026 – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 27 de abril a 1º de maio, das 8h às 18h
Local: Ribeirão Preto (SP)
Mais informações no site oficial
Expointer

A Expointer será realizada entre 29 de agosto e 6 de setembro de 2026, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O evento reúne exposições agropecuárias, máquinas, genética animal e atividades ligadas à produção rural.
A feira é organizada pelo governo do Rio Grande do Sul em parceria com entidades do setor.
Evento: Expointer
Data: 29 de agosto a 6 de setembro
Local: Parque de Exposições Assis Brasil, Esteio (RS)
Mais informações no site oficial
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Mapa atualiza zoneamento climático do girassol com seis classes de água no solo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta quinta-feira (7) a Portaria SPA/Mapa nº 95, de segunda-feira (5), com a versão atualizada do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o girassol.
A principal mudança é a adoção de seis classes de água disponível no solo, em substituição ao modelo anterior, que trabalhava com três tipos. Segundo o governo, a revisão busca melhorar a aderência do zoneamento às condições reais de produção no país.
De acordo com o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Soja), o Zarc é uma ferramenta de análise de risco associada à variabilidade climática e considera características da cultura e do solo.
Na atualização para o girassol, foram incorporadas novas metodologias, parâmetros e uma base climática revisada, além de fatores de risco hídricos, térmicos e fitossanitários.
Pelo novo modelo, as áreas e janelas de semeadura foram definidas com probabilidade de perdas de rendimento inferiores a 20%, 30% e 40% em função de eventos meteorológicos adversos. Farias ressalta, no entanto, que o zoneamento não indica, por si só, os locais e períodos de maior produtividade, mas sim os de menor risco climático.
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A mudança metodológica passa a estimar a água disponível no solo com base nos teores de silte, areia e argila, por meio de função de pedotransferência ajustada para diferentes solos brasileiros. Antes, a classificação era baseada principalmente no teor de argila.
Segundo a Embrapa, isso amplia a representatividade do zoneamento e prepara a ferramenta para, no futuro, incorporar níveis de manejo do solo e sistemas produtivos.
O estudo também relaciona clima e risco fitossanitário. Entre os exemplos citados estão a podridão branca, favorecida por condições frias e úmidas, e a mancha de alternaria, associada a temperaturas elevadas e chuvas excessivas. Para o girassol, a necessidade ideal de água varia de 500 a 700 milímetros ao longo do ciclo, com maior sensibilidade ao déficit hídrico na semeadura, emergência, formação do capítulo, floração e enchimento de grãos.
Fonte: embrapa.br
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Nova regra proíbe seguro rural para propriedades com desmatamento ilegal

Entrou em vigor neste mês a resolução CNSP nº 485/2024, nova regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que passa a vincular a contratação do Seguro Rural à regularidade ambiental, social e trabalhista das propriedades rurais.
A norma estabelece critérios mais rígidos para análise de risco e impede que seguradoras ofereçam cobertura a atividades agropecuárias com irregularidades ambientais ou trabalhistas. Com isso, práticas ligadas à sustentabilidade passam a integrar oficialmente os requisitos para concessão do seguro no Brasil.
Segundo o gerente de sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Pedro Werneck, ferramentas de rastreabilidade e monitoramento geoespacial devem auxiliar as seguradoras no cumprimento das novas exigências.
“Desenvolvemos uma ferramenta que consolida todas as informações demandadas pela resolução e cruza dados de diversas bases públicas para gerar alertas automáticos de restrição”, afirmou.
O que muda com a nova resolução
A regulamentação proíbe contratos de seguro rural em propriedades que apresentem irregularidades como desmatamento ilegal, sobreposição com Terras Indígenas ou Unidades de Conservação e ausência de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Também ficam impedidas de contratar seguro propriedades incluídas na chamada “Lista Suja” do Ministério do Trabalho e Emprego, que reúne empregadores envolvidos em condições análogas à escravidão.
Além disso, a regra aproxima as exigências do seguro rural às condições já aplicadas pelo Banco Central na concessão de crédito rural, criando um padrão único de conformidade socioambiental para o agronegócio.
Setor vê mais segurança jurídica e redução de riscos
De acordo com a CNseg, a resolução traz mais segurança jurídica para seguradoras e amplia a transparência na análise de riscos do setor.
A entidade também avalia que a medida reduz riscos reputacionais e aproxima o mercado brasileiro das metas globais de sustentabilidade, especialmente diante das discussões ambientais ampliadas com a COP30.
Para os produtores rurais, a regularidade ambiental e trabalhista passa a ser condição não apenas para acessar crédito, mas também para proteger a produção com cobertura securitária.
Na avaliação do setor, a medida fortalece a imagem do Brasil como produtor agropecuário alinhado às exigências internacionais de sustentabilidade e rastreabilidade.
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Empregos no agro mais que dobram em Mato Grosso, mas falta gente para trabalhar

O agronegócio em Mato Grosso mais que dobrou o número de empregos nas últimas duas décadas, impulsionado pela expansão da produção e pelo avanço tecnológico no campo. Apesar do crescimento, a falta de mão de obra qualificada tem se tornado um dos principais entraves para o setor.
Em regiões como Juína, produtores enfrentam dificuldades para preencher vagas e manter o ritmo das operações, mesmo com a oferta de trabalho e salários considerados atrativos. A realidade tem exigido adaptação dentro das propriedades e investimento na formação dos próprios trabalhadores.
“A agricultura chegou em Juína, só que a mão de obra não está direcionada para a agricultura. A mão de obra, eu acho que é um ponto muito complicado hoje dentro de Juína. Nós temos falta de mão de obra qualificada, precisamos qualificar mais o nosso profissional”, relata o produtor rural Alcides Szulczewski Filho ao Patrulheiro Agro.
O produtor cultiva cerca de 1,6 mil hectares de soja no município, além de milho, e também mantém pecuária integrada e comercializa madeira dentro do plano de manejo legal. Diante da dificuldade de contratação, a alternativa tem sido redistribuir funções entre os próprios funcionários. “Se você pegar hoje, descarregando aqui eu tenho um vaqueiro na bazuca, eu tenho um operador na outra bazuca, o meu medidor de umidade é o meu cortador lá do mato”.

Adaptação e qualificação no campo
A reorganização da mão de obra dentro das fazendas tem se tornado comum. Trabalhadores que antes atuavam em uma função passam a assumir novas atividades, acompanhando as mudanças do agro.
“Então nós estamos pegando e readaptando a nossa mão de obra, fazendo com que ela fique cada vez mais qualificada. É gratificante para nós, que investimos na qualificação, e é gratificante para eles porque agregam também mais valor no seu orçamento e mais conhecimento”, afirma Alcides.
O movimento também representa oportunidade para quem já está no campo. Com cerca de 15 anos de experiência como vaqueiro, Júnior César Magalhães Roberto agora aprende a operar máquinas agrícolas. “Mais uma profissão que eu estou herdando agora, aprendendo, e eu estou achando bom demais. Trabalhar na cabine é bem melhor”.
Ele destaca que a demanda por trabalhadores segue alta. “Hoje a procura no mercado está boa. Faltando gente na lavoura. Faz uns 15 anos que eu tenho de profissão e o trator é um experimento novo, sombra, ar, maquinão bom, mais um aprendizado que a gente tem”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.
Crescimento acelerado e falta de profissionais
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o número de trabalhadores no agronegócio saltou de pouco mais de 170 mil para quase 450 mil em cerca de duas décadas. O destaque foi 2022, quando os empregos cresceram mais de 13%.
O avanço reflete não apenas o aumento da produção, mas também um setor mais dinâmico e tecnológico, que amplia a necessidade de profissionais qualificados em diferentes áreas.
“Mato Grosso cresce a ritmo Chinês e esse crescimento gera oportunidade de emprego. A gente aqui tem uma deficiência de mão de obra muito grande, aqui falta tudo”, afirma o vice-presidente sul da Aprosoja-MT, Fernando Ferri.
Segundo Ferri, a escassez tem gerado disputa por trabalhadores entre propriedades. “Quem tem vontade, é um lugar que tem oportunidade, porque tem demanda, paga bem. Os salários hoje nas fazendas é um nível de salário bom, mais do que a indústria”.
Oportunidade e mudança de vida
A busca por melhores condições tem levado trabalhadores de outras regiões a migrar para Mato Grosso. É o caso de Francisco Everson Vieira Barbosa Silva, que deixou Brasília para atuar no setor.
“Eu era motoboy em Brasília, e o pessoal fala que aqui é a ‘Suíça Brasileira’ e eu vi essa oportunidade, vim e agarrei e estou agarrado com unhas e dentes”, conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
Hoje como operador de silo, ele afirma que a renda aumentou significativamente. “É boa, quatro vezes mais do que eu ganhava lá em Brasília. Aqui a minha vida mudou, a qualidade de vida com a minha família mudou”. Além da remuneração, ele destaca o impacto na rotina familiar. “Eu pude oferecer para os meus filhos princípios e valores que na cidade grande eu não conseguia. Busquei me aperfeiçoar e é daqui que eu trago o sustento da minha família”.
O crescimento do setor também exige dedicação intensa, conforme reforça Fernando Ferri. “A pessoa que quer vir pra cá tem que estar disposta a trabalhar o ano todo. Você depende do clima e esse clima o dia que está bom pra plantar e o dia que está bom para colher você tem que trabalhar”.
Mesmo com os desafios, o cenário segue positivo para quem busca espaço no mercado de trabalho. “Ela tem que querer trabalhar para crescer, e oportunidade tem para todo mundo”, conclui.
+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro
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