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11 de maio de 2026

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Umidade excessiva acende alerta para avanço de fungos no algodão em MT

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Os cotonicultores de Mato Grosso entraram em estágio de vigilância máxima após o volume de chuvas disparar no final de janeiro. Levantamento da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) revela que o clima úmido acelerou o risco de doenças fúngicas, especialmente a “mela”, que ataca a planta ainda na fase inicial e pode causar a morte imediata das plântulas.

O cenário exige resposta rápida no campo para evitar o “damping-off”, tombamento das plantas provocado pelo patógeno Rhizoctonia solani. Além do fungo, o relatório técnico aponta que o calor e a umidade favoreceram a presença de mosca-branca e pulgões, embora o bicudo-do-algodoeiro continue sendo a maior ameaça à produtividade desta safra.

Até o dia 30 de janeiro, como destacado anteriormente pelo Canal Rural Mato Grosso, o plantio do algodão no estado estava em 67,75% da área estimada. De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a região Nordeste era a mais “atrasada” nos trabalhos com 59,79%, enquanto a Sudeste a mais “adiantada” com 73,15% da área prevista coberta com as sementes.

Segundo a Ampa, a germinação das sementes tem sido considerada positiva na maior parte das regiões, apesar dos atrasos pontuais no cronograma de semeadura registrados na última semana.

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A orientação técnica agora é focar em medidas preventivas e no uso de estratégias integradas para barrar a evolução das pragas antes que elas se espalhem pelo estande. O objetivo é proteger o potencial das lavouras que acabaram de nascer e garantir a qualidade da fibra mato-grossense.

Manejo integrado e potencial produtivo

Para as lideranças do setor, o momento é de equilíbrio entre aproveitar a umidade para o desenvolvimento da planta e combater os efeitos colaterais do clima. A eficiência no controle inicial será o diferencial para determinar o sucesso da colheita nos próximos meses.

“Essa última semana de janeiro pode ser considerada favorável aos produtores de algodão, mas a Ampa recomenda a manutenção de estratégias integradas de controle para reduzir focos iniciais de infestação e preservar o potencial produtivo da cultura nesta safra”, destaca o presidente da Associação, Orcival Guimarães.


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Imea estima 48,8 mi/t de soja na safra 26/27; milho é a maior preocupação

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A safra 2026/27 de soja em Mato Grosso deve registrar uma produção de 48,882 milhões de toneladas. É o que estima a primeira projeção para o ciclo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A cautela na oleaginosa aponta um volume 5,19% menor que o colhido no ciclo 2025/26, influenciada pelas incertezas climáticas e, principalmente, com os custos operacionais diante dos preços dos insumos, visto as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Fatores, inclusive, que preocupam em relação ao milho segunda safra, segundo o setor produtivo.

De acordo com o Imea, a área da safra futura deve crescer 0,25% e ficar em 13,046 milhões de hectares, “configurando como o possível menor crescimento dos últimos anos”, o que reflete um ambiente mais desafiador para o produtor rural.

Em relação a produtividade, a projeção aponta 62,44 sacas por hectare, decréscimo de quatro sacas por hectare em comparação às últimas duas safras, que registraram patamares recordes próximos a 66 sacas por hectare. O Instituto explica que a “redução está associada, principalmente, à mudança no padrão climático, com a transição de um cenário de La Niña, que favoreceu o desempenho recente das lavouras, para um ambiente com maior influência de El Niño, historicamente relacionado à impactos negativos no desenvolvimento da soja no estado”.

Milho é a maior preocupação

A perspectiva anunciada pelo Imea, na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, “é um número mais realistas” para o momento vivido. Conforme ele, além da questão do diesel, os fosfatados também passam pela região do Estreito de Ormuz.

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Beber afirma que são grandes as preocupações dos produtores rurais mato-grossenses com o ciclo 2026/27 diante das tensões geopolíticas, em especial com o milho.

“Nós temos uma forte preocupação, já que o milho tem segurado um pouco da rentabilidade do produtor rural. Nós já temos o conflito da Rússia com a Ucrânia e temos agora esse conflito no Irã, que é um grande fornecedor de nitrogenados aqui para o país e um grande importador de milho”, pontua em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja-MT frisa que a tendência para o próximo ciclo é uma redução de investimento em tecnologia, visando uma diminuição dos custos para que o produtor rural “consiga ter uma rentabilidade razoável”.


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Pesquisadores defendem bioinsumos e controle biológico diante de riscos climáticos no campo

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O avanço das mudanças climáticas tem ampliado a pressão sobre os sistemas produtivos, com aumento de temperatura, secas mais prolongadas e eventos extremos. Durante o BioSummit 2026, realizado entre terça-feira (6) e quarta-feira (7), em Campinas (SP), pesquisadores defenderam o uso de bioinsumos e do controle biológico como ferramentas para elevar a resiliência da agricultura e reduzir a dependência de insumos químicos.

Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Meio Ambiente (Embrapa Meio Ambiente), Wagner Bettiol afirmou que a preservação da biodiversidade microbiana é parte central desse processo. Segundo ele, microrganismos benéficos contribuem para o equilíbrio dos sistemas agrícolas, melhoram o aproveitamento de água pelas plantas e reduzem impactos ambientais.

Bettiol também destacou que o aquecimento global pode intensificar doenças causadas por vírus e molicutes transmitidos por vetores. De acordo com o pesquisador, temperaturas mais altas tendem a encurtar o ciclo de vida desses organismos, elevar sua atividade e aumentar a disseminação de patógenos, como já observado em casos de enfezamento do milho.

No aspecto ambiental, o pesquisador apresentou uma comparação entre insumos. Segundo ele, a produção de 1 quilo de defensivo químico pode emitir de 20 a 25 quilos de CO2 equivalente, enquanto 1 quilo de bioinsumo gera de 3 a 5 quilos de CO2 equivalente. Bettiol acrescentou que o Brasil tem 277 produtos biológicos registrados com uso de apenas duas cepas de microrganismos, o que, segundo ele, indica espaço para ampliar o uso da biodiversidade microbiana nacional.

Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Carlos Alexandre Cruciol afirmou que agentes de biocontrole atuam além do combate a doenças. Segundo ele, bactérias como Bacillus ajudam plantas a enfrentar estresses abióticos, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam melhor resposta em condições de déficit hírico.

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No evento, a jornalista especializada em agro Renata Maron informou que a área potencial tratada com bioinsumos no Brasil alcançou cerca de 194 milhões de hectares em 2025. No mesmo período, a taxa de adoção passou de 22% para 47% em cinco anos.

Fonte: embrapa.br

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Preço do milho cai com avanço da colheita e pressão nos armazéns

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De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), pressionados pelo avanço da colheita da safra de verão e pelo elevado volume de estoques remanescentes da temporada 2024/25.

Segundo o Cepea, a maior disponibilidade do cereal no mercado tem ampliado a oferta e favorecido os compradores, que relatam facilidade para fechar negócios e aguardam novas desvalorizações nas próximas semanas.

No mercado spot, parte dos vendedores também tem demonstrado maior flexibilidade nas negociações. O movimento ocorre em meio à necessidade de liberar espaço nos armazéns, atualmente ocupados pela chegada de novos lotes de soja e milho da safra de verão, além dos estoques ainda remanescentes da temporada anterior.

Além da pressão logística, produtores buscam reforçar o caixa, o que contribui para aumentar o volume disponível para comercialização.

Clima limita quedas mais intensas

Apesar do cenário de ampla oferta, o Cepea destaca que as quedas nos preços não foram ainda mais acentuadas devido às preocupações climáticas envolvendo a segunda safra de milho.

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Algumas regiões produtoras enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, condição que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Além disso, previsões de avanço de frentes frias voltaram ao radar do mercado e aumentam a atenção dos agentes sobre possíveis impactos no potencial produtivo.

Caso o cenário climático adverso se confirme, a produtividade da segunda safra poderá ser reduzida.

Atualmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 109,11 milhões de toneladas de milho na segunda safra brasileira.

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