Agro Mato Grosso
Como município de MT com 3,2 mil habitantes está entre os 7 maiores do PIB per capita do país

Peso do agro, menor densidade populacional, expansão de empresas e investimentos em moradia estão entre fatores que contribuíram para esse crescimento econômico desde 2020.
O peso do agro e a menor densidade populacional. Esses são os dois principais fatores que colocaram Santa Rita do Trivelato, a 445 km de Cuiabá, entre os sete municípios do país com maior PIB per capita, em 2023, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O prefeito de Santa Rita do Trivelato Volmir Bassani (MDB) explicou que ampliou os investimentos na região por meio do avanço do agro, o que fez atrair mais empresas para o município. Além de outros fatores, como saúde, educação e moradia.
“Os investimentos que foram feitos no agro são um dos motivos para nossa receita e conseguimos ampliar nossos investimentos. Exemplo disso é a rodovia MT-140, que se expandiu e fez com que empresas viessem para cá, mesmo que temporárias, e conseguimos melhorar a arrecadação e investimos na saúde e na educação”, afirmou.
Segundo o IBGE, existem outros municípios com produção agropecuária superior no estado, mas a menor participação da população de Santa Rita do Trivelato, que tem 3,2 mil habitantes, garantiu que tivesse maior destaque em PIB per capita.
O levantamento foi feita nos 5.570 municípios do país e mostrou como a economia apresenta diferentes dinâmicas após a pandemia.
🔎 PIB per capita é a riqueza média gerada por pessoa em um país, estado ou município. Ele é calculado dividindo o PIB total pelo número de habitantes e serve para comparar o nível médio de riqueza entre regiões, mas não indica renda real nem distribuição. Uma cidade pode ter um PIB per capita alto porque abriga uma grande indústria ou atividade como petróleo, por exemplo, mesmo que a maioria dos moradores não receba salários elevados.
Segundo o IBGE, o município de Santa Rita do Trivelato tem destaque na agropecuária desde o início da série histórica, em 2002. Naquela época, o setor representava cerca de 70% da economia da região.
Contudo, a partir de 2020 houve um aumento mais acentuado da participação do agro, que, de acordo com o IBGE, está atrelado ao aumento de preços da soja.
“O peso da agropecuária motivado pelo cultivo de soja, contribuiu para o valor de PIB per capita, que foi destaque na UF e no Brasil ao longo de toda série histórica, e alcançando a posição mais elevada em 2022 e 2023: sétimo maior valor entre os 5570 municípios”, disse.
Em 2004, o município apareceu em 9º lugar nesse mesmo ranking.
“Além dos incentivos, estamos trabalhando com a questão da moradia, com projetos aprovados e na área da saúde. Estamos trabalhando para ampliar o hospital e vamos ampliar o atendimento em creches e escolas. Temos, também, o posível asfaltamento da MT-45, que liga Santa Rita a Sorriso, são mais de 60 km de asfalto que vai auxiliar muito na infraestrutura do município”, explicou Bassani.
Com isso, Santa Rita do Trivelato está em 7º colocado no ranking nacional de PIB per capita, seguido por Campos de Júlio, em 17º lugar, Santo Antônio do Leste em 19º, Ipiranga do Norte em 24º e Nova Ubiratã em 25º (veja gráfico abaixo).

Todos os quatro municípios, segundo o IBGE, tiveram a agropecuária como atividade principal ao longo de toda a série, e se mantiveram pelo menos entre os 30 maiores valores adicionados brutos do setor no estado.
Agro Mato Grosso
Governo quer barrar empresas que não cumprirem a tabela de frete mínimo; veja

As empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país, disse nesta quarta-feira (18) o ministro dos Transportes, Renan Filho.
A medida faz parte de um pacote para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário. O anúncio ocorre em meio à ameaça de paralisação de caminhoneiros após as altas recentes do diesel com o início da guerra no Oriente Médio.
Segundo o ministro, o governo pretende adotar instrumentos jurídicos para aumentar a capacidade de fiscalização e punição no setor, inclusive com o monitoramento eletrônico dos fretes. A proposta prevê suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra.
Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.
“A principal correção é que nós vamos, por meio de instrumento jurídico adequado, aumentar a capacidade de enforcement [reforço] do ambiente regulatório. A empresa que não cumpre a tabela vai poder ser impedida de contratar frete”, disse Renan Filho.
Descumprimento
De acordo com o ministro, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.
Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.
Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia, o que, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.
Fiscalização ampliada
O governo pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais. A estratégia busca impedir que multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.
A proposta também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas também de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes.
As medidas são discutidas em meio à insatisfação de caminhoneiros, que reclamam da alta do diesel e da falta de cumprimento da tabela mínima de frete.
O governo mantém diálogo com lideranças da categoria e tenta evitar uma nova greve, como a registrada em 2018.
Regra vigente
A tabela do frete foi criada em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e prevê reajustes automáticos sempre que o preço do diesel varia mais de 5%.
Apesar das atualizações recentes feitas pela ANTT, o governo avalia que o modelo atual ainda tem baixa efetividade e precisa de ajustes para garantir remuneração adequada aos transportadores.
Agro Mato Grosso
Nortão de MT vive nova onda de crescimento e atrai mercado de capitais

Mato Grosso deve encerrar 2026 com crescimento de 6,6% no PIB, o triplo da média nacional, segundo projeções de mercado. Esse fôlego econômico tem transformado o Norte do estado: cidades como Lucas do Rio Verde e Sorriso deixaram de ser apenas polos agrícolas e passaram a se consolidar como centros de um mercado imobiliário e logístico em forte expansão.
Com investimentos em urbanização que já superam R$ 500 milhões, de acordo com balanços municipais, a região passou a atrair cada vez mais a atenção do mercado financeiro. É nesse cenário que o Semear Banco de Investimento (SBI) participa do Show Safra 2026, evento que será realizado entre os dias 23 e 27 de março em Lucas do Rio Verde. A presença no evento, viabilizada por meio de parceria com a Romancini Incorporadora, tem como objetivo apresentar o crédito estruturado como alternativa para um mercado que não para de crescer.
Para Raphael Coutinho, head comercia ldo SBI, a dificuldade de acesso ao crédito nos bancos tradicionais abriu espaço para soluções financeiras que antes eram mais comuns no eixo Rio–São Paulo. Segundo ele, o empresário de Mato Grosso amadureceu e hoje busca maior independência financeira para garantir que projetos e expansões não sejam interrompidos.
“O investidor local percebeu que não precisa mais ficar refém das linhas de crédito tradicionais para tirar um loteamento ou um armazém do papel. No Show Safra, nosso foco é mostrar que instrumentos como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) oferecem a flexibilidade que o caixa dessas empresas precisa, permitindo que os investimentos acompanhem o ritmo acelerado da região”, explica Coutinho.
A estratégia ganha força com a parceria da Romancini Incorporadora, referência em projetos imobiliários emLucas do Rio Verde. A união reúne quem conhece de perto aregião e o déficit habitacional da região com a engenharia financeira necessária para captar volumes de recursos no mercado de capitais.
Além do setor imobiliário, a participação no evento também busca originar oportunidades em áreas com o agro, logística, comércio e indústria. O banco ainda mira operações de fusões e aquisições (M&A) e a estruturação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), ferramentas que contribuem para profissionalizar a gestão de capital das empresas locais.
Esse movimento reflete uma mudança na forma como o interior do estado financia seu desenvolvimento. Ao aproximar a sofisticação do mercado de capitais de quem projeta prédios, armazéns e indústrias, a instituição ajuda a sustentar o ritmo acelerado de crescimento regional. A presença no Show Safra reforça esse suporte financeiro, considerado essencial para acompanhar a nova etapa de urbanização e industrialização do Norte de Mato Grosso.
FIQUE SABENDO
O Semear Banco de Investimento (SBI) nasceu da união entre o Banco Semear e a RSA Capital. Depois de quase 10 anos de uma parceria de sucesso, houve a aquisição de 30% da RSA Capital oficializada em 2024 após a autorização do Banco Central.
A nova instituição combina o relacionamento do Banco Semear com a expertise da RSA Capital no mercado de capitais, atuando de forma especializada em operações estruturadas, crédito e investimentos, com foco nos setores agro e imobiliário. Entre as soluções oferecidas estão CRA, CRI e financiamentos estruturados sob medida para empresas de médio e grande porte.
Agro Mato Grosso
Tremor de magnitude 3,1 atinge região próxima de cidade com 6 mil habitantes em MT

O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse a imprensa que a população não sentiu nada, a princípio.
Um tremor de magnitude 3.1 foi registrado próximo ao município de Cocalinho, a 780 km de Cuiabá, no domingo (15). Ninguém ficou ferido.
O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (17) pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse que a população não sentiu nada, a princípio.
“No primeiro momento, ninguém sentiu nada, só se teve algo que alguém sentiu mais concreto. Nem na cidade não ouvi comentário”, afirmou.
Com base nas estações da rede, o tremor de terra ocorreu por volta de 22h16. O município tem 6.220 habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A última vez que houve um abalo sísmico no estado foi no dia 20 de janeiro, em Barão de Melgaço, com magnitude de 2.1, região do Pantanal.
A rede explica que os tremores de terra de baixa magnitude costuma ser relativamente comum e ocorrem quase todas as semanas, mas a maior parte deles não é sentida pela população.
“Os sismos naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, diz, no comunicado.
A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
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