Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve encerrar semana com poucas alterações nos preços – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana-com mais um dia de poucas alterações nas cotações. Após dois dias de indicadores internacionais favoráveis, a Bolsa de Chicago opera dentro de pequenas margens e o dólar sobe levemente frente ao real, corroborando com o quadro de estabilidade observado durante a semana.
O mercado brasileiro de milho registrou preços pouco alterados novamente nesta quinta-feira. O ritmo de negócios foi arrastado novamente, com a logística prejudicada neste período em que se aproxima o final do ano.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 71,00/75,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 70,00/74,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 68,00/70,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 71,00/73,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 62,00/65,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/62,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 60,00/63,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,43 1/4 por bushel, baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,28%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado busca um movimento de realização de lucros após avançar por dois pregões consecutivos. A correção é reforçada pela valorização do dólar frente a outras moedas, o que reduz a competitividade do cereal dos Estados Unidos. Ainda assim, as cotações permanecem próximas das máximas em seis meses e, até o momento, a posição março/26 acumula ganho semanal de 0,7%.
* Ontem (18), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,44 1/2, com alta de 4,00 centavos, ou 0,90%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,52 1/4 por bushel, avanço de 4,50 centavos de dólar, ou 1,00%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,01%, cotado a R$ 5,5252. O Dollar Index registra valorização de 0,32% a 98,75 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços altos. Xangai, + 0,36%. Japão, +1,03%.
* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, +0,07%. Frankfurt, + 0,10%. Londres, +0,03%.
* O petróleo opera com alta. Janeiro do WTI em NY: US$ 56,53 o barril (+0,67%).
AGENDA
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Pedro Carneiro / Safras News
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Cotações sinalizam recuperação – MAIS SOJA

Os preços do arroz em casca avançaram no Rio Grande do Sul, melhorando a relação entre as cotações e os custos de produção. No entanto, segundo o Cepea, as margens calculadas para julho ainda ficaram abaixo das registradas no mesmo período do ano passado.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a baixa disponibilidade de matéria-prima e a necessidade de recomposição de estoques pelo setor industrial têm sustentado as cotações no mercado spot. A valorização, contudo, não aumentou a disposição dos produtores para negociar, enquanto as indústrias encontram dificuldades para repassar as altas da matéria-prima ao arroz beneficiado.
Neste contexto, as negociações seguem pontuais, sobretudo diante da diferença entre os valores pretendidos por vendedores e os ofertados por compradores. Segundo pesquisadores do Cepea, outro fator determinante foram as chuvas que dificultaram o transporte do cereal em algumas regiões e passaram a gerar preocupações com o preparo do solo para a safra 2026/27.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Apesar de negócios seguirem pontuais, cotação sobe – MAIS SOJA

Os preços do algodão em pluma registraram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pelos avanços dos preços internacionais.
Segundo o Cepea, compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, principalmente de melhor qualidade. Por outro lado, parte desses agentes permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações aos produtos manufaturados. De modo geral, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações pontuais.
O Centro de Pesquisas ressalta que, apesar da alta, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação, situação que não era observada desde novembro de 2025.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais – MAIS SOJA

Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento.
A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.
O que mudou
Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.
Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.
Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.
Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.
A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.
Limite de 40%
A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.
A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.
O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.
Juros das operações
Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações. Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural. A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.
Mais bancos
A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.
Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.
A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.
Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.
Quem recebeu menos
A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes. Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.
Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.
Efeito esperado
O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.
Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.
Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.
Fonte: Agência Brasil
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