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26 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Paraná: vazio sanitário e manejo responsável reforçam a proteção da soja na safra 2025/2026  – MAIS SOJA

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O manejo adequado da soja é uma das principais estratégias para reduzir a pressão de doenças na cultura, especialmente da ferrugem asiática, considerada a mais severa da oleaginosa e capaz de provocar perdas de até 90% da produtividade quando não controlada.

Para Alexandra Botelho de Lima Abreu, Especialista em Desenvolvimento de Mercado da da Ourofino Agrociência, a prática é sustentada pelo respeito ao vazio sanitário, período em que não é permitida a presença de plantas vivas de soja no campo. Isso acaba sendo essencial para interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi e garantir um início de safra com menor pressão de inóculo, especialmente no Paraná, estado que apresenta diferentes microclimas e elevada concentração de áreas contínuas de cultivo.

“A ferrugem asiática é causada por um fungo biotrófico, ou seja, que depende de um hospedeiro vivo para sobreviver. Quando o vazio sanitário é respeitado, não há plantas de soja no campo durante a entressafra, o que reduz drasticamente a quantidade de esporos no ambiente. Isso evita a chamada ‘ponte verde’ para a safra seguinte e retarda o aparecimento da doença nas lavouras”, explica a especialista Abreu.

“Na prática, o produtor inicia o ciclo com menor pressão da ferrugem. O resultado é a redução da necessidade de aplicações de fungicidas, menor custo de produção, menor impacto ambiental e maior potencial de produtividade”, completa.

No Paraná, o vazio sanitário da soja é escalonado em três regiões, conforme os diferentes microclimas do estado, com fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). No Sudoeste paranaense, por exemplo, o vazio sanitário segue até 10 de janeiro de 2026, período em que é proibida a manutenção de plantas vivas de soja no campo.

Na Região 2, que engloba municípios do Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste do Paraná, o período de semeadura teve início em 1º de setembro e segue até 31 de dezembro de 2025, após o encerramento do vazio sanitário, que ocorreu entre 2 de junho e 31 de agosto.

As demais regiões seguem os seguintes períodos oficiais:

  • Região 1 (Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral): plantio autorizado de 20 de setembro de 2025 a 20 de janeiro de 2026, com vazio sanitário de 21 de junho a 19 de setembro;
  • Região 3 (Sudoeste paranaense): plantio permitido de 11 de setembro de 2025 a 10 de janeiro de 2026, com vazio sanitário de 12 de junho a 10 de setembro.

Segundo a primeira estimativa da safra 2025/2026 divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), o Paraná deve registrar aumento tanto de área quanto de produção de soja. A previsão inicial é de 5,79 milhões de hectares plantados, crescimento de 0,6% em relação à safra anterior. Em 2024, o Valor Bruto de Produção (VBP) da cultura no estado alcançou R$36,9 bilhões, reforçando sua importância estratégica para a economia paranaense.

Nesse contexto, a adoção de tecnologias alinhadas ao manejo responsável é decisiva. Um exemplo é o Dotte, fungicida da Ourofino Agrociência que se destaca por sua formulação premium, alta eficácia no combate à ferrugem asiática e outras doenças fúngicas, além do desempenho consistente no manejo pós-emergente. A solução contribui diretamente para a redução de perdas produtivas e reforça estratégias integradas de controle da doença.

Sobre a Ourofino Agrociência        

A Ourofino Agrociência é uma empresa de origem brasileira, fabricante de defensivos agrícolas, com 15 anos de atuação. Sua fábrica — considerada uma das mais modernas do mundo no segmento — está localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de produção de 200 milhões de quilos/litros por ano. São mais de 50 mil m² de área construída, com equipamentos de última geração e ambiente automatizado. A empresa desenvolve produtos, serviços e tecnologias com base nas características do clima tropical, seguindo o propósito de reimaginar a agricultura brasileira.   

Mais informações: www.ourofino.com.br

Fonte: Assessoria de Imprensa Ourofino Agrociência



 

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Apesar de negócios seguirem pontuais, cotação sobe – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma registraram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pelos avanços dos preços internacionais.

Segundo o Cepea, compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, principalmente de melhor qualidade. Por outro lado, parte desses agentes permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações aos produtos manufaturados. De modo geral, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações pontuais.

O Centro de Pesquisas ressalta que, apesar da alta, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação, situação que não era observada desde novembro de 2025.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais – MAIS SOJA

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Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.

O que mudou

Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.

Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.

A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.

Limite de 40%

A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.

A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.

O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.

Juros das operações

Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações. Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural. A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.

Mais bancos

A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.

Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.

A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.

Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.

Quem recebeu menos

A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes. Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.

Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.

Efeito esperado

O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.

Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.

Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

Fonte: Agência Brasil



 

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Sustentabilidade

Plano Safra: Canola amplia alternativas de produção no inverno – MAIS SOJA

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O amarelo que toma conta das lavouras durante a floração da canola tem ganhado cada vez mais espaço no campo e também na estratégia dos produtores rurais. Em Crissiumal, no Noroeste do Rio Grande do Sul, a cultura vem sendo uma alternativa para diversificar a produção durante o inverno e aproveitar melhor as áreas agrícolas.

Os cooperados Janiel Frasson Helfenstein e sua esposa, Luana Unser Prediger, iniciaram o cultivo da canola em 2025. Na propriedade, localizada na comunidade de Vila Planalto, são destinados aproximadamente 30 hectares para a cultura nesta safra.

A escolha pela canola está relacionada principalmente à possibilidade de diversificação e à adaptação da cultura ao sistema produtivo da região. Além de ser uma oleaginosa cultivada no período de inverno, a canola pode participar da rotação de culturas, contribuindo para a quebra de ciclos de doenças e para o melhor aproveitamento da área agrícola. Estudos da Embrapa destacam esse potencial da cultura no Noroeste do Rio Grande do Sul.

Uma nova alternativa para a lavoura

Para os produtores, apostar na canola também significa buscar novas possibilidades de renda e aproveitar um período em que a propriedade poderia ter parte de sua área com menor utilização.

Janiel conta que decidiu investir na cultura principalmente pela maior resistência da canola às chuvas. Antes, durante o inverno, a área era destinada ao cultivo de trigo. A mudança trouxe uma nova alternativa para a propriedade, com a expectativa de um retorno financeiro maior devido à valorização da canola no mercado. Para esta safra, a previsão é colher entre 25 e 30 sacas por hectare. 

O cultivo exige atenção desde o planejamento da lavoura até a colheita. Entre os principais cuidados estão a escolha da cultivar, a época de semeadura, o manejo do solo, a adubação e o acompanhamento das condições climáticas. No Rio Grande do Sul, a canola é cultivada durante o outono e o inverno, e o planejamento da semeadura é um dos fatores importantes para o desempenho da lavoura.

Crédito para o cultivo 

Para garantir os recursos necessários ao desenvolvimento da cultura, os cooperados buscaram na Cresol o apoio do Plano Safra. Por meio da linha de custeio, puderam contar com recursos para as despesas ao longo do ciclo produtivo, contribuindo para um melhor planejamento e desenvolvimento da lavoura. 

“A Cresol facilitou a nossa produção pela agilidade na liberação do crédito e pela praticidade na contratação. E também tem o atendimento próximo, porque a gente sabe que pode contar com eles quando precisa. Com o tempo, acaba criando até uma amizade”, comenta Janiel.

Mais do que disponibilizar o crédito, a proximidade com o associado faz parte da atuação da Cresol no campo. A cooperativa busca compreender a realidade de cada propriedade para oferecer soluções que estejam de acordo com as necessidades do produtor.

Canola ganha espaço no Rio Grande do Sul

A experiência dos produtores de Crissiumal acompanha um movimento de expansão da cultura no Rio Grande do Sul. De acordo com a projeção da Emater/RS-Ascar para a safra 2026, o Estado deve cultivar 353.397 hectares de canola, um crescimento de 102,64% em relação à área cultivada em 2025. O avanço reforça a cultura como uma das principais alternativas entre os cultivos de inverno. 

No Noroeste gaúcho, a cultura já possui histórico de adaptação e vem sendo estudada como alternativa para os sistemas de produção da região. Além da possibilidade de geração de renda no inverno, a canola contribui para a diversificação e pode ser inserida em sistemas de rotação com outras culturas.

Para Christian Renz, gerente da agência da Cresol em Crissiumal, apoiar atividades como a produção de canola faz parte do compromisso da cooperativa com o desenvolvimento das propriedades e da economia local. “Sabemos que diversificar a produção também é uma forma de buscar novas oportunidades no campo. A Cresol está ao lado dos agricultores para apoiar essas decisões e incentivar que conheçam e avaliem novas alternativas de cultivo, sempre considerando a realidade e os objetivos de cada propriedade”, destaca.

A expectativa dos associados para os próximos ciclos é seguir investindo na canola como alternativa para diversificar a produção. Com planejamento, conhecimento e acesso aos recursos necessários, a cultura passa a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na propriedade.

Série especial Plano Safra

Desde 2003, o Plano Safra é uma das principais políticas de incentivo ao desenvolvimento da agropecuária brasileira, oferecendo linhas de crédito para custeio, investimento e modernização das propriedades rurais.

Nesta série especial, a Cresol apresenta histórias de produtores que utilizam esses recursos para investir em tecnologia, ampliar a produção e fortalecer a sucessão familiar. A cada reportagem, uma atividade mostra como o cooperativismo contribui para o desenvolvimento do campo em diferentes regiões do Brasil. 

Sobre a Cresol

Com 31 anos de história, mais de 1,2 milhão de cooperados e 1.060 agências de relacionamento no Brasil, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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